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Com pé no ‘freio’ nas vendas, soja sobe 3,22% em Mato Grosso

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As vendas da soja 2024/25 em Mato Grosso avançaram 3,22 pontos percentuais em agosto, alcançando 91,94% do grão produzido. Diante do ritmo menor nas negociações, se observou no mês um “descompasso” entre preços pedidos e valores ofertados, vindo a saca de 60 quilos fechar com alta de 3,22% na variação mensal.

A redução nas vendas, quando comparada aos meses anteriores, explica o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), “está associada à menor necessidade do produtor em vender a oleaginosa neste período, como acontece sazonalmente, o que gerou um descompasso entre os preços pedidos e os valores ofertados”.

A saca de 60 quilos encerrou agosto cotada em média a R$ 121,67.

Segundo o Instituto, em relação ao ciclo 2023/24 há um atraso de 2,59 pontos percentuais nas vendas. A média dos últimos cinco anos é de 92,99% da soja vendida até agosto.

Soja 25/26 avança, mas segue atrasada

Já os negócios relacionados à safra 2025/26, cujo plantio começou no último domingo (7) em áreas irrigadas em Mato Grosso, avançaram 4,91 pontos percentuais no mês, totalizando 27,40% da produção de 47 milhões de toneladas já comercializada.

Ao se comparar com a temporada 2024/25 nesta mesma época do ano passado, há um atraso de 3,01 pontos percentuais. Já a média dos últimos cinco anos é de 36,28%.

“Com a aproximação do início da semeadura, os produtores intensificaram as negociações para travar custos de produção, apoiados também pela melhora nas cotações futuras da oleaginosa”, salienta o Imea.

Quanto ao preço médio, a saca de 60 quilos foi comercializada a R$ 110,22, alta de 0,92% ante julho.


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Dia do Feijão: data celebra alimento que está presente há séculos no prato do brasileiro

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O Dia do Feijão, comemorado nesta terça-feira (10), celebra um dos alimentos que “dez em dez brasileiros preferem”, como diz o trecho da música “Feijão Maravilha”, composta por Gonzaguinha.

No entanto, o feijão tem sido cada vez menos consumido nos últimos anos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2023 cada brasileiro consumiu, em média, 12,8 kg de feijão por ano, abaixo dos 18,8 kg registrados em décadas anteriores, reflexo das mudanças nos hábitos alimentares e do aumento do consumo de produtos ultraprocessados.

Presente no cardápio dos brasileiros desde antes da chegada dos portugueses, no século XVI, o feijão tem origem que remonta a cerca de 10 mil anos antes de Cristo. Descobertas arqueológicas indicam que as primeiras plantações ocorreram na região do atual Peru.

No Brasil, após a colonização portuguesa, novas variedades foram incorporadas ao cultivo, enquanto a influência africana trouxe diferentes formas de preparo. Esse processo ajudou a consolidar o feijão como base da alimentação diária. Ao longo dos séculos, o grão tornou-se essencial na rotina alimentar brasileira, atravessando gerações e marcando presença em receitas do dia a dia e em pratos tradicionais como feijoada, baião de dois e feijão-tropeiro.

O alimento se destaca por apresentar um perfil nutricional diferenciado, que combina proteínas vegetais, fibras, ferro, vitaminas do complexo B e minerais essenciais. Estudos indicam que o consumo regular contribui para o controle da glicemia, promove maior saciedade e auxilia na redução do risco de doenças cardiovasculares e do diabetes tipo 2.

Pesquisas publicadas na revista Nutrition Journal mostram que dietas que incluem feijão e outras leguminosas podem reduzir a HbA1c em cerca de 0,5% em três meses em pessoas com diabetes tipo 2. Além disso, esses alimentos colaboram para o controle da glicemia, o aumento da saciedade e a manutenção da saúde metabólica. A HbA1c é um marcador que indica a média da glicose no sangue nos últimos dois a três meses e é utilizado para avaliar o controle do açúcar no organismo.

O feijão consumido pelos brasileiros também se destaca pela diversidade de tipos e propriedades nutricionais. Entre os mais populares estão o carioca, preto, fradinho e branco, cada um com características próprias. O feijão preto e o fradinho apresentam maior teor de ferro e antioxidantes; o carioca se destaca pelo equilíbrio entre sabor, digestibilidade e fibras; e o feijão branco oferece boas quantidades de proteínas, fibras e minerais essenciais. Essa variedade reforça a presença do feijão como um alimento essencial para uma alimentação saudável, aliando tradição, sabor e valor nutricional.

