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15 de outubro de 2026

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Entre cautela e coragem, safra de soja começa a ganhar ritmo na região oeste de Mato Grosso

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O plantio da soja na região oeste de Mato Grosso começa a ganhar corpo, assim como em todo o estado. Em Campo Novo do Parecis, chuvas registradas nos últimos dias possibilitaram a entrada das plantadeiras em algumas propriedades, o que pode ajudar na hora de entrar em campo com o milho.

Até o momento, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a região oeste semeou 0,55% da área prevista para a soja.

Na Fazenda Cachoeirinha a previsão é cultivar três mil hectares com soja, conforme o gerente de produção, Márcio Fonseca de Almeida. Desta extensão 450 hectares já receberam as sementes.

Na propriedade localizada em Campo Novo do Parecis, o solo coberto com a palhada do milho mantém a umidade ideal para a emergência da soja. Ele relata ao Canal Rural Mato Grosso que em comparação ao ciclo passado, os trabalhos estão mais acelerados: 20 dias. A antecipação e segurança para entrar na lavoura foi possibilitada diante dos 80 milímetros acumulados em três chuvas.

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A meta, salienta Márcio, é fechar a área com potencial para o milho até o dia 15 de outubro, otimizando colheita e comercialização.

“Estamos com um corpo técnico acompanhando a entrada das plantadeiras, olhando profundidade, distribuição, fazendo um plantio com o máximo de qualidade, porque sabemos dos riscos que temos e sabemos também dos desafios de fechar a conta no final”.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Custos elevados e margens apertadas amplia cautela

Apesar disso, a largada ainda é cautelosa. Entre custos elevados, margens apertadas e a busca por produtividade, o desafio é avançar no campo sem abrir espaço para erros que possam comprometer a safra.

“O erro desse ano tem que ser zero. Temos que trabalhar com qualidade 100% técnica, operacional e ser muito assertivo”, frisa Márcio.

O agricultor Rui Prado pontua que “é impossível do produtor fazer todo o pacote tecnológico” diante dos custos atuais e os juros. “Temos que diminuir o pacote, até porque a expectativa de preço da soja não é boa. O negócio é realmente pisar no freio esse ano”.

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Conforme ele, há vários anos o estado vem “investindo pesado na agricultura”, contudo nos últimos anos o setor tem enfrentado “dificuldades de fluxo de caixa e de recursos”.

“Então é um ano que realmente tem que se aproveitar o que tem. O ano passado tivemos uma produtividade média de 64 sacas de soja por hectare e essa com certeza vai ser menos em função até da diminuição de aplicação de insumos”, diz Rui.

Em Campo Novo do Parecis, de acordo com o Sindicato Rural, a perspectiva é cultivar cerca de 400 mil hectares de soja. Apesar dos registros de chuvas na região, nem todos os produtores foram contemplados por elas. Antônio César Brólio, presidente do Sindicato Rural do município, é um dos que aguardam a estabilidade do clima para liberar o início do plantio na fazenda, onde a soja deve ocupar 2,2 mil hectares nesta safra 2025/26.

“Estamos no início da chuvarada. A previsão para esta semana é boa, mas é preciso ter paciência. Um erro agora sai muito caro. É melhor esperar alguns dias para garantir a umidade certa no solo, porque o custo de plantio está alto e a soja hoje não deixa margem”.

Na região de Campo Novo do Parecis, comenta o presidente do Sindicato Rural, o produtor hoje para “não ficar no vermelho” precisa colher acima de 70 sacas de soja por hectare. “Então qualquer erro vai ficar difícil o ano que vem. Aí vai ter que tirar do milho”.

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Plantio soja foto pedro silvestre Canal Rural Mato Grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Safra de pé no chão, afirma setor

O plantio da soja em Mato Grosso, conforme levantamento do Imea, ainda é tímido. Até o dia 19 de setembro, apenas 0,55% dos 13 milhões de hectares previstos haviam sido semeados. Mesmo com a cautela dos produtores, os trabalhos estão mais adiantados que no ano passado, quando nesta mesma época apenas 0,27% da área havia sido semeada. A média dos últimos cinco anos é de 0,48%.

“Segundo as previsões, vai ser um ano bom de chuva aqui para Mato Grosso. Então acreditamos que por fator climático vamos ter uma tranquilidade. Estamos fazendo [a safra] meio que com recurso próprio, financiamento bancário zero. Esse Plano Safra não nos auxiliou em nada. Estamos buscando algumas alternativas de financiamento com as revendas, com as próprias tradings”, diz Jorge Diego Giacomelli, diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Ao Canal Rural Mato Grosso, o diretor da Associação afirma que a temporada é um ciclo de “pé no chão”, para garantir produtividade e “torcer para que esses preços melhorem”.

“Esses preços que temos hoje não acompanham, não trazem margem para o produtor. Sabemos que isso está muito atrelado ao câmbio. Esse câmbio tem nos atrapalhado muito, mas o produtor é assim, ele semeia, ele olha para o céu, pede para Deus, ele agradece a Deus, tem fé”.


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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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