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24 de junho de 2026

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Entre cautela e coragem, safra de soja começa a ganhar ritmo na região oeste de Mato Grosso

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O plantio da soja na região oeste de Mato Grosso começa a ganhar corpo, assim como em todo o estado. Em Campo Novo do Parecis, chuvas registradas nos últimos dias possibilitaram a entrada das plantadeiras em algumas propriedades, o que pode ajudar na hora de entrar em campo com o milho.

Até o momento, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a região oeste semeou 0,55% da área prevista para a soja.

Na Fazenda Cachoeirinha a previsão é cultivar três mil hectares com soja, conforme o gerente de produção, Márcio Fonseca de Almeida. Desta extensão 450 hectares já receberam as sementes.

Na propriedade localizada em Campo Novo do Parecis, o solo coberto com a palhada do milho mantém a umidade ideal para a emergência da soja. Ele relata ao Canal Rural Mato Grosso que em comparação ao ciclo passado, os trabalhos estão mais acelerados: 20 dias. A antecipação e segurança para entrar na lavoura foi possibilitada diante dos 80 milímetros acumulados em três chuvas.

A meta, salienta Márcio, é fechar a área com potencial para o milho até o dia 15 de outubro, otimizando colheita e comercialização.

“Estamos com um corpo técnico acompanhando a entrada das plantadeiras, olhando profundidade, distribuição, fazendo um plantio com o máximo de qualidade, porque sabemos dos riscos que temos e sabemos também dos desafios de fechar a conta no final”.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Custos elevados e margens apertadas amplia cautela

Apesar disso, a largada ainda é cautelosa. Entre custos elevados, margens apertadas e a busca por produtividade, o desafio é avançar no campo sem abrir espaço para erros que possam comprometer a safra.

“O erro desse ano tem que ser zero. Temos que trabalhar com qualidade 100% técnica, operacional e ser muito assertivo”, frisa Márcio.

O agricultor Rui Prado pontua que “é impossível do produtor fazer todo o pacote tecnológico” diante dos custos atuais e os juros. “Temos que diminuir o pacote, até porque a expectativa de preço da soja não é boa. O negócio é realmente pisar no freio esse ano”.

Conforme ele, há vários anos o estado vem “investindo pesado na agricultura”, contudo nos últimos anos o setor tem enfrentado “dificuldades de fluxo de caixa e de recursos”.

“Então é um ano que realmente tem que se aproveitar o que tem. O ano passado tivemos uma produtividade média de 64 sacas de soja por hectare e essa com certeza vai ser menos em função até da diminuição de aplicação de insumos”, diz Rui.

Em Campo Novo do Parecis, de acordo com o Sindicato Rural, a perspectiva é cultivar cerca de 400 mil hectares de soja. Apesar dos registros de chuvas na região, nem todos os produtores foram contemplados por elas. Antônio César Brólio, presidente do Sindicato Rural do município, é um dos que aguardam a estabilidade do clima para liberar o início do plantio na fazenda, onde a soja deve ocupar 2,2 mil hectares nesta safra 2025/26.

“Estamos no início da chuvarada. A previsão para esta semana é boa, mas é preciso ter paciência. Um erro agora sai muito caro. É melhor esperar alguns dias para garantir a umidade certa no solo, porque o custo de plantio está alto e a soja hoje não deixa margem”.

Na região de Campo Novo do Parecis, comenta o presidente do Sindicato Rural, o produtor hoje para “não ficar no vermelho” precisa colher acima de 70 sacas de soja por hectare. “Então qualquer erro vai ficar difícil o ano que vem. Aí vai ter que tirar do milho”.

Plantio soja foto pedro silvestre Canal Rural Mato Grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Safra de pé no chão, afirma setor

O plantio da soja em Mato Grosso, conforme levantamento do Imea, ainda é tímido. Até o dia 19 de setembro, apenas 0,55% dos 13 milhões de hectares previstos haviam sido semeados. Mesmo com a cautela dos produtores, os trabalhos estão mais adiantados que no ano passado, quando nesta mesma época apenas 0,27% da área havia sido semeada. A média dos últimos cinco anos é de 0,48%.

“Segundo as previsões, vai ser um ano bom de chuva aqui para Mato Grosso. Então acreditamos que por fator climático vamos ter uma tranquilidade. Estamos fazendo [a safra] meio que com recurso próprio, financiamento bancário zero. Esse Plano Safra não nos auxiliou em nada. Estamos buscando algumas alternativas de financiamento com as revendas, com as próprias tradings”, diz Jorge Diego Giacomelli, diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Ao Canal Rural Mato Grosso, o diretor da Associação afirma que a temporada é um ciclo de “pé no chão”, para garantir produtividade e “torcer para que esses preços melhorem”.

“Esses preços que temos hoje não acompanham, não trazem margem para o produtor. Sabemos que isso está muito atrelado ao câmbio. Esse câmbio tem nos atrapalhado muito, mas o produtor é assim, ele semeia, ele olha para o céu, pede para Deus, ele agradece a Deus, tem fé”.


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Petrobras assina contratos para retomar obras da UFN-III em Três Lagoas

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A Petrobras assina nesta quinta-feira (25), em Três Lagoas (MS), os contratos com as empresas vencedoras das licitações para a finalização das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III). A cerimônia será realizada às 9h, na própria unidade, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e de outras autoridades.

A retomada da UFN-III contará com investimentos de mais de R$ 5 bilhões e apoio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo a Petrobras, o começo dos trabalhos ocorre ainda neste mês, marcando a retomada de um empreendimento 100% Petrobras.

A previsão apresentada para o projeto é de geração de cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo das obras. O início das operações da unidade está previsto para 2029.

