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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Cenário da safra é favorável, lavouras apresentam elevado potencial produtivo – MAIS SOJA

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O cenário da safra do trigo no Rio Grande do Sul permanece favorável, e as lavouras apresentam elevado potencial produtivo. Do total implantado no Estado, 13% está em desenvolvimento vegetativo, 37% em floração, 40% em enchimento de grãos e 10% em maturação. Na safra anterior, os cultivos em maturação totalizavam 16% neste mesmo período. Esse avanço para a fase de maturação demonstra o elevado potencial produtivo nesta safra, mas as lavouras ainda dependem de condições climáticas favoráveis até o final do ciclo para confirmação.

O tempo seco e a luminosidade beneficiaram o desenvolvimento das lavouras, que se encontram em fases reprodutivas críticas, como a antese (floração) e o enchimento de grãos. Essas condições ambientais também promoveram a aceleração da maturação fisiológica das espigas nas áreas implantadas mais precocemente, contribuindo para maior uniformidade do ciclo e potencial de acúmulo de matéria seca nos grãos.

O manejo fitossanitário foi intensificado, principalmente de forma preventiva em áreas com histórico de doenças fúngicas.

A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o período ensolarado foi benéfico para as lavouras da Campanha e da Fronteira Oeste. Estão 35% das áreas em fase de floração e 24% em fase de maturação. Há grande variabilidade no potencial produtivo das lavouras. Em Itaqui, a umidade elevada do período anterior favoreceu o aparecimento de doenças fúngicas, como giberela e ferrugem. Há elevada incidência dessas doenças em Maçambará, sobretudo nas lavouras a Oeste do município, onde predominam terras baixas. Contudo, os produtores enfrentam dificuldades para realizar pulverizações em decorrência do excesso de umidade no solo, causado pelas chuvas do período anterior. Além dos problemas com doenças, o potencial produtivo de algumas lavouras está comprometido pela presença de plantas daninhas, que se estabeleceram nas áreas onde havia maiores falhas de estande. Houve formação de geada de baixa intensidade em regiões mais frias, mas sem causar impacto significativo.

Na de Caxias do Sul, a maioria dos cultivos estão em estádios de elongação do colmo. A sanidade das lavouras se encontra satisfatória, mas são efetuadas pulverizações preventivas para o controle de pragas e doenças.

Na de Erechim, 60% estão em floração e 40% em espigamento no período. A sanidade das lavouras está adequada, e a produtividade média esperada para a região deve ser de 3.600 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, 40% dos cultivos estão em florescimento e 45% em enchimento de grãos. Em relação ao manejo, é realizada aplicação preventiva de fungicidas. O potencial de rendimento permanece positivo, com expectativa de produtividade média de 3.850 kg/ha.

Na de Ijuí, os agricultores efetuaram a reaplicação de produtos fungicidas. As lavouras apresentam excelente desenvolvimento e alto potencial produtivo. Porém, em locais onde não se adota a prática de rotação de culturas, há relatos de aumento nos sintomas de bacteriose. Aproximadamente 80% dos cultivos estão em estádio reprodutivo e 6% estão em processo de maturação.

Na de Pelotas, 71% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos. Apesar do grande volume de chuva no período anterior, a sanidade está adequada, e há expectativa de satisfatória produção. Os dias secos e a boa luminosidade favoreceram o trânsito de máquinas e a aplicação de produtos químicos.

Na de Santa Rosa, 57% das lavouras estão em enchimento de grãos e aproximadamente 10% em maturação. As lavouras apresentam boas condições, apesar da ocorrência de giberela em cultivos próximos da colheita, resultado das chuvas elevadas do período anterior.

Na de Soledade, 55% estão em espigamento/floração. O excesso de chuvas do período anterior favoreceu a ocorrência de doenças fúngicas, como ferrugem, oídio e giberela. No entanto, o cenário produtivo segue dentro do esperado, e a produtividade média em 3.000 kg/ha.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 3,59% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 67,50 para R$ 65,08.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1887 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1887

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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