Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou em alta por compras de oportunidade e clima mais seco – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/09
O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,66% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1.033,75. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,69% ou $ 7,25 cents/bushel, a $1.052,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,50% ou $ 1,40/ton curta, a $ 281,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 0,33% ou $ 0,17/libra-peso, a $ 50,98.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações da oleaginosa fecharam com leves ganhos, impulsionadas por compras técnicas de investidores e pela previsão de tempo seco contínuo no Centro-Oeste americano, o que pode impactar a produtividade das lavouras. A expectativa do mercado é que o USDA reduza sua estimativa de soja em boas/excelentes condições em seu próximo relatório.
As importações de soja da China em agosto atingiram o recorde de 12,28 milhões de toneladas, 5,2% acima do volume de julho, de 11,67 milhões de toneladas. Até 86% desse total foi proveniente do Brasil, segundo dados comerciais.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PRODUÇÃO ABAIXO DO ESPERADO (altista)
Após uma sessão volátil, a soja fechou em alta em Chicago, após cair pouco mais de 2,5% na semana anterior. A recuperação foi impulsionada pelas proteções dos investidores após as recentes quedas e pela previsão de tempo seco para toda a semana no Centro-Oeste, o que pode piorar as condições das lavouras em estágio final de desenvolvimento e fundamentar as estimativas privadas que preveem uma produção americana abaixo dos 116,82 milhões de toneladas projetados pelo USDA para agosto.
EUA- INÍCIO DA COLHEITA E AUSÊNCIA DA CHINA (baixista)
A melhora foi limitada pelo início da colheita em áreas do sul dos Estados Unidos e pela persistente falta de compras chinesas de grãos americanos, em uma situação sem precedentes para esta época do ano e enquadrada na guerra comercial em curso entre os Estados Unidos e a China, ou melhor, entre a Casa Branca e o resto do mundo.
EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DO ESPERADO (altista)
Em seu relatório semanal sobre a inspeção dos embarques dos EUA, referente ao período de 29 de agosto a 4 de setembro, o USDA reportou hoje embarques de soja totalizando 452.151 toneladas, abaixo das 491.428 toneladas do relatório anterior, mas dentro da faixa estimada pelos produtores do setor privado, que era de 300.000 a 500.000 toneladas.
BRASIL-PLANTIO COMEÇOU (baixista)
No Brasil, a consultoria AgRural indicou que o plantio da soja para a safra 2025/2026 já começou no Brasil, mas ainda está restrito a áreas bem específicas do Paraná. Até a última quinta-feira, essas áreas isoladas representavam um aumento de mais de 0,02% da área projetada para o país. Há um ano, o plantio ainda não havia começado.
EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE SOJA
O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% emergido para a temporada 25/26. As plantas criando vagem está em 97%, ante 94% da semana passada, 97% do ano passado e 97% da média histórica. As plantas desfolhando estão em 21%, ante 11% da semana passada, 23% do ano anterior e 22% da média histórica.
EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE SOJA
O USDA informou uma leve piora na qualidade das lavouras americanas. 64% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 65% da semana passada e 65% do ano anterior. 26% em condições regulares, ante 25% da semana anterior e 25% do ano passado. 10% classificados como pobres/muito pobres, ante 10% da semana passada e 10% do ano anterior.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Setor da soja lidera pedidos de recuperação judicial

O Brasil encerrou 2025 com recorde no número de recuperações judiciais. Ao todo, cerca de 5.600 empresas terminaram o ano nesse regime, uma alta de quase 25% na comparação anual. Entre 6% e 7% dos casos registrados estão ligados ao agro, incluindo produtores rurais e empresas da cadeia produtiva.
Segundo a advogada Lívia Paiva, o avanço é reflexo da combinação de juros elevados, que dificultam ou até inviabilizam a renegociação de dívidas, e da maior restrição na oferta de crédito.
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“Segmentos que antes sustentavam o crescimento do setor agora enfrentam um ambiente mais adverso. O cultivo de soja é o exemplo mais expressivo, liderando o número de pedidos de recuperação judicial no campo”, afirma.
Os produtores de soja vivem uma conjuntura desafiadora. Os preços das commodities recuaram, enquanto os custos de produção permanecem elevados, especialmente pela dependência de insumos dolarizados. Com margens comprimidas e crédito mais caro, a capacidade de honrar compromissos financeiros fica severamente comprometida.
O aumento das disputas contratuais e do endividamento operacional também tem impulsionado a busca por soluções extrajudiciais, na tentativa de evitar processos longos e preservar relações comerciais.
Uma dessas alternativas é a arbitragem. “Trata-se de um método privado de resolução de conflitos em que as partes, de comum acordo, escolhem um ou mais especialistas, os árbitros, para decidir sobre a disputa”, explica a advogada. Segundo ela, a decisão arbitral tem a mesma força de uma sentença judicial, mas o procedimento tende a ser mais rápido, flexível e confidencial, características que vêm atraindo empresas do agronegócio em meio ao ambiente de maior insegurança financeira.
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Sustentabilidade
Negociações travadas para o milho em boa parte do país, com foco do mercado na soja – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho teve uma semana com ritmo de negócios travado em vários estados. Em algumas regiões as cotações do cereal subiram com uma disponibilidade de produto mais restrita, com produtores retraídos na fixação de ofertas e com a necessidade de aquisições por parte dos compradores, como observado em São Paulo e Paraná.
