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25 de junho de 2026

Business

Após declaração de Trump sobre café brasileiro, Cecafé vê chances dos EUA suspenderem taxas

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O diretor executivo do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, avaliou de forma positiva o encontro online entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump, realizado na última segunda-feira (6).

Durante a conversa, Trump teria afirmado que os Estados Unidos estão sentindo falta do café brasileiro, o que, segundo Matos, reflete os impactos negativos da recente taxação de 50% sobre os produtos do Brasil na economia norte-americana.

“Isso se deve a uma ação intensa do setor privado, que demonstrou toda a importância do café brasileiro, líder no abastecimento do mercado norte-americano, e essencial na composição dos blends consumidos nos EUA. Cerca de 75% dos americanos tomam café, com uma média de três xícaras por dia. Os Estados Unidos são o maior consumidor do mundo, e o café brasileiro representa cerca de 35% desse mercado”, afirmou o diretor do Cecafé.

De acordo com Matos, a ausência do produto brasileiro nos Estados Unidos gerou uma tensão nos preços globais.

“O impacto da falta do café brasileiro e o ruído causado no mercado global, após a imposição da tarifa, resultaram em fortes altas de preços. Na Bolsa de Nova York, quando foi formalizada a ordem executiva direcionada ao Brasil, o café estava cotado a 284 centavos de dólar por libra-peso. Hoje, está em 390 centavos, um aumento de mais de 40%”, explicou.

Com a tarifa de 50%, as exportações brasileiras para os Estados Unidos se tornaram praticamente inviáveis e, consequentemente, houve impacto no preço do café para o consumidor americano.

“Em agosto, reduzimos as exportações em 46%, e em setembro, em 56%. Esse impacto chegou diretamente ao consumidor americano. A inflação do café nos EUA foi nove vezes superior à média da inflação geral em agosto, e estamos observando o mesmo fenômeno neste mês”, destacou Matos.

Perspectivas

Segundo o executivo, a conversa entre Lula e Trump abre novas perspectivas para o setor, já que o café se enquadra nos requisitos para isenção de taxação, conforme regras recentemente definidas pelo governo norte-americano.

“Vale lembrar que o café já foi reconhecido como um produto natural não disponível nos EUA, na ordem executiva de 5 de setembro. Isso cria um grande potencial para isentar as tarifas sobre o café brasileiro, desde que haja um acordo bilateral entre os países. Essa reunião — e outras que devem ocorrer presencialmente, abre um novo tabuleiro, como se estivéssemos começando uma partida de xadrez”, comparou.

Para Matos, o setor privado terá papel fundamental no avanço das negociações. “Estamos esperançosos e mais otimistas, mas com cautela. Ainda há imprevisibilidade e componentes políticos em jogo. O setor privado precisa continuar apoiando o setor público para abrir portas e formalizar o que mais desejamos: a isenção das taxas sobre o café brasileiro nos Estados Unidos”.

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El Niño aumenta risco para qualidade do trigo e produção deve cair 20%, aponta Itaú BBA

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Foto: Divulgação

A produção brasileira de trigo deve recuar cerca de 20% na safra 2026/27, para 6,2 milhões de toneladas, diante da redução da área plantada e da expectativa de menor produtividade, estima relatório da consultoria Agro do Itaú BBA.

Segundo a análise, o cultivo da nova safra ocorre em um cenário de margens apertadas, fator que desestimula a expansão da área. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta retração de 13,4% na área semeada e queda de 7,6% na produtividade, contribuindo para a redução da oferta nacional.

De acordo com a analista do Itaú BBA Marina Marangon, o aumento dos custos de produção também influencia as decisões dos produtores. “O aumento dos custos de produção tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, limitando a expansão de área e os investimentos em manejo tecnológico, o que reforça o viés de baixa na produção”, afirma.

Impacto do El Niño no trigo

Além das questões econômicas, o clima também preocupa. O documento enfatiza que a confirmação do fenômeno El Niño eleva os riscos para a safra, especialmente em relação à qualidade do cereal.

Embora as chuvas possam favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras no Sul do país, o excesso de umidade ao longo do ciclo aumenta a incidência de doenças e pode comprometer a qualidade dos grãos na fase final de desenvolvimento.

