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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Especialistas orientam como controlar planta daninha que afeta lavouras de soja e milho – MAIS SOJA

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É muito comum observar plantas de vassourinha-de-botão em beira de estradas e em margens das lavouras. Photo: Fernanda Ikeda

A vassourinha-de-botão (Borreria spinosa) é uma planta daninha que vem se tornando um problema nas lavouras de Mato Grosso e da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Suas características biológicas dificultam seu controle, o que contribui para a rápida infestação. Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadoras da Embrapa Agrossilvipastoril (MT), Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) trouxe recomendações para o manejo da espécie em sistemas produtivos de soja e milho.

É muito comum observar plantas de vassourinha-de-botão em beira de estradas e em margens das lavouras. Quando adulta, o controle é ainda mais difícil e a falta de controle possibilita a formação de sementes que podem ser dispersadas no talhão pelo trânsito de máquinas agrícolas. Com uma raiz em forma de tubérculo lenhoso, as plantas armazenam água e nutrientes suficientes para sobreviver ao período seco, iniciando a rebrota logo nas primeiras chuvas.

Controle no início é importante

B. spinosa é uma espécie de difícil controle, principalmente quando se torna adulta, por isso, o controle deve se iniciar logo que se observam plantas nas beiras de estradas e talhões para que não se disseminem para o interior dos talhões. E, para isso, além da dessecação em pré-semeadura, ainda seria possível associar o manejo em pós-emergência de plantas adultas nas culturas da soja e milho nas bordas dos talhões”, explica a pesquisadora da Embrapa Fernanda Ikeda.

O manejo em pós-emergência de plantas daninhas adultas não é uma opção comumente utilizada no controle, mas, dadas as características da vassourinha-de-botão, a pesquisadora recomenda que se utilize essa estratégia, sobretudo quando a infestação se dá de forma localizada nas bordas da lavoura.

Práticas já recomendadas para o controle de plantas daninhas, como a rotação de mecanismos de ação e o controle cultural, com a inclusão de plantas forrageiras no sistema produtivo, como o consórcio de milho com braquiária, por exemplo, também são parte da estratégia para minimizar o problema com a invasora.

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Uma publicação lançada pela Embrapa e disponível para download gratuito traz de forma detalhada recomendações de herbicidas a serem utilizados isoladamente ou em mistura em diferentes posicionamentos. O estudo traz alguns cenários, que podem auxiliar consultores agronômicos e produtores rurais a identificarem situações que melhor se assemelham àquela vivenciada por eles no campo.

Confusão de espécies

Um dos motivos para a dificuldade no controle da vassourinha-de-botão está na identificação errônea da espécie tanto pelos agricultores quanto por pesquisadores. As espécies Borreria verticillata e Borreria spinosa têm características parecidas e são comumente confundidas. Há ainda as espécies Mitracarpus hirtus e Borreria latifolia que também pertencem à família Rubiaceae que podem ampliar a confusão. Essa dificuldade de identificação pode ter resultado em estudos feitos considerando uma espécie, quando na prática era outra que estava sendo avaliada. Isso pode explicar resultados controversos encontrados na literatura.

Nessa pesquisa coordenada pela Embrapa Agrossilvipastoril, foram fotografadas e coletadas plantas para o processo de herborização e obtenção das exsicatas para deposição no herbário da UFMT/Sinop. Exsicata é uma amostra de planta prensada, seca em estufa e acomodada em uma cartolina com os devidos rótulos de identificação para estudo botânico.

Por fotos, dois taxonomistas especializados na família Rubiaceae, a qual a espécie pertence, identificaram como Borreria verticillata, porém, a taxonomista Laila Mabel Miguel, da Universidad Nacional del Nordeste, de Corrientes, na Argentina, especialista no gênero das plantas identificou e justificou por meio das características que distinguem as espécies, que se tratavam de exemplares de Borreria spinosa.

