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Zero novidades? Confira o fechamento do mercado de soja desta segunda-feira

Nesta segunda-feira (22), o mercado brasileiro de soja encerrou o dia praticamente zerado. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o porto ficou travado com preços em queda na Bolsa e nos prêmios, pressionando ainda mais as cotações.
No mercado doméstico, não houve movimento relevante, com apenas algumas vendas no Tocantins. No geral, o produtor segue fora e as ofertas do dia foram escassas.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 131,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 133,50 para R$ 131,50
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 124,50 para R$ 123,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 138,50 para R$ 136,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 137,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado ainda sente os efeitos da pouca demanda chinesa, após a falta de evolução nas conversas comerciais entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Além disso, o governo argentino zerou as retenções até 31 de outubro, aumentando a competitividade do produto do país.
A China, maior importadora mundial de soja, ainda não adquiriu volumes da safra norte-americana, optando por suprimentos provenientes da América do Sul. Nos Estados Unidos, a colheita já se inicia no Meio-Oeste, com temperaturas acima da média acelerando a maturação das lavouras.
O ritmo de registros de exportação de grãos deve aumentar após o decreto 682/2025, que exige que exportadores liquidem pelo menos 90% das divisas obtidas em até três dias úteis após o registro, válido até o fim de outubro ou até US$ 7 bilhões em operações. Quem descumprir a regra volta a pagar a alíquota original.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 484.116 toneladas na semana encerrada em 18 de setembro, segundo o USDA.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,50 centavos de dólar, ou 1,41%, a US$ 10,11 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,30 1/2 por bushel, baixa de 14,25 centavos ou 1,36%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,37%, a US$ 280,10 por tonelada. No óleo, os contratos de dezembro fecharam a 49,69 centavos de dólar, perda de 0,93 centavo ou 1,83%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,3370 para venda e R$ 5,3350 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3205 e R$ 5,3655.
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Exportações de café caem 18% na safra 2025/26, mas receita se mantém com preços

As exportações brasileiras de café somaram 35,4 milhões de sacas de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, volume 18% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior, quando o país embarcou 43 milhões de sacas.
Apesar da retração, a receita praticamente se manteve estável, alcançando US$ 13,6 bilhões, ante US$ 13,7 bilhões na temporada 2024/25, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Cepea, o resultado evidencia o impacto dos preços elevados do café ao longo da safra 2025/26, que compensaram, em grande parte, a redução do volume exportado.
Segundo os pesquisadores, a queda nos embarques foi consequência da combinação entre a menor produção da safra 2025/26 e os estoques nacionais historicamente reduzidos. Ao longo da temporada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado, restando um volume bastante limitado para negociação.
O Cepea destaca ainda que os produtores, favorecidos pelos altos preços obtidos durante o ciclo, não tiveram necessidade de acelerar a venda dos volumes remanescentes.
Nova safra ainda não deve impulsionar exportações
Com o avanço da colheita da safra 2026/27 ao longo de maio, as negociações envolvendo a nova produção ganharam ritmo. No entanto, segundo o Cepea, esse movimento ainda não deve se refletir imediatamente nas exportações.
Isso porque o café recém-colhido precisa passar pelas etapas de preparo e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Conforme o centro de pesquisas, os primeiros reflexos da nova safra sobre as exportações podem começar a aparecer nos dados de junho, ainda de forma parcial.
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Colheita de milho em Mato Grosso alcança 20,86% da área

A colheita de milho da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 20,86% da área projetada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 9,6 pontos porcentuais em uma semana. No mesmo período da temporada passada, os trabalhos alcançavam 14% da área.
O médio-norte de Mato Grosso lidera o andamento da colheita, com 29,92% da área já colhida, de acordo com o levantamento divulgado pelo Imea.
Na produtividade, o instituto apontou média de 120,28 sacas por hectare. O resultado ficou acima das estimativas registradas ao longo dos últimos meses. Em fevereiro, março e abril, a projeção era de 116,61 sacas por hectare. Em maio, o índice subiu para 118,71 sacas por hectare.
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Com esse desempenho, a produção estimada de milho em Mato Grosso foi calculada em 53,35 milhões de toneladas.
No mercado, a comercialização da safra 2025/26 chegou a 47,32% da produção estimada até a terceira semana de junho. O porcentual mostra avanço na comparação com os meses anteriores. Em fevereiro, o volume negociado correspondia a 31,02% da safra. Em março, o índice era de 34,33%; em abril, de 39,51%; e, em maio, de 45,84%.
Para a safra 2026/27, o Imea informou que mais de 4,50% da produção estimada já foi comercializada. Na evolução mensal, o porcentual saiu de 0,05% em fevereiro para 0,60% em março, 1,55% em abril e 2,69% em maio.
Os dados do Imea indicam avanço da colheita, revisão para cima na produtividade média e crescimento gradual das vendas do milho tanto na safra 2025/26 quanto no ciclo 2026/27 em Mato Grosso.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Chuvas na maturação acendem alerta nas lavouras de algodão em Mato Grosso

O clima instável na reta final da safra de algodão em Mato Grosso forçou os cotonicultores a intensificarem o monitoramento nas lavouras. Chuvas localizadas atingiram áreas em plena fase de maturação da cultura, gerando preocupação com possíveis perdas na qualidade da fibra.
O impacto real do excesso de umidade na pluma ainda passa por avaliação das equipes técnicas em campo. O problema meteorológico surge justamente no momento em que as máquinas começam a entrar nas primeiras áreas para a colheita.
Diante disso, alguns cotonicultores mato-grossenses para proteger o algodão que ainda está nas plantas optaram em acelerar as operações de desfolha e a aplicação de reguladores de crescimento e maturadores. De acordo com o balanço divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), apesar do revés climático, o potencial produtivo global do estado ainda é considerado favorável.
Manejo fitossanitário
Além do fator climático, o manejo fitossanitário exige atenção redobrada nesta reta final da temporada. O bicudo-do-algodoeiro apresenta alta incidência em todas as regiões produtoras de Mato Grosso, o que demanda rigor nas estratégias de controle químico.
A orientação técnica da Ampa para as próximas semanas é manter o combate ao inseto. Paralelamente, os produtores devem avaliar os talhões afetados pelas chuvas para reduzir prejuízos e garantir o padrão tecnológico da fibra na entrega às algodoeiras.
Na safra 2025/26, Mato Grosso semeou 1,375 milhão de hectares de algodão. A expectativa, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), é de que o estado registre uma produtividade média de 304,2 arrobas por hectare de algodão em caroço e uma produção de 6,27 milhões de toneladas, alta de 2,12% ante a estimativa de maio. Somente em pluma são esperadas 2,574 milhões de toneladas.
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