Agro Mato Grosso
Exportações de açúcar em Mato Grosso disparam no início da safra 25/26

As exportações de açúcar em Mato Grosso registraram forte crescimento no início da safra 2025/26. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre abril e julho foram embarcadas 50,80 mil toneladas do produto, volume 45,46% superior ao observado no mesmo período da temporada passada. O desempenho também supera em 140,32% a média registrada nas últimas cinco safras.
O avanço está diretamente relacionado ao maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção do adoçante, em detrimento do etanol. O cenário de rentabilidade mais favorável ao açúcar motivou a indústria sucroenergética do estado a ampliar a oferta ao mercado externo. No mesmo intervalo, a produção estadual do derivado cresceu 4,45%, fortalecendo o abastecimento e possibilitando esse salto nas exportações.
O movimento reflete uma estratégia de adaptação das usinas frente às condições de mercado internacional, que atualmente apresentam demanda aquecida e preços competitivos para o adoçante. A expectativa do setor é de que Mato Grosso continue ampliando sua participação nas vendas externas, consolidando-se como importante player no comércio de açúcar, ao lado de estados tradicionalmente líderes como São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: animais são flagrados em pontos de água durante seca no Pantanal de MT

Compilado de imagens registrada pelo Instituto Impacto na Pousada Piuval mostra diferentes espécies usando áreas com água para beber e se refrescar durante o período de estiagem.
Um compilado de imagens registradas pelo Instituto Impacto na Pousada Piuval, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, mostram diferentes animais utilizando pontos de água durante o período de seca no Pantanal de Mato Grosso (assista abaixo). Segundo o instituto, a redução da disponibilidade de água faz com que a fauna se concentre mais nos locais que permanecem com água, usados para beber, se refrescar e, em alguns casos, até para caçar.
O presidente e coordenador do instituto, o médico-veterinário Paul Raad, informou que o registro foi feito durante a seca de 2026. Segundo ele, a área continua no período de estiagem e aguarda a chegada das chuvas, que podem ocorrer entre outubro e novembro, dependendo das condições climáticas.
O Instituto Impacto atua no monitoramento de onças-pintadas e na mitigação de conflitos entre os animais e as comunidades que vivem na região. De acordo com o médico-veterinário, a Pousada Piuval é uma propriedade privada onde vivem as onças acompanhadas pela equipe e mantém uma parceria com o instituto para as ações de conservação.
Durante a seca, animais como antas, macacos, aves e outras espécies podem buscar água para se refrescar. O biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino destaca que, com a redução dos pontos disponíveis, a fauna passa a utilizar com mais frequência os locais que ainda têm água.
“Tudo que é vida depende de água. Na seca, a bicharada vai ficar mais concentrada perto de fontes”, afirmou.
Segundo Marcos, o período de estiagem altera a distribuição dos animais pelo Pantanal. A fauna continua se deslocando para procurar alimento e abrigo, mas passa a depender mais dos pontos de água que permanecem disponíveis.
Isso não significa, porém, que os animais permaneçam o tempo todo ao redor desses locais. Eles saem para procurar alimento e cumprir outras necessidades e retornam aos pontos quando precisam beber, segundo o biólogo.
“Não significa necessariamente que eles ficam ali em volta da água”, explicou.
🐆 Onças também aproveitam oportunidades
A concentração de diferentes espécies nos mesmos pontos de água pode criar oportunidades para predadores. De acordo com o Instituto Impacto, um dos registros mais marcantes feitos neste ano foi o de Baía, uma onça-pintada filha de Nina, acompanhada de um filhote de cerca de três meses, chamado Maia.
As duas foram observadas próximas a um ponto de água que também era usado como área de caça. Segundo o instituto, Baía capturou dois jacarés que estavam presos em uma área com pouca água. Depois de se alimentar, a onça permaneceu com o filhote às margens do local.
Paul explica que, com a concentração da fauna, os pontos de água também podem se transformar em áreas importantes para a relação entre predadores e presas. O comportamento, porém, não significa que as onças fiquem paradas esperando outros animais chegarem.
Marcos também destaca essa diferença. Segundo ele, os predadores podem aproveitar as oportunidades criadas pela concentração de presas, mas continuam se deslocando pela área.
“Certamente predadores podem sim se aproveitar dessas oportunidades, mas não é como se eles ficassem concentrados ali esperando”, afirma.
Quando as chuvas retornam e novos pontos de água aparecem, a distribuição dos animais também muda. Segundo Marcos, a fauna deixa de depender tanto dos poucos locais disponíveis durante a seca e passa a se espalhar pela região.
O Instituto Impacto monitora cerca de 30 mil hectares no Pantanal e já registrou mais de 40 onças-pintadas na área. Segundo o médico-veterinário, a presença e a distribuição das onças ajudam a acompanhar as condições do ambiente e a disponibilidade de presas.
A seca também interfere em toda a cadeia de animais. Para o Instituto Impacto, a manutenção de pontos de água durante períodos críticos pode contribuir para a permanência da fauna e, ao mesmo tempo, reduzir situações em que onças passam a buscar animais domésticos por causa da redução de presas e recursos naturais.

