Agro Mato Grosso
Arara-canindé mantida em cativeiro é resgatada pelo Corpo de Bombeiros em MT

Denúncia enviada à polícia informava que o responsável pela arara cortava as asas para impedir que ela voasse. O animal foi levado para avaliação veterinária.
Uma arara-canindé que vivia em cativeiro foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros em uma casa localizada no Bairro 13 de maio, em Guarantã do Norte, a 709 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (15).
O Corpo de Bombeiros foi acionado pela Polícia Civil após receber uma denúncia de maus-tratos a uma ave silvestre. Conforme a denúncia, o responsável pela arara estaria cortando as asas para impedir que ela voasse.
Ao chegarem no local indicado, foi confirmada a presença da ave, que estava solta na lavanderia da residência. Após o resgate, a arara foi encaminhada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), onde passou por avaliação veterinária e pelos procedimentos para a reabilitação e possível devolução à natureza.
A posse de animais silvestres sem autorização é ilegal no Brasil e é considerada um crime ambiental pela Lei de Crimes Ambientais (Lei n.º 9.605/1998). O artigo 29 desta lei criminaliza a ação de “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, guardar ou manter em cativeiro” espécies da fauna silvestre sem a licença da autoridade competente”.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: onça surpreende ao capturar jacaré gigante e ‘posar’ para foto em MT

A onça Bororo nasceu em 2017 e pesa mais de 100kg. Segundo o biólogo, a equipe acompanhava o animal havia cerca de uma hora antes do ataque.
Um vídeo que mostra a onça-pintada Bororo capturando um jacaré de quase dois metros foi divulgado nesta segunda-feira (23) nas redes sociais do biólogo João Biagini. As imagens foram registradas em junho de 2025, no Rio Três Irmãos, em Poconé, a 105 km de Cuiabá, dentro do Parque Estadual Encontro das Águas. O registro chama atenção pelo comportamento de caça do animal e pela força da espécie. (Video abaixo)
Bororo nasceu em 2017 e é filho de Akira, uma das onças mais antigas da região. Segundo o biólogo, a equipe acompanhava a onça havia cerca de uma hora antes do ataque. Durante esse período, o animal tentou outros botes, mas não teve sucesso.
De acordo com ele, esse tipo de situação é comum, já que a taxa de sucesso na caça varia entre 10% e 20%.
João explicou que a taxa de sucesso na caça varia entre 10% e 20%. Ele também afirmou que o alvo de Bororo era arriscado, por pesar mais de 60 kg e ter mais de dois metros de comprimento, o que o biólogo considera como um jacaré gigante.
“Ele estava caçando e já havia perdido algumas oportunidades, que é o comum para caçadores, né? […] Você pode ver que em cima do do barranco, na margem alta, ele tava bufando, porque é muito esforço. Mesmo que pareça que foi fácil, ele segurou o jacaré e ali ele tava respirando, ele estava se controlando. […] Como eles são acostumado com barco, parece que ele tava parado para poder mostrar para gente. Não, mas ali ele estava se recuperando”, relatou o biólogo.
A onça, da espécie Panthera onca, é um animal conhecido por evitar confrontos diretos, priorizando a intimidação por meio de vocalizações. Ainda assim, é um predador versátil, capaz de caçar em terra, na água e até saltando de árvores, além de ter grande habilidade para nadar.
VIDEO:
De acordo com o guia, todas as onças do parque são identificadas por nomes próprios, com base nas pintas de cada animal. Além de Bororo, há outros indivíduos conhecidos, como Marcela, Patrícia, Medrosa e Ousado. Este último é considerado um dos mais famosos do país.
“O Ousado caça mergulhando, é uma coisa nova para ciência também sobre as nossas onças-pintadas”, contou o biólogo.
O guia também explicou que as onças do Pantanal e do Cerrado costumam ser maiores do que as da Mata Atlântica. Segundo ele, enquanto animais desse bioma chegam a cerca de 70 quilos, no Pantanal e no Cerrado podem atingir até 140 quilos.
“Isso tudo por causa da floresta em si e da forma de caça. Um animal muito grande na Amazônia não conseguiria caçar tão bem no meio das árvores, por isso as onças dali são menores. Mas no Pantanal e o Cerrado, como é uma área mais aberta, elas alcançam um tamanho maior”, explicou.
Sobre o registro, o biólogo destacou que presenciar a cena é raro e valorizado por turistas que visitam a região.
“Esse momento foi sensacional, porque toda vez que a gente acompanha todo o processo e no final a gente é agraciado com a cena de um ataque bem sucedido, a gente fica muito feliz. É claro que envolve também a vida do jacaré, mas a gente entende a cadeia alimentar. E os turistas, muitos vêm com esse propósito de ver a onça e com o ‘plus’ de assistir um ataque”, completou.de assistir um ataque”, complementou.
🌳O parque
O Parque Estadual Encontro das Águas está localizado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva contempla o maior número de onças-pintadas, com uma extensão de 108 mil hectares.
Os turistas podem passear de barco pelo bioma ao mesmo tempo em que fazem o monitoramento das onças de forma voluntária por meio de fotos e vídeos de diferentes aparições dos felinos.
Os guias orientam que o melhor momento para se deparar com os animais é entre os meses de julho e fim de setembro, quando começa o período da seca, o que faz com que os felinos procurem água e, com isso, ficam expostos às margens dos rios, sendo possível vê-los de uma distância segura.
Agro Mato Grosso
Feira apresenta soluções tecnológicas para produtores rurais em MT

A proposta da feira realizada em Lucas do Rio Verde é promover debates que ajudem produtores e profissionais do setor a se adaptarem às novas demandas do mercado e aos desafios ambientais.
Um dos maiores produtores agrícolas de Mato Grosso, Lucas do Rio Verde, a 332 km de Cuiabá, sedia a Show Safra, feira que reúne cerca de 190 mil visitantes e 600 expositores, entre os dias 23 e 27 de março. O evento apresenta novas tecnologias, soluções de conectividade e mobilidade para o campo.
A previsão é que a feira gere aproximadamente três mil empregos temporários durante os cinco dias de programação. O local conta com uma pista para aviões e helicópteros com previsão de até 240 pousos e decolagens, segundo a organização do evento.
O público poderá acompanhar de perto máquinas gigantes, tecnologias aplicadas ao campo e intenso fluxo de visitantes.
Programação da feira
A programação da Show Safra reúne palestras e painéis sobre inovação, tecnologia e tendências do agronegócio. Entre os principais temas estão:
- uso de inteligência artificial no campo;
- novos rumos do setor;
- soluções para aumentar a produtividade.
O evento também abre espaço para discussões sobre educação e formação de futuras gerações, além do papel da mulher na gestão de negócios no agronegócio.
Outro destaque da programação é a sustentabilidade, tema presente em diferentes painéis. Especialistas debatem práticas agrícolas mais sustentáveis e os impactos das mudanças climáticas na produção.
Agronegócio em Mato Grosso
Agronegócio cresceu 11,7% em 2025 e puxou para cima o PIB brasileiro
A produção agrícola de Mato Grosso, a maior do país, se concentra na região norte do estado, onde fica localizado o município de Lucas do Rio Verde. Em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio subiu cerca de 11,7% no estado.
Com um terço de toda a safra recorde de grãos do ano passado, a economia de Mato Grosso deve permanecer em expansão neste ano puxada pelo setor e pelos investimentos em agroindústria, apesar dos desafios internacionais na pauta exportadora e dos gargalos logísticos para escoar a produção agrícola.
Agro Mato Grosso
Governo quer barrar empresas que não cumprirem a tabela de frete mínimo; veja

As empresas que descumprirem a tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços no país, disse nesta quarta-feira (18) o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A medida faz parte de um pacote para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete rodoviário. O anúncio ocorre em meio à ameaça de paralisação de caminhoneiros após as altas recentes do diesel com o início da guerra no Oriente Médio.
Segundo o ministro, o governo pretende adotar instrumentos jurídicos para aumentar a capacidade de fiscalização e punição no setor, inclusive com o monitoramento eletrônico dos fretes. A proposta prevê suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas que reincidirem no descumprimento da regra.
Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.
“A principal correção é que nós vamos, por meio de instrumento jurídico adequado, aumentar a capacidade de enforcement [reforço] do ambiente regulatório. A empresa que não cumpre a tabela vai poder ser impedida de contratar frete”, disse Renan Filho.
Descumprimento
De acordo com o ministro, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem afetado a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.
Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.
Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores da economia, o que, segundo o governo, reforça a necessidade de endurecer as regras.
Fiscalização ampliada
O governo pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais. A estratégia busca impedir que multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas.
A proposta também prevê responsabilização não só de transportadoras, mas também de embarcadores e até controladores em casos de irregularidades recorrentes.
As medidas são discutidas em meio à insatisfação de caminhoneiros, que reclamam da alta do diesel e da falta de cumprimento da tabela mínima de frete.
O governo mantém diálogo com lideranças da categoria e tenta evitar uma nova greve, como a registrada em 2018.
Regra vigente
A tabela do frete foi criada em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e prevê reajustes automáticos sempre que o preço do diesel varia mais de 5%.
Apesar das atualizações recentes feitas pela ANTT, o governo avalia que o modelo atual ainda tem baixa efetividade e precisa de ajustes para garantir remuneração adequada aos transportadores.
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