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15 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Trichoderma: Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo – MAIS SOJA

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Os fungos do gênero Trichoderma fazem parte do grupo dos principais bioinsumos utilizados na agricultura moderna. Em culturas anuais como a soja, esses bioagentes são frequentemente empregados no tratamento de sementes, contribuindo para um melhor estabelecimento de plântulas no campo e sanidade inicial da lavoura.  

De acordo com Monte; Bettiol; Hermosa (2019), além de atuar no biocontrole de fitopatógenos, o Trichoderma é conhecido por promover o crescimento da parte aérea das plantas, por favorecer o desenvolvimento de raízes e incrementar e absorção de água e nutrientes através do estímulo a maior produção de pelos adsorventes das raízes. Corroborando os benefícios do uso do Trichoderma na cultura da soja, pesquisas desenvolvidas por  Wurzius et al. (2024) demonstram que o Trichoderma contribuiu para o aumento do comprimento radicular e da parte aérea das planta, além de proporcionar o aumento do número de raízes secundárias em comparação a testemunha (não tratada).

No entanto, considerando que a adição desses microrganismos ao tratamento de sementes é uma das principais formas de utilização do Trichoderma  na cultura da soja, é fundamental atentar para a compatibilidade dos produtos químicos utilizados no tratamento de sementes, especialmente se tratando de fungicidas, uma vez que o Trichoderma é considerado um fungo.

Compatibilidade de ingredientes ativos com Trichoderma

Com o advento dos bioinsumos e a crescente utilização desses microrganismos em culturas comerciais, diversos estudos vêm sendo desenvolvimento ao longo dos anos para identificar as limitações do uso dos bioinsumos e a aptidão deles tanto via pulverização quanto via tratamento de sementes, principalmente com relação a compatibilidade entre bioprodutos e produtos químicos.

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Mesmo com uma limitada quantidade de informações relacionadas a incompatibilidade do Trichoderma a produtos químicos no tratamento de sementes em soja, alguns estudos concentram esse dados, servindo como base para o posicionamento de fungicidas no tratamento de sementes com Trichoderma. Vale destacar que a incompatibilidade pode variar tanto com relação ao fungicida quando a espécie de Trichoderma  utilizado no tratamento de semente.

Tabela 1. Estudos encontrados de compatibilidade/incompatibilidade de Trichoderma spp. com ingredientes ativos de fungicidas.
Fonte: Dalacosta; Furlan; Mazaro (2019)

Resultados mais atualizados são apresentados por Branco et al. (2025). Ao avaliar a compatibilidade do fungo Trichoderma harzianum isolado IBLF 006, com fungicidas utilizados no tratamento de sementes de soja, os autores observaram que determinados fungicidas atuam de forma antagonista ao desenvolvimento do Trichoderma, podendo prejudicar e/ou inibir o desenvolvimento do fungo e consequentemente os benefícios dele à cultura.


 


De acordo com Branco et al. (2025), dos produtos avaliados no tratamento de sementes no presente estudo (Maxim Advanced®; Maxim XL®; Apron RFC®; Stan-dak TOP®; Spectro® ,  Certeza N®  e Ecotrich WP®), o  fungicida Maxim  Advanced®  foi  classificado  como  o  mais  prejudicial  ao agente  de  controle  biológico  Trichoderma,  uma  vez  que  mesmo  sem estar  em  contato direto com fungo inibiu em 73,45% seu crescimento.

Figura 1. Crescimento micelial de Trichoderma harzianum isolado IBLF 006 em placas incubadas com sementes de soja tratadas com fungicidas aos 7 dias de incubação.
Apud. Branco et al. (2025)

Produtos como Maxim XL®; Apron RFC®, também demonstram redução do crescimento micelial do Trichoderma, indicando uma redução do desenvolvimento do fungo, entretanto, em níveis menos expressivos em comparação ao observado com o uso do Maxim Advanced® (tabela 2).

Tabela 2. Porcentagem de inibição do crescimento micelial de Trichoderma em placas incubadas por sete dias com sementes de soja tratadas com fungicidas.
*Médias seguidas pela mesma letra na coluna, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
Fonte: Branco et al. (2025)

Vale enfatizar que além do princípio ativo do fungicida, a incompatibilidade com Trichoderma varia de acordo com a espécie do fungo. Contudo, independentemente da espécie de Trichoderma utilizado como bioinsumo, quando essa adição ocorre no tratamento de sementes, deve-se avaliar a compatibilidade dos produtos químicos utilizados nesse processo, uma vez que a utilização de fungicidas no tratamento de sementes da soja é indispensável para o bom estabelecimento da cultura no campo, tendo em vista a grande quantidade de patógenos que podem acometer a cultura em sua fase inicial.

