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Agro dos EUA teme perder mercado da China para a soja do Brasil

Uma das mais influentes entidades do agronegócio dos Estados Unidos, a American Farm Bureau Federation (AFBF), publicou um artigo, na última quinta-feira (2), alertando que a China tem reduzido suas compras de soja americana e aumentado as importações do Brasil. A organização destacou que as exportações para o mercado chinês são essenciais para a sobrevivência financeira dos produtores rurais norte-americanos.
“O comércio internacional tem sido, há muito tempo, uma tábua de salvação para a agricultura americana, proporcionando mercados para a produção excedente e sustentando milhões de empregos em toda a economia. Durante décadas, a China esteve no centro dessa história, comprando dezenas de bilhões de dólares em produtos agrícolas dos EUA e emergindo como a maior compradora de soja americana”, diz o texto.
A publicação ressalta que essa perda de espaço não começou recentemente, mas é o resultado de uma tendência de longo prazo.
“A tendência da última década indica que os tempos estão mudando. Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos, voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores. A desaceleração das vendas em 2025 não é um evento isolado: faz parte de uma trajetória mais longa na qual a China está se diversificando, afastando-se da agricultura americana. Para os agricultores dos EUA, isso tem significado menos vendas, um déficit comercial agrícola crescente e maior incerteza sobre o futuro papel da China como mercado para a agricultura americana.”
A AFBF reconhece, porém, que as recentes tensões comerciais entre os dois países agravaram ainda mais o problema.
“Os mercados de soja tornaram-se o sinal mais claro de estresse no comércio agrícola dos EUA. De janeiro a agosto de 2025, as exportações de soja dos EUA para a China totalizaram apenas 218 milhões de bushels, uma queda acentuada em relação aos 985 milhões de bushels em 2024, quando a China comprou cerca de metade de todas as exportações americanas. Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China, e o país asiático não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial.”
Ainda de acordo com a artigo, enquanto isso, o Brasil exportou cerca de 2,5 bilhões de bushels de soja para a China no mesmo período, consolidando sua liderança no mercado. E a Argentina também buscou ampliar as vendas ao suspender temporariamente o imposto de exportação do grão, medida revertida dias depois, quando as receitas externas atingiram US$ 7 bilhões. O texto diz que as importações chinesas de soja seguem em alta, mas a maior parte da demanda agora está sendo suprida pela América do Sul.
Em tom de crítica ao governo Trump, a entidade destacou que o setor agrícola americano depende fortemente das exportações e que disputas tarifárias podem gerar prejuízos profundos.
“O comércio não é apenas uma questão política abstrata; é fundamental para a saúde financeira dos agricultores e pecuaristas americanos. Aproximadamente 20% de toda a produção agrícola dos EUA é exportada, e essas vendas costumam ser o que faz a diferença entre lucro e prejuízo no campo. O crescente déficit comercial ressalta essa vulnerabilidade. Com os EUA importando mais produtos agrícolas do que exportando, os agricultores enfrentam menos oportunidades de comercializar suas safras e gado no exterior. Esse excesso de oferta pressiona os preços, reduz as margens de lucro e aumenta a pressão financeira nas comunidades rurais.”
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Guarda Municipal prende homem por agressão e quebra-quebra dentro de casa em Várzea Grande

Suspeito de 59 anos foi contido pela equipe no bairro 24 de Dezembro após agredir a companheira e danificar o imóvel
A Guarda Municipal de Várzea Grande conduziu um homem de 59 anos na noite desta terça-feira (6), após uma denúncia de violência doméstica no bairro 24 de Dezembro. A ocorrência foi atendida após acionamento do Centro de Inteligência Municipal de Segurança, pelo telefone 153.
Segundo informações repassadas à equipe, o homem estaria sob efeito de bebida alcoólica e apresentava comportamento alterado, com ofensas dirigidas à companheira, de 47 anos. Durante a discussão, ele teria atingido a mão da mulher com um tapa, fazendo com que o celular dela caísse no chão e fosse danificado.
Ao chegarem ao endereço, os guardas municipais encontraram a vítima e a filha do lado de fora da residência. O suspeito permanecia dentro do imóvel e, conforme o relato da equipe, apresentava comportamento agressivo e proferia palavras de baixo calão. A situação teria se acalmado após a chegada da viatura.
Com autorização da vítima, os GMs entraram na residência e constataram sinais de desordem no interior do imóvel. Foram encontradas garrafas de vidro quebradas, objetos espalhados, móveis fora do lugar e uma geladeira deslocada. Segundo a mulher, o eletrodoméstico teria sido movimentado pelo suspeito durante a discussão.
Diante dos relatos e das condições encontradas no local, os guardas deram voz de prisão ao homem. Ele apresentou resistência e permaneceu agitado inicialmente, sendo contido pela equipe por meio de técnicas de verbalização e contenção.
Durante a condução, o suspeito voltou a proferir ofensas contra a vítima ao avistá-la do lado de fora da residência, atribuindo a ela a responsabilidade pela situação.
O homem foi encaminhado à autoridade policial, que ficará responsável pelas providências cabíveis. As circunstâncias da ocorrência deverão ser apuradas durante a investigação.
A atuação da Guarda Municipal reforça a importância do acionamento imediato das forças de segurança em situações de violência doméstica, possibilitando uma resposta rápida e a adoção das medidas necessárias para preservar a segurança das vítimas.
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Advogados se mobilizam contra proposta do TJ de extinguir comarca de Campinápolis

