Connect with us
27 de junho de 2026

Sustentabilidade

O projeto CPA-MT divulgou o novo relatório de custo de produção da safra 25/26 do algodão – MAIS SOJA

Published

on


Em out/25, a Conab publicou a nova estimativa da safra brasileira de algodão 2025/26, marcando o início do ciclo com elevação nas projeções de área cultivada. A expectativa indica incremento de 2,50% na área de cultivo em relação à temporada passada, ficando estimada em 2,14 milhões de hectares.

Apesar do aumento da área, a produtividade média do algodão em pluma ficou em 125,67/@, apresentando redução de 3,55% quando comparada à da safra 2024/25. Como consequência da queda da produtividade, a produção ficou prevista em 4,03 milhões de toneladas de pluma, representando redução de 1,14% no comparativo entre safras.

Por fim, de acordo com a Companhia, o recuo previsto inicialmente para o rendimento se dá devido à sua postura conservadora e análises climáticas, mesmo com aumento de área observada no relatório.

RETRAÇÃO: a alta disponibilidade no mercado pressionou as cotações internas, fazendo o preço Imea pluma recuar 1,69% no comparativo semanal, ficando precificado a R$ 108,28/@.

ELEVAÇÃO: a demanda pelo óleo de algodão em Mato Grosso continuou fortalecida, de modo que o coproduto valorizou 1,00% no comparativo semanal, ficando cotado a R$ 6.085,71/t.

DESVALORIZAÇÃO: na última semana, o contrato da Ice NY jul/26 apresentou recuo de 1,66%, e ficou cotado na média de ¢ US$ 67,77/lp.

O projeto CPA-MT divulgou o novo relatório de custo de produção da safra 25/26 do algodão

Em set/25, o custeio foi estimado em R$ 10.790,23/ha, alta de 0,22% ante ago/25. Assim como na estimativa anterior, a alta se deu em relação às despesas com as classes de defensivos (+0,38%) e fertilizantes e corretivos (+0,27%).

Contudo, apesar do custeio maior, o COE e o COT foram projetados em R$ 15.405,97/ha e R$ 16.379,80/ha, reduções de 0,01% e 0,03%, respectivamente. O cenário está ligado à queda de 1,24% nos custos de pós-produção e de 0,32% nas depreciações. Diante disso, e considerando a produtividade média de 119,75 @/ha, para cobrir o COE, o cotonicultor teria que vender a pluma a no mínimo R$ 128,65/@, enquanto para cobrir o COT, a R$ 136,78/@.

Ao mesmo tempo, o preço médio ponderado da comercialização da safra 25/26, até set/25, ficou em R$ 135,20/@, ou seja, já não cobre mais o COT. Com isso, o cenário é desafiador para o produtor, visto que os custos estão elevados em relação às últimas duas safras, e os preços na bolsa de NY seguem mantendo tendência baixista.

Confira o Boletim Semanal do Algodão n° 795 completo, clicando aqui!

Fonte: Imea



 

FONTE

Autor:Boletim Semanal do Algodão

Site: IMEA

Continue Reading

Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

Published

on


Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

O post Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

Published

on


A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

O post China amplia participação nas exportações de soja do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo: entender os períodos de definição dos componentes e rendimento é essencial para o manejo da lavoura – MAIS SOJA

Published

on


Obter boas produtividades de trigo é uma tarefa complexa, sujeita a interferência de fatores bióticos e abióticos que podem atuar de forma positiva ou negativa ao longo do ciclo da cultura. Ainda que definir cultivares mais produtivas e posicioná-las adequadamente seja uma das maneiras de elevar a produtivo da lavoura, é preciso possibilitar condições adequadas para que as plantas possam expressar seu potencial produtivo.

Nesse contexto, compreender os períodos responsáveis pode definir os componentes de rendimento do trigo e como atuar de forma positiva para otimizar a definição desses componentes é crucial para o planejamento das práticas de manejo voltadas a nutrição e sanidade da lavoura, bem como elevar a produtividade do trigo. De acordo com Santos; Pires; Fontaneli (2014), as condições ambientais influenciam diretamente o desenvolvimento do trigo e a formação dos componentes do rendimento de grãos. A temperatura regula a velocidade de desenvolvimento da cultura, da emergência à maturação fisiológica, e temperaturas mais elevadas tendem a antecipar estádios como a floração.

