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Inadimplência cresce e bancos são maior fonte de dívidas dos mato-grossenses

O número de consumidores inadimplentes em Mato Grosso cresceu 0,81% de agosto para setembro de 2025, alcançando 1,153 milhão de pessoas com contas em atraso, o equivalente a 44,22% da população do estado. A principal fonte do endividamento continua sendo o sistema financeiro, que responde por 53,01% do total das dívidas. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
O avanço da inadimplência no estado, entretanto, está abaixo da variação média nacional e regional. Quando se compara os dados de setembro deste ano com setembro de 2024, o índice é de +7,7% de alta – abaixo do verificado tanto no Centro-Oeste (+8,16%) como no Brasil (+8,91%). Nos últimos 30 dias, houve a inclusão de 9.268 pessoas no cadastro negativo do SPC Brasil.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), Junior Macagnan, o momento pede atenção redobrada à organização financeira. “Saber o que entra e o que sai é o primeiro passo para combater o endividamento e recuperar o crédito”, destaca.
Na análise anual, o sistema financeiro não só é a principal fonte do endividamento dos mato-grossenses como mantém um ritmo de crescimento mês após mês. O número de inadimplentes com bancos e empresas de crédito aumentou 0,86% de agosto para setembro deste ano e 8,1% na comparação com setembro de 2024. Já as dívidas com o comércio caíram 1,06% no mês e 11,41% no ano.
“Um ponto de atenção que temos é quanto ao crédito consignado. Como a contratação está cada vez mais facilitada, nem sempre o consumidor se atenta para o quanto do seu orçamento mensal vai ser absorvido nas parcelas. E essa é uma conta feita diretamente com o sistema financeiro”, comenta o presidente da CDL Cuiabá.
De acordo com o levantamento do SPC Brasil, analisado pelo Núcleo de Inteligência de Mercado da CDL Cuiabá, o perfil médio do devedor mato-grossense é de 43,6 anos, e os homens seguem como maioria, representando 53,6% do total. A faixa etária compreendida entre 30 e 49 anos concentra 49,26% dos inadimplentes – praticamente metade das pessoas com contas em atraso no estado.
Em média, cada inadimplente deve R$ 5.559,17, e o valor total das dívidas somadas chega a R$ 6,412 bilhões. O estudo mostra ainda que o número médio de dívidas por pessoa é de 2,311, somando 2,665 milhões de débitos em atraso no estado. O tempo médio de inadimplência é de 2,3 anos, e 37,19% dos devedores estão com contas vencidas entre um e três anos.
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Safra recorde faz cadeia da soja e biodiesel crescer mais de 11% em 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja e do biodiesel cresceu 11% em 2025, impulsionado pelo desempenho positivo tanto da produção de soja quanto do setor de biocombustíveis.
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No recorte por atividade, a soja teve alta expressiva de 23,4% em 2025. Já o biodiesel registrou crescimento de 8,5% em relação ao desempenho observado em 2024.
O resultado foi sustentado, principalmente, pela recuperação da safra de soja após perdas significativas no ano anterior, pela expansão da área plantada e pelo aumento da demanda por insumos.
Apesar do avanço econômico, a renda gerada pelo segmento recuou 0,55% no período, somando cerca de R$ 692 bilhões.
Segundo pesquisadores, a queda aconteceu principalmente por motivos como redução nos preços da soja, farelo e rações e também do aumento dos custos com bioinsumos e defensivos.
Para 2026, as projeções indicam um cenário de preços mais estáveis ou até em queda, diante de uma oferta global considerada confortável em relação à demanda. Ainda assim, o mercado segue atento a possíveis mudanças na política de mistura obrigatória de biodiesel, que pode influenciar o comportamento do setor nos próximos meses.
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Aluno da Unemat é assassinado dentro de bar em Cáceres

O estudante Guilherme Gustavo Gonçalves, de 25 anos, aluno do curso de Ciências Biológicas da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi morto na madrugada desta segunda-feira (11), em Cáceres (220 km de Cuiabá).
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atingida por um tiro na testa enquanto estava em um bar da cidade. Um homem de 43 anos foi preso suspeito de efetuar os disparos, enquanto um adolescente de 16 anos foi apreendido por supostamente auxiliar na fuga.
A Polícia Militar informou que fazia patrulhamento pela região quando ouviu três disparos. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Guilherme caído no chão, inconsciente, mas ainda com sinais vitais.
Uma pistola calibre .380 foi apreendida no local. O estudante chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Regional de Cáceres, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade.
Com base nas informações repassadas por testemunhas, os suspeitos foram localizados e encaminhados à delegacia. A Polícia Civil investiga a motivação do crime e a possível ligação dos envolvidos com facções criminosas.
Em nota, a Unemat lamentou a morte do estudante, decretou luto oficial de três dias e suspendeu as atividades do curso de Ciências Biológicas no câmpus de Cáceres nesta segunda-feira (11).
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TJ mantém condenação do Banco do Brasil após golpe contra idosa em Cuiabá

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a condenação do Banco do Brasil S.A. por falha na prevenção de uma fraude bancária que causou prejuízo a uma idosa de 78 anos, em Cuiabá. A decisão da Segunda Câmara de Direito Privado determinou o ressarcimento dos valores desviados e indenização de R$ 8 mil por danos morais.
O caso aconteceu em fevereiro de 2025, quando a vítima recebeu uma ligação de criminosos que se passaram por funcionários da instituição financeira e alegaram uma movimentação suspeita na conta. Durante a ação, os golpistas utilizaram o limite do cartão de crédito da cliente para efetuar uma transferência via PIX de R$ 64.876,52.
Segundo o processo, o sistema antifraude do banco identificou a operação como fora do padrão, mas não realizou bloqueio preventivo da transação.
No voto, o relator do caso, desembargador Hélio Nishiyama, destacou que a movimentação era incompatível com o perfil da cliente, já que ela nunca havia utilizado a modalidade de PIX no crédito e o valor ultrapassava mais que o dobro da média de gastos mensais.
“A omissão em bloquear operação de valor discrepante e beneficiário desconhecido configura defeito na prestação do serviço”, afirmou o magistrado.
Além de anular a dívida de R$ 68.090,27, o TJMT manteve a condenação por danos morais. A Corte considerou que a idosa precisou contratar um empréstimo consignado para quitar o débito gerado pela fraude e evitar incidência de juros.
A decisão foi unânime e também responsabilizou solidariamente a bandeira do cartão utilizada na operação.
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