Rafael Pereira e Xênia Guerra articulam reunião com a Corregedoria; lideranças pedem revisão das mudanças em três cidades da região
A proposta de extinguir a comarca de Campinápolis provocou uma mobilização de advogados e lideranças do Araguaia para tentar reverter a medida no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A preocupação é com os efeitos da mudança sobre uma população que já enfrenta longas distâncias, dificuldades de transporte e limitações de acesso à internet.
O advogado Rafael Pereira, ex-presidente da Subseção da OAB de Nova Xavantina, articulou, junto com a advogada Xênia Guerra, a reunião realizada na segunda-feira (5) com o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote. O encontro reuniu presidentes de Subseções, diretores, ex-presidentes e representantes do poder público municipal para apresentar as demandas da região.
O grupo pediu a reanálise das medidas previstas para Campinápolis, Vila Rica e São Félix do Araguaia. Em Campinápolis, a proposta extingue a própria comarca e vincula o município à comarca de Nova Xavantina. Nas outras duas cidades, prevê a extinção das primeiras varas e a transformação das segundas em varas únicas, mantendo as sedes das comarcas.
A proposta foi aprovada por unanimidade pelo Tribunal Pleno em 24 de setembro, sob a relatoria do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. A deliberação prevê o encaminhamento dos anteprojetos ao Conselho Nacional de Justiça e, posteriormente, à Assembleia Legislativa. A extinção depende de lei.
Na reunião, os representantes da advocacia defenderam que a análise considere as condições de atendimento nas localidades atingidas. Apresentaram informações sobre crescimento populacional e econômico, movimentação processual, extensão territorial e estrutura de servidores e oficiais de Justiça.
Também apontaram as dificuldades enfrentadas por moradores de comunidades indígenas, assentamentos e áreas rurais. Para o grupo, as limitações de transporte e de conexão à internet precisam ser consideradas antes de transferir o atendimento para outra cidade.
Segundo o estudo citado no acórdão, Campinápolis fica a aproximadamente 78 quilômetros de Nova Xavantina. Essa é a maior distância entre as sedes nas hipóteses examinadas pelo Tribunal, que reconheceu a necessidade de atenção especial às medidas de atendimento à população.
A articulação das Subseções começou na sexta-feira (2), quando as presidentes de Vila Rica, Luana Lico, e de Nova Xavantina, Michele Freitas Pereira, tomaram conhecimento da deliberação e buscaram a habilitação das entidades no procedimento administrativo.
Rafael Pereira e Xênia Guerra conduziram a interlocução para levar as demandas à Corregedoria. O ex-presidente da OAB de Mato Grosso Leonardo Campos também auxiliou na abertura do diálogo com o Tribunal.
O TJMT sustenta que a reorganização busca adequar a estrutura à demanda e distribuir melhor os recursos disponíveis. Conforme o acórdão, a Vara Única de Campinápolis registrou 677 ingressos e 1.576 processos pendentes na atualização dos dados utilizada no estudo. A avaliação técnica indica que as unidades de Nova Xavantina teriam capacidade para absorver essa movimentação.
Durante o encontro, conforme o relato dos participantes, Lindote explicou os fundamentos da proposta e informou que as medidas podem ser reavaliadas antes da implantação.
As Subseções deverão formalizar os dados e os pedidos nos procedimentos administrativos. A intenção é obter a revisão das mudanças antes que sejam consolidadas, com a manutenção da comarca de Campinápolis e uma nova análise das estruturas de Vila Rica e São Félix do Araguaia.
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Polícia Civil cumpre mandados contra alvos investigados por homicídios e tráfico em Diamantino

Operação Contra Ataque 2 mobilizou equipes no interior e na Capital; ação resultou em prisões preventivas e apreensão de cocaína
A Polícia Civil realizou, nesta quarta-feira (7.10), a Operação Contra Ataque 2, para cumprir três mandados de busca e apreensão domiciliar e quatro mandado de prisão preventiva a fim de coletar elementos informativos para investigações de homicídios ocorridas nos últimos meses em Diamantino, além do enfrentamento ao tráfico de drogas e às facções criminosas.
A operação é uma continuidade da Operação Contra Ataque 1, deflagrada em maio deste ano para desarticular uma facção criminosa envolvida em uma tentativa de homicídio contra um homem de 29 anos em Diamantino.
Durante o cumprimento dos mandados nesta quarta-feira (7), dois alvos que já estavam presos, um em Diamantino e outro em Cuiabá, tiveram mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Diamantino, cumpridos.
Outros dois alvos de mandados de prisão não foram localizados e seguem foragidos. Além disso, um homem foi preso em flagrante, no bairro Jardim Alvorada, com 24 pinos de cocaína prontos para a comercialização, além de dinheiro em espécie e aparelhos celulares.
A operação foi realizada em conjunto por equipes das Delegacias de Diamantino e Regional de Nova Mutum.
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