Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja em leve alta com apostas em uma redução da safra americana – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/10
O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,73% ou $ 7,50 cents/bushel, a $1.029,50. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,48% ou $ 5,50 cents/bushel, a $1.044,50. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,71% ou $ 1,90/ton curta, a $ 270,8. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 0,87% ou $ 0,44/libra-peso, a $ 50,97.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. As cotações da oleaginosa foram impulsionadas por compras técnicas e cobertura de posições vendidas. O mercado continua focado na expectativa do pacote de ajuda do governo Trump aos agricultores, que deve ser adiado para o final da semana devido à paralisação do governo. A incerteza quanto à data e à efetividade do pagamento (especulado em US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões) persiste.
Sem a referência do relatório WASDE, que seria divulgado nesta quinta-feira, a média do mercado espera uma redução na produção total da safra que está sendo colhida nos EUA.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
AINDA AGUARDANDO O PACOTE DE AJUDA (Altista)
A soja está sendo negociada em alta no mercado de Chicago, aguardando notícias sobre o pacote de ajuda prometido pela Casa Branca aos agricultores afetados pela batalha tarifária que está mantendo as compras chinesas da soja da atual safra americana em zero. Embora o anúncio fosse esperado para ontem, conforme anunciado na semana passada pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, o atraso pode estar relacionado à paralisação do governo americano, que efetivamente impedirá o governo Trump de implementar novos embarques até que a crise de governança seja resolvida.
EUA-SAFRA MENOR DE SOJA? (altista)
Apoiando ainda mais os preços está a possibilidade de que o volume final da produção americana seja inferior aos 117,05 milhões de toneladas projetados pelo USDA em setembro. Nesse sentido, devido à paralisação do governo, o novo relatório mensal da agência não será divulgado amanhã. A média das estimativas privadas estimou a produção americana em 116,24 milhões de toneladas, com um rendimento médio de 3.578 kg/hectare, ligeiramente inferior aos 3.598 kg/ha estimados pela agência no mês passado.
EUA-ESTIMATIVASD DE EPXORTAÇÃO (altistas)
Enquanto isso, analistas ofereceram estimativas para as vendas de soja na semana até 4 de outubro, que variaram entre 598,73 mil tons e 1,690 milhão de toneladas. Os analistas também estimam que as vendas de farelo de soja variaram entre 150.000 e 350.000 toneladas métricas, além de até 25.000 toneladas métricas de óleo de soja.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Com Chicago e dólar voláteis, animação deve diminuir no mercado brasileiro de soja – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja não deve ter a mesma animação dos últimos dois dias, quando a disparada na Bolsa de Mercadorias de Chicago trouxe suporte às cotações domésticas. Hoje, a bolsa norte-americana busca um ajuste frente ao final de semana e mostra bastante volatilidade, oscilando dentro de pequenas margens. O mesmo ocorre com o dólar, que opera praticamente estável frente ao real.
Na quinta-feira, o mercado brasileiro de soja teve uma sessão “mais animada”. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve reporte de volumes negociados nos portos de Paranaguá e Santos, especialmente voltados a produtores com soja disponível para entrega imediata.
Segundo Silveira, ainda não há volumes expressivos colhidos no país, o que direcionou as melhores ofertas do dia justamente para quem tinha produto pronto para embarque. No ambiente externo, a Bolsa de Chicago voltou a registrar forte alta, enquanto o dólar operou em campo positivo, embora com pequenas oscilações ao longo da sessão.
Os prêmios, por outro lado, recuaram, retirando parte da força vinda de Chicago. Ainda assim, o analista destaca que o dia foi marcado por negócios efetivos e avanço dos preços, configurando uma sessão melhor para a comercialização.
