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Melhora em preço impulsiona vendas de milho em Mato Grosso

Impulsionada pela melhora dos preços, visto a demanda aquecida do mercado interno e externo, a comercialização do milho 2024/25 em Mato Grosso avançou 7,21 pontos percentuais em agosto e alcançou 68,32% da produção recorde, prevista em 55 milhões de toneladas.
O preço mensal da saca de 60 quilos de milho encerrou agosto cotada em R$ 44,09, alta de 0,71% em relação a julho.
Apesar de positivo o resultado, as negociações seguem atrasadas em relação ao ciclo passado, quando nesta mesma época em 2024 estavam em 70,06%. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a média dos últimos cinco anos é de 77,61% para o período.
Milho 25/26 supera safra 24/25
Em relação a temporada futura de milho no estado, conforme o Imea, as negociações avançaram 3,42 pontos percentuais em agosto e totalizaram 15,51%, superando os 9,82% da safra 2024/25 comercializada no período analisado no ano passado. Contudo, ao se comparar com a média dos últimos cinco anos, seguem atrasadas ante os 22,69%.
O preço médio da safra 2025/26 fechou na média de R$ 45,45 a saca de 60 quilos, valorização de 2,54% ante julho.
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Embrapa inicia construção de nova sede no Maranhão com investimento de R$ 43,9 milhões

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, nesta segunda-feira (22), as obras da nova sede da Embrapa Maranhão, em São Luís. Com investimento de R$ 43,9 milhões, provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a estrutura será construída em uma área de aproximadamente 22 hectares no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).
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A previsão é que a nova unidade seja concluída em até dois anos e amplie a capacidade de pesquisa, inovação e articulação institucional da Embrapa no estado, com atuação voltada aos biomas Amazônia e Cerrado, à região do Matopiba, à agricultura familiar e às comunidades tradicionais.
O projeto também conta com recursos do Governo do Maranhão, que destinou R$ 10 milhões, e da bancada federal maranhense, responsável por outros R$ 5 milhões para infraestrutura e aquisição de equipamentos.
Estrutura reforçará pesquisa e inovação
Durante a cerimônia de lançamento, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que a nova sede permitirá ampliar as pesquisas voltadas a diferentes perfis de produtores rurais e fortalecer uma agricultura mais sustentável.
Segundo ela, o Maranhão reúne realidades distintas, que vão desde a produção de grãos e a pecuária até sistemas agroflorestais, agricultura familiar e extrativismo, exigindo soluções adaptadas às características do estado.
Já o chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, afirmou que a nova unidade representa um marco para a consolidação da pesquisa agropecuária no estado e será integrada a outras iniciativas estratégicas, como a contratação de 50 novos empregados aprovados no último concurso da Embrapa e a implantação do Hub Matopiba, na unidade experimental de Balsas.
Laboratórios de alta tecnologia
A nova sede contará com uma estrutura voltada ao desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio e para a agricultura familiar.
Entre os destaques está a implantação de uma central analítica multiusuário, equipada com instrumentos de alta complexidade para apoiar pesquisas em bioinsumos e compostos bioativos.
Também estão previstos:
- laboratórios de análise de alimentos e processos agroindustriais;
- uma planta-piloto para desenvolvimento de produtos da agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo;
- um Laboratório de Inovação Social, voltado a negócios de impacto social;
- o primeiro Laboratório de Bioeficiência e Sustentabilidade na Pecuária do bioma Amazônia e o único das regiões Norte e Nordeste, destinado a pesquisas sobre redução das emissões de metano e eficiência alimentar de bovinos.
Além disso, a unidade contará com um campo experimental de 19 hectares para pesquisas em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), sistemas agroflorestais (SAFs), piscicultura, apicultura, meliponicultura e diferentes cultivos agrícolas.
Maranhão reúne potencial produtivo e desafios sociais
Segundo a Embrapa, a nova estrutura busca atender às demandas de um estado que reúne elevado potencial agrícola e grande diversidade ambiental.
O Maranhão está localizado na transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, integra a Amazônia Legal e possui cerca de um terço de seu território inserido no Matopiba, considerada a principal fronteira agrícola do país. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relacionados aos indicadores sociais e à pobreza rural.
A expectativa da Embrapa é que a nova sede fortaleça a geração de tecnologias voltadas tanto ao agronegócio quanto à agricultura familiar, promovendo inovação, sustentabilidade e agregação de valor às cadeias produtivas do estado.
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Colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atinge 18% da safra prevista