Como alternativa para contornar o efeito da incompatibilidade dos fungicidas com o Trichoderma, dependendo da finalidade do uso desse bioinsumo, pode-se realizar aplicações foliares de Trichoderma em soja. Normalmente essas pulverizações são posicionadas com o intuito de melhorar o manejo fitossanitário da cultura.

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Conforme observado por Meyer et al. (2020), pulverizações foliares com formulações de biofungicidas contendo Trichoderma durante o período vegetativo da soja, reduzem a germinação carpogênica de escleródios em até 41%, demonstrando uma importante contribuição para o manejo do mofo-branco na cultura. Sobretudo, ainda que exija maior cautela quanto ao posicionamento especialmente no tratamento de sementes, o Trichoderma como bioinsumos tem demonstram ser uma importante ferramenta de manejo, contribuindo não só para o melhor desenvolvimento vegetal da soja, como para o aumento da sanidade da cultura.


Veja mais: Bioagentes no controle do mofo-branco


Referências:

BRANCO, J. S. et al. COMPATIBILIDADE DE Trichoderma COM FUNGICIDAS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE SEMENTES DE SOJA. Revista Observatorio de La Economia Latinoamericana, Curitiba, 2025. Disponível em: < https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/8643/5469 >, acesso em: 26/09/2025.

DALACOSTA, N. L.; FURLAN, S. H.; MAZARO, S. M. COMPATIBILDIADE DE PRODUTOS À BASE DE TRICHODERMA COM FUNGICIDAS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DE SEMENTES. TRICHODERMA: USO NA AGRICULTURA. Cap. 12, 2019. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1117296/trichoderma-uso-na-agricultura >, acesso em: 26/09/2025.

MEYER, M. C. et al. EXPERIMENTOS COOPERATIVOS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE Sclerotinia sclerotiorum NA CULTURA DA SOJA: RESULTADOS SUMARIZADOS DA SAFRA 2019/2020. Embrapa, Circular Técnica, n. 163, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/216581/1/CIRCULAR-TECNICA-163-online.pdf >, acesso em: 26/09/2025.

MONTE, E.; BETTIOL, W.; HERMOSA, R. TRICHODERMA E SEUS MECANISMOS DE AÇÃO PARA O CONTROLE DE DOENÇAS DE PLANTAS. Embrapa, Trichoderma: Uso na agricultura, cap. 4, 2019. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1117296 >, acesso em: 26/09/2025.

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WURZIUS, F. et al. USO DE Trichoderma spp. E BIOATIVADOR NA PROMOÇÃO DE CRESCIMENTO VEGETATIVO NA CULTURA DA SOJA. Acta Biológica Catarinense, 2024. Disponível em: < https://periodicos.univille.br/ABC/article/view/2352/1892 >, acesso em: 26/09/2025.

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Sustentabilidade

Por que a umidade do solo é tão importante para a eficácia dos herbicidas pré-emergentes? – MAIS SOJA

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O uso de herbicidas pré-emergentes tem se tornado uma ferramenta importante para a manutenção do potencial produtivo das culturas agrícolas, contribuindo para o controle dos fluxos de emergência das plantas daninhas (Figura 1). Esses herbicidas atuam principalmente sobre sementes em processo de germinação e plântulas em desenvolvimento, comprometendo a germinação, o crescimento inicial e a emergência das plantas daninhas suscetíveis. Essa estratégia contribui para reduzir a infestação de plantas daninhas, favorecer o estabelecimento inicial da cultura e diminuir a pressão de controle em pós-emergência da lavoura.

Figura 1. Fluxos de emergência de plantas daninhas, com diferentes espécies emergindo em distintos períodos do ciclo de desenvolvimento.

Embora os benefícios do uso de herbicidas pré-emergentes sejam expressivos, sua eficácia depende de um posicionamento adequado, que exige conhecimento sobre a dinâmica dos produtos no solo, sua seletividade, seu efeito residual e as condições ambientais necessárias para seu funcionamento. Entre os fatores que influenciam o desempenho desses herbicidas, destaca-se a umidade do solo. Além das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e das características físico-químicas do produto, é fundamental considerar as condições de umidade no planejamento das aplicações.

Após a aplicação, muitos herbicidas pré-emergentes precisam ser disponibilizados na solução do solo para que possam entrar em contato com as estruturas suscetíveis das plantas daninhas em germinação e emergência. A água favorece a dissolução e a distribuição dos ingredientes no solo, onde ocorre grande parte da germinação das sementes. Em condições de baixa umidade, essa disponibilização pode ser limitada, comprometendo a ativação do herbicida e reduzindo sua eficiência de controle. Nesse contexto, o posicionamento dos pré-emergentes deve considerar não apenas as espécies de plantas daninhas presentes e o histórico da área, mas também a umidade do solo, a previsão de chuvas e as características do solo e do herbicida utilizado (HRAC-BR, 2026).

