Agro Mato Grosso
Agropecuária pressiona desmatamento na Amazônia e MT perde 26% de vegetação nativa, diz MapBiomas

O estudo levou em consideração as últimas quatro décadas. Atualmente, Mato Grosso preserva 62% da vegetação nativa.
A expansão da pecuária e da agricultura foi apontado como o principal motor do desmatamento na Amazônia, especialmente em Mato Grosso, conforme um levantamento feito pelo MapBiomas, divulgado nesta segunda-feira (15).
Conforme os dados, os estados de Mato Grosso e Rondônia concentram as maiores conversões diretas de vegetação nativa para uso agrícola. Em 1985, Mato Grosso possuía cerca de 80% de cobertura florestal e 7% de áreas de pastagem no bioma. Quase quatro décadas depois, em 2024, esse é o cenário:
- 🌳floresta representa 54% da cobertura
- 🐂pastagem passou a ocupar 23% do território
Mato Grosso hoje preserva 62% da vegetação nativa, no entanto, esse é o segundo menor índice entre os estados da Amazônia Legal, colocando o estado atrás apenas de Rondônia, com 60%.
Segundo o MapBiomas, a área destinada à agropecuária na Amazônia cresceu 415% entre 1985 e 2024. Nesse período, a pastagem teve um salto de 12,3 milhões para 56,1 milhões de hectares, um aumento de mais de 355%

Amazônia perde quase 50 milhões de hectares de florestas em 40 anos
- 💎 Mineração: passou de 26 mil hectares em 1985 para 444 mil hectares em 2024, crescimento de mais de 16 vezes em 40 anos, com média de 10 mil hectares por ano em toda a Amazônia Legal.
- 🌱 Cana-de-açúcar: registrou crescimento expressivo em Mato Grosso, saltando de 192 hectares em 1985 para mais de 124 mil hectares em 2024.
Em 2024, de acordo com MapBiomas, a vegetação nativa cobria 381,3 milhões de hectares do bioma, enquanto 15,3% da área amazônica já são ocupados por atividades humanas.
De forma geral, entre 1985 e 2024, a Amazônia Legal perdeu cerca de 52 milhões de hectares de vegetação nativa, uma redução de 13% da área do bioma em quase quatro décadas. A maior parte da supressão ocorreu sobre formações florestais, que perderam 49,1 milhões de hectares no período.
🌳Conversão direta de florestas
Outro dado destacado no estudo diz respeito à cultura da soja. A moratória da soja, acordo firmado em 2008 para combater o desmatamento na Amazônia, levou à queda de 769 mil hectares em conversão direta de formação florestal (redução de 68%) entre os períodos pré e pós acordo.
No entanto, três em cada quatro hectares convertidos para agricultura (74,4%) são ocupados por lavouras de soja, que tiveram expansão significativa, sendo a maior parte convertida após Moratória da Soja, em áreas já abertas anteriormente para a pastagem.
Novas áreas de agricultura implantadas sobre áreas desmatadas anteriormente para pastagem representam pouco mais de 9% do total, com maior incidência em MT, RO e Pará (PA).
Agro Mato Grosso
Com 13,6°C, Cuiabá registra dia mais frio do ano; veja lista de cidades com as menores temperaturas

A cidade de Chapada dos Guimarães (MT) teve a menor temperatura do estado, com 10,2°C.
🥶A capital mato-grossense registrou, na manhã desta quarta-feira (24), a temperatura mais baixa deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros marcaram 13,6°C.
A cidade de Chapada dos Guimarães (MT) teve a menor temperatura do estado, com 10,2°C. Na região sul do estado, em Rondonópolis, a temperatura mínima foi de 14,7°C. Já no norte, em Sorriso, foi de 17,9°C.
Ainda de acordo com o Inmet, a temperatura na capital só deve voltar a subir a partir de domingo (28), com mínima de 21°C e uma máxima de 34°C.
Outras cidades de Mato Grosso afetadas pela frente fria nesta quarta-feira foram:
- Jauru – mínima: 13°C
- Conquista D’Oeste – mínima: 14°C
- Várzea Grande – mínima: 15°C
- Vale de São Domingos – mínima: 13°C
- Vila Bela da Santíssima Trindade – mínima: 14°C
- Salto do Céu – mínima: 13°C
- Araputanga – mínima: 13°C
- Sorriso – mínima: 17°C
- Tangará da Serra – mínima: 12.3°C
🔥’Cuiabrasa’
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Cuiabá, capital de Mato Grosso — Foto: Wesllen Ortiz
Os recordes das quedas de temperaturas em Cuiabá chamam atenção pelo fato da capital ser conhecida como uma das cidades mais quentes do país. Em outubro de 2023, Cuiabá entrou para a lista das 10 maiores temperaturas já registradas no Brasil, ao atingir 44,2°C, a maior temperatura da história do município.
Desde a década de 40, a temperatura máxima da cidade subiu 3 ºC , conforme registros feitos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e avaliados pelo climatologista e doutor em meteorologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rodrigo Marques.
Ao g1, Rodrigo explicou que o histórico de Cuiabá sempre foi de temperaturas elevadas, mesmo com uma média de temperatura na casa dos 26ºC. O professor explica que o motivo deste calor extremo é uma combinação de fatores: aquecimento global, localização e falta de vegetação na capital.
Agro Mato Grosso
Jovem morre em acidente entre moto e caminhão em Lucas do Rio Verde I MT

