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27 de junho de 2026

Sustentabilidade

Setembro foi de queda nos preços da soja no Brasil e no exterior; comercialização trava – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja acompanhou a sinalização externa e teve um mês de setembro marcado por recuo nos referenciais. Como consequência, o ritmo dos negócios travou, com produtores segurando a oferta e esperando por uma situação melhor, mesmo que o cenário fundamental não inspire uma recuperação.

Em setembro, a saca de 60 quilos recuou de R$ 134,00 para R$ 129,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 135,00 para R$ 132,00. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 126,00 para R$ 123,00. No Porto de Paranaguá, o referencial foi reduzido em R$ 4,00 no período para R$ 136,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam uma desvalorização de 5% no período, encerrando o mês testando a barreira de US$ 10, a US$ 10,01 3/4 por bushel.

O preços internacionais seguem pressionados pelos fundamentos. O avanço da colheita americana, sem maiores contratempos, e a falta de demanda chinesa pesam sobre os contratos em Chicago. Durante o mês, a eliminação temporária das retenciones argentinas agravou esse quadro, com os compradores chineses agendando ao menos 40 cargas no país vizinho.

Os agentes seguem de olho nas negociações comerciais. Nesta semana, a declaração do presidente americano Donald Trump de que a situação da soja será o principal tópico de uma conversa que terá com o líder chinês Xi Jinping em quatro semanas esboçou um movimento de correção, após novembro atingir níveis inferiores a US$ 10,00.

O câmbio também não tem ajudado. Pressionado pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos – motivando a entrada de capital especulativo no país -, a moeda americana se desvalorizou 1,84% em setembro, encerrando na casa de R$ 5,32.

Exportações

O Brasil colheu em 2025 uma safra abundante de soja, o que trouxe um conforto muito grande e foi essencial para que o país cumprisse seus compromissos comerciais, afirmou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) durante a 10a Safras Agri Week.

A Abiove informou que aumentou a projeção de esmagamento ao observar os dados até julho. “Vai trazendo mais elementos para ter certeza se o ano vai ter um aumento na soja esmagada e, por consequência, maior oferta de farelo e óleo”, destacou a entidade representada por Daniel Amaral, Diretor de Economia e Assuntos Regulatórios.

Para o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira , 2025 foi um ano de forte oscilação. Muita volatilidade. O ano é muito político, se adaptando com as questões geopolíticas. Foi ano de oferta recorde de soja brasileira, próximos dos 172 milhões de toneladas, e os preços para o produtor ficaram relativamente bons, mesmo com a pressão da oferta, disse. Ele acrescentou que as exportações devem atingir 105 milhões de toneladas.

Safras & Mercado projeta outra safra recorde em 2026, próxima de 180 milhões de toneladas, embora com menor expansão da área plantada. Deve ter um aumento de área novamente, mas não tão alto, com os custos de produção muito elevados com a taxa de juros sem manutenção, avaliou Silveira.

USDA

Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de setembro, totalizaram 316 milhões de bushels, conforme relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume estocado recuou 8% na comparação com igual período de 2024.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 322 milhões de bushels. Do total, 91,5 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com baixa de 18% sobre o ano anterior. Os estoques fora das fazendas somam 225 milhões de bushels, com baixa de 3%.

O USDA elevou a estimativa para a safra americana de soja em 2024 em 7,74 milhões de bushels para 4,274 bilhões de bushels. A área plantada foi revisada para 87,3 milhões de acres e a colhida para 86,2 milhões. A produtividade foi mantida em 50,7 bushels por acre.

O Departamento informou que não divulgará novos dados nem relatórios enquanto durar a paralisação do governo federal do país. Todas as publicações e liberações de dados estão suspensas, disse um porta-voz da pasta ao Wall Street Journal. Em comunicado por e-mail, o órgão atribuiu a responsabilidade do impasse orçamentário aos democratas.

Segundo o plano de contingência do USDA, a maioria dos funcionários será colocada em licença não remunerada, com poucas exceções. Com isso, o relatório mensal de oferta e demanda agrícola mundial (WASDE), programado para a próxima quinta-feira (9), não será publicado.

Fonte: Dylan Della Pasqua e Ritiele Rodrigues / Safras News



 

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Sustentabilidade

Soja reage no mercado brasileiro com alta em Chicago e foco nos próximos dados do USDA – MAIS SOJA

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Após muitas oscilações, a semana vai se encerrando com um cenário mais favorável para o mercado brasileiro de soja. A quinta foi de de maior movimentação, com fluxo mais intenso de negócios nos portos diante da melhora das cotações. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que as altas na Bolsa de Chicago, aliadas aos prêmios firmes, favoreceram a formação de preços ao longo da sessão.

