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24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Inicia colheita da canola no RS – MAIS SOJA

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As lavouras de canola no Rio Grande do Sul apresentam condições apropriadas, beneficiadas por boa disponibilidade de radiação solar e temperaturas amenas, que também favoreceram o florescimento e o enchimento de síliquas. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (25/09), o estado nutricional das lavouras está adequado, com predomínio de áreas em fase reprodutiva avançada, com 87% das lavouras de canola em floração/enchimento de síliquas, 10% em maturação e 3% estão colhidas.

Em relação ao aspecto fitossanitário, a cultura da canola apresenta baixa incidência de pragas e doenças, embora se mantenha o manejo preventivo com fungicidas e inseticidas nas áreas em florescimento e formação de síliquas. As perspectivas produtivas permanecem positivas, especialmente em lavouras conduzidas com maior rigor tecnológico. A Emater/RS-Ascar projeta área de 203.206 hectares e produtividade de 1.737 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 20% da área encontra-se em florescimento, 70% em enchimento de grãos, 8% em maturação, e 2% colhidos. O estado fitossanitário está satisfatório, pois há baixa incidência de pragas e doenças. A produtividade projetada está em 1.600 kg/ha. Na região de Ijuí, 75% das lavouras de canola estão em granação, 3% em maturação e 2% colhidas, registrando rendimento entre 1.800 e 2.100 kg/ha. Já na de Santa Rosa, 12% dos cultivos estão em floração, 65% em enchimento de grãos, 20% em maturação e 3% colhidos.

Trigo – As lavouras de trigo no Estado apresentam desenvolvimento satisfatório, apesar de estarem sujeitas à variabilidade climática de cada região. As chuvas volumosas no último final de semana (20 e 21/09) trouxeram apreensão quanto à sanidade das plantas e aos riscos de acamamento, sobretudo nas áreas em floração e enchimento de grãos. Foi intensificado o manejo fitossanitário, com aplicações de fungicidas para proteção contra doenças, devido ao período de molhamento prolongado.

Predominam lavouras de trigo em fases reprodutivas (35% em floração, 35% em enchimento de grãos), com 25% em desenvolvimento vegetativo e 5% em maturação, refletindo a heterogeneidade no cultivo. As áreas mais precoces aproximam-se do final do ciclo. De forma geral, o estado nutricional das lavouras está adequado, e as perspectivas produtivas seguem positivas, principalmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

Aveia-branca – A alternância de dias ensolarados e precipitações regulares manteve adequada a umidade do solo, favorecendo o crescimento vegetativo e reprodutivo das lavouras. Contudo, episódios de excesso hídrico e variações de temperatura aumentaram a pressão de doenças fúngicas e, pontualmente, a ocorrência de pragas. Conforme o quadro fenológico da cultura, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 42% em enchimento de grãos, 17% em maturação e 6% colhidas. As perspectivas produtivas permanecem positivas. Porém, a presença de plantas daninhas, como azevém e nabo, e a pressão de doenças podem afetar o rendimento final. A Emater/RS-Ascar projeta área de 401.273 hectares, e produtividade de 2.254 kg/ha.

Cevada – As lavouras de cevada apresentam desenvolvimento adequado, favorecidas pelas condições climáticas dos últimos períodos, garantindo boa disponibilidade hídrica, sem prejuízos ao manejo fitossanitário. Em relação ao quadro fenológico da cultura no Estado, 37% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 36% em florescimento e 27% em enchimento de grãos. As perspectivas de rendimento permanecem positivas, especialmente nas lavouras conduzidas com maior nível tecnológico, destinadas à produção de malte.

Culturas de verão

Milho – No período, a semeadura avançou em todas as regiões do Estado, alcançando 62% da área prevista. As chuvas registradas entre os dias 20 e 21/09 favoreceram o crescimento das lavouras recém-implantadas. No entanto, o excesso de chuva trouxe a necessidade de replantio em áreas semeadas recentemente, principalmente em solos rasos e mal drenados, aumentando os custos de produção. Na Safra 2025/2026, a área de milho alcançará 785.030 hectares, segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar. A produtividade projetada é de 7.376 kg/ha.

Feijão 1ª safra – A semeadura avançou de forma heterogênea nas regiões. As condições de frio, presentes em parte do Estado, como nos Campos de Cima da Serra, responsável por aproximadamente 40% da área em primeiro ciclo, retardam o início do plantio. Já em regiões mais quentes e de baixas altitudes, a semeadura está bastante avançada. As lavouras estão em estabelecimento vegetativo, e a perspectiva de rendimento é variável, conforme o manejo e a tecnologia empregada. A área projetada de feijão 1ª safra pela Emater/RS-Ascar é de 26.096 hectares. A produtividade média está estimada em 1.779 kg/ha.

Pastagens e criações

Os campos nativos e as pastagens perenes seguem rebrotando, e houve recuperação mais evidente nas áreas corrigidas e adubadas. As forrageiras de inverno estão em fase final de seu ciclo, e foi realizada a semeadura das de verão e de milho para silagem. As condições climáticas, de maneira geral, foram benéficas para o crescimento das pastagens e para o manejo do pastejo.