“Apesar de as cotações ainda não serem consideradas ideais pelo produtor, nesta semana, com as sucessivas altas na bolsa, os preços já se valorizaram em torno de R$ 3,00 por saca, em média, o que ajuda a fomentar os negócios”, avalia.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00, enquanto em Santa Rosa (RS) avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00. Em Cascavel (PR), os preços permaneceram em R$ 118,50. Em Rondonópolis (MT), as cotações foram de R$ 108,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 109,00 para R$ 109,50. Já em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 110,00 para R$ 111,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) seguiu em R$ 128,50 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços estabilizaram em R$ 128,00.
CHICAGO
- A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta 0,29% na posição março/26, cotada a US$ 11,15 1/2 por bushel.
- O mercado opera sem direção definida, alternando entre os territórios positivo e negativo. De um lado, os preços seguem pressionados pelo quadro fundamental de ampla oferta global e pelo movimento de realização de lucros após a oleaginosa atingir a máxima de dois meses ao longo dos últimos dias. Por outro, o viés favorável é sustentado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a China deve ampliar as compras do grão norte-americano.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,2493. O Dollar Index registra estabilidade, a 97.822 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. China, -0,25%. Japão, +0,81%.
- As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,49%. Frankfurt, +0,65%. Londres, +0,31%.
- O petróleo opera em baixa. Março do WTI em NY: US$ 63,08 o barril (-0,33%).
AGENDA
Sexta-feira (6/02)
- EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
- Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Arroz/RS: Emater estima produtividade da safra 25/26 em 8.752 kg/ha – MAIS SOJA

A cultura do arroz apresenta, de modo geral, desenvolvimento compatível com as fases fenológicas, favorecido por predomínio de dias ensolarados e elevada radiação solar. As temperaturas mínimas permaneceram próximas da faixa ideal para a cultura no período. Contudo, as máximas elevadas, pontualmente superiores a 35 °C, aumentaram o risco de falhas na fecundação das espiguetas, em algumas áreas em fase reprodutiva.
Predominam lavouras entre os estádios vegetativo e reprodutivo, que apresentam bom padrão de crescimento e sanidade em função das condições climáticas menos propícias à ocorrência de doenças fúngicas. O manejo atento da irrigação nesse momento teve papel central, diante do aumento da demanda hídrica na fase reprodutiva e da redução gradual dos níveis de reservatórios em algumas áreas.
Observa-se, de forma geral, moderação nos investimentos em insumos, especialmente em fertilizantes nitrogenados, refletindo estratégias de contenção de custos, mas sem prejuízo significativo ao potencial produtivo até o momento.
A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade está prevista em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras apresentam bom desempenho sob o predomínio de dias ensolarados, com temperaturas mínimas próximas de 20 °C. Em alguns municípios, o registro de máximas acima de 35 °C elevou o risco de esterilidade de espiguetas. A maior parte das áreas se encontra em fase reprodutiva, e é realizado monitoramento intensificado de percevejos, lagartas e doenças fúngicas, além de aplicações pontuais de fungicidas e inseticidas em lavouras de maior nível tecnológico.
Em Maçambará, os produtores relatam redução nos investimentos em adubação nitrogenada e crescente preocupação com a disponibilidade hídrica em função do prolongamento do período seco e da rápida diminuição do nível das barragens destinadas à irrigação.
Na de Pelotas, o desenvolvimento das plantas é considerado normal, favorecido pela elevada radiação solar registrada nas últimas semanas. As atividades se concentram no manejo da irrigação, na adubação de cobertura, no controle de plantas invasoras e no monitoramento fitossanitário de pragas e doenças.
Na de Santa Rosa, a cultura está principalmente no estádio de emissão de panículas e próximas da floração. As lavouras estão sadias como reflexo de condições climáticas desfavoráveis ao desenvolvimento de patógenos. A disponibilidade de água permanece satisfatória em função das chuvas ocorridas no mês anterior, o que permite a manutenção de áreas sob irrigação adequada nas próximas semanas.
