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7 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Grupos regionais do Agro em MT tem protagonismo e impulsionam o setor I MT

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agronegócio brasileiro encerrou 2024 com um PIB de R$ 2,72 trilhões, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Embora os números expressem a força do setor, um movimento mais silencioso e estratégico vem chamando atenção: a expansão de cooperativas e grupos regionais, que atuam próximos ao campo e têm conquistado relevância no fortalecimento do agro nacional.

Força que nasce no campo

De acordo com José Loschi, fundador da SRX Holdings, o diferencial das organizações locais está na proximidade com os produtores e na capacidade de adaptação.


Esses grupos entendem o ritmo da região, conhecem o solo, a cultura e as necessidades específicas do campo. Essa conexão direta permite decisões rápidas e estratégias assertivas, especialmente em um cenário de clima instável e demandas crescentes por sustentabilidade”, explicou em entrevista a imprensa.

A atuação próxima da produção e do consumidor final garante flexibilidade diante de variações climáticas, mudanças regulatórias e exigências de mercado. Além disso, facilita a implementação de práticas sustentáveis como cadeias curtas de produção, uso eficiente de recursos e integração com agricultores familiares, gerando impacto social e econômico positivo para as comunidades.

Contribuição para o PIB do agro

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) mostram que setores como a pecuária e os serviços agroindustriais, onde muitos desses grupos regionais se destacam, foram determinantes para o desempenho do agro em 2024.

Para 2025, a expectativa é que o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) alcance R$ 1,43 trilhão, representando uma alta de 7,4% sobre o ano anterior. Esse cenário projeta ainda mais espaço para as iniciativas regionais em mercados estratégicos.

O futuro do agro brasileiro

Para Loschi, o fortalecimento do agronegócio depende da integração entre operações globais e iniciativas locais.
“O futuro do agro não está apenas nas grandes operações. A verdadeira inovação vem do equilíbrio entre o local e o global, garantindo um setor mais resiliente, competitivo e inovador”, concluiu ao CenárioMT.

Sobre a SRX Holdings

SRX Holdings é uma holding de investimentos especializada em aquisições estratégicas e reestruturação de empresas com potencial subexplorado, com foco no agronegócio. Fundada por José Ricardo Loschi, ex-superintendente do Banco Mercantil de Investimentos, a companhia combina expertise do mercado financeiro com visão setorial.

Entre seus cases de destaque está a aquisição de um armazém cerealista em 2022, cujo exit em 2025 resultou em valorização de cerca de 400% sobre o capital investido. Outro exemplo é a Master Nutrição Animal, que atingiu R$ 30 milhões em faturamento em apenas seis meses de operação.

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Agro Mato Grosso

Demarcação de terra de indígenas isolados em MT é concluída após mais de 27 anos

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A demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foi concluída após 27 anos de espera. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pela organização não governamental Survival International. Com a instalação dos marcos e placas que delimitam oficialmente o território, o processo entra na etapa final e passa a depender apenas da homologação por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A área é habitada pelos indígenas isolados Kawahiva, um povo caçador-coletor nômade que depende integralmente da floresta para sobreviver. Segundo a ONG, eles são sobreviventes de massacres e epidemias que dizimaram parte de seu povo e, por isso, mantêm a decisão de viver sem contato com não indígenas.

Embora a conclusão da demarcação física represente um avanço histórico, a homologação presidencial é considerada essencial para garantir a proteção jurídica definitiva do território. A Survival International afirma que a terra continua sob pressão de grileiros, madeireiros e grupos interessados na exploração da região, que ao longo dos anos recorreram a disputas judiciais, pressões políticas, incêndios criminosos e episódios de violência para tentar impedir o reconhecimento da área.

O processo contou com o trabalho da Base de Proteção Etnoambiental Madeirinha Juruena, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Mesmo com recursos limitados, a equipe atuou durante décadas no monitoramento e fiscalização da área para impedir invasões enquanto a demarcação não era concluída. Organizações como o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) também participaram das ações de proteção territorial.