Em condições de baixa umidade, a menor dissolução do ingrediente ativo pode limitar sua disponibilidade na solução do solo e, consequentemente, seu contato com as estruturas vegetais suscetíveis. Com isso, o controle pode ser irregular, favorecendo novos fluxos de emergência. Por outro lado, o excesso de chuva também exige atenção. Dependendo das propriedades do herbicida, da textura do solo, do teor de matéria orgânica e do volume e da intensidade da precipitação, pode ocorrer movimentação do ingrediente ativo para camadas mais profundas, reduzindo sua concentração na zona de germinação das plantas daninhas. Em determinadas condições, essa movimentação também pode aumentar o risco de fitotoxicidade à cultura.

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Portanto, a umidade do solo e a previsão de chuvas são fatores fundamentais para o adequado posicionamento dos herbicidas pré-emergentes na cultura da soja. Considerar essas variáveis, em conjunto com as características do solo, o histórico de infestação da área e as recomendações de uso de cada produto, contribui para melhorar a eficiência do controle das plantas daninhas e reduzir os riscos de falhas de controle e de danos fitotóxicos à cultura.


Veja mais: Posicionamento de herbicidas pré-emergentes em soja


Referências:

HRAC-BR. DESAFIO DO USO DO PRÉ-EMERGENTE DEVIDO A BAIXA UMIDADE. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/desafio-do-uso-do-pre-emergente-devido-a-baixa-umidade >, acesso em: 14/10/2026.

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Sustentabilidade

El Niño forte acende alerta para soja e pode desafiar regiões produtoras no fim de 2026, aponta StoneX

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O quarto trimestre de 2026 deverá trazer desafios climáticos importantes para o agronegócio global, com destaque para os riscos associados à combinação de um El Niño muito forte, a possível configuração positiva do Dipolo do Oceano Índico (IOD) e temperaturas acima da média no Atlântico tropical. A avaliação integra a análise climática da 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgada em 8 de outubro.

Segundo a análise, embora a intensidade do El Niño esteja entre as mais expressivas dos últimos anos, o impacto sobre as lavouras dependerá menos dos volumes totais de chuva e mais da distribuição das precipitações, das ondas de calor e do momento em que esses eventos ocorrerem ao longo do ciclo produtivo de cada cultura.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o fenômeno já está estabelecido e possui probabilidade próxima de 100% de persistir até fevereiro de 2027. O órgão também alerta para maior ocorrência de extremos climáticos, incluindo calor intenso, eventos de chuva forte e períodos de seca.

“O mercado costuma associar automaticamente o El Niño a determinados padrões climáticos, mas os impactos reais dependem da interação entre diversos fatores oceânicos e atmosféricos. Neste ano, o Dipolo do Oceano Índico e o Atlântico tropical mais aquecido também podem alterar significativamente a forma como a chuva e a temperatura se distribuem sobre as principais regiões produtoras”, afirma Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Brasil concentra pontos de atenção

Para as culturas brasileiras, o relatório destaca cenários bastante distintos entre regiões. No Sul do Brasil, as perspectivas apontam para chuvas acima da média favorecendo, em princípio, o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho. Contudo, o excesso de precipitações poderá dificultar operações de plantio, logística e trânsito de máquinas, exigindo atenção dos produtores.

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Já no Cerrado e na região do Matopiba, a combinação de temperaturas elevadas e precipitações abaixo do ideal em novembro e dezembro desponta como um dos principais riscos climáticos para a safra. Nessas áreas, soja e milho podem enfrentar maior estresse hídrico justamente em etapas sensíveis do desenvolvimento vegetativo das culturas.

“O maior risco para os produtores não é apenas a quantidade de chuva prevista para a estação. A preocupação está na ocorrência de períodos prolongados de calor acompanhados por deficiência hídrica, especialmente nas regiões produtoras do Cerrado e do Matopiba, onde a demanda por água pelas plantas aumenta consideravelmente”, explica Carolina.

O relatório também chama atenção para o café no Sudeste brasileiro. Embora não haja uma indicação clara de déficit pluviométrico para toda a região, as temperaturas mais elevadas previstas para novembro e dezembro podem intensificar o estresse das plantas e afetar etapas importantes do ciclo produtivo.

Para a cana-de-açúcar do Centro-Sul, o cenário é mais favorável, com expectativa de chuvas acima da média e temperaturas próximas ou ligeiramente acima do padrão histórico, condições que tendem a beneficiar o desenvolvimento da cultura desde que não ocorram excessos prolongados de umidade.

Mudanças reforçam complexidade do cenário

A análise destaca que os últimos meses já mostraram evidências da influência do El Niño sobre a América do Sul. Em julho e agosto, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina registraram volumes de chuva significativamente acima das médias históricas, enquanto regiões mais ao norte do continente tiveram precipitações reduzidas.