Na de Soledade, os cultivos apresentam crescimento, desenvolvimento e padrão produtivo geral satisfatórios. A área está integralmente semeada; 53% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo; 37% em florescimento; e 10% em enchimento de grãos.
Observa-se menor intensidade de investimentos nutricionais em parte das áreas, sem impactos expressivos até o momento. O manejo de plantas invasoras foi praticamente concluído, e prosseguem as adubações nitrogenadas em cobertura, o monitoramento e controle de pragas e doenças, além do manejo intensivo da água nos quadros. Os reservatórios e cursos hídricos apresentam boa disponibilidade.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,01%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 52,16 para R$ 53,21
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Novo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio e reforça gestão de riscos na agricultura – MAIS SOJA

O Painel de Indicação de Riscos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foi atualizado e passa a oferecer uma interface mais moderna, navegação mais intuitiva e maior velocidade de resposta, facilitando o acesso às informações técnicas utilizadas no planejamento das safras em todo o país.
A nova versão do painel foi desenvolvida com foco na experiência do usuário, tornando a consulta aos resultados do Zarc mais ágil e eficiente. O layout renovado, com organização visual mais clara, contribui para uma melhor compreensão dos dados e reduz o tempo necessário para localizar informações essenciais para o planejamento agrícola.
O painel é a principal ferramenta de consulta às indicações de risco publicadas nas portarias do Zarc. Atualmente, os normativos divulgados no Diário Oficial da União fazem referência direta ao sistema, no qual o usuário pode visualizar os municípios indicados ao plantio e as janelas de semeadura.
Para acessar o mapa e a tábua de riscos, o usuário deve preencher os seguintes campos: Safra, Cultura, Outros manejos, Clima, Grupo de cultivar, Tipo de solo e Unidade da Federação.
Após preencher os filtros, basta clicar em “Aplicar Filtros”. O sistema exibirá o mapa com os municípios indicados para o plantio. Para visualizar o risco em cada decêndio (períodos de 10 dias), o usuário deve selecionar a opção “Tábua de Risco”.
INTEGRAÇÃO COM FERRAMENTAS DIGITAIS
A atualização do painel faz parte da estratégia de modernização das ferramentas de divulgação do Zarc, que também inclui o aplicativo Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa. A plataforma permite ao produtor consultar, de forma simples, o que plantar, quando plantar e onde plantar, com base nas indicações de menor risco climático.
Em 2026, o Zarc completa 30 anos de utilização como instrumento oficial da política agrícola brasileira. O primeiro zoneamento foi publicado em 1996, para a cultura do trigo, e, desde então, o sistema passou a abranger mais de 40 culturas em todas as regiões do país, com recomendações técnicas divulgadas por meio de portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Ferramenta de gestão de riscos climáticos baseada em estudos agrometeorológicos, o Zoneamento cruza dados de clima, solo e ciclo das culturas para indicar, em cada município, as épocas de plantio com menor probabilidade de perdas. Essas informações orientam o planejamento da produção e servem de base para políticas públicas como o crédito rural, o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
EVOLUÇÃO METODOLÓGICA: ZARC NÍVEIS DE MANEJO
Além das melhorias nos sistemas de consulta, o Zarc também passa por avanços metodológicos. Um dos principais destaques é o Zarc Níveis de Manejo (Zarc NM), que incorpora variáveis de manejo e tecnologia empregadas na lavoura para refinar a avaliação de riscos.
Neste ano, o projeto piloto entra na fase 2 para a cultura da soja no Paraná, com expansão para os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com recursos exclusivos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. A iniciativa busca aprimorar a avaliação de risco por meio de dados de manejo, imagens de satélite e análises de solo, ampliando a precisão das recomendações e a eficiência das políticas de gestão de riscos.
O aprimoramento do painel e o avanço do Zarc Níveis de Manejo reforçam o papel do zoneamento como instrumento estratégico para aumentar a resiliência da produção agrícola brasileira e melhorar o direcionamento das políticas públicas.
Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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