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10 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Pedágio da BR-163 terá reajuste de até 10,77% em MT, informa ANTT; Veja valores I MT

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) definiu os termos do reajuste da tarifa de pedágio na BR-163/MT, no trecho concedido à Nova Rota do Oeste – de Itiquira a Sinop. A cobrança dos novos valores passa a valer a partir da zero hora de no sábado (27) nas nove praças de pedágio. O reajuste reflete a recomposição da inflação e a inclusão de importantes novas obrigações contratuais, que eram demandas da sociedade de Mato Grosso.

Na prática, as tarifas variam entre R$ 5,40 e R$ 10,40 (confira a tabela abaixo), de acordo com a praça de pedágio, conforme estabelecido no contrato de concessão. O índice de reajuste aprovado pela Agência foi de 10,77%. A maior parte desse percentual corresponde à inflação acumulada em 12 meses (IPCA de 5,23%).

A tarifa também foi impactada pela inclusão de novos investimentos. Entre as obrigações incorporadas à concessão estão: implantação, manutenção e operação de 45 equipamentos controladores de velocidade (radares/redutores); realização de desapropriações necessárias para a continuidade da duplicação; implantação de conectividade 4G ao longo da BR-163/MT; construção de uma área de escape na Serra de São Vicente (km 349 da BR-364/MT); e duplicação do trecho entre Várzea Grande e Rosário Oeste, que originalmente estava sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT), mas no início do ano foi repassado para a Nova Rota.

É importante destacar que os novos serviços já estão contratados e em execução. Atualmente, a Concessionária mantém oito contratos ativos para obras de duplicação entre Cuiabá e Sinop. Além disso, em julho deste ano, foi assinada a ordem de serviço para a construção da área de escape na Serra de São Vicente e para a implantação da conectividade 4G. Esses investimentos foram incorporados ao contrato de concessão por meio da Revisão Quinquenal, aprovada pela ANTT em janeiro deste ano.

Confira os novos valores:

PraçaAutomóvelComercial (Eixo)Motocicleta
ItiquiraR$ 6,60R$ 6,60R$ 3,30
RondonópolisR$ 7,50R$ 7,50R$ 3,75
Campo VerdeR$ 6,00R$ 6,00R$ 3,00
Sto. Antônio de LevergerR$ 6,00R$ 6,00R$ 3,00
JangadaR$ 8,10R$ 8,10R$ 4,00
NobresR$ 6,70R$ 6,70R$ 3,30
Nova MutumR$ 5,40R$ 5,40R$ 2,70
Lucas do Rio VerdeR$ 7,10R$ 7,10R$ 3,50
SorrisoR$ 10,40R$ 10,40R$ 5,20
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MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.

 

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

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Por que Cuiabá ficou mais quente? Estudo aponta perda de árvores, antigas obras do VLT

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MT amplia consumo interno de milho e reduz dependência das exportações

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Uma safra recorde de milho não significa, necessariamente, que haverá excesso de oferta em Mato Grosso. O crescimento das usinas de etanol e o aumento do consumo interno têm feito uma parcela cada vez maior da produção permanecer no próprio estado, reduzindo a dependência das exportações.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a demanda pela safra 2024/25 foi revisada para 54,98 milhões de toneladas em agosto, alta de 0,85% em relação à estimativa anterior. O principal fator para a revisão foi o aumento da moagem nas usinas de etanol, que ampliou o consumo de milho dentro do estado.

Com maior volume sendo absorvido pelo mercado estadual, a projeção de estoques finais da safra foi reduzida para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação ao levantamento anterior.

A tendência deve ganhar força na safra 2025/26. A estimativa aponta consumo interno de 22,10 milhões de toneladas, aumento de 9,12% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído principalmente à expansão da capacidade das usinas de etanol produzido a partir do milho.

A demanda também deve crescer fora de Mato Grosso. A menor produção projetada em outros estados contribuiu para elevar a estimativa de consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, alta de 6,18% na comparação com a safra anterior.

Exportações perdem espaço

Com o avanço do consumo interno, as exportações devem representar uma parcela menor da produção mato-grossense. Para a safra 2025/26, o Imea estima que Mato Grosso deverá embarcar 24,10 milhões de toneladas de milho para o mercado internacional, redução de 1,09% em relação ao ciclo anterior.

A queda, segundo o cenário projetado, não está relacionada à falta de produção, mas ao aumento da quantidade de milho destinada ao mercado brasileiro.

Mesmo com a maior absorção interna, a projeção de estoques finais para a próxima safra é de 1,17 milhão de toneladas, crescimento de 19,99% em relação ao ano anterior.

O cenário reflete a expectativa de uma produção recorde, que deverá ser suficiente para atender ao crescimento da demanda dentro de Mato Grosso, abastecer outros estados e ainda garantir volumes relevantes para o mercado internacional.

Fonte: MidiaJur

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