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A UFN-III é uma unidade voltada ao segmento de fertilizantes nitrogenados, área ligada ao fornecimento de insumos para a produção agropecuária. A assinatura dos contratos formaliza o avanço para a etapa de conclusão das obras da planta instalada em Três Lagoas.

O evento será realizado na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, em Mato Grosso do Sul. Para a cobertura jornalística, o credenciamento deve ser feito no sistema da Presidência da República. Profissionais com credencial anual também precisam informar a participação na visita. A retirada das credenciais ocorrerá no dia 25, no local do evento, entre 7h30 e 8h30.

A Petrobras também disponibilizará transporte para profissionais de imprensa credenciados que estejam em Três Lagoas. A saída está prevista para 7h, do Hotel Samba, na Avenida Ranulpho Marques Leal, 2661, no bairro Jardim Angélica.

Com a assinatura dos contratos nesta quinta-feira (25), a Petrobras dá início à retomada das obras da UFN-III em Três Lagoas, com execução prevista para começar ainda em junho e operação programada para 2029.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Safra paulista 2025/26 avança em milho, café e laranja

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As estimativas de maio para a safra 2025/26 em São Paulo apontam desempenho distinto entre as principais culturas do estado. Milho, café e laranja devem registrar aumento de produção, enquanto soja, trigo, cana-de-açúcar e algodão têm previsão de queda na comparação com o ciclo anterior, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA-SP), com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

Entre os destaques de alta, o café tem produção estimada em 5,6 milhões de sacas, ou 334,5 mil toneladas, avanço de 25,2% sobre a safra passada. O resultado combina expansão de 8,1% na área cultivada e aumento de 18,7% na produtividade. A região de Franca responde por 43,4% da colheita estadual.

Na laranja, a projeção é de 272,6 milhões de caixas de 40,8 quilos, equivalentes a 11,1 milhões de toneladas, crescimento de 10,2% frente à safra anterior. O avanço ocorre com ampliação de 12,2% da área em produção, mesmo com recuo de 2,8% na produtividade.

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No milho, o principal impulso vem da primeira safra, com previsão de 2 milhões de toneladas, alta de 37,1%, apoiada no aumento de 21,1% da área plantada e de 13,2% na produtividade. Já o milho safrinha deve recuar 3,3%, para 2,06 milhões de toneladas, em razão da redução da área cultivada.

Entre as culturas em queda, a soja deve somar 4 milhões de toneladas, volume 2,3% menor que o de 2024/25. A retração está associada à redução de 10,6% da área plantada, em um cenário de margens mais apertadas e custos elevados de produção. A produtividade, por outro lado, avançou 9,3%, favorecida por boas condições climáticas e maior adoção de tecnologia.

O trigo tem produção estimada em 320,7 mil toneladas, baixa de 16,5%, apesar da expansão de 72,1% na área plantada. A produtividade foi projetada em 1.614 quilos por hectare, queda de 51,5%. No algodão, a estimativa é de 27 mil toneladas, recuo de 34,1%, com redução de 29,1% na área cultivada e de 7,1% na produtividade. A cana-de-açúcar destinada à indústria deve atingir 386,2 milhões de toneladas, 1,2% abaixo do ciclo anterior, com área em produção 12,7% menor e produtividade 2,2% maior.

O levantamento para maio mostra uma safra 2025/26 marcada por crescimento em café, laranja e milho no estado de São Paulo, enquanto soja, trigo, algodão e cana-de-açúcar apresentam previsão de produção menor na comparação anual.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil x Escócia: no agro, seleção brasileira dá goleada histórica sobre os britânicos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Nos gramados, o histórico dos embates entre Brasil e Escócia em Copas do Mundo não deixa dúvidas: a seleção brasileira é, sim, superior aos escoceses. Os dois países já se enfrentaram 4 vezes no principal torneio de futebol do planeta, com 3 vitórias do Brasil e 1 empate. No jogo do comércio global, o cenário também é amplamente favorável ao agronegócio nacional.

Em ritmo de ‘aquecimento’ para o confronto entre Brasil e Escócia nesta quarta-feira (24), às 19h, em Miami, nos Estados Unidos, confira os principais destaques que consolidam o agro brasileiro como o ‘craque do jogo’.

Goleada na balança comercial

Segundo dados oficiais do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil fechou 2025 com US$ 4,04 bilhões em exportações para o Reino Unido, bloco comercial integrado pelos escoceses. O resultado garantiu um superávit de US$ 383,4 milhões.

E o ritmo de goleada continua em 2026: no primeiro trimestre deste ano, os embarques do agro para a região somaram US$ 92,13 milhões, um avanço expressivo de 9,5% frente ao ano passado.

Entre os principais produtos exportados, destaque para o complexo soja. Essa fatia de comércio oscila entre 35% e 45% de tudo o agro brasileiro envia para a região. Enquanto o Reino Unido tenta proteger sua pecuária local, os rebanhos britânicos dependem fortemente da soja em grão e do farelo.

Além da soja, o Reino Unido figura entre os destinos mais tradicionais para a carne de frango produzida no Brasil. Se destacam também as exportações de frutas frescas como manga, limão e melão.

O retrospecto em Copas do Mundo

Em Copas do Mundo, Brasil e Escócia não se enfrentam desde 1998 – último ano em que a seleção escocesa participou do torneio. Curiosamente, todos esses confrontos aconteceram válidos pela fase de grupos e o Brasil avançou de fase em todas as edições:

  • Alemanha Ocidental (1974): Brasil 0 x 0 Escócia
  • Espanha (1982): Brasil 4 x 1 Escócia
  • Itália (1990): Brasil 1 x 0 Escócia
  • França (1998): Brasil 2 x 1 Escócia

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