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5 de agosto de 2026

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‘Precisamos de uma política de seguro rural que ofereça mais segurança ao produtor, afirma senadora Tereza Cristina

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O segundo painel da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, evento realizado na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), discutiu os caminhos e perspectivas do agronegócio brasileiro. Participaram Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; e o deputado federal Rodolfo Nogueira.

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Tereza Cristina destacou a importância de políticas estruturantes para fortalecer o setor, como a regularização das terras de fronteira e a ampliação do seguro rural. ”Acabamos de aprovar a regularização das terras de fronteira. Agora, precisamos avançar em uma política de seguro rural sólida, que traga mais segurança e reduza os juros. O governo gasta cerca de R$ 9 bilhões com o Proagro para atender pequenos produtores. Se esses recursos fossem direcionados de forma estruturada ao seguro rural, o impacto seria muito maior”, afirmou.

Fabrício Rosa apresentou Maurício Buffon como “símbolo do agricultor brasileiro”, destacando sua vivência prática e representatividade no campo. Buffon reforçou a necessidade de políticas mais eficazes para crédito, segurança jurídica e fortalecimento da produção. ”Sabemos onde está doendo para o produtor. A falta de crédito e de um seguro rural eficiente são entraves reais. Hoje, o Plano Safra não rodou e há linhas com 92% menos recursos do que no ano passado. Sem crédito e sem segurança jurídica, o produtor fica sem condições de avançar”, alertou.

Ele destacou ainda o impacto positivo de legislações recentes, como a Lei dos Bioinsumos, que permitiu a produção OnFarm, e defendeu a aprovação de uma nova lei de defensivos agrícolas. ”Se tivéssemos um seguro rural funcionando corretamente, não estaríamos falando em endividamento. Nos Estados Unidos, 89% dos produtores de soja têm seguro. Aqui, o produtor sofre com o clima e não tem essa proteção”, disse.

Tereza Cristina complementou lembrando que, enquanto os Estados Unidos destinaram US$ 60 bilhões ao seguro rural neste ano, o Brasil investiu apenas R$ 467 milhões. ”Passamos os EUA em produção de soja, mas o governo ainda acha que R$ 1 bilhão é suficiente. O setor precisa de previsibilidade e compromisso com o que foi combinado”, afirmou.

Fabrício Rosa acrescentou que o crédito rural atual não atende às necessidades do setor. ”Todo o agro está sendo asfixiado por uma linha de crédito incompatível com a realidade de produção”, avaliou.

O deputado federal Rodolfo Nogueira reforçou a urgência de políticas públicas para tornar o seguro rural mais acessível e eficiente. ”Se tivéssemos um seguro rural estruturado, não estaríamos debatendo endividamento. Precisamos baratear o seguro, como acontece nos EUA. O produtor rural precisa de estabilidade para continuar produzindo”, afirmou.

Nogueira também destacou que o endividamento rural é hoje um dos principais desafios dos produtores do Mato Grosso do Sul, agravado pelas estiagens. ”O Brasil tem tudo para ser o celeiro de alimentos do mundo. Temos clima favorável, solo fértil e um povo trabalhador. Podemos contribuir muito mais para a segurança alimentar global. Não vamos desistir da nossa missão”, reforçou.

Encerrando o painel, Tereza Cristina chamou atenção para o novo cenário global de comércio.
“O mundo não é mais o mesmo de seis meses atrás. Vivemos um novo normal nas relações comerciais, com o avanço de tarifas e barreiras. Precisamos estar atentos e articulados como setor para enfrentar esses desafios”, concluiu.

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Polícia Civil desarticula grupo investigado por aliciar menores para prostituição

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Denúncia deu origem à Operação Jogo Sujo, deflagrada nesta quarta-feira.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5.8), a Operação Jogo Sujo, para prender um homem de 23 anos, investigado pela prática de favorecimento à prostituição de adolescentes em Várzea Grande.

As investigações, realizadas pela Delegacia da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande, tiveram início a partir de uma denúncia de que menores de 18 anos estariam sendo aliciados para a prática de atos sexuais mediante promessa de pagamento em dinheiro e de “vagas” em times de futebol amador, especialmente no bairro Residencial José Carlos Guimarães.

Nesta quarta-feira, além da prisão do investigado, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Várzea Grande, com a apreensão de aparelhos celulares, nos quais há suspeita da existência de cenas de sexo e nudez envolvendo crianças e adolescentes.

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Várzea Grande e cumpridos por equipes da Delegacia da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande, com o apoio da Coordenadoria de Apoio Logístico e Operacional (Core).

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Educação lança projeto para levar 1.200 alunos a passeio histórico no Porto em Cuiabá

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Estudantes do Ensino Fundamental vão conhecer o Museu do Rio e o Aquário Municipal Justino Malheiros. Ação começou nesta quarta-feira (5)

A Secretaria Municipal de Educação retoma, nesta quarta-feira (5), as aulas de campo, dando início ao Programa Permanente Interdisciplinar de Educação Ambiental, Cultural e Patrimonial do Complexo Biocultural do Porto. Cerca de 80 estudantes da EMEB Ranulpho Paes de Barros participarão da ação, considerada uma viagem rumo ao conhecimento, com duração aproximada de uma hora. Serão 40 alunos pela manhã, às 9h, e 40 no período da tarde, às 15h. A programação seguirá até o fim do ano, sempre às quartas-feiras, totalizando 1.200 alunos de 17 escolas.