Ikeda explica que situações como essa já ocorreram para outras espécies de plantas daninhas, tendo ocorrido também com a buva, picão-preto, entre outros. Para ela, essa situação leva à necessidade de revisão de bulas de herbicidas. De acordo com a especialista é possível que registros para Borreria verticillata tenham sido baseados em testes com Borreria spinosa. Atualmente não há herbicidas registrados para B. spinosa no Mapa, somente para B. verticilata.

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Mulheres na ciência

Esta pesquisa foi desenvolvida no âmbito do projeto “Manejo de vassourinha-de-botão em sistemas agrícolas solteiro e integrado”, financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat), por meio do edital “Mulheres e Meninas na Com­putação, Engenharias, Ciências Exatas e da Terra 2022”.

O edital tem como objetivo estimular a presença das mulheres na ciência em áreas com histórico de predominância masculina. Além de ser liderado por mulheres, os projetos devem prever a contratação de bolsistas e estagiárias, incentivando a formação de novas cientistas.

Fonte: Gabriel Faria/Embrapa Agrossilvipastoril



 

FONTE
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Autor:Gabriel Faria / Embrapa Agrossilvipastoril

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Exportações de grãos acumuladas no primeiro trimestre de 2026 superam ano anterior e fretes acompanham crescimento – MAIS SOJA

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As exportações de soja avançaram no último mês nas principais rotas de escoamento brasileiras. Com aproximadamente 88,1% da área colhida para a oleaginosa, os volumes embarcados no acumulado do primeiro trimestre de 2026 já superam em cerca de 5,92% o valor apurado entre janeiro e março de 2025. O cenário é semelhante para o milho, que registrou um acumulado em torno de 15,25% acima do verificado para as exportações no mesmo período do ano anterior. Para a primeira safra do cereal, a colheita já ultrapassou metade da área plantada, como mostra o Boletim Logístico de abril, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (29).

O balanço também aponta que as regiões Centro-Oeste e Sul foram as que mais enviaram grãos para o mercado externo, com predomínio do estado de Mato Grosso. Para a oleaginosa, os embarques pelo Arco Norte chegaram a 39% no trimestre, seguido pelo porto de Santos (SP), com 36,2%, e pelo porto de Paranaguá (PR), com 18,3%. Já para o cereal, o escoamento pelo Arco Norte também predominou, correspondendo a 34,9% do acumulado trimestral. Na sequência, o porto de Santos abarcou 29,1% das vendas para o exterior, seguido pelo porto de Rio Grande (RS), com 16%.

O movimento das safras foi acompanhado pelo aumento no preço dos fretes nas principais rotas monitoradas pela Companhia. No Centro-Oeste, os valores mais altos foram identificados em Goiás, que registrou fretes até 35% mais caros em comparação ao mês anterior nas rotas saindo de Cristalina, no leste do estado. “Apesar das oscilações nos preços dos combustíveis, é preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, avalia o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Em Mato Grosso, o avanço da colheita da soja no Vale do Araguaia manteve a alta do transporte, que ficou até 10% mais caro, taxa máxima também apurada no vizinho Mato Grosso do Sul. Já no Distrito Federal, as variações positivas chegaram a 12%, acompanhando a movimentação sazonal com a colheita da soja na maior região produtora do país.

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Os custos dos combustíveis e gargalos operacionais também impactaram os fretes no Paraná, com incremento de até 11% na região de Ponta Grossa. Nas praças do Sudeste, São Paulo registrou os maiores valores, com fretes até 30% mais elevados em referência ao mês de março. Minas Gerais acompanhou a tendência crescente, mas os valores não ultrapassaram 10% na avaliação mensal. No caso específico do café, os fretes voltaram a ficar aquecidos para as rotas com destino ao sul do estado.

Com o direcionamento dos transportadores para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou aquecimento logístico, com destaque para a região produtora de soja no oeste baiano, onde os valores aumentaram até 19%. O Maranhão foi o estado com maior variação percentual positiva, alcançando tarifas até 23% mais elevadas, com ênfase no escoamento da soja no sul do estado. No Piauí, as cotações tenderam a uma maior estabilidade, com máxima de 8%.