No Centro-Oeste e Sudeste as colheitas estão atrasadas devido às chuvas ocorridas ao longo das últimas semanas. Como destaca Safras & Mercado, em alguns pontos, como em São Paulo, consumidores estão buscando lotes para avanço de estoques, estudando pedidas mais altas dos produtores.
Muitos agentes do mercado estão focados na soja, tanto na colheita como escoamento, e o milho está ficando de lado. Isso oferece sustentação às cotações do milho. A evolução do clima, o atraso da colheita da soja, o plantio da safrinha e o encarecimento dos fretes são pontos de especulação no momento.
O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, caiu de R$ 5,253 para R$ 5,1933, acumulando baixa de 1,1% no período. O dólar fraco deixa mais lento o movimento de exportação no porto.
No balanço desta semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, subiu de R$ 62,00 a saca para R$ 63,00, alta de 1,6%. Em Campinas/CIF, o milho avançou de R$ 68,00 para R$ 71,50 a saca na base de venda neste intervalo, elevação de 5,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 65,00 para R$ 66,00 a saca, avanço de 1,5%.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação ficou estável na base de venda na semana em R$ 55,00 a saca. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca (-1,5%).
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 63,00 para R$ 62,00 a saca (-1,6%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda ficou estável no comparativo semanal em R$ 60,00.
No Porto de Paranaguá/Paraná, preço estável na base de venda na semana em R$ 69,00. No Porto de Santos/São Paulo, cotação inalterada no comparativo semanal em R$ 70,00.
Fonte/Autor: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Sustentabilidade
Ceema: Trigo sobe em Chicago e atinge maior valor desde novembro – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026
Em Chicago, as cotações do trigo subiram no período dos últimos dois meses. O primeiro mês cotado saiu de US$ 5,07/bushel no dia 18/12 para US$ 5,36 no início da segunda semana de janeiro. Posteriormente, a mesma voltou a recuar, voltando aos US$ 5,07 no dia 21/01. Desta data em diante a mesma subiu para níveis de US$ 5,30 a US$ 5,40, sendo que o fechamento desta quinta-feira (12/02) avançou mais, ficando em US$ 5,52/bushel, o valor mais alto desde o dia 05 de novembro passado.
O relatório do USDA, deste dia 10/02, pouco trouxe de novidades para o ano 2025/26. O mesmo apontou uma safra mundial de 841,8 milhões de toneladas e estoques finais globais em 277,5 milhões, neste caso com recuo de cerca de 700.000 toneladas sobre janeiro. A produção e os estoques finais estadunidenses permaneceram em 54 e 25,3 milhões de toneladas respectivamente. A produção brasileira seria de 8 milhões de toneladas e a da Argentina um recorde de 27,8 milhões. Enquanto os argentinos exportariam 18 milhões de toneladas, o Brasil importará 7,3 milhões.
Dito isso, no Brasil os preços se mantiveram relativamente estáveis nestes dois meses. No Rio Grande do Sul as principais praças permaneceram em R$ 55,00/saco, enquanto no Paraná elas recuaram um pouco, ficando agora entre R$ 61,00 e R$ 65,00/saco. Isso tudo para o produto de qualidade superior.
A forte desvalorização do Real deixa o trigo importado mais barato, segurando os preços internos. Pelo lado das exportações, segundo a Secex, o Brasil exportou, em janeiro/26, um total de 370.600 toneladas, com trigo praticamente todo gaúcho. Em 12 meses, os embarques somam 2,1 milhões de toneladas, contra 2,45 milhões entre fevereiro/24 e janeiro/25. Por sua vez, o país importou, em janeiro, um total de 504.200 toneladas de trigo. Em 12 meses (fev/25-jan/26) o total importado chegou a 6,68 milhões de toneladas, contra 6,75 milhões importadas no ano anterior.
Já a produção final brasileira de trigo teria ficado em 7,87 milhões de toneladas em 2025, sendo, deste total, 3,58 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul e 2,77 milhões no Paraná.
Enfim, de forma geral, as negociações estão lentas, diante da pouca demanda interna. No Rio Grande do Sul, as negociações seguem travadas, com os vendedores pedindo em torno de R$ 1.100,00/tonelada no interior, enquanto os compradores buscam negócios para entregas em março, com pagamento em abril, entre R$ 1.050,00 e R$ 1.070,00/tonelada. A concorrência do trigo paraguaio e uruguaio é forte, com o paraguaio mostrando-se mais competitivo no noroeste gaúcho (com diferença próxima de R$ 120,00/tonelada em relação ao produto argentino). Por outro lado, em Santa Catarina, o trigo oriundo do Rio Grande do Sul chega aos moinhos do Leste do estado com valores entre R$ 1.230,00 e R$ 1.250,00/tonelada CIF, abaixo das ofertas locais, que variam de R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00/tonelada FOB.
E no Paraná, os moinhos estão abastecidos até fins de fevereiro e demonstram interesse apenas em entregas para março, com pagamento em abril. Os preços ficam entre R$ 1.200,00 e R$ 1.280,00/tonelada CIF, dependendo da região. O trigo gaúcho e o paraguaio continuam sendo opções competitivas (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
Site: Ceema/Unijuí
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