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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Brasil inicia safra 2025/26 de soja com projeção recorde, mas solo e custos elevam os desafios – MAIS SOJA

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O Brasil dá início à safra 2025/26 de soja com expectativa recorde de 178,6 milhões de toneladas, segundo estimativas da StoneX. Em regiões como Dourados (MS), o plantio já atingiu 3% da área prevista de 223 mil hectares, com projeção de produtividade entre 3.600 e 3.900 kg/ha. O cenário reforça a força do agronegócio nacional, mas traz consigo preocupações que vão muito além do volume colhido.

Um dos principais pontos de atenção é o impacto do clima. Com a atuação do fenômeno La Niña, especialistas alertam para a possibilidade de chuvas irregulares e altas temperaturas em áreas produtoras, fatores que podem comprometer o desenvolvimento da soja em fases críticas. Esse risco torna ainda mais evidente a importância da qualidade do solo e do manejo correto desde a semeadura.

Enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul iniciam a safra com solos mais estruturados, alta fertilidade e expectativa de produtividade robusta, o Rio Grande do Sul enfrenta maior vulnerabilidade climática e restrições no uso de insumos. O estado gaúcho, marcado por estiagens recorrentes e solos que exigem constante correção de acidez e reposição de nutrientes, projeta rendimento médio de cerca de 3.180 kg/ha, abaixo da média nacional. Nessas condições, o uso eficiente de fertilizantes se torna ainda mais crucial: no Centro-Oeste, eles potencializam um solo já equilibrado, permitindo ganhos expressivos; no Sul, podem ser o diferencial para mitigar os efeitos do clima adverso, corrigir desequilíbrios químicos e garantir que a planta tenha acesso aos nutrientes mesmo em situações de estresse hídrico.

Segundo Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, empresa 100% nacional e uma das maiores do segmento no país, explica a importância desses negócios para impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para o campo.  “A perspectiva de uma boa safra, como a que estamos vivenciando, é fundamental não apenas para o equilíbrio do abastecimento global, mas também para impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para o campo. Um cenário favorável estimula investimentos em pesquisa, inovação e no aprimoramento de produtos voltados à produtividade, sustentabilidade e rentabilidade do produtor rural”, afirma.

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Ao mesmo tempo, os custos de produção seguem em alta. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o valor médio para a safra subiu 1,9%, chegando a R$ 6.115,83 por hectare. Desse total, os fertilizantes representam quase 40% das despesas, evidenciando seu peso no orçamento do produtor e, sobretudo, sua relevância para garantir produtividade. Uma adubação balanceada, que considere a reposição de nutrientes, a correção da acidez e a melhoria da estrutura do solo, é essencial para sustentar o potencial da supersafra.

A combinação de solo fértil, uso eficiente de fertilizantes e práticas modernas de manejo é o que permitirá transformar a expectativa de recorde em realidade. Sem esse equilíbrio, o Brasil pode colher em quantidade, mas correr o risco de comprometer a qualidade, a margem do produtor e a sustentabilidade de sua posição como líder mundial na produção de soja.

“Estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação para o campo, oferecendo soluções que impulsionam o trabalho do produtor rural e fortalecem a economia rural. Acreditamos que o investimento em pesquisa e desenvolvimento, aliado à paixão e ao conhecimento do produtor, é o caminho para uma agricultura cada vez mais sustentável e produtiva”, conclui Leonardo Sodré.

Fonte: Assessoria de Imprensa GIROAgro



 

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Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.

O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.

Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.

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PERFIL – De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas). No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas). A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho – MAIS SOJA

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Dependente da importação de insumos, o produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar de perto o cenário internacional antes de fazer planos para a próxima safra. Não à toa, a geopolítica é um dos destaques do 4º Congresso Abramilho, que ocorrerá no dia 13 de maio, no Unique Palace, em Brasília (DF). O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” analisa os reflexos de conflitos e tensões internacionais no setor.

O debate ocorre em um cenário de alta complexidade, onde a logística de fertilizantes, defensivos e diesel é diretamente afetada por instabilidades externas. Mesmo sendo o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores de alimentos do mundo, o Brasil enfrenta desafios logísticos. Um deles é a alta dependência externa, já que mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Além disso, parcela significativa do diesel e de moléculas essenciais para defensivos agrícolas vêm de mercados estrangeiros, como a China.

Para o diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, Glauber Silveira, o momento exige atenção redobrada devido à sensibilidade da cadeia produtiva aos eventos externos. “A escolha desse tema foi feita porque vivemos um momento de geopolítica complexa. A instabilidade internacional afeta do preço do diesel à disponibilidade de defensivos agrícolas e fertilizantes”, ponderou Silveira.

Ele ressaltou que qualquer oscilação no mercado global atinge o produtor brasileiro rapidamente. O debate também abordará as negociações do Acordo Mercosul-União Europeia e outros tratados internacionais que influenciam o fluxo comercial. O objetivo é traçar diretrizes para que o agronegócio possa mitigar riscos e encontrar caminhos para reduzir a dependência de insumos estrangeiros.

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Segundo ele, o painel buscará soluções que envolvam tanto políticas governamentais quanto iniciativas privadas. “Nossa perspectiva é trazer luz ao tema. O que nós, produtores, podemos ou devemos fazer a curto, médio e longo prazos? Existem soluções que podemos buscar junto ao Governo, ou então iniciativas setoriais que podem nos ajudar?”, questionou Glauber Silveira.

O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” será às 12h e terá a participação de Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além dela, participarão Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor geral Brasil da Pivot Bio; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação será conduzida por Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.

Serviço
Evento: 4º Congresso Abramilho
Data: 13 de maio de 2026, das 8h às 14h
Local: Unique Palace, Brasília/DF
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/4-congresso-abramilho/3364808

Fonte: Abramilho

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Sustentabilidade

Oferta de Soja em MT deve recuar 4,47% na Safra 26/27, aponta Imea – MAIS SOJA

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Em mai/26, a oferta de soja para a safra 26/27 em Mato Grosso foi estimada em 49,53 mi de t, queda de 4,47% em relação à temporada anterior. Essa redução está atrelada à projeção de menor produção de soja no estado, sustentada por um cenário de incertezas, principalmente, quanto ao nível de investimentos.

Apesar, do recuo, a produção projetada para a safra é a terceira maior de toda a série histórica do instituto. No que se refere à demanda pela oleaginosa, a previsão é que sejam consumidas 49,39 mi de t na safra 26/27, retração de 3,54% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 13,65 mi de t deverão ser destinadas ao consumo no estado e 5,23 mi de t para outros estados.

Em relação à destinação, as exportações foram estimadas em 30,51 mi de t, queda de 4,98% no comparativo entre safras. Esse movimento é reflexo da menor disponibilidade do grão mato-grossense. Por fim, o estoque final da safra 26/27 foi estimado em 0,14 mi de t, retração de 78,46% em relação à safra anterior.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: diante da cautela quanto à oferta global, após a União Europeia rejeitar cargas oriundas da Argentina, o farelo de soja em Chicago registrou elevação de 1,85% em relação à semana passada.
  • ACRÉSCIMO: o preço da oleaginosa em Mato Grosso encerrou o período na média de R$103,68/sc, incremento de 1,39% no comparativo semanal.
  • AUMENTO: com a demanda aquecida pela soja em grão e a valorização nas cotações dos coprodutos da oleaginosa, o indicador Cepea apresentou alta de 1,20% frente à semana passada.
Imea divulga primeira projeção da safra 26/27 de soja com redução na produtividade em Mato Grosso.

A área de soja no estado foi projetada em 13,04 milhões de ha, alta de 0,25% em relação à safra 25/26. O avanço mais moderado reflete preços mais baixos da oleaginosa e custos de produção ainda elevados, o que pressiona as margens do produtor. Além disso, as condições de financiamento mais restritas, aliadas às altas taxas de juros, limitam a expansão sobre novas áreas.

Com relação ao rendimento, neste início, as projeções ainda incorporam incertezas associadas às condições climáticas e ao manejo fitossanitário das lavouras. Segundo a NOAA, no 1º trim de desenvolvimento da oleaginosa, a probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño é próxima de 80%, podendo intensificar a irregularidade das chuvas em MT.

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Diante desse cenário, a produtividade da temporada foi estimada em 62,44 sc/ha, queda de 5,43% em relação à safra anterior. Por fim, com o recuo no rendimento, a produção de soja para a safra 26/27 foi projetada em 48,88 milhões de t, redução de 5,19% frente à safra 25/26.

Fonte: IMEA



 

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