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24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter dia de negociações estáveis – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de estabilidade nos negócios. Até há um avanço na comercialização por parte dos agentes, comparado às últimas semanas, mas que evolui de forma muito lenta. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago sobe, enquanto o dólar avança frente ao real.

O mercado brasileiro de milho manteve um ritmo calmo na comercialização no começo da semana. A estabilidade predominou no país, mas o destaque ficou para o avanço dos preços no estado de São Paulo. Também houve a manutenção dos valores nos portos.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,50/69,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,50/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,00/72,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 58,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,50/61,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro estão cotados a US$ 4,22 por bushel, alta de 0,25 centavo de dólar, ou 0,05%, em relação ao fechamento anterior.

* O mercado é pressionado pela expectativa de uma oferta global abundante, reforçada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. A valorização do dólar frente a outras moedas também contribui para a pressão sobre os preços. Ainda assim, os contratos com vencimentos mais próximos encontram suporte em sinais de demanda pelo cereal norte-americano.

* Ontem (2), os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com baixa de 0,65%, ou 2,75 centavos, cotados a US$ 4,19 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam com avanço de 2,25 centavos, ou 0,51%, cotados a US$ 4,35 3/4 por bushel.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,46%, cotado a R$ 5,3349. O Dollar Index registra valorização de 0,42% a 98,52 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, feriado. Japão, +0,01%.

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, +0,27%. Frankfurt, +0,20%. Londres, + 0,27%.

* O petróleo opera em baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 61,45 o barril (-0,38%).

AGENDA

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

—–Quarta-feira (8/10)

– Alemanha: A produção industrial de agosto será publicada às 3h pelo Destatis.

– A ANFAVEA divulga, às 10h, os resultados das exportações, importações e produção de veículos referentes a setembro.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE). (Devido a uma paralisação do governo norte-americano, não há garantia do que os dados serão divulgados no horário descrito).

– EUA: A ata da reunião de política monetária dos dias 16 e 17 de setembro será publicada às 15h pelo Fed. (Devido a uma paralisação do governo norte-americano, não há garantia do que os dados serão divulgados no horário descrito).

—–Quinta-feira (9/10)

– Alemanha: O saldo da balança comercial de agosto será publicado às 3h pelo Destatis.

– Eurozona: A ata da reunião dos dias 10 e 11 de setembro será publicada às 8h30 pelo BCE.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o IPCA e INPC referentes a setembro.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30. *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito)

– Relatório de outubro de oferta e demanda mundial e norte-americana der grãos dos EUA – USDA/Wasde, 13h. *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Japão: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Sexta-feira (10/10)

– O IBGE divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias extrativas e de transformação referente a agosto.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Pedro Carneiro / Safras News



 

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Sustentabilidade

Vazio sanitário da soja está em vigor em Mato Grosso do Sul e segue até 15 de setembro

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O vazio sanitário da soja já está em vigor em Mato Grosso do Sul e será mantido até o dia 15 de setembro de 2026. Durante esse período, os produtores rurais estão proibidos de manter plantas vivas de soja nas propriedades, incluindo as plantas voluntárias, conhecidas como “guaxas”, que surgem após a colheita.

A medida, prevista na Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026, é obrigatória em todo o estado e integra as principais estratégias de prevenção e controle da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas da cultura da soja. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o cumprimento do calendário fitossanitário é fundamental para reduzir os impactos da doença nas próximas safras.

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que necessita de plantas vivas de soja para sobreviver e se multiplicar. Com a eliminação dessas plantas durante a entressafra, ocorre uma redução significativa da presença do fungo no ambiente, diminuindo a pressão da doença sobre as lavouras na safra seguinte.

Além de contribuir para a sanidade das plantações, o vazio sanitário também favorece a eficiência das estratégias de manejo adotadas pelos produtores. A redução da incidência do fungo pode resultar em menor necessidade de aplicações de fungicidas ao longo do ciclo produtivo, reduzindo custos e ajudando a preservar a eficácia dos produtos utilizados no controle da doença.

A Famasul reforça que o cumprimento da medida é uma responsabilidade compartilhada por toda a cadeia produtiva. Por isso, a orientação é que os produtores realizem monitoramento constante das áreas cultivadas e eliminem imediatamente qualquer planta voluntária que surgir durante o período de restrição.

Com o encerramento do vazio sanitário em 15 de setembro, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre os dias 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026, conforme estabelece a legislação federal.

A adoção rigorosa das medidas fitossanitárias é considerada essencial para garantir a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade da sojicultura sul-mato-grossense, um dos principais pilares do agronegócio estadual.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Exportações podem atingir novo recorde em junho – MAIS SOJA

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Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA

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O (VBP) Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária.

Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país.

No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento.

Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento.

No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados.

“Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade” afirma o diretor administrativa da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Imea, aponta que o gasto com produção da soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso deve crescer 3,21% em relação à safra anterior, com custeio estimado em R$ 4.315,29 por hectare.

Entre os componentes que mais pressionam o custeio estão fertilizantes e corretivos, com alta de 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, além dos defensivos agrícolas, que avançaram quase 11% em relação ao ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento de 9,13% no ponto de equilíbrio da atividade, o que significa que será necessário alcançar maior produtividade ou melhores preços de comercialização apenas para manter a rentabilidade.

“Ao mesmo tempo, o volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor. No acumulado de julho a abril, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e desconsiderando CPR, apresentaram queda de aproximadamente 11%, passando de R$ 258,2 bilhões entre julho de 2024 a abril de 2025 para R$ 229,4 bilhões em julho de 2025 a abril de 2026. A retração foi puxada principalmente pelo custeio, que caiu 12%, pelo investimento, que recuou 25%, e pela comercialização, com queda de 20%. Em valores absolutos, as três modalidades somaram redução de R$ 40,6 bilhões. O crescimento de 69% na industrialização compensou parcialmente essa queda, mas não foi suficiente para evitar a retração total de R$ 28,8 bilhões nas modalidades tradicionais de financiamento agropecuário” destaca Diego Bertuol.

Em Mato Grosso o funding da soja safra 2025/26 indica um cenário de crédito mais restrito, com maior protagonismo do Sistema Financeiro e das Multinacionais no custeio, em condições mais seletivas. Levantamento do Imea mostra que a maior participação no financiamento da oleaginosa vem do sistema financeiro, com 35,4%, seguido pelas multinacionais, com 30,7%, e pelos recursos próprios dos produtores, com 23,5%. Já os bancos com recursos federais representam apenas 5,1%, percentual inferior ao das revendas, que respondem por 5,3%. Em termos concretos, o crédito rural oficial, especialmente em condições controladas ou equalizadas, não tem acompanhado a real necessidade de financiamento do setor produtivo.

“O quadro atual retrata que o problema não está na falta de produção. Mato Grosso segue produtivo, competitivo e essencial para o Brasil. A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas. Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, enfatiza o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O VBP confirma que a agricultura de Mato Grosso é estratégica para o Brasil. Mas esse resultado não pode servir de argumento para minimizar o endividamento de quem produz ou para criar travas artificiais às soluções necessárias. Produzir muito não significa estar financeiramente saudável. O VBP mostra a grandeza da produção, mas não releva o peso dos ônus, dos juros e das dívidas que o produtor carrega para manter a atividade de pé, garantir abastecimento, movimentar a economia e contribuir para geração de emprego e renda.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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