Segundo médico-veterinário, os pontos de água também podem se transformar em áreas importantes para a relação entre predadores e presas.. — Foto: Instituto Impacto
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Agro Mato Grosso
Balsas e maquinários de garimpo ilegal são destruídos em terra indígena em MT

Segundo o Ibama, garimpeiros usam mercúrio na extração de ouro e colocam em risco a contaminação da água, da fauna aquática e das pessoas expostas.
Balsas e barcos usados na exploração ilegal de minério foram destruídos durante uma ação de combate ao garimpo ilegal nos rios Teles Pires e São Manuel, em Apiacás(MT). A operação foi realizada pela Polícia Federal, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), nos dias 15 e 16 de setembro, na Terra Indígena Kayabi e em áreas próximas.
Segundo o Ibama, garimpeiros usam mercúrio na extração de ouro e colocam em risco a contaminação da água, da fauna aquática e das pessoas expostas.
“Geralmente, a dragagem fluvial para extração de ouro provoca a remoção de grandes quantidades de sedimentos e alterações no leito dos rios, podendo causar erosão das margens, assoreamento, perda de habitats aquáticos e impactos sobre a qualidade da água, a biodiversidade e os recursos pesqueiros”, informou.
O Ibama informou que os danos ambientais causados pela atividade ilegal na região ainda não foram mensurados. Também não foi realizada análise específica para identificar ou quantificar eventual contaminação da água nas áreas fiscalizadas.
A identificação dos responsáveis pelas atividades e a eventual aplicação de sanções administrativas ainda não foram concluídas. De acordo com o Ibama, é comum que os envolvidos abandonem os locais ao perceberem a aproximação das equipes de fiscalização. As abordagens iniciais são realizadas pela PF, que avalia a situação das pessoas encontradas e a eventual adoção de medidas de polícia judiciária.
Segundo o Instituto, os bens encontrados foram apreendidos e, em sua maioria, inutilizados devido à inviabilidade de transporte e armazenamento e para impedir que fossem reutilizados na atividade ilegal. Entre os itens estavam balsas de mergulho, dragas escariantes e barcos.
A Funai informou que a equipe de fiscalização identificou frentes de exploração mineral dentro da Terra Indígena Kayabi e em áreas do entorno. Por razões de segurança e devido ao sigilo da investigação conduzida pela PF, as coordenadas exatas dos pontos fiscalizados não foram divulgadas. A fundação informou ainda que continuará realizando levantamento de informações, buscando combater irregularidades na área.
O Ibama informou que estão previstas novas ações de fiscalização na região ao longo do ano. Datas, locais e demais informações operacionais não serão divulgados antecipadamente para preservar a segurança dos agentes e a efetividade das operações. Segundo o órgão, os resultados serão apresentados após a conclusão dos trabalhos.
A PF também foi procurada para informar se houve identificação ou prisão de suspeitos durante a ação, mas não haviam respondido até a última atualização desta reportagem.
Agro Mato Grosso
Caminhão é atingido por trem ao tentar cruzar linha férrea em MT; vídeo

Segundo a concessionária Rumo, motorista não observou a sinalização; ninguém ficou ferido.
Um caminhão foi atingido por um trem que seguia rumo a Rondonópolis enquanto tentava atravessar uma linha férrea em Itiquira, a 359 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (23). Segundo a concessionária Rumo, responsável pela ferrovia, o motorista cruzou a estrutura durante a aproximação da composição ferroviária.
De acordo com imagens do local, o caminhão ficou completamente tombado, com as rodas para cima, às margens da ferrovia. Partes do veículo, incluindo o eixo dianteiro, pneus e peças da estrutura, ficaram espalhadas pelo barranco e pela vegetação. Também é possível ver marcas do impacto na área próxima aos trilhos e destroços espalhados pelo local (assista abaixo).
Conforme a empresa, o maquinista percebeu a aproximação do caminhão e acionou os protocolos de segurança, incluindo a buzina e o freio de emergência. Mesmo assim, não foi possível evitar a batida devido ao peso e ao tamanho do trem.
O impacto atingiu a lateral do caminhão. Após o acidente, equipes da concessionária foram até o local para atender a ocorrência. Ainda segundo a Rumo, a circulação do trem foi interrompida durante o atendimento e depois foi restabelecida.
A Rumo informou que o acidente ocorreu porque o caminhão teria cruzado a passagem em nível sem observar a sinalização. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que a preferência de passagem é da composição ferroviária. Ninguém ficou ferido.
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