Raissa da Silva Paiva, de 26 anos, era natural de Tailândia (PA) e havia se mudado recentemente para Mato Grosso por motivos profissionais.
Uma mulher de 26 anos morreu após um acidente de trânsito registrado nessa segunda-feira (23), por volta das 14h35, em Lucas do Rio Verde, a 333 km de Cuiabá. A vítima foi identificada como Raissa da Silva Paiva.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência envolveu uma moto e um caminhão. A polícia confirmou o acidente, mas não detalhou a dinâmica. As circunstâncias exatas ainda estão sendo apuradas.
Segundo informações divulgadas por amigos e familiares nas redes sociais, a vítima havia se mudado recentemente para Mato Grosso. Natural de Tailândia (PA), ela estaria vivendo na região por motivos profissionais.

Ainda de acordo com a polícia, o condutor do caminhão é um homem de 58 anos, que não teve a identidade divulgada. Não há informações sobre o estado de saúde dele.
A Polícia Civil informou que investiga as circunstâncias do acidente.
Agro Mato Grosso
TCE suspende licitação de R$ 236 milhões para usinas solares em MT por suspeita de sobrepreço

Projeto previa a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios do estado.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão de uma licitação estimada em R$ 236 milhões para a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (CIDESAT). A decisão é do conselheiro Antonio Joaquim e foi publicada no Diário do Tribunal nesta segunda-feira (22).
A reportagem entrou em contato com o CIDESAT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A determinação atende parcialmente a uma representação apresentada por uma empresa participante da Concorrência Eletrônica nº 02/2026. Apesar de não identificar, em análise preliminar, irregularidades na desclassificação da empresa autora da ação, o relator apontou indícios de possíveis problemas na formação dos preços e no dimensionamento do projeto.
Segundo o TCE, há necessidade de aprofundar a análise sobre a contratação, diante de suspeitas de sobrepreço e de eventual superdimensionamento da quantidade de energia prevista no certame.
A licitação tem como objetivo o registro de preços para futura contratação de empresa especializada na implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica conectados à rede elétrica nos municípios consorciados.
De acordo com o relator, a continuidade do processo sem uma análise mais aprofundada poderia resultar na consolidação de uma contratação potencialmente antieconômica e de difícil reversão.
Outro ponto que chamou a atenção do Tribunal foi a permanência de apenas uma empresa habilitada ao final da concorrência Conforme a decisão, a situação é semelhante à observada em uma licitação promovida pelo mesmo consórcio em 2025.
Inicialmente, cinco empresas participaram da disputa. No entanto, após sucessivas desclassificações, apenas uma permaneceu apta à contratação. Para o relator, o cenário levanta dúvidas preliminares sobre possível restrição à competitividade e eventual direcionamento da licitação.
Em dos trechos, o conselheiro ainda apontou a o risco de utilização dessas contratações como mecanismo de propagação de preços potencialmente superfaturados, prática popularmente denominada “ata barriga de aluguel”, na qual atas de registro de preços são celebradas com valores elevados e posteriormente utilizadas como referência para novos certames ou para adesões por outros órgãos e entidades públicas.
O TCE também apontou indícios de que a quantidade de energia prevista no projeto pode ser superior à necessidade real dos municípios participantes. Conforme os documentos analisados, a licitação foi estruturada para atender 14 municípios do consórcio, com demanda estimada em 33.537 quilowatts-pico (kWp), unidade utilizada para medir a capacidade máxima de geração de sistemas fotovoltaicos.
Segundo o tribunal, será necessário verificar se os quantitativos previstos são compatíveis com o consumo efetivo dos municípios.
Concorrência Pública suspensa
Com a decisão, deve ser suspensa imediatamente a Concorrência Pública nº 02/2026 e interrompidos todos os atos relacionados ao processo.
Também fica proibida a homologação do resultado, adjudicação do objeto, assinatura da ata de registro de preços, celebração de contratos e adesões decorrentes da licitação até nova deliberação do TCE.
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