Nos últimos meses, o indigenista Jair Candor e sua equipe percorreram a terra indígena por mais de dois meses para instalar os marcos e as placas que identificam os limites do território. Candor afirmou que a conclusão dessa etapa representa um marco importante para a segurança dos indígenas isolados.

Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor

Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor

Segundo ele, a partir do momento que a demarcação física é implantada, ela traz mais segurança porque assim as pessoas vão começar a entender que é real, mas “a guerra continua porque agora vem a homologação”.

Em nota, a Funai também destacou que a conclusão da demarcação física representa um avanço importante no processo iniciado há quase 30 anos.

Segundo a fundação, a instalação dos marcos materializa em campo os limites já definidos administrativamente e permite que o processo siga para a fase final, que é a homologação por decreto presidencial, responsável por conferir validade jurídica definitiva ao território.

A campanha pela proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo reúne, há anos, organizações indígenas e indigenistas. Além da Survival International, participam da mobilização a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o Indian Law Resource Center, a Operação Amazônia Nativa (Opan), o Observatório dos Povos Indígenas Isolados (Opi) e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI).

Proteção depende de fiscalização permanente

 

Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

Apesar do avanço, organizações que acompanham o caso alertam que a homologação, por si só, não encerra os desafios para a proteção da área.

Segundo a Survival International, será necessária a presença permanente de equipes do governo para monitorar o território, combater invasões e impedir a ocupação ilegal da terra. A organização ressalta que a fiscalização contínua é considerada indispensável para assegurar a integridade da floresta e a sobrevivência dos indígenas isolados que vivem na região.

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Agro Mato Grosso

Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

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Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.

A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.

O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.

O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.

Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.

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Agro Mato Grosso

Ciclone bomba pode provocar ventos fortes e temporais em 23 cidades de MT

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Sistema que se forma no Sul do país deve trazer mudanças no tempo; Inmet emitiu alerta de grande perigo para áreas afetadas pelo fenômeno.

Pelo menos 23 municípios de Mato Grosso estão na área de influência de um ciclone bomba que começa a se formar nesta quinta-feira (6) no Sul do Brasil. O sistema meteorológico pode provocar mudanças no tempo, com possibilidade de ventos intensos, temporais e queda de granizo em diferentes regiões do país.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para a formação do fenômeno, que deve ganhar força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A previsão indica que o ciclone deve atingir a maior intensidade no sábado (8).

Entre as cidades mato-grossenses que podem sentir os efeitos do sistema estão Cáceres, Poconé, Alto Araguaia, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Municípios sob alerta em Mato Grosso:

  • Alto Araguaia
  • Alto Taquari
  • Araputanga
  • Barão de Melgaço
  • Cáceres
  • Conquista D’Oeste
  • Curvelândia
  • Figueirópolis D’Oeste
  • Glória D’Oeste
  • Indiavaí
  • Itiquira
  • Jauru
  • Lambari D’Oeste
  • Mirassol D’Oeste
  • Nossa Senhora do Livramento
  • Nova Lacerda
  • Poconé
  • Pontes e Lacerda
  • Porto Esperidião
  • Santo Antônio do Leverger
  • São José dos Quatro Marcos
  • Vale de São Domingos
  • Vila Bela da Santíssima Trindade

 

O Inmet destaca que a previsão pode sofrer alterações conforme a trajetória e a intensidade do sistema meteorológico.

O que é um ciclone bomba?

 

O chamado ciclone bomba é um fenômeno conhecido pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva ou bombogênese. Ele acontece quando uma área de baixa pressão atmosférica se fortalece rapidamente em um curto período.

O termo “bomba” é usado porque a queda da pressão ocorre de forma acelerada. Para ser classificado dessa maneira, o sistema precisa registrar uma redução significativa da pressão central em cerca de 24 horas.

O fenômeno costuma ocorrer quando massas de ar frio encontram áreas de ar mais quente, criando condições favoráveis para uma rápida intensificação do sistema.

Frio deve avançar após passagem do ciclone

Depois da atuação do ciclone e da passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas. A previsão indica que o frio deve se intensificar na Região Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias seguintes.

A orientação é que moradores acompanhem as atualizações dos órgãos de meteorologia, já que mudanças na rota e na força do ciclone podem alterar os efeitos previstos.

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