No mercado, a expectativa é de preços mais firmes durante a entressafra, sustentados pela menor oferta doméstica e pela maior necessidade de importações. Ainda assim, o Itaú BBA avalia que um cenário internacional com ampla disponibilidade de trigo deve limitar altas mais expressivas.

Nesse contexto, os preços no mercado brasileiro tendem a continuar sensíveis às oscilações do câmbio e à competitividade do trigo argentino.

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Agro Mato Grosso

Governo de MT lança concurso para eleger os melhores cafés produzidos no Estado

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O governo de Mato Grosso lançou o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso – “Valorizando Origens, Impulsionando Negócios”, iniciativa que busca reconhecer os melhores cafés produzidos no estado e fortalecer a cafeicultura como fonte de renda para as famílias rurais. O evento aconteceu em Colniza, reconhecida no estado como ‘Capital do Café’, neste final de semana.

O lançamento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades da região noroeste do estado. Durante o evento, uma série de palestras orientou os participantes sobre todas as etapas da competição, desde os critérios de avaliação até os cuidados necessários na colheita e pós-colheita para garantir um café de alta qualidade.

Os produtores receberam orientações sobre o checklist diagnóstico que será avaliado pelo laboratório, a forma correta de embalar e enviar as amostras, a importância da ciência na produção cafeeira, além dos principais atributos analisados pelos especialistas, como aroma, sabor, acidez, corpo, finalização, uniformidade e ausência de defeitos.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou que o concurso foi criado para dar visibilidade ao trabalho dos produtores e abrir novas oportunidades de mercado. Entre os anos de 2019 e 2025, o governo por meio da secretaria de Agricultura Familiar, investiu mais de R$ 4,4 milhões na cefeicutura do estado com insumos, mudas, máquinas e equipamentos.

“Os produtores já provaram que fazem acontecer. Chegaram nesta região, desbravaram essas terras com coragem e determinação e acreditaram que era possível produzir café de qualidade. Os resultados estão aí para todos verem. Nossa missão, enquanto Estado, é ajudar vocês a impulsionar esse mercado. Em parceria com o governador Otaviano Pivetta e com o Sebrae, criamos essa iniciativa para identificar e apoiar os produtores na missão de mostrar o melhor café de Mato Grosso e transformar sua produção em excelência”, afirmou.

Andreia também ressaltou os impactos sociais da valorização da cafeicultura. “Quanto mais valor vocês agregarem ao café produzido, mais renda terão e mais qualidade de vida poderão proporcionar às suas famílias. Vamos contribuir para reduzir o êxodo rural dos jovens, fortalecer a participação das mulheres e incentivar o desenvolvimento das comunidades. Este é apenas o primeiro de muitos concursos. Assumimos o compromisso de realizar o Concurso de Qualidade do Café todos os anos”, completou.

As inscrições seguem abertas até o dia 31 de julho. O resultado será divulgado durante evento na cidade de Juína, no dia 31 de outubro.

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Concurso que elege o melhor tomate do Brasil volta a ser realizado após 12 anos

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Foto: Pixabay

O concurso que elege o melhor tomate de mesa do Brasil volta a acontecer em 2027, após um hiato de 12 anos.

As inscrições serão abertas em 1 de janeiro e os vencedores serão divulgados em agosto, enquanto a cerimônia de premiação está prevista para 15 de setembro. Podem concorrer produtores de tomates uva, italiano, redondo e gourmet.

O regulamento aponta que serão premiados os primeiros colocados das três primeiras categorias. Já os gourmets serão reconhecidos como Revelação do Ano, O mais saboroso e O mais diferenciado.

Além disso, o concurso também homenageará quatro produtores com os prêmios Jovem Tomateiro, Tomate no Feminino, Tomate Rastreável e Tomate Sustentável.

Entre os membros da comissão avaliadora está o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“Assim como na primeira edição, o Ital será responsável pelas análises físico-químicas e pelos painéis sensoriais descritivos”, destaca a pesquisadora do Instituto e presidente da comissão avaliadora do concurso, Aline de Oliveira Garcia.

Também estão confirmadas na comissão as pesquisadoras Silvia Moura, diretora do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec) do Ital, e Kátia Cipolli, que atua com Aline Garcia no Centro de Ciência e Qualidade dos Alimentos (CCQA) do Instituto.

Os organizadores do concurso esperam superar os 36 inscritos e 330 quilos de tomates recebidos na edição de estreia. A organização do prêmio é do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) em parceria com a Eacea.

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