Bovinocultura de corte – A estação de parição está em fase final. As matrizes se recuperam bem e ganham peso satisfatório nos lotes em engorda, devido ao manejo alimentar adequado. As condições climáticas beneficiaram o bem-estar animal. A saúde do rebanho está controlada, e deu-se início ao controle de carrapatos. Os produtores organizam os processos de inseminação.

Bovinocultura de leite – A produção de leite reagiu bem à oferta forrageira, e os animais estão em boas condições corporais e sanitárias, beneficiadas pelo clima favorável. Os produtores têm garantido alimentação e conforto aos rebanhos para manter a produção regular. Em função da chegada da primavera, intensificaram-se as orientações técnicas para o controle da primeira geração de carrapatos. Esse período é estratégico para ações de manejo sanitário.

Ovinocultura – O período se caracterizou pelo final da parição, e os cordeiros apresentam desenvolvimento satisfatório. O manejo alimentar foi favorecido pelo rebrote das pastagens, complementado por suplementação e sistemas de creep-feeding para otimizar o ganho de peso. As condições climáticas permitiram que os ovinocultores se dedicassem ao manejo de matrizes e cordeiros durante o período de parto. Os produtores se organizam para os processos de desmame, esquila e seleção de animais para a próxima safra.

Apicultura – Na maior parte das regiões, as condições climáticas favoreceram a atividade das abelhas, estimulando sua saída das colmeias em busca de alimento. A prioridade dos apicultores ainda é a alimentação suplementar para garantir enxames fortes. As colmeias apresentam boa movimentação, impulsionada pelas floradas, o que indica perspectivas positivas para a safra.

Piscicultura – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, houve aumento da oferta de alimentos para o policultivo de carpas, devido à elevação gradativa da temperatura da água. Os produtores finalizaram o reparo dos tanques para a introdução de alevinos. Na de Santa Rosa, a recuperação e o repovoamento seguiram intensos para a próxima grande despesca. Os preços do pescado se mantiveram estáveis: filé de tilápia corte “V” a R$ 48,00/kg e corte tradicional, a R$ 42,00/kg.

Pesca artesanal – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os pescadores artesanais da Lagoa dos Patos permanecem no período de defeso, que se estenderá até a próxima terça-feira (30/09). Na região de Santa Rosa, em função da elevação do nível do Rio Uruguai, os pescadores retiraram grande parte do material de pesca para evitar perdas.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação



 

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

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Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Business

Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

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Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA

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O (VBP) Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária.

Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país.

No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento.

Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento.

No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados.

“Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade” afirma o diretor administrativa da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Imea, aponta que o gasto com produção da soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso deve crescer 3,21% em relação à safra anterior, com custeio estimado em R$ 4.315,29 por hectare.

Entre os componentes que mais pressionam o custeio estão fertilizantes e corretivos, com alta de 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, além dos defensivos agrícolas, que avançaram quase 11% em relação ao ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento de 9,13% no ponto de equilíbrio da atividade, o que significa que será necessário alcançar maior produtividade ou melhores preços de comercialização apenas para manter a rentabilidade.

“Ao mesmo tempo, o volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor. No acumulado de julho a abril, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e desconsiderando CPR, apresentaram queda de aproximadamente 11%, passando de R$ 258,2 bilhões entre julho de 2024 a abril de 2025 para R$ 229,4 bilhões em julho de 2025 a abril de 2026. A retração foi puxada principalmente pelo custeio, que caiu 12%, pelo investimento, que recuou 25%, e pela comercialização, com queda de 20%. Em valores absolutos, as três modalidades somaram redução de R$ 40,6 bilhões. O crescimento de 69% na industrialização compensou parcialmente essa queda, mas não foi suficiente para evitar a retração total de R$ 28,8 bilhões nas modalidades tradicionais de financiamento agropecuário” destaca Diego Bertuol.

Em Mato Grosso o funding da soja safra 2025/26 indica um cenário de crédito mais restrito, com maior protagonismo do Sistema Financeiro e das Multinacionais no custeio, em condições mais seletivas. Levantamento do Imea mostra que a maior participação no financiamento da oleaginosa vem do sistema financeiro, com 35,4%, seguido pelas multinacionais, com 30,7%, e pelos recursos próprios dos produtores, com 23,5%. Já os bancos com recursos federais representam apenas 5,1%, percentual inferior ao das revendas, que respondem por 5,3%. Em termos concretos, o crédito rural oficial, especialmente em condições controladas ou equalizadas, não tem acompanhado a real necessidade de financiamento do setor produtivo.

“O quadro atual retrata que o problema não está na falta de produção. Mato Grosso segue produtivo, competitivo e essencial para o Brasil. A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas. Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, enfatiza o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O VBP confirma que a agricultura de Mato Grosso é estratégica para o Brasil. Mas esse resultado não pode servir de argumento para minimizar o endividamento de quem produz ou para criar travas artificiais às soluções necessárias. Produzir muito não significa estar financeiramente saudável. O VBP mostra a grandeza da produção, mas não releva o peso dos ônus, dos juros e das dívidas que o produtor carrega para manter a atividade de pé, garantir abastecimento, movimentar a economia e contribuir para geração de emprego e renda.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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