Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com cautela e realização de lucros – MAIS SOJA

Por T&F Agroecoeconômica, referentes à 07/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 07/10
Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,47% ou $ -2,00 cents/bushel, a $419,75. A cotação para março fechou em baixa de 0,46% ou $ -2,00 cents/bushel, a $ 436,25.
ANÁLISE DA BAIXA
O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. Os operadores de mercado realizaram os lucros do dia anterior, fazendo as cotações do cereal variarem em uma pequena faixa nos últimos dias. A falta de dados oficiais do governo americano, em meio a colheita de uma supersafra estão fazendo os traders operarem de forma cautelosa.
O USDA não está mais divulgando publicamente o volume semanal de vendas para exportação. A média do mercado afirma que a colheita entre 29% e 30%, mas “a colheita de milho está começando a ganhar velocidade” disse Don Roose presidente da U.S. Commodities para a Reuters nesta terça. Com a falta de negociações concretas com a China, o que tem travado as exportações principalmente de soja, a preocupação com o armazenamento dos grãos é crescente nos EUA.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-BOA COLHEITA E BOAS EXPORTAÇÕES (baixista e altista, respectivamente)
O milho fechou o dia ligeiramente em baixa em Chicago, pressionado pelo peso da colheita recorde em curso nos Estados Unidos, onde o tempo seco retornará à maior parte do Centro-Oeste amanhã, favorecendo o trabalho no campo. O bom ritmo de exportações e embarques deu suporte parcial aos preços da ração.
EUA-MERCADO ESTIMA COLHEITA ENTRE 29% E 31% (baixista)
Assim como para a soja, na ausência do relatório semanal de safra do USDA, o mercado está assumindo uma possível variação para o progresso da colheita entre 29% e 31% da área adequada, em comparação com 18% no relatório oficial da semana anterior e 30% reportados pela agência há um ano.
EUROPA-IMPORTAÇÕES RECUAM 30% (baixista)
A Comissão Europeia informou hoje que, entre 1º de julho e 5 de outubro, as importações de milho da União Europeia totalizaram 3,93 milhões de toneladas, representando uma queda de 30% em relação ao ano anterior. Grande parte dessa queda se deve ao colapso das compras do bloco da Ucrânia, que atualmente totalizam 702.476 toneladas, em comparação com as 2.659.447 toneladas adquiridas no mesmo período em 2024.
UCRÂNIA-exportações 69,65% menores (altista)
A Ucrânia, o quarto maior fornecedor mundial de milho, comercializou 947.000 toneladas de milho entre 1º de julho e 6 de outubro, uma queda de 69,65% em comparação com as 3.120.000 toneladas comercializadas no mesmo período do ano anterior, de acordo com um relatório divulgado hoje pelo Ministério da Política Agrária da Ucrânia.
UCRÂNIA-PRODUÇÃO MAIOR (baixista)
A consultoria SovEcon, especializada em comércio da região do Mar Negro, elevou hoje sua estimativa para o volume da colheita de milho na Ucrânia de 30,90 para 31,80 milhões de toneladas e sua previsão para as exportações de milho no atual ciclo 2025/2026 de 26,30 para 27 milhões de toneladas. Em seu relatório de setembro, o USDA projetou essas variáveis ucranianas em 32 e 25,50 milhões de toneladas, respectivamente.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho da b3 fechou com pequenas correções
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta terça-feira. Correções negativas nos contratos mais longos acompanharam a queda do dólar e de Chicago nesta terça. No entanto a pressão do mercado físico conseguiu sustentar as cotações de novembro e janeiro, que fecharam com leves ganhos.
Os preços do milho tanto no físico como nas cotações futuras estão lateralizados com o produtor evitando vendas pouco vantajosas, a indústria buscando melhores preços e os grão para exportação pouco competitivo. Com isso preços continuam presos em um triangulo com pequenas variações de acordo com a necessidade mais urgente do mercado.
