Sustentabilidade
Soja/MT: Em agosto/2025 esmagamento do grãos teve aumento de 15,22% frente ao mesmo período de 2024 – MAIS SOJA

Em ago/25, o esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,19 milhão de t, alta de 0,54% ante jul/25 e de 15,22% frente a ago/24, impulsionada pela forte demanda interna por subprodutos da oleaginosa e pela procura aquecida pelo farelo de soja no mercado internacional.
Para se ter uma ideia, as exportações do proteico no mês totalizaram 740,99 mil t, aumento de 9,07% quando comparado a jul/25 e de 31,83% na comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, segundo informantes do Imea, o volume processado em ago/25 só não foi maior porque algumas esmagadoras de menor porte relataram maior dificuldade na compra de soja, diante da menor disponibilidade do grão no estado. No acumulado do ano (jan/25 a ago/25), o volume processado somou 9,08 milhões de t, acréscimo de 5,13% ante ao mesmo período de 2024.
Por fim, a margem bruta das indústrias em agosto fechou na média de R$ 403,37/t, queda de 7,01% comparado com jul/25, motivada pelo aumento dos preços da soja em grão em relação aos coprodutos.
Confira os principais destaques do boletim:
- INCREMENTO: devido ao aumento no prêmio exportação, o preço da soja em Mato Grosso apresentou alta de 1,07% no comparativo semanal.
- DECLÍNIO: pautado pela ausência de compras chinesas e pela ampla oferta da oleaginosa nos EUA, o preço corrente da soja em Chicago caiu 0,10% em relação a semana passada.
- CRESCIMENTO: o indicador Prêmio Santos apresentou uma valorização de 11,17% frente à semana anterior, encerrando o período na média de ¢US$ 199,00/bu.
Segundo o USDA, a estimativa de oferta e demanda global de soja para a safra 2025/26 apresentou recuo na projeção de set/25.
Pelo lado da oferta, o Departamento projetou uma produção mundial de 425,87 milhões de toneladas, redução de 0,12% em relação ao mês anterior, mas alta de 0,39% frente à safra 2024/25. Apesar da queda mensal no indicador global, a produção norteamericana foi revisada para cima, com aumento de 0,21% no comparativo mensal, alcançando 117,06 milhões de toneladas.
No que se refere à demanda mundial, a previsão ficou em 423,89 milhões de toneladas, queda de 0,28% em relação a ago/25, influenciada principalmente pela menor expectativa de esmagamento na Argentina, que deixou de absorver mais de 600 mil toneladas neste relatório, apesar de ser um dos maiores mercados industriais. Por fim, os estoques finais foram estimados em 123,99 milhões de toneladas, recuo de 0,73% no comparativo mensal. Ainda assim, o volume segue como o maior da série histórica do Departamento.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Baixa oferta e vendedor retraído sustentam recuperação de preço – MAIS SOJA

Após a queda observada em junho, a cotação do algodão em pluma no mercado doméstico voltou a subir em julho, sobretudo na segunda quinzena do mês.
Segundo o Cepea, a recuperação dos preços esteve atrelada principalmente à postura firme dos vendedores, sustentada pelos valores mais altos no mercado internacional, pela oferta restrita de lotes de qualidade superior e pela necessidade imediata de parte dos compradores. Esse cenário ocorre em um momento em que a colheita e o beneficiamento estão em ritmo lento no Brasil e o saldo remanescente da safra 2024/25 de melhor qualidade permanece limitado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, do lado da demanda, a indústria mantém postura cautelosa diante do desempenho ainda lento das vendas de manufaturados. Além disso, vendedores passam a priorizar o embarque dos contratos a termo à medida que a disponibilidade da safra nova aumenta gradualmente.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Colheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

A colheita da segunda safra de milho segue avançando em Mato Grosso do Sul e entrou na fase mais intensa da temporada. De acordo com o Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 37,3% da área cultivada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 823,5 mil hectares.
A região Sul está mais adiantada nas operações no campo, com média de 38,6% da área colhida. Em seguida, aparece a região Norte, com média de 37,5%, enquanto a região Centro registra 33,1%.
O avanço dos trabalhos acompanha o período de maior concentração da colheita no Estado e deve ganhar ainda mais ritmo nas próximas semanas.
As condições climáticas passam a ter influência direta sobre o ritmo das operações. A previsão meteorológica aponta possibilidade de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em regiões do sudoeste, sul, sudeste e leste do Estado, fatores que podem reduzir a janela para a entrada das máquinas nas lavouras.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige planejamento para que os produtores aproveitem os períodos de tempo firme. “Entramos na fase em que a colheita ganha intensidade em praticamente todas as regiões do Estado. Sempre que houver condições favoráveis, é importante manter o avanço das operações para reduzir a exposição das lavouras às instabilidades previstas para os próximos dias.”
Com relação aos dados econômicos, até 3 de agosto, 40,5% da produção da segunda safra havia sido negociada pelos produtores sul-mato-grossenses, percentual dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
No mercado interno, o preço médio da saca do milho permaneceu praticamente estável na última semana, sendo cotado a R$ 49,00 no Estado.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
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