A iniciativa integra as ações da Coordenadoria Técnica de Programas e Projetos (CTPP), com o objetivo de ampliar o conhecimento dos alunos do Ensino Fundamental das unidades escolares. A meta é abranger todas as EMEBs da rede municipal no próximo ano.

Acompanhados de professores e da equipe pedagógica da CTPP, os estudantes vão ampliar os conhecimentos sobre a importância do Rio Cuiabá, da cultura ribeirinha, da história do Mercado Público, da biodiversidade dos peixes e dos biomas brasileiros.

A dinâmica do aprendizado consiste em atividades simultâneas para melhor aproveitamento dos temas abordados. Para isso, os alunos serão divididos em três grupos. Enquanto um visita o acervo fotográfico do Museu do Rio, conhecendo os acontecimentos históricos retratados nas imagens, outro participa da experiência com óculos de realidade virtual, disponibilizados pela concessionária Águas Cuiabá, que apresentam um jogo sobre os processos de tratamento da água. O terceiro grupo realiza visita ao Aquário Municipal, conhecendo os biomas e as espécies de peixes.

A proposta é desenvolver um projeto interdisciplinar voltado à Educação Ambiental e consolidá-lo como um programa permanente que integra educação ambiental, cultural e patrimonial, promovendo a valorização da história de Cuiabá, da cultura ribeirinha e da biodiversidade regional.

“Ao transformar o Complexo Biocultural do Porto em um espaço educativo não formal, a iniciativa fortalece o processo de ensino e aprendizagem por meio de visitas pedagógicas e oficinas, aproximando os estudantes do patrimônio histórico, cultural e ambiental do município como parte da formação cidadã”, explicou Luana da Cruz Burema, que contribuiu para a elaboração do programa juntamente com as assessoras da Coordenadoria Técnica de Programas e Projetos, Marluci Micheli e Andréia Foratto.

O Complexo Biocultural do Porto é composto pelo Museu do Rio, Aquário Municipal Justino Malheiros e parquinho infantil.

Confira a programação

Agosto

05/08, às 9h e 15h: EMEB Ranulpho Paes de Barros

12/08, às 9h e 15h: EMEB Glaucia Maria Borges

19/08, às 9h e 15h: EMEB Onofre de Oliveira

Setembro

02/09, às 9h e 15h: EMEB Moacyr Gratidiano

09/09, às 9h e 15h: EMEB Nossa Senhora Aparecida

16/09, às 9h e 15h: EMEB José Torquato

23/09, às 9h e 15h: EMEB Osmar Cabral

Outubro

07/10, às 9h e 15h: EMEB Dr. Fábio Firmino

14/10, às 9h e 15h: EMEB Elza Luiza Esteves

21/10, às 9h e 15h: EMEB Dr. Orlando Nigro

28/10, às 9h e 15h: EMEB Antônia Tita Maciel

Novembro

04/11, às 9h e 15h: EMEB Aristotelino Alves Praeiro

11/11, às 9h e 15h: EMEB Firmo José Rodrigues

18/11, às 9h e 15h: EMEB Prof.ª Gracildes de Melo

25/11, às 9h e 15h: EMEB Maria Elazir

Dezembro

02/12, às 9h e 15h: EMEB Octacílio Sebastião da Cruz

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Governo brasileiro repudia revogação de visto da embaixadora nos Estados Unidos

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Planalto classifica justificativas do governo norte-americano como falsas e afirma que medida representa escalada de ações hostis contra o Brasil

O governo brasileiro repudiou a revogação do visto da embaixadora nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nesta terça-feira (4). O país norte-americano justificou a medida pela demora do Brasil na resposta à concessão de aprovação diplomática do indicado do governo Trump a assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

 

O governo brasileiro rebateu as alegações, afirmando serem falsas.

 

“O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas”.

 

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o governo afirmou que os EUA feriram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas quando divulgaram o nome do seu indicado para assumir a embaixada no Brasil. Segundo o governo, o nome só poderia ser tornado público após a concessão da anuência do país anfitrião.

 

O pedido norte-americano, acrescenta a nota, ainda está em análise.

 

“Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément”, destacou.

 

“Medidas hostis”

O governo do Brasil também citou a negativa dada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, e justificou a medida dizendo que a presença de ambos no país teria como objetivo colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.

 

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”.

 

A nota afirma que o episódio de hoje faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil.

 

“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.

 

O Palácio do Planalto lembrou que autoridades brasileiras, como funcionários do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda estão sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelo governo norte-americano em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. E ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito esforços pelo entendimento entre os dois países.

 

“O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais”.

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