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Em setembro, porém, houve uma mudança importante no padrão. São Paulo registrou acumulados de chuva 273% acima da média nos primeiros 23 dias do mês, enquanto o Paraná teve volumes 181% superiores ao normal. Ao mesmo tempo, o Uruguai apresentou uma das condições mais secas já observadas para o período.

Segundo a analista, essa inversão entre agosto e setembro possui poucos precedentes históricos e reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas, especialmente em anos marcados por fenômenos oceânicos de grande intensidade.

Impactos globais em culturas concorrentes

Além do Brasil, o relatório identifica riscos climáticos relevantes para regiões produtoras que competem diretamente com o país em diferentes mercados agrícolas.

Para soja e milho, Paraguai e Uruguai apresentam perspectivas semelhantes às do Sul brasileiro, com potencial benefício inicial das chuvas, mas também maior risco operacional associado ao excesso de umidade.

No sul da África, produtores de milho deverão enfrentar condições de calor e precipitações limitadas entre novembro e dezembro, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da região.

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O mercado global de café também permanecerá atento às condições meteorológicas em importantes origens. Enquanto períodos mais secos podem favorecer a colheita na América Central, México, Colômbia e Vietnã, a persistência de calor combinada à restrição hídrica representa ameaça ao desenvolvimento futuro das lavouras e às próximas floradas.

Já para culturas tropicais, o estudo destaca risco de condições mais quentes para o cacau na Costa do Marfim e em Gana, além de potencial estresse climático para a produção de óleo de palma na Indonésia e Malásia.

No caso do trigo, o cenário merece acompanhamento tanto na Argentina quanto em outros grandes produtores globais, como Índia e Austrália, onde temperaturas elevadas poderão influenciar o desenvolvimento da cultura ao longo do trimestre.

Monitoramento será decisivo

Para a Carolina Giraldo, a principal característica do último trimestre de 2026 será a ausência de um padrão climático único entre as diferentes regiões produtoras. Enquanto algumas áreas poderão enfrentar excesso de chuva, outras estarão expostas ao risco de calor e restrição hídrica.

“O quarto trimestre exigirá acompanhamento constante das condições meteorológicas. Mais do que observar médias trimestrais, será fundamental monitorar mês a mês a evolução das chuvas, das temperaturas e da umidade do solo, porque os impactos para as commodities dependerão diretamente da fase de desenvolvimento ou colheita de cada cultura”, conclui a analista.

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A análise completa está disponível na 37ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado da empresa.

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Sustentabilidade

Plantio da soja avança em Mato Grosso do Sul com atenção às condições climáticas – MAIS SOJA

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De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, até 9 de outubro, 26,6% da área estimada para a safra de soja 2026/2027 já havia sido semeada, o equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de hectares. O percentual representa um avanço de cerca de 10 pontos percentuais em comparação com o mesmo período da safra 2025/2026.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, as precipitações registradas ao longo da semana variaram de 1 a 225 milímetros, e provocaram impactos nas lavouras. Enquanto a umidade favorece a semeadura e o desenvolvimento das plantas em áreas com volumes menores de chuva, o excesso de precipitação tem causado problemas no estabelecimento inicial da cultura em outras localidades.

“Na região Centro, há registros de selamento superficial do solo, condição que dificulta a emergência das plântulas. Já na região Sudeste, o excesso de chuva tem provocado erosão laminar, com arraste da camada superficial do solo e das sementes, podendo tornar necessário o replantio”.

Apesar dos relatos de problemas em áreas já semeadas, ainda não é possível estimar a extensão dos prejuízos ou a área que poderá precisar de replantio. Por isso, a avaliação das condições de cada talhão é fundamental neste momento.

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“A identificação do estande de plantas, das condições de umidade e da ocorrência de erosão contribui para avaliar a situação da lavoura antes de definir qualquer intervenção”, destaca Lucas.

Mesmo com a redução temporária do ritmo das operações em função das chuvas, o percentual acumulado permanece acima do registrado no ciclo anterior. A região Sul apresenta o plantio mais avançado, com média de 35,7% da área semeada até 9 de outubro. Na região Centro, o índice chega a 17,9%, enquanto a região Norte registra menos de 4,8%.

A evolução das operações nas próximas semanas dependerá das condições climáticas e da possibilidade de retomada dos trabalhos no campo.

Milho 

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 foi concluída na maior parte de Mato Grosso do Sul até o fim de setembro. Segundo o levantamento da Aprosoja/MS, apenas áreas pontuais nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste finalizaram as operações no início de outubro.

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A estimativa atual aponta produtividade média de 122,79 sacas por hectare, alta de 13,3% em relação ao ciclo anterior. Com área estimada em 2,206 milhões de hectares, a produção está projetada em 16,253 milhões de toneladas, volume 16,7% superior ao da safra 2024/2025.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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