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7 de maio de 2026

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Uso de bioinsumos cresce 15% em 2025 e abre novas oportunidades para agricultura sustentável

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O uso de bioinsumos na agricultura brasileira vem crescendo, mas ainda enfrenta desafios relacionados à difusão tecnológica e ao acesso dos produtores.

Esses produtos incluem desde promotores de crescimento até soluções que auxiliam na fixação biológica de nitrogênio e na solubilização de fósforo, fortalecendo a resistência das plantas a estresses climáticos e contribuindo para a produtividade a longo prazo.

Segundo dados da Crop Life Brasil, a Safra 2024-2025 contabilizou 158,6 milhões de hectares tratados com bioinsumos, um crescimento de 15% em relação ao ciclo anterior. O número reforça a expansão do setor e o interesse crescente de produtores e empresas em soluções mais sustentáveis.

Durante o 2° Fórum Bioinsumos no Agro, em São Paulo, especialistas destacaram que o grande desafio é levar essas tecnologias à ponta, combinando ciência, tecnologia e conhecimento sobre o solo. Francisco Matturro, presidente da Rede ILPF, ressaltou que a integração de bioinsumos com práticas tradicionais, como adubação química, é essencial em solos predominantemente pobres.

O movimento dos bioinsumos também acompanha tendências globais e antecipa discussões que estarão presentes na COP 30, em Belém, com foco em práticas sustentáveis, conservação de matas ciliares e uso responsável da terra.

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Nova regra proíbe seguro rural para propriedades com desmatamento ilegal

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Foto: Divulgação

Entrou em vigor neste mês a resolução CNSP nº 485/2024, nova regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que passa a vincular a contratação do Seguro Rural à regularidade ambiental, social e trabalhista das propriedades rurais.

A norma estabelece critérios mais rígidos para análise de risco e impede que seguradoras ofereçam cobertura a atividades agropecuárias com irregularidades ambientais ou trabalhistas. Com isso, práticas ligadas à sustentabilidade passam a integrar oficialmente os requisitos para concessão do seguro no Brasil.

Segundo o gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Pedro Werneck, ferramentas de rastreabilidade e monitoramento geoespacial devem auxiliar as seguradoras no cumprimento das novas exigências.

“Desenvolvemos uma ferramenta que consolida todas as informações demandadas pela resolução e cruza dados de diversas bases públicas para gerar alertas automáticos de restrição”, afirmou.

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O que muda com a nova resolução

A regulamentação proíbe contratos de seguro rural em propriedades que apresentem irregularidades como desmatamento ilegal, sobreposição com Terras Indígenas ou Unidades de Conservação e ausência de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também ficam impedidas de contratar seguro propriedades incluídas na chamada “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que reúne empregadores envolvidos em condições análogas à escravidão.

Além disso, a regra aproxima as exigências do seguro rural às condições já aplicadas pelo Banco Central na concessão de crédito rural, criando um padrão único de conformidade socioambiental para o agronegócio.

Setor vê mais segurança jurídica e redução de riscos

De acordo com a CNseg, a resolução traz mais segurança jurídica para seguradoras e amplia a transparência na análise de riscos do setor.

A entidade também avalia que a medida reduz riscos reputacionais e aproxima o mercado brasileiro das metas globais de sustentabilidade, especialmente diante das discussões ambientais ampliadas com a COP30.

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Para os produtores rurais, a regularidade ambiental e trabalhista passa a ser condição não apenas para acessar crédito, mas também para proteger a produção com cobertura securitária.

Na avaliação do setor, a medida fortalece a imagem do Brasil como produtor agropecuário alinhado às exigências internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade.

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Empregos no agro mais que dobram em Mato Grosso, mas falta gente para trabalhar

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O agronegócio em Mato Grosso mais que dobrou o número de empregos nas últimas duas décadas, impulsionado pela expansão da produção e pelo avanço tecnológico no campo. Apesar do crescimento, a falta de mão de obra qualificada tem se tornado um dos principais entraves para o setor.

Em regiões como Juína, produtores enfrentam dificuldades para preencher vagas e manter o ritmo das operações, mesmo com a oferta de trabalho e salários considerados atrativos. A realidade tem exigido adaptação dentro das propriedades e investimento na formação dos próprios trabalhadores.