OS FECHAMENTOS DO DIA 07/10
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 66,40, apresentando alta de R$ 0,04 no dia e alta de R$ 1,12 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 68,55, com alta de R$ 0,04 no dia e alta de R$ 0,19 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 71,17, com baixa de R$ -0,10 no dia e baixa de R$ -0,11 na semana.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Condições de mercado estão difíceis para o produtor nacional de soja – MAIS SOJA

O mercado mundial de soja passa por um momento de dificuldades. A ampla oferta da oleaginosa e as expectativas favoráveis pressionam as cotações. Em termos domésticos, a combinação de queda dos contratos futuros em Chicago e do dólar tornar o ritmo dos negócios ainda mais lento.
O cenário é cada vez mais complexo para a soja, tanto internamente como no exterior. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, que participou nesta semana do 11o Safras Agri Week. “Para o Brasil, o maior desafio é o preço”, afirma.
Nos Estados Unidos, a demanda interna está aquecida, com bons esmagamentos, e ainda há a expectativa do retorno da China à ponta compradora. Para o produtor brasileiro, o consultor acredita que pode haver mais oportunidades no segundo semestre, se os estoques norte-americanos apertarem e sustentarem a Bolsa de Mercadorias de Chicago.
Na Argentina, a situação é bastante tranquila, conforme o analista Agustin Geier. “É muito cedo para se falar em atraso de colheita no país”, frisa. “Além disso, são esperadas 49,8 milhões de toneladas, o que é um patamar muito bom para nós”, relata, acrescentando que tudo está correndo bem e sem expectativa de quebra de safra argentina.
Nos subprodutos, a volatilidade tem sido muito grande com a guerra no Irã, que impulsionou os preços do petróleo. “Trouxe suporte ao óleo de soja, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel”, finaliza o analista e consultor Gabriel Viana.
Conab e Abiove
A produção brasileira de soja deverá totalizar 179,151 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 4,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 7º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,85 milhões de toneladas.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.
As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.
Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira. “O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro”, afirma.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Safras News
Sustentabilidade
Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com um ritmo moderado de negócios, em meio a oscilações ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por dois momentos distintos, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Pela manhã, o dólar e a Bolsa de Chicago operaram em queda, pressionando as cotações e reduzindo a oferta, especialmente nos portos. Esse movimento deixou os preços mais fracos no início do dia, com pouca disposição de venda por parte dos produtores.
Ao longo da sessão, no entanto, Chicago mudou de direção, ainda que com oscilações limitadas. Com isso, os preços passaram a variar entre estabilidade e leve baixa, dependendo da praça e das condições de pagamento. O produtor segue negociando conforme a necessidade de caixa, enquanto a indústria aproveita os níveis atuais para recompor margens.
No mercado físico brasileiro, as cotações apresentaram comportamento misto entre estabilidade e recursos pontuais. Saiba mais:
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
- Paranaguá (PR): queda de R$ 129,00 para R$ 128,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (17) na Bolsa de Chicago, em mais uma sessão volátil. O mercado foi influenciado pelo reposicionamento de carteiras antes do fim de semana e pelo comportamento de outros ativos.
Na semana, o contrato maio acumulou queda de 0,71%. A desvalorização do dólar frente a outras moedas trouxe algum suporte às cotações, ao aumentar a competitividade da soja americana no mercado internacional.
Por outro lado, a forte queda do petróleo, diante de expectativas de avanço em negociações no Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.
O mercado também acompanha o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de retorno das chuvas pode atrasar os trabalhos de campo, mas tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras.
Contratos futuros
Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%, a US$ 11,67 1/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 11,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos, ou 0,21%.
Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu US$ 0,90, ou 0,27%, para US$ 331,80 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, recuou 1,17 centavo, ou 1,68%, para 68,16 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,54%.
O post Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Soja mantém patamar em Chicago com pressão do plantio nos EUA e cenário global instável – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, após ensaiarem um recuo, voltaram aos patamares da semana anterior. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (16) em US$ 11,63/bushel, contra US$ 11,65 uma semana antes.