A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro chegou a 18% da produção prevista para a safra 2026 até o fim da terceira semana de junho, segundo levantamento da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). Em nota divulgada nesta terça-feira (23), a cooperativa estimou produção de 2,859 milhões de sacas de 60 quilos neste ciclo.
De acordo com boletim técnico da Expocacer, as chuvas registradas entre os dias 13 e 18 de junho somaram 32,8 milímetros e provocaram atrasos nas operações de colheita e pós-colheita em diversas propriedades da região.
Segundo a cooperativa, o excesso de umidade afetou os terreiros de secagem, interrompeu atividades de campo e retardou o beneficiamento dos grãos. O cenário atingiu etapas operacionais importantes da safra, especialmente nas áreas em que o café já havia sido retirado do campo e dependia de condições mais estáveis para secagem e manejo pós-colheita.
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A perspectiva para os próximos dias, no entanto, é de melhora nas condições de trabalho. A previsão informada pela cooperativa aponta acumulado de 4,1 milímetros de chuva entre 19 e 24 de junho, condição que, segundo a entidade, deve permitir a retomada da colheita e da secagem dos cafés.
Nas áreas monitoradas, 59% dos frutos estão atualmente no estágio "cereja", apontado pela Expocacer como ideal para a colheita. Nas áreas já colhidas, os produtores iniciaram os tratos de pós-colheita voltados à recuperação das lavouras e ao preparo para o próximo ciclo produtivo.
Apesar dos atrasos provocados pelas precipitações, técnicos da Expocacer avaliam que o cenário da safra no Cerrado Mineiro segue positivo, com avanço da colheita e continuidade dos manejos nas áreas já trabalhadas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Programa Caminho Verde Brasil é apresentado em fórum internacional do agro

O Programa Caminho Verde Brasil, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foi apresentado na quinta-feira (18) durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), em Campo Grande (MS). A iniciativa integrou o painel “A nova revolução do agro: mais produção e desmatamento zero”, voltado à expansão da produção agropecuária com sustentabilidade ambiental.
Segundo o material divulgado, o fórum reuniu autoridades, lideranças do setor produtivo, especialistas e representantes de 16 países e da União Europeia para discutir segurança alimentar, produção sustentável e oportunidades para a agropecuária brasileira diante da demanda mundial por alimentos e energia limpa.
No painel, o assessor especial do ministro e coordenador do programa, Pedro Cunto, apresentou as ações do Caminho Verde Brasil. De acordo com ele, a iniciativa atua na recuperação de áreas degradadas, no aumento da produtividade e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Em declaração divulgada pelo Mapa, Cunto afirmou que o programa contribui para restaurar áreas degradadas, reduzir a pressão por desmatamento em áreas de vegetação nativa e diminuir emissões de gases de efeito estufa.
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Ainda segundo o coordenador, o Governo Federal e o Banco do Brasil desenvolveram um modelo para viabilizar a participação de grandes investidores públicos e privados no financiamento da agropecuária sustentável. Ele citou o Fiagro Multimercado como um dos mecanismos para financiar o programa e informou que a meta é restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas, com necessidade de US$ 6 bilhões por ano. Também disse que novos leilões com o Tesouro Nacional devem buscar recursos externos.
O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, destacou a relevância do Brasil para a segurança alimentar global e afirmou que as mudanças climáticas estão entre os principais desafios para a agricultura, exigindo avanço em ações de mitigação de longo prazo.
Coordenado pelo Mapa, o Caminho Verde Brasil prevê a incorporação de áreas degradadas a sistemas produtivos sustentáveis. Os produtores que aderirem ao programa assumem compromissos relacionados a desmatamento zero, certificação trabalhista, monitoramento de carbono e adoção de práticas sustentáveis. Para a primeira fase, a iniciativa conta com aproximadamente US$ 6 bilhões para financiar produtores rurais por meio de dez instituições financeiras habilitadas.
A apresentação no FIAP colocou o programa no centro do debate sobre produção, sustentabilidade e financiamento no campo, com foco na recuperação de áreas degradadas e na ampliação de sistemas produtivos sustentáveis.
Fonte: gov.br
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