Segundo Silveira, Chicago avançou com apoio das melhores vendas da safra nova norte-americana. O dólar recuou apenas levemente, enquanto os prêmios permaneceram firmes. “A cotação no porto chamou a atenção”, afirma.

No mercado interno, também houve melhora nas indicações de compra. Apesar disso, o produtor manteve postura cautelosa. “Está fazendo jogo duro, segurando lotes e pedindo preços mais altos”, ressalta o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00, enquanto em Santa Rosa (RS) saiu de R$ 129,00 para R$ 130,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 114,00 para R$ 115,00, enquanto em Dourados (MS) passaram de R$ 116,50 para R$ 117,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 117,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) aumentou de R$ 135,00 para R$ 136,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências também saíram de R$ 135,00 para R$ 136,00.

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão de temperaturas elevadas para a região produtora dos Estados Unidos nos próximos dias, podendo prejudicar o desenvolvimento das lavouras, garantiu a recuperação técnica dos preços.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça, 30, saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais americanos em 1o de junho.

Plantio e estoques EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 85,37 milhões de acres, com avanço sobre o ano anterior e na comparação com a intenção de plantio, divulgada em março. O relatório de área plantada será divulgado na terça, 30, às 13hs.

A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, o USDA deverá indicar área de 85,37 milhões de acres, acima dos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.

No final de março, o USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o Departamento apostava em uma área de 84,7 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na terça também o relatório para os estoques trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de 1,051 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,105 bilhões e em junho do ano passado os produtores tinham 1,008 bilhão de bushels armazenados.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Produtor é autuado por plantar soja durante vazio sanitário em São Paulo

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Lavouras de soja em Palotina e Terra Roxa. Foto: Marco Bomm/ TresBomm Agri

A Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo autuou um produtor rural por cultivar soja durante o período de vazio sanitário no município de Casa Branca, na região de São João da Boa Vista. A irregularidade foi identificada nesta semana, após uma denúncia encaminhada ao órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Durante a fiscalização, engenheiros agrônomos localizaram uma área de soja cultivada sob sistema de irrigação por pivô. Segundo os técnicos, as plantas estavam distribuídas em linhas, caracterizando um cultivo comercial e não apenas a presença de plantas voluntárias, conhecidas como soja tiguera.

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De acordo com a Defesa Agropecuária, a área apresenta indícios de que a semeadura foi realizada em fevereiro, fora da janela oficial de plantio para o município, encerrada em 10 de janeiro. Além disso, o terreno já havia recebido uma lavoura de soja na safra de verão, configurando uma segunda safra da cultura na mesma área, prática proibida pela legislação estadual.

O produtor foi autuado com base no Decreto Estadual nº 45.211/2000, por desenvolver atividade que favorece a disseminação de pragas e doenças vegetais sob restrição, e recebeu notificação para erradicar a lavoura dentro do prazo estabelecido.

Na região de São João da Boa Vista, o vazio sanitário da soja teve início em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Durante esse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades.

Segundo a gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma, o cumprimento da medida é essencial para reduzir o risco da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura no Brasil. Ela explica que o vazio sanitário, aliado à proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área, ajuda a diminuir a pressão do fungo Phakopsora pachyrhizi e reduz as chances de surgimento de populações resistentes aos fungicidas utilizados no controle da doença.

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China amplia participação nas exportações de soja do Brasil

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A China continua a expandir sua participação nas exportações de soja do Brasil, consolidando-se como o maior comprador do grão brasileiro. Dados recentes mostram um aumento significativo na quantidade de soja exportada para o país asiático, refletindo a crescente dependência do Brasil em relação ao mercado chinês.

Dados das exportações de soja

Em 2015, o Brasil exportou 55 milhões de toneladas de soja, das quais 41 milhões foram destinadas à China, representando 75% do total. Em 2020, as exportações aumentaram para 83 milhões de toneladas, com a China comprando 61 milhões, o que corresponde a 73% do volume total. Para 2025, as projeções indicam que o Brasil deverá exportar 108 milhões de toneladas, com a China adquirindo 85 milhões, ou 79% do total.

Expectativas para 2026

Para o primeiro semestre de 2026, espera-se que o Brasil exporte 66 milhões de toneladas de soja, com a China comprando mais de 70% desse volume. A participação da China nas exportações de soja brasileiras permanece expressiva, destacando a importância desse mercado para a economia nacional.

Desafios e oportunidades

A relação comercial entre Brasil e China apresenta tanto oportunidades quanto riscos. O Brasil deve diversificar seus mercados para reduzir a dependência da China, especialmente em um cenário de possíveis crises no comércio bilateral. O avanço na agroindústria da soja, incluindo o aumento da produção de farelo e óleo, é uma estratégia para ampliar a capilaridade do mercado brasileiro.

Em resumo, a China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil no setor de soja, com um crescimento contínuo nas exportações e uma dependência que requer atenção e estratégias de diversificação.

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