“A agricultura chegou em Juína, só que a mão de obra não está direcionada para a agricultura. A mão de obra, eu acho que é um ponto muito complicado hoje dentro de Juína. Nós temos falta de mão de obra qualificada, precisamos qualificar mais o nosso profissional”, relata o produtor rural Alcides Szulczewski Filho ao Patrulheiro Agro.

O produtor cultiva cerca de 1,6 mil hectares de soja no município, além de milho, e também mantém pecuária integrada e comercializa madeira dentro do plano de manejo legal. Diante da dificuldade de contratação, a alternativa tem sido redistribuir funções entre os próprios funcionários. “Se você pegar hoje, descarregando aqui eu tenho um vaqueiro na bazuca, eu tenho um operador na outra bazuca, o meu medidor de umidade é o meu cortador lá do mato”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Adaptação e qualificação no campo

A reorganização da mão de obra dentro das fazendas tem se tornado comum. Trabalhadores que antes atuavam em uma função passam a assumir novas atividades, acompanhando as mudanças do agro.

“Então nós estamos pegando e readaptando a nossa mão de obra, fazendo com que ela fique cada vez mais qualificada. É gratificante para nós, que investimos na qualificação, e é gratificante para eles porque agregam também mais valor no seu orçamento e mais conhecimento”, afirma Alcides.

O movimento também representa oportunidade para quem já está no campo. Com cerca de 15 anos de experiência como vaqueiro, Júnior César Magalhães Roberto agora aprende a operar máquinas agrícolas. “Mais uma profissão que eu estou herdando agora, aprendendo, e eu estou achando bom demais. Trabalhar na cabine é bem melhor”.

Ele destaca que a demanda por trabalhadores segue alta. “Hoje a procura no mercado está boa. Faltando gente na lavoura. Faz uns 15 anos que eu tenho de profissão e o trator é um experimento novo, sombra, ar, maquinão bom, mais um aprendizado que a gente tem”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Crescimento acelerado e falta de profissionais

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o número de trabalhadores no agronegócio saltou de pouco mais de 170 mil para quase 450 mil em cerca de duas décadas. O destaque foi 2022, quando os empregos cresceram mais de 13%.

O avanço reflete não apenas o aumento da produção, mas também um setor mais dinâmico e tecnológico, que amplia a necessidade de profissionais qualificados em diferentes áreas.

“Mato Grosso cresce a ritmo Chinês e esse crescimento gera oportunidade de emprego. A gente aqui tem uma deficiência de mão de obra muito grande, aqui falta tudo”, afirma o vice-presidente sul da Aprosoja-MT, Fernando Ferri.

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Segundo Ferri, a escassez tem gerado disputa por trabalhadores entre propriedades. “Quem tem vontade, é um lugar que tem oportunidade, porque tem demanda, paga bem. Os salários hoje nas fazendas é um nível de salário bom, mais do que a indústria”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Oportunidade e mudança de vida

A busca por melhores condições tem levado trabalhadores de outras regiões a migrar para Mato Grosso. É o caso de Francisco Everson Vieira Barbosa Silva, que deixou Brasília para atuar no setor.

“Eu era motoboy em Brasília, e o pessoal fala que aqui é a ‘Suíça Brasileira’ e eu vi essa oportunidade, vim e agarrei e estou agarrado com unhas e dentes”, conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Hoje como operador de silo, ele afirma que a renda aumentou significativamente. “É boa, quatro vezes mais do que eu ganhava lá em Brasília. Aqui a minha vida mudou, a qualidade de vida com a minha família mudou”. Além da remuneração, ele destaca o impacto na rotina familiar. “Eu pude oferecer para os meus filhos princípios e valores que na cidade grande eu não conseguia. Busquei me aperfeiçoar e é daqui que eu trago o sustento da minha família”.

O crescimento do setor também exige dedicação intensa, conforme reforça Fernando Ferri. “A pessoa que quer vir pra cá tem que estar disposta a trabalhar o ano todo. Você depende do clima e esse clima o dia que está bom pra plantar e o dia que está bom para colher você tem que trabalhar”.

Mesmo com os desafios, o cenário segue positivo para quem busca espaço no mercado de trabalho. “Ela tem que querer trabalhar para crescer, e oportunidade tem para todo mundo”, conclui.