Além disso, fatores como fotoperíodo, vernalização e precocidade genética da cultivar afetam o crescimento das plantas. Embora muitos componentes do rendimento sejam determinados geneticamente, uma mesma cultivar pode apresentar respostas distintas quando cultivada em diferentes ambientes. De modo geral, plantas de trigo têm momentos ótimos para responder à aplicação de insumos/práticas de manejo, mas quase não existem exceções no que diz respeito à sequência das distintas etapas do cultivo (Santos; Pires; Fontaneli, 2014).

Em síntese, a produtividade do trigo resulta da interação entre três principais componentes do rendimento: número de espigas por m², número de grãos por espiga e massa média de grãos (Foloni et al., 2016). Ao longo do ciclo da cultura, compreendido pelas fases vegetativa, reprodutiva e de enchimento de grãos, diferentes estádios de desenvolvimento determinam processos fundamentais para a definição do rendimento e da qualidade dos grãos (figura 1). Dessa forma, o conhecimento dessas etapas é essencial para direcionar práticas de manejo no momento adequado e maximizar o potencial produtivo da cultura.

Figura 1. Escala Feekes-Large de crescimento e desenvolvimento de trigo e correspondente formação dos componentes do rendimento de grãos.
Ilustração: João Leonardo Fernandes Pires (2014). Adaptado com o uso de Inteligência Artificial.

Vale lembrar que a fase compreendida entre o início do florescimento (antese) ao enchimento de grãos é uma das fases mais importantes na definição da produtividade do trigo, fase essa, em que formalmente há uma maior pré-disposição a ocorrência da giberela (Gibberella zeae) e demanda maior cuidado com a sanidade da lavoura. Além do controle de doenças, o posicionamento dos fertilizantes nos períodos em que há maiores respostas produtivas é crucial para a obtenção de boas produtividades do trigo.

Em relação à adubação nitrogenada, as recomendações de manejo para a cultura do trigo indicam o fornecimento de parte do nitrogênio na semeadura (até 20 kg ha⁻¹), enquanto o restante deve ser aplicado em cobertura. Quando a dose necessária for elevada, o parcelamento da adubação é uma estratégia para reduzir perdas de N por lixiviação e favorecer a formação dos componentes de rendimento. Nesse caso, a primeira aplicação em cobertura deve ser realizada no início do afilhamento (perfilhamento), e a segunda no estádio de alongamento do colmo. A disponibilidade de nitrogênio durante o início do afilhamento, próximo à emissão da quarta folha, influencia a formação do número de espiguetas por espiga, enquanto a oferta de N em estádios posteriores, como na emissão da sétima folha, contribui para a sobrevivência dos afilhos e a formação de espigas férteis (De Bona; De Mori; Wiethölter, 2016).



Referências:

DE BONA, F. D.; DE MORI, C.; WIETHÖLTER, S. MANEJO NUTRICIONAL DA CULTURA DO TRIGO. IPNI, Informações Agronômicas, n. 154, 2016. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1067157/1/ID439792016n154InfAgron.pdf >, acesso em: 26/06/2026.

FOLONI, J. S. S.; SILVA, S. R.; BASSOI, M. C.; OLIVEIRA JUNIOR, A. de; CASTRO, C. de. Cobertura nitrogenada em diferentes estádios do trigo 1: componentes de rendimento. Embrapa Soja, 2016. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1057759/1/97.pdf >, acesso em: 26/06/2026.

SANTOS, H. P.; PIRES, L. F.; FONTANELI, R. S. Trigo: crescimento e desenvolvimento. Cultivo de trigo, Sistemas de Produção Embrapa, Embrapa Trigo, 2014. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1155370/1/Cultivo-de-Trigo.pdf >, acesso em: 26/06/2026.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT