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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Safra 2025/26 de soja no Tocantins será de grandes números, mas exige cautela do produtor – MAIS SOJA

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Plantio inicia com aumento da área cultivada, dentro da janela oficial, mas com desafios de custos, crédito e logística

A safra 2025/26 de soja no Tocantins tem início em 1º de outubro, logo após o término do vazio sanitário em 30 de setembro. Conforme a Instrução Normativa nº 12/2023 da Adapec-TO, esse é o período oficial autorizado para a semeadura no Estado, que historicamente se intensifica a partir do dia 10 de outubro.

De acordo com a Conab, a área cultivada no Estado deve alcançar 1,56 milhão de hectares, crescimento de 2 a 3% em relação à safra anterior. A produção está estimada em 5,76 milhões de toneladas, consolidando o Tocantins como um dos pólos agrícolas mais relevantes do Norte do Brasil.

O resultado esperado acompanha a tendência nacional. Para o ciclo 2025/26, a Conab projeta que a soja no Brasil ocupará 49 milhões de hectares, alta de 3,7% em relação à safra passada, com produção estimada em 177,6 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% no comparativo anual.

O vice-presidente da Aprosoja Tocantins, Thiago Facco, reforça que a comercialização deve ser um dos principais pontos de atenção. “As margens estão muito apertadas e os preços seguem estáveis. Qualquer detalhe na compra de insumos ou na venda da produção pode fazer grande diferença no resultado final. É essencial planejar bem”, comenta.

Thiago também alertou para os efeitos do crédito restrito e do clima sobre a safra. “Estamos diante de um ciclo de custos elevados e escassez de crédito. Não há margem para erros. O produtor precisa respeitar a janela de plantio e executar cada etapa com precisão para garantir o sucesso da produção”, aponta.

Cleovan Barbosa, engenheiro agrônomo e inspetor de Defesa Agropecuária da Adapec, destacou que alguns cuidados são determinantes para assegurar a sanidade e a produtividade das lavouras. “É essencial utilizar sementes de alto vigor, fazer o tratamento adequado com fungicidas multissítio e sistêmico e aplicar inseticidas quando houver risco. Também é importante garantir a inoculação fresca e homogênea, eliminar tigueras e ajustar o uso de pré-emergentes conforme o solo. A limpeza das máquinas, o descarte correto dos restos culturais e o cumprimento integral das janelas legais completam esse processo”, destacou.

Ele reforçou ainda que a sanidade da soja no Tocantins depende do esforço conjunto entre produtores, Aprosoja Tocantins e Adapec.  “O cumprimento do vazio sanitário e da janela de semeadura reduz a presença de inóculos e a pressão de resistência. A rede de monitoramento, aliada a alertas e capacitações, eleva a sanidade e a produtividade, além de consolidar a reputação da soja tocantinense”, diz

Entre os principais pontos de atenção para esta safra estão os altos custos de insumos e serviços, o sistema logístico ainda precário em grande parte do Estado e a dificuldade de acesso ao crédito oficial, muitas vezes oferecido a taxas de juros consideradas inviáveis. Por outro lado, as previsões climáticas indicam condições favoráveis, com a possibilidade de influência do fenômeno La Niña trazendo bons índices pluviométricos para o Tocantins.

Fonte: Ascom Aprosoja Tocantins, disponível em Aprosoja Brasil



 

FONTE

Autor:Ascom Aprosoja Tocantins, disponível em Aprosoja Brasil

Site: Aprosoja Brasil

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Sustentabilidade

Entenda o que muda com a nova Lei do Frete – MAIS SOJA

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Sancionada esta semana, a Lei do Frete transforma em regras permanentes medidas que vinham sendo aplicadas desde março para reforçar a fiscalização do transporte rodoviário de cargas.

A lei torna permanente a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot), mecanismo que registra as operações de frete e permite maior controle sobre o cumprimento do piso mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou uma série dispositivos acrescentados pelo Congresso Nacional durante a tramitação da proposta. Entre eles a anistia a multas aplicadas em razão dos bloqueios de rodovias ocorridos após as eleições de 2022.

O que a lei mantém?

A norma consolida a obrigatoriedade de cadastramento das operações de transporte e da emissão do Ciot, mecanismo criado para ampliar o controle sobre os contratos de frete e o cumprimento da política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas.

O sistema permite aumentar a fiscalização das operações e combater a contratação de fretes abaixo dos valores mínimos definidos pela ANTT.

O que foi vetado

Entre os dispositivos barrados pelo veto presidencial está o artigo que anula multas aplicadas a transportadores, empresas e motoristas em razão da participação em manifestações e bloqueios de rodovias ocorridos em 2022.

A proposta abrangia multas judiciais e administrativas, sanções civis e administrativas e penalidades já inscritas em dívida ativa.

Na justificativa enviada ao Congresso, o governo afirma que a medida viola o princípio da separação dos Poderes e a garantia constitucional da coisa julgada, pois alcançaria multas decorrentes de decisões judiciais já proferidas.

Argumenta também que a proposta implicaria renúncia de receita sem a estimativa de impacto orçamentário e financeiro exigida pela legislação.

O presidente da República vetou também um artigo que convertia em advertência multas aplicadas por descumprimento da política de pisos mínimos do frete.

O governo argumenta que a medida representa anistia de penalidades administrativas e renúncia de receita sem estimativa de impacto financeiro.

Os vetos serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los. Até lá, permanecem em vigor os trechos sancionados da lei, incluindo as regras de fiscalização do piso mínimo do frete e o uso do Ciot nas operações de transporte de cargas.

Fonte: Agência Brasil


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Sustentabilidade

Alerta para focos de incêndios preocupa enquanto ciclone bomba avança no país; confira a previsão do tempo

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Imagem de Mate Holdosi por Pixabay

A previsão do tempo mantém o alerta para o aumento dos focos de incêndio no interior do Nordeste, principalmente nas áreas produtoras de soja do Maranhão, Piauí e interior da Bahia. A ausência de chuvas e as temperaturas elevadas, que podem alcançar 36°C, favorecem a propagação das queimadas e mantêm o cenário de atenção até o fim do inverno e o início da primavera.

Enquanto o interior permanece sob tempo seco, as chuvas seguem concentradas na faixa litorânea da região, com acumulados entre 10 e 15 milímetros. Na próxima semana, a precipitação avança de forma pontual para o Recôncavo Baiano, sul e sudeste da Bahia, além de Sergipe e Alagoas, mas os volumes dificilmente ultrapassam 20 milímetros.

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Entre os dias 17 e 21 de agosto, a tendência é de aumento das chuvas sobre Alagoas e parte do interior da Paraíba. Apesar disso, os acumulados ainda serão insuficientes para reverter o quadro de estiagem no interior nordestino.

No Sul do país, o destaque é a atuação de um ciclone, que aumenta o risco de temporais entre o Paraná e Santa Catarina. Há previsão de chuva intensa, rajadas de vento e condições para tempo severo, especialmente no sul do Paraná, onde os acumulados podem superar 100 milímetros entre as próximas 24 e 48 horas.

Também há previsão de trovoadas no sul do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Ao longo da próxima semana, a chuva continua avançando pelo sul de Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul.

Na região Norte, o calor e a umidade seguem favorecendo a formação de pancadas de chuva e trovoadas, mas sem previsão de acumulados expressivos.

Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com possibilidade de geadas em áreas dos dois estados, onde os termômetros podem registrar temperaturas inferiores a 5°C.

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Sustentabilidade

PIB-Agro/CEPEA:Após forte avanço em 2025, PIB do agro recua 2% no 1º tri – MAIS SOJA

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Depois de registrar crescimento acima de 12% em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), apresentou queda de 2,01% no primeiro trimestre de 2026.

De acordo com o Cepea/CNA, com base nos dados consolidados de janeiro a março, o PIB do agronegócio está estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão no ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão, no pecuário. Considerando-se estes resultados e o desempenho do PIB nacional no mesmo período, a participação do setor na economia é estimada em 22,8% em 2026, abaixo dos 25,2% registrados em 2025.

Pesquisadores do Cepea/CNA ressaltam que esse desempenho negativo dá continuidade à tendência observada no quarto trimestre de 2025, quando o PIB apresentou retração em relação ao trimestre imediatamente anterior, interrompendo a trajetória de crescimento registrada até o terceiro trimestre daquele ano. Embora essa reversão tenha marcado uma mudança de tendência no final de 2025, o PIB do agronegócio encerrou o ano com significativo crescimento, sustentado pelos resultados positivos observados nos três primeiros trimestres.

No primeiro trimestre de 2026, todos os segmentos do agronegócio apresentaram queda, com destaque para o segmento primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agrosserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%). Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado foi influenciado pela expectativa de redução do valor da produção em 2026, decorrente principalmente da queda dos preços, que superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.

No segmento industrial, as agroindústrias de base agrícola registraram retração, enquanto as de base pecuária avançaram, devido à redução mais intensa do consumo intermediário. Já os agrosserviços foram influenciados pelos desempenhos dos segmentos a montante, com queda no ramo agrícola e crescimento no pecuário, sustentado pela maior demanda por transporte, comércio e demais serviços associados ao aumento esperado da produção pecuária.

Tabela 1. PIB do Agronegócio: Taxa de variação acumulada no período (%)

Fonte: Cepea/USP e CNA

Fonte: CEPEA


FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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