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Primeiro ano do eucalipto é chave para alta produtividade, diz especialista

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O primeiro ano do eucalipto tem peso decisivo no resultado da produção e pode determinar o desempenho da floresta até a colheita. Em um cenário de expansão da cultura em Mato Grosso, o manejo correto logo no início tem sido apontado como fator central para garantir produtividade e retorno econômico.

A demanda crescente por biomassa, impulsionada por indústrias de etanol de milho, esmagadoras e outros segmentos, amplia o espaço para o eucalipto no estado. Ao mesmo tempo, o avanço sobre áreas degradadas e solos arenosos exige ainda mais precisão nas decisões técnicas.

Nesse contexto, o engenheiro florestal Ranieri Souza reforça que o sucesso da cultura está diretamente ligado ao cumprimento das operações no momento certo. “O primeiro ano da floresta, ele é crucial. Ele determina o seu sucesso na colheita”, afirma em entrevista ao programa Direto ao Ponto.

Ele explica que falhas no início dificilmente são totalmente corrigidas ao longo do ciclo, o que impacta diretamente na produtividade final da área.

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engenheiro florestal Ranieri Souza Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Timing define resultado

O conceito de “timing” no manejo aparece como um dos pontos mais críticos na condução do eucalipto. Operações como adubação, controle de plantas daninhas e implantação precisam ser feitas dentro de janelas curtas para garantir o desenvolvimento uniforme da floresta.

Ranieri detalha que, mesmo quando há possibilidade de correção, o resultado não é o mesmo. “A floresta é muito responsiva ao timing. Quando a gente perde o time das operações, a gente consegue fazer algumas correções, mas não fica como a gente deseja”, diz.

Na prática, isso significa que atrasos no controle de mato ou na adubação inicial podem comprometer o crescimento das plantas e reduzir o potencial produtivo da área.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Implantação e manejo inicial

Entre os principais cuidados no início do cultivo está a adubação de arranque, que pode ser feita logo após o plantio ou incorporada diretamente no sulco. Segundo o especialista, a tendência atual é concentrar essa aplicação no momento da implantação, reduzindo custos operacionais e garantindo melhor eficiência.

“Hoje a gente já coloca todo o adubo de arranque no sulco de plantio”, explica, ao destacar que essa estratégia contribui para um crescimento mais rápido da planta e maior formação de área foliar, o que ajuda a reduzir a matocompetição.

Outro ponto sensível é o replantio. Caso haja falhas, a reposição precisa ser rápida para evitar desuniformidade na floresta. “O time ideal de replantio é de 7 a no máximo 10 dias”, afirma, ao explicar que mudas plantadas fora desse período tendem a sofrer mais com a competição por água e nutrientes.

Controle de mato e pragas

O controle de plantas daninhas também exige atenção constante, especialmente em regiões com alto volume de chuvas. A recomendação é realizar aplicações sequenciais de herbicidas para manter a área livre de competição nos primeiros meses.

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Ranieri explica que esse manejo é feito em etapas, com aplicações iniciais e reforços ao longo do ciclo. “Geralmente, em torno de 30, 40 dias você faz uma aplicação de pré e depois, com 80, 90 dias, faz uma remonta”, detalha.

Quando esse controle falha, as perdas podem ser significativas. Em casos extremos, a produtividade pode cair drasticamente, comprometendo a viabilidade do projeto.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Oportunidade e expansão

O crescimento da demanda por biomassa tem impulsionado o plantio de eucalipto em Mato Grosso, com destaque para o atendimento de indústrias que dependem de fonte renovável para geração de energia.

Ranieri aponta que esse movimento não ocorre apenas no estado, mas em todo o país, impulsionado também por exigências de mercado. “A gente tem um movimento de cada vez mais termos plantações de base florestal para abastecer essas indústrias e não restringir mercados”, afirma ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Além das florestas homogêneas, sistemas integrados, como o silvipastoril, também surgem como alternativa para diversificação de renda. “Você tem uma sinergia muito interessante e continua tendo o fluxo do gado, que te dá uma remuneração anual ou semestral”, diz.

Apesar das oportunidades, o especialista reforça que o sucesso depende da condução correta desde o início. Em um ciclo que pode ultrapassar seis anos, decisões tomadas nos primeiros meses são determinantes para o resultado final da produção.

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