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28 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise Mensal do Mercado do Milho – MAIS SOJA

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Os preços do milho registraram leves variações ao longo de setembro. Compradores evitaram adquirir grandes volumes, atentos à produção nacional elevada na atual safra e às exportações, que, até meados do mês, ainda tinham desempenho abaixo da temporada anterior. Já entre os vendedores, com a colheita da segunda safra praticamente finalizada, muitos se retraíram, negociando apenas quando havia necessidade de pagamento de dívidas e/ou para aproveitar valores mais atrativos em determinados momentos.

Assim, no acumulado de setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa se manteve estável, fechando a R$ 64,26/saca de 60 kg no dia 30. Já a média mensal, de R$ 64,77/sc de 60 kg, superou em 1,4% a de agosto.

Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o milho se valorizou 1,6% no mercado de balcão (ao produtor) e 1% no de lotes (negociação entre empresas), no acumulado de setembro. As médias mensais, por sua vez, ficaram 1,7% e 2,3% acima das de agosto, respectivamente.

Já na B3, os valores cederam, pressionados pela ampla oferta mundial do cereal. Os vencimentos Nov/25 e Jan/26 caíram fortes 6,1% e 5%, fechando a R$ 65,28 e R$ 68,36/sc de 60 kg no dia 30, nesta ordem.

EXPORTAÇÕES – De acordo com dados da Secex, as exportações brasileiras de milho somaram 7,5 milhões de toneladas em setembro, 11% a mais que no mês anterior. Na safra 2024/25 (de fev/25 a parcial de setembro/25), os embarques totalizam 19,73 milhões de toneladas, já superando as 19,5 milhões de toneladas registradas no mesmo período da temporada anterior.

ESTIMATIVAS – As primeiras estimativas da Conab para a safra 2025/26, divulgadas em setembro, apontaram leve redução de 1% na produção nacional total. Essa queda ocorre devido à menor produtividade da segunda safra. No agregado das três safras, o Brasil produzirá 138,28 milhões de toneladas.

Para a primeira safra, a produção é estimada em 25,07 milhões de toneladas, 0,6% superior à da temporada anterior. Para a segunda safra, é prevista redução de 1,4%, totalizando 110,47 milhões de toneladas, enquanto a terceira safra foi mantida em 2,72 milhões de toneladas.

Assim, considerando-se os estoques iniciais, a produção e as importações, a disponibilidade da temporada 2025/26 passa a ser projetada em 152,72 milhões de toneladas. O consumo deve alcançar 94,56 milhões de toneladas, 4% superior ao da safra 2024/25, devido ao crescente aumento para produção de etanol. As exportações também subiram para 46,5 milhões de toneladas, e as importações estão estimadas em 1,7 milhão de toneladas. Com isso, ao final da temporada, os estoques devem totalizar 11,66 milhões de toneladas, semelhantes às 12,74 milhões de toneladas em 2024/25.

Em termos mundiais, em 2025/26 serão produzidas 1,28 bilhão de toneladas, acima das 1,22 bilhão de toneladas da temporada anterior. O destaque segue com a produção norte-americana de milho na safra 2025/26 em volume recorde, agora de 427,10 milhões de toneladas. Para o Brasil e a China, as previsões são de 131 milhões de toneladas e de 295 milhões de toneladas, respectivamente. A Argentina deve colher 53 milhões de toneladas.

Para a temporada 2024/25, estimativas divulgadas pela Conab indicam novo aumento na produção brasileira, de 2% frente ao mês anterior e de 21% em relação à 2023/24, somando 139,69 milhões de toneladas.

Assim, considerando-se os estoques iniciais, a produção e as importações, a disponibilidade da safra 2024/25 passa a ser projetada em 143,28 milhões de toneladas. O consumo teve forte incremento de 7% entre as temporadas, impulsionado pela crescente produção de etanol de milho, passando a ser estimado em 90,46 milhões de toneladas. As exportações também subiram, para 40 milhões de toneladas, e as importações, para 1,7 milhão de toneladas. Com isso, ao final da temporada, os estoques devem totalizar 12,81 milhões de toneladas, forte aumento frente às 1,8 milhão de toneladas em 2023/24.

CAMPO – Quanto à segunda safra, no final de setembro restava apenas o Paraná para finalizar a colheita, que chegou, até o dia 27 de setembro, a99,6% da área nacional, segundo a Conab.

Já a semeadura da safra verão segue intensa; a Conab indicou que a área média nacional semeada correspondia a 26,7% até o dia 27 de setembro, avanço semanal de 5,9 p.p. e acima dos 23,6% da média dos últimos cinco anos.

No Paraná, 77% da área estadual estimada foi implantada até o dia 29 de setembro, de acordo com o Deral/Seab e com a qualidade das lavouras superior à verificada no mesmo período de 2024. No Rio Grande do Sul, segundo a Emater/RS, a semeadura somava 72% da área estimada até o dia2 de outubro. Em Santa Catarina, a Conab relata que a semeio estava em64% da área, até o dia 27 de setembro.

INTERNACIONAL – Nos Estados Unidos, os preços do milho acumularam baixas em setembro, pressionados sobretudo pela ampla oferta norte americana, brasileira e argentina. As quedas só não foram mais intensas devido à forte demanda internacional pelo cereal deste país. Com isso, os contratos Dez/25 e Jan/26 cederam 1,1% e 1,3% entre 30 de setembro e 29de agosto, fechando o dia 30 a US$ 4,155/bushel (US$ 163,57/t) e a US$4,32/bushel (US$ 170,07/t), respectivamente.

Nos Estados Unidos, a colheita da safra 2025/26 segue avançando. Segundo relatório do USDA, cerca de 18% da área havia sido colhida até o dia 29, 1p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos. Na Argentina, relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires do dia 2 quanto à campanha 2025/26indicou que 19,8% dos 7,8 milhões de hectares estimados foram semeados. O órgão também aumentou em 18,4% a safra da Argentina, agora estimada em 58 milhões de toneladas.

Confira o Agromensal setembro/25 do Milho completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS SETEMBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

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Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

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Sustentabilidade

China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

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A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

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