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17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou em alta por compras de oportunidade e clima mais seco – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 08/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 08/09

O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,66% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1.033,75. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,69% ou $ 7,25 cents/bushel, a $1.052,75. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,50% ou $ 1,40/ton curta, a $ 281,90. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 0,33% ou $ 0,17/libra-peso, a $ 50,98.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta segunda-feira. As cotações da oleaginosa fecharam com leves ganhos, impulsionadas por compras técnicas de investidores e pela previsão de tempo seco contínuo no Centro-Oeste americano, o que pode impactar a produtividade das lavouras. A expectativa do mercado é que o USDA reduza sua estimativa de soja em boas/excelentes condições em seu próximo relatório.

As importações de soja da China em agosto atingiram o recorde de 12,28 milhões de toneladas, 5,2% acima do volume de julho, de 11,67 milhões de toneladas. Até 86% desse total foi proveniente do Brasil, segundo dados comerciais.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PRODUÇÃO ABAIXO DO ESPERADO (altista)

Após uma sessão volátil, a soja fechou em alta em Chicago, após cair pouco mais de 2,5% na semana anterior. A recuperação foi impulsionada pelas proteções dos investidores após as recentes quedas e pela previsão de tempo seco para toda a semana no Centro-Oeste, o que pode piorar as condições das lavouras em estágio final de desenvolvimento e fundamentar as estimativas privadas que preveem uma produção americana abaixo dos 116,82 milhões de toneladas projetados pelo USDA para agosto.

EUA- INÍCIO DA COLHEITA E AUSÊNCIA DA CHINA (baixista)

A melhora foi limitada pelo início da colheita em áreas do sul dos Estados Unidos e pela persistente falta de compras chinesas de grãos americanos, em uma situação sem precedentes para esta época do ano e enquadrada na guerra comercial em curso entre os Estados Unidos e a China, ou melhor, entre a Casa Branca e o resto do mundo.

EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DO ESPERADO (altista)

Em seu relatório semanal sobre a inspeção dos embarques dos EUA, referente ao período de 29 de agosto a 4 de setembro, o USDA reportou hoje embarques de soja totalizando 452.151 toneladas, abaixo das 491.428 toneladas do relatório anterior, mas dentro da faixa estimada pelos produtores do setor privado, que era de 300.000 a 500.000 toneladas.

BRASIL-PLANTIO COMEÇOU (baixista)

No Brasil, a consultoria AgRural indicou que o plantio da soja para a safra 2025/2026 já começou no Brasil, mas ainda está restrito a áreas bem específicas do Paraná. Até a última quinta-feira, essas áreas isoladas representavam um aumento de mais de 0,02% da área projetada para o país. Há um ano, o plantio ainda não havia começado.

EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE SOJA

O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado e 100% emergido para a temporada 25/26. As plantas criando vagem está em 97%, ante 94% da semana passada, 97% do ano passado e 97% da média histórica. As plantas desfolhando estão em 21%, ante 11% da semana passada, 23% do ano anterior e 22% da média histórica.

EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE SOJA

O USDA informou uma leve piora na qualidade das lavouras americanas. 64% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 65% da semana passada e 65% do ano anterior. 26% em condições regulares, ante 25% da semana anterior e 25% do ano passado. 10% classificados como pobres/muito pobres, ante 10% da semana passada e 10% do ano anterior.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

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A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.

Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.

Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.

Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.

O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

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Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.

Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.

Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.

Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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