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Agro paraense mostra força da sustentabilidade durante visita de diplomatas

A 10ª edição do programa AgroBrazil, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), que promove intercâmbio de diplomatas e representantes de organismos internacionais para apresentar práticas do agronegócio brasileiro, reuniu participantes para conhecer o setor e a sustentabilidade no estado do Pará.
Em visitas a propriedades rurais, cooperativas e agroindústrias em Belém, Paragominas e Tomé-Açu, o programa destacou o compromisso do agro com práticas sustentáveis e a integração entre produção de alimentos, preservação ambiental e geração de renda.
Inovação e sustentabilidade
Durante seis dias, a comitiva acompanhou projetos que unem inovação e sustentabilidade, como fábricas de chocolate de cacau nativo, agroindústrias de dendê que recuperam áreas degradadas, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e colheita de açaí com robôs. Também visitaram indústrias de madeira que operam só com matéria-prima reflorestada e experiências de agricultura familiar que integram lavouras e espécies florestais.
Fernanda Maciel, diretora adjunta de Relações Internacionais da CNA, destacou que o intercâmbio reforça a imagem do agronegócio brasileiro como referência em sustentabilidade e segurança alimentar. “Mostramos aos diplomatas a força da agricultura tropical sustentável e o papel essencial do produtor rural para alimentar o mundo preservando o meio ambiente”, afirmou.
Os visitantes observaram ainda a diversidade produtiva, desde monoculturas de grãos e reflorestamento de eucalipto até sistemas agroflorestais e cooperativos. Para Felipe Spaniol, coordenador de Inteligência Comercial da CNA, o intercâmbio evidenciou a geração de renda para pequenos produtores e a integração da produção com a preservação ambiental. “Mostramos ao mundo que o Brasil produz com diversidade, sustentabilidade e inclusão”, disse.
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Agricultura do futuro será cada vez mais digital, afirma presidente da Embrapa

A agricultura brasileira deve se tornar cada vez mais digital, conectada e sustentável nos próximos anos. A avaliação é da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, que destaca a inovação tecnológica como um dos principais motores para ampliar a produtividade, enfrentar as mudanças climáticas e promover a inclusão de pequenos e médios produtores rurais.
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Segundo ela, a história da agricultura brasileira está diretamente ligada ao investimento em ciência. Há pouco mais de cinco décadas, o Brasil era importador de alimentos. A mudança desse cenário ocorreu com o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições de clima e solo do país.
“A Embrapa teve um papel fundamental nesses últimos 50 anos para o avanço da agricultura brasileira. Nós podemos destacar aqui que há 50 anos atrás nós éramos importadores de alimentos. Começamos a trabalhar com a adaptação das tecnologias para o nosso tipo de clima e solo. Então, o que foi fundamental foi uma agricultura baseada em ciência”, destacou.
Três fases da transformação agrícola
De acordo com Silvia Massruhá, a evolução da agropecuária nacional pode ser dividida em três grandes etapas. A primeira foi marcada pela expansão da produção de grãos, especialmente da soja no Cerrado, impulsionada pelo desenvolvimento de fertilizantes e sistemas produtivos adaptados às condições brasileiras.
Na sequência, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, ganhou força a intensificação da produção com sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), além da incorporação de biotecnologia, nanotecnologia, automação e agricultura de precisão.
A fase mais recente é caracterizada pela agricultura de base biológica, com maior uso de bioinsumos e foco em uma produção multifuncional, capaz de atender à demanda por alimentos, fibras e energia de forma sustentável.
Ciência impulsiona produtividade
Segundo a presidente da Embrapa, os resultados dessa trajetória são expressivos. Nos últimos 50 anos, a área plantada no Brasil cresceu cerca de 140%, enquanto a produção e a produtividade de grãos aumentaram aproximadamente 580%.
Para