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24 de junho de 2026

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Feijões da Amazônia têm até 27% de proteína e podem ganhar selo de origem

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Um estudo inédito realizado no Vale do Juruá, no Acre, revelou que os feijões-caupi costela-de-vaca e manteiguinha branco possuem teores de proteína de até 27%, bem acima da média mundial e dos 20% registrados em variedades de outras regiões do Brasil. A descoberta integra a tese de doutorado “Qualidade nutricional e armazenamento de feijões do Juruá no Acre”, desenvolvida pela professora do Instituto Federal do Acre (Ifac), Guiomar Almeida Sousa, sob orientação do pesquisador da Embrapa Acre, Amauri Siviero.

As análises foram realizadas no laboratório de Bromatologia da Embrapa Acre e mostraram que as duas variedades com maior índice proteico são cultivadas por agricultores familiares que ainda utilizam sistemas agrícolas tradicionais. A maioria das plantações ocorre nas praias dos rios da região durante o período seco.

Foto: Felipe Sá/Embrapa

Riqueza nutricional e benefícios à saúde

Além do alto teor de proteína, o estudo também mediu a presença de antocianinas, substâncias antioxidantes naturais que ajudam a combater o envelhecimento celular e a prevenir doenças como câncer, Alzheimer e problemas cardíacos.

Os feijões preto de arranque e preto de praia apresentaram índices dessas substências que variam de 420 a 962 microgramas por grama, valores superiores aos encontrados em variedades brancas e coloridas.

Segundo a professora Guiomar Sousa, as diferenças na composição nutricional entre as espécies estão ligadas à diversidade de ambientes e manejos da agricultura local. “Essas variedades possuem pouco ou nenhum estudo, o que mostra que ainda temos muito a aprender sobre elas”, afirma.

Conservação e potencial econômico

Outro resultado importante da pesquisa é a boa conservação dos grãos, que mantiveram seus valores nutricionais após 12 meses de armazenamento.
Para o pesquisador Amauri Siviero, esse desempenho reflete o manejo cuidadoso das sementes por agricultores familiares, indígenas e quilombolas. “Essas sementes foram adaptadas ao longo dos anos às condições locais e ao manejo das populações tradicionais”, afirma.

Durante três anos, foram analisadas 14 variedades de feijões cultivadas nos rios Juruá, Breu, Tejo e Amônia, em Marechal Thaumaturgo, município que concentra a maior diversidade de feijões do Acre. O levantamento resultou em um mapa da distribuição das variedades crioulas do estado, confirmando a relevância da região para a conservação da agrobiodiversidade.

Segundo Siviero, o Vale do Juruá pode ser considerado um dos principais centros de conservação on farm de feijões do mundo. “Enquanto o feijão-comum é cultivado em terra firme, o feijão-caupi cresce em várzeas e pequenos roçados, em áreas de até um hectare”, detalha.

Pantio de feijão em praia do Rio Juruá. Foto: Felipe Sá/Embrapa

Caminho para a valorização

O reconhecimento do valor nutricional e genético dos feijões do Juruá abre espaço para novos mercados e políticas públicas.

Em setembro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançou o Selo Povos e Comunidades Tradicionais do Brasil, que poderá ser solicitado por associações e cooperativas locais.

Para o professor Eduardo Pacca, da Universidade Federal do Acre (Ufac), as variedades da região têm potencial para obter Indicação Geográfica (IG) e certificação orgânica, como já ocorre com a farinha de mandioca do Acre.

Patrimônio agrícola e cultural

Os feijões do Juruá integram também o projeto “Registro dos Sistemas Agrícolas Tradicionais do Alto Juruá (RSAT Alto Juruá)”, coordenado pela Embrapa e parceiros como a Ufac e o Ifac.