A continuidade da guerra no Oriente Médio, com um cessar-fogo capenga, não permite que o mercado mundial do petróleo e outras commodities básicas se acomode. Além disso, o plantio da soja nos EUA começa a fazer pressão sobre Chicago, sendo que o chamado “mercado do clima” ganha espaço.
Por enquanto, o mercado vem sendo surpreendido pela aceleração no plantio da safra estadunidense. Até o dia 12/04 a área atingia a 6% do esperado, enquanto o mercado esperava menos, e a média para a data é 2%. Isso significa que, para o plantio, por enquanto, o clima é normal nos EUA.
Dito isso, os embarques de soja estadunidense, na semana encerrada em 9 de abril, chegaram a 814.562 toneladas, elevando o volume total, no ano comercial, para 31,5 milhões de toneladas, representando 25% a menos do que há um ano. Outra notícia que pesou sobre o mercado, e mais especificamente no mercado do farelo, foi o início da greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina. Com isso houve bloqueio de rotas direcionadas aos portos de exportação. Isso elevou o preço do farelo em Chicago, com o mesmo atingindo a US$ 334,40/tonelada curta no dia 15/04.
A mais alta cotação para este subproduto desde o dia 02/10/2024. Se não houver acordo com o governo local, a greve pode interromper “a logística da principal colheita e o abastecimento normal dos portos, em um momento crucial para a entrada de divisas no vizinho país” (cf. Clarin).
E na China as importações de soja aumentaram 14,9% em março, sobre o mesmo mês do ano anterior, porém, ficaram abaixo do que esperava o mercado. Houve atraso nos embarques do Brasil devido a inspeções mais rigorosas para descartar contaminação.
O total importado chegou a 4,02 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 6,4 milhões (cf. Reuters). Entre janeiro e março a China importou 16,6 milhões de toneladas, com um recuo de 3,1% sobre o mesmo período de 2025. Para o período de abril a junho espera-se que a média mensal importada pelos chineses seja de 10 milhões de toneladas.
Já nos EUA, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) informou que o esmagamento de soja naquele país, em março, atingiu a 6,16 milhões de toneladas, sendo o segundo maior para o mês e 16% maior do que no mesmo período do ano passado.
E no Brasil, diante de um câmbio que rompeu o piso dos R$ 5,00 por dólar, fechando alguns dias da semana em R$ 4,99, os preços recuaram, com as principais praças gaúchas voltando aos R$ 117,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 99,00 e R$ 114,00/saco.
Enfim, em seu boletim de abril a Conab apontou que a safra brasileira de soja 2025/26 deverá atingir a 179,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul ficará com 18,9 milhões de toneladas, ou seja, com redução de 13,3% sobre o inicialmente previsto. A área total semeada no Brasil foi de 48,47 milhões de hectares e a produtividade média ficaria em 3.696 quilos/hectare (61,6 sacos/hectare), enquanto a produtividade média gaúcha cai para 46,2 sacos.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade23 horas agoCEEMA/Unijuí: Cotação do trigo sobe em Chicago em meio a ajustes na oferta global – MAIS SOJA
Business21 horas agoSTF realiza audiência de conciliação sobre Moratória da Soja e dá prazo para acordo entre as partes
Sustentabilidade21 horas agoPosicionamento de herbicidas pré-emergentes em soja – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoCEEMA/Unijuí: Milho se recupera em Chicago, enquanto oferta e clima pressionam cotações – MAIS SOJA
Featured17 horas agoParque Mãe Bonifácia terá novo horário de funcionamento
Sustentabilidade20 horas agoSoja mantém patamar em Chicago com pressão do plantio nos EUA e cenário global instável – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoNo ar: confira o novo episódio do Soja Brasil que destaca logística precária e atraso na colheita
Featured23 horas agoPM fecha “boca” em casa abandonada e apreende máquinas caça-níqueis em Nova Xavantina
















