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Abertura nacional da colheita de trigo nesta quinta-feira (09) no RS

Canal Rural e Cotricampo realizam nesta quinta-feira (09) a Abertura Nacional da Colheita de Trigo. Com conteúdo técnico e de mercado, o evento acontece em Campo Novo, noroeste do Rio Grande do Sul. A programação tem início logo cedo com um dia de campo. No período da tarde, com transmissão ao vivo para todo Brasil, ocorrem painéis sobre mercado, clima e tecnologia, seguido de uma dinâmica de máquinas com a colheita em uma área no Campo Experimental Cotricampo.
Entre os destaques da programação um painel sobre qualidade, autossuficiência e soberania que contará com a participação de pesquisadores brasileiros da Embrapa Trigo e argentinos do INTA, o Instituto de Tecnologia Agropecuária. A previsão climática fica por conta da meteorologia do Canal Rural. E as tendências de mercado com a Stonex Consultoria.
Na avaliação do presidente da Cotricampo, Gelson Bridi, trata-se de um evento extremamente representativo, buscando dar ainda mais destaque a uma cultura que ainda carece de incentivos e políticas públicas, mas que se sobressai na região de atuação da cooperativa em razão do trabalho que envolve os produtores, o departamento técnico e o moinho, resultando na industrialização do trigo com potencialização de renda e oportunidades.
Para Giovani Ferreira, do Canal Rural Sul, trata-se de uma parceria estratégica, criando um palco de discussão permanente sobre a cadeia do trigo no Brasil. “Precisamos buscar a autossuficiência porque ainda somos dependentes de trigo importado. E essa autossuficiência tem a ver com soberania, segurança e abastecimento alimentar”.
Como pano de funda das discussões, o fato de o Brasil ser altamente dependente do trigo importado. De um consumo estimado em quase 13 milhões de toneladas, o país deve produzir no ciclo atual de 7,5 milhões de toneladas, conforme projeção da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento. Escolhido como palco simbólico da abertura da colheita, o Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional do cereal, com quase 50% do volume e produção estimada em 3,6 milhões de toneladas. Em segundo vem o Paraná com 2,4 milhões de toneladas.
Assista AO VIVO AQUI. (9/10 às 14h)
A agenda em Campo Novo será das 8 horas às 16h30. A transmissão ao vivo pela TV e Youtube do Canal Rural acontece das 14 horas às 16h30. O evento tem apoio local da Bioagreen, Bayer, FMC, Basf, Yara e Stara Menegazzo. Abaixo você confere os detalhes da programação.
Chamada para o evento:
PROGRAMAÇÃO:
| 8 às 12 horas | Dia Campo Cultura do Trigo – Cotricampo |
| 12 às 13h30 | Almoço |
| 14h00 | Abertura Oficial |
| 14h20 – às 16 horas | Fórum do Trigo |
| Painel 1 | Panorama nacional e internacional de trigo: destaques nova temporada, por Jonathan Pinheiro, da Stonex Consultoria. |
| Painel 2 | O eterno desafio do clima. O que vem por aí, por Arthur Muller, do Canal Rural. |
| Painel 3 | Qualidade, autossuficiência e soberania, por Jorge Lemainski, da Embrapa Trigo, Leticia Mir e Guillermo Donaire, do INTA – Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Argentina) |
| 16 horas | Dinâmica de campo na colheita do trigo |
| 16h30 | Encerramento |
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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.
Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.
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Projeções para o milho
No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.
Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.
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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.
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Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.
O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.
Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?
A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.
Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.
“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.
Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.
Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.
A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.
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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).
A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.
Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.
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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.
Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.
Fonte: camara.leg.br
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