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3ª reestimativa da safra de laranja reduz produção para 292,6 milhões de caixas em SP e MG

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Foto: Mapa/divulgação

A terceira reestimativa da safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro projeta uma produção de 292,60 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com o levantamento divulgado pelo Fundecitrus nesta terça-feira (10). O volume representa uma redução de 0,7% em relação à segunda reestimativa, divulgada em dezembro de 2025, que apontava 294,81 milhões de caixas, e queda de 7% frente à estimativa inicial de maio, de 314,60 milhões de caixas.

A revisão para baixo é atribuída, principalmente, à diminuição do tamanho médio das laranjas das variedades tardias Valência, Folha Murcha e Natal. De acordo com dados da Climatempo Meteorologia, entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a precipitação acumulada no parque citrícola foi 10% inferior à média histórica, somando 862 milímetros, contra 959 milímetros do padrão registrado entre 1991 e 2020.

Até meados do mês de janeiro, aproximadamente 87% da safra já havia sido colhida, com peso médio de 153 gramas por fruto, uma grama abaixo da projeção anterior. Esse recuo elevou a quantidade de laranjas necessárias para completar uma caixa de 40,8 kg, que passou de 265 para 267 frutos.

No caso das variedades tardias, a colheita da Valência e da Folha Murcha atingiu 75%, com nova estimativa de peso médio de 161 gramas por fruto. Já a variedade Natal alcançou 77% da colheita, com peso médio projetado em 163 gramas. Com isso, o número de frutos por caixa subiu de 248 para 253 nas variedades Valência e Folha Murcha. No caso da Natal, foi de 248 para 250 frutos.

Clima

Apenas nas regiões do setor Sul (Porto Ferreira e Limeira), o volume acumulado de chuva registrado de janeiro a maio foi superior ao da média da série para as regiões – 1.052 mm ante a média de 917 mm (+15%) e 1.075 mm ante a média de 1.036 mm (+4%), respectivamente.

Nas demais dez regiões do cinturão, choveu menos do que a média histórica. As regiões do setor norte (Triângulo Mineiro, Bebedouro e Altinópolis) continuam com os maiores déficits hídricos – 644 mm ante a média de 916 mm para a região (-30%), 629 mm ante 922 mm (-32%) e 768 mm ante 1.045 mm (-26%), respectivamente.

Queda nos frutos

A projeção da taxa de queda prematura de frutos foi mantida em 23% nesta reestimativa, o maior patamar observado ao longo de 11 safras. O índice reflete o aumento da severidade do greening nos pomares. Entre as variedades, a taxa segue em 16,9% para Hamlin, Westin e Rubi, em 18,5% para as demais variedades precoces, em 22% para a Pera, em 25,6% para Valência e Folha Murcha e, para a variedade Natal, 28,5%.

Na análise regional, a queda de frutos acompanha a incidência e a intensidade da doença, sendo mais elevada nos setores Sul, Centro e Sudoeste do cinturão citrícola e menos intensa nos setores Noroeste e, principalmente, Norte.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é conduzida pelo Fundecitrus em parceria com o professor titular aposentado da FCAV/Unesp, José Carlos Barbosa.

Relatório completo em: https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Reestimativa-da-Safra-de-Laranja.pdf.

Versão em inglês:  https://www.fundecitrus.com.br/wp-content/uploads/2026/02/0226_Orange-Crop-Forecast-Update.pdf.

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Conab: plantio de soja chega a 99,7% no Brasil

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Foto: Loren King/Pixabay

O plantio de soja chegou a 99,7% da área no Brasil, segundo o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, a semeadura atingia 99,6%, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual. No mesmo período de 2025, os trabalhos alcançavam 99,5% da área, índice 0,2 ponto percentual inferior ao registrado atualmente.

Plantio por região no Brasil

Por região, os maiores índices de plantio são observados nos estados de Tocantins, Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, todos com 100% da área semeada. O estado do Rio Grande do Sul aparece na sequência, com 99%, enquanto o Maranhão registra 95% da área plantada.

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