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11 de julho de 2026

Business

Zero novidades? Confira o fechamento do mercado de soja desta segunda-feira

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Nesta segunda-feira (22), o mercado brasileiro de soja encerrou o dia praticamente zerado. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o porto ficou travado com preços em queda na Bolsa e nos prêmios, pressionando ainda mais as cotações.

No mercado doméstico, não houve movimento relevante, com apenas algumas vendas no Tocantins. No geral, o produtor segue fora e as ofertas do dia foram escassas.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 131,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 133,50 para R$ 131,50
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 124,50 para R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 138,50 para R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 137,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado ainda sente os efeitos da pouca demanda chinesa, após a falta de evolução nas conversas comerciais entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Além disso, o governo argentino zerou as retenções até 31 de outubro, aumentando a competitividade do produto do país.

A China, maior importadora mundial de soja, ainda não adquiriu volumes da safra norte-americana, optando por suprimentos provenientes da América do Sul. Nos Estados Unidos, a colheita já se inicia no Meio-Oeste, com temperaturas acima da média acelerando a maturação das lavouras.

O ritmo de registros de exportação de grãos deve aumentar após o decreto 682/2025, que exige que exportadores liquidem pelo menos 90% das divisas obtidas em até três dias úteis após o registro, válido até o fim de outubro ou até US$ 7 bilhões em operações. Quem descumprir a regra volta a pagar a alíquota original.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 484.116 toneladas na semana encerrada em 18 de setembro, segundo o USDA.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,50 centavos de dólar, ou 1,41%, a US$ 10,11 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,30 1/2 por bushel, baixa de 14,25 centavos ou 1,36%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,37%, a US$ 280,10 por tonelada. No óleo, os contratos de dezembro fecharam a 49,69 centavos de dólar, perda de 0,93 centavo ou 1,83%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,3370 para venda e R$ 5,3350 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,3205 e R$ 5,3655.

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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

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Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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