Adubos e fertilizantes

As importações de fertilizantes cresceram no primeiro trimestre de 2026, chegando a 8,61 milhões de toneladas. O valor é cerca de 9,13% superior ao acumulado no mesmo período do ano passado, o que assegura estabilidade para os próximos plantios.

A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados. Os dados estão disponíveis no Boletim Logístico – Abril/2026.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Manejo da resistência de fungos a fungicidas – MAIS SOJA

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O manejo da resistência de patógenos, especialmente de origem fúngica, é um dos principais desafios relacionados ao controle de doenças em culturas como a soja. Embora medidas integradas possam ser empregadas para manejo das doenças em soja, os fungicidas químicos continuam sendo as ferramentas mais utilizadas para o controle de doenças em escala comercial.

Nesse contexto, estratégias de manejo necessitam ser adotadas visando “frear” a evolução dos casos de resistência das doenças aos fungicidas. Considerando a dificuldade em desenvolver e registrar novas moléculas, assegurar a manutenção da eficácia dos fungicidas atuais é crucial para a sustentabilidade do sistema de produção.

Uma das grandes preocupações relacionadas a isso é o desenvolvimento das resistências cruzadas. De acordo com o Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, a resistência cruzada é o fenômeno em que uma população de patógenos que se torna resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros produtos que possuem o mesmo modo de ação ou compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico (figura 1).

Figura 1. Representação gráfica de como ocorre a resistência cruzada a fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Isso ocorre porque, mesmo sendo moléculas diferentes, esses fungicidas atuam sobre o mesmo processo metabólico, de modo que uma única mutação gênica pode conferir resistência a vários compostos simultaneamente. Esse risco é maior em fungicidas de sítio específico, que atuam em um único alvo, enquanto fungicidas multissítio apresentam menor probabilidade de seleção de resistência, tornando fundamental o conhecimento do modo de ação para estratégias eficazes de manejo (FRAC-BR, 2026).

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Estratégias de manejo

De forma prática, o uso dos fungicidas multissítios associada a rotação de modos de ação, é a estratégia mais eficaz de prevenção da resistência aos fungicidas, no entanto, algumas estratégias associadas podem contribuir de forma significativa para reduzir a pressão de seleção sobre indivíduos, bem evolução dos casos de resistência.

 Dentre essas estratégias, o FRAC-BR destaca para a cultura da soja, a rotação de moléculas de fungicidas dentro do mesmo grupo químico; a adoção de boas práticas agronômicas como evitar semeaduras tardias, dar preferências por variedades de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias, evitando a exposição desnecessária dos produtos a altas populações dos patógenos.

Não menos importante, deve-se evitar programas de manejo que priorizem a aplicações curativas, uma vez que favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno. Além das estratégias supracitadas, a utilização de produtos biológicos também contribui para o manejo da resistência das doenças a fungicidas, considerando que esses compostos apresentam múltiplos modos de ação. No entanto, para maior performance, recomenda-se que os produtos biológicos sejam utilizados preferencialmente de forma associada a fungicidas sítios específicos e multissítios (FRAC-BR, s. d.).

Vale ressaltar que o manejo da resistência de doenças a fungicidas vai além das perdas quantitativas de produtividade, impactando diretamente a viabilidade econômica e a longevidade do sistema produtivo. Diante da elevada complexidade, do custo e do tempo necessários para o desenvolvimento de novas moléculas, preservar a eficácia dos fungicidas disponíveis torna-se uma estratégia indispensável para garantir a sustentabilidade da cultura da soja a médio e longo prazo.

Clique aqui e confira as novas recomendações para o manejo de doenças em soja.

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Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 06/05/2026.

FRAC. O QUE É RESISTÊNCIA CRUZADA? Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas: FRAC-Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/o-que-e-resistencia-cruzada >, acesso em: 06/05/2026.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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