A iniciativa tem documentado o conhecimento ancestral das comunidades ribeirinhas e suas estratégias sustentáveis de cultivo. Em agosto de 2025, a equipe percorreu 190 quilômetros pelo rio Juruá, registrando práticas agrícolas em sete municípios do Acre e do Amazonas.

De acordo com Siviero, “os feijões do Vale do Juruá se perpetuam como herança entre gerações e como práticas de conservação da agrobiodiversidade”. Ele destaca que essas tradições envolvem também cultivos de mandioca, milho, banana e tubérculos, além de festas culturais como a farinhada e o festival do feijão e milho.

Sustentabilidade e reconhecimento internacional

A pesquisadora Elisa Wandelli, da Embrapa Amazônia Ocidental, reforça que a agricultura dos ribeirinhos do Juruá é exemplo de sustentabilidade. “Vimos uma população sábia, que mostra que é possível produzir alimentos e cuidar da natureza ao mesmo tempo”, afirma.

Essas práticas estarão em destaque na COP30, em Belém (PA), onde os sistemas agrícolas tradicionais serão apresentados na AgriZone, espaço da Embrapa dedicado à inovação e inclusão.

“Nossa presença na COP 30 reforça a importância de proteger esses sistemas e valorizar as comunidades que preservam a biodiversidade do Brasil”, conclui Siviero.

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Colheita do milho de inverno 2025/26 avança para 11% da área no Brasil

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A colheita do milho de inverno 2025/26 no Brasil atingia 11% da área semeada até o último sábado, de acordo com o Boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (23). O avanço foi de 4,3 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra passada, há leve adianto de 0,7 ponto porcentual, mas o ritmo segue abaixo da média de cinco anos, de 15%.

Entre os Estados produtores, Mato Grosso lidera os trabalhos, com 20,7% da área colhida. Na sequência aparecem Tocantins, com 15%, Piauí, com 12%, e Maranhão, com 10%. No Paraná, outro importante produtor do cereal de inverno, a colheita alcançava 1% da área.

No milho verão 2025/26, a colheita chegava a 93,7% da área plantada até o último sábado, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana. O índice representa leve atraso de 0,8 ponto porcentual ante igual período da safra 2024/25, mas permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 92,3%. Entre os Estados que ainda não concluíram os trabalhos estão Rio Grande do Sul, com 99% da área colhida, Bahia, com 92%, Piauí, com 80%, e Maranhão, com 63%.

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A colheita do algodão 2025/26 alcançava 2,8% da área, alta semanal de 1,1 ponto porcentual. O resultado mostra atraso de 1,2 ponto porcentual ante igual momento da safra passada e leve adianto frente à média de cinco anos, de 2,5%. A Bahia lidera os trabalhos, com 10%, seguida por Minas Gerais, com 5%. Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul e Goiás registravam 3% cada, enquanto Mato Grosso havia colhido 0,5%.

No trigo 2026, a colheita começou e atingia 0,7% da área até sábado. O porcentual está abaixo dos 1,9% do mesmo período da safra passada e próximo da média quinquenal de 0,6%. Goiás é o único Estado com colheita iniciada, com 5% da área. Já a semeadura do cereal avançou para 74,3% da área, alta de 14,8 pontos porcentuais na semana, acima dos 56,6% do mesmo período do ciclo passado e da média de cinco anos, de 64,2%. Entre os principais produtores, o Rio Grande do Sul havia semeado 63% da área e o Paraná, 84%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nas operações de campo das principais culturas de segunda safra e de inverno, com ritmos distintos entre Estados e comparação mista em relação à safra passada e à média histórica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE detalha seleção para vagas ligadas ao 12º Censo Agropecuário Florestal Aquícola

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou nesta terça-feira (23), às 10h, uma transmissão ao vivo no IBGE Digital para esclarecer dúvidas sobre dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias. Parte das contratações será destinada ao 12º Censo Agropecuário Florestal Aquícola (CAFA), operação voltada às áreas rurais em todo o país.

Durante a live, o presidente Marcio Pochmann afirmou que a entrada de novos recenseadores é importante para a continuidade das operações estatísticas. A diretora-executiva Flávia Vinhaes destacou pontos ligados à remuneração, com previsão de parcela mínima e componente variável vinculado à produtividade.

O coordenador de Recursos Humanos, Bruno Malheiros, informou que há vagas concentradas nas capitais, mas também em outros municípios, e que a distribuição deve ser consultada nos editais. Segundo ele, os cargos de analista censitário estão disponíveis apenas nas capitais e não há vagas para recenseadores neste edital, já que essa seleção será feita em processo futuro. A expectativa do instituto é superar 250 mil inscritos.

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No Edital 01/2026, são 8.238 vagas para cinco cargos de agente censitário: Agente Censitário Administrativo (ACA), Agente Censitário de Informática (ACI), Agente Censitário Regional (ACR), Agente Operacional Regional (AOR) e Agente Censitário Supervisor (ACS). As inscrições vão até 1º de julho no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A seleção terá prova objetiva com Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e conhecimentos específicos.

Já o Edital 02/2026 oferece 1.414 vagas, sendo 1.020 para analista censitário e 394 para agente censitário de qualidade (ACQ). As inscrições seguem até 15 de julho no site do Instituto Avalia, e a prova objetiva está marcada para 30 de agosto. As convocações estão previstas para dezembro, com contratações a partir de janeiro.

O coordenador-geral de operações censitárias, Fernando Damasco, afirmou que o 12º CAFA buscará levantar informações sobre a estrutura agrária, a organização do setor e o perfil dos trabalhadores rurais. A coleta será feita por visitas a estabelecimentos agropecuários, com expectativa de alcançar cerca de 5 milhões de unidades. Segundo ele, o instituto também implantará 948 postos censitários temporários para apoiar as equipes em campo.

Segundo o IBGE, as 8.238 vagas do Edital 01/2026 e as 394 vagas de agente censitário de qualidade do Edital 02/2026 serão destinadas ao 12º CAFA, que orienta a organização das equipes, dos postos temporários e da cobertura territorial da operação censitária rural.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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SLC Agrícola decidirá em 30 dias sobre preferência em terras da Radar

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A SLC Agrícola decidirá dentro do prazo contratual se vai exercer o direito de preferência sobre áreas do portfólio da Radar vendidas pela Cosan. A informação foi confirmada nesta terça-feira (23) pelo CEO da companhia, Aurélio Pavinato, durante o World Agri-Tech South America, em São Paulo. Segundo o executivo, o prazo para a decisão é de 30 dias a partir da notificação recebida pela empresa.

Na semana passada, a SLC Agrícola informou ao mercado que recebeu notificação sobre a venda de propriedades do Grupo Radar nas quais possui contrato de arrendamento vigente para exploração agrícola em aproximadamente 17,6 mil hectares. Em comunicado, a companhia afirmou que avalia as condições comerciais da oferta.

Ao comentar o tema, Pavinato disse que a empresa vai se manifestar dentro do período previsto em contrato. “Nós vamos decidir dentro do prazo. É tudo o que eu posso falar”, afirmou. Questionado novamente sobre o assunto, reforçou que a deliberação ocorrerá dentro dos 30 dias contados a partir da notificação.

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A manifestação ocorre após a Cosan anunciar a venda de parte das propriedades agrícolas da Radar por R$ 1,85 bilhão. Os imóveis estão localizados em Mato Grosso, somam 41.214 hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão.

A SLC mantém arrendamento em parte dessas áreas, o que sustenta o direito de preferência mencionado pela companhia. Neste momento, a empresa concentra a análise nas condições comerciais da operação.

A decisão da SLC Agrícola sobre o exercício do direito de preferência será tomada dentro do prazo contratual de 30 dias, após avaliação da oferta relacionada às áreas do portfólio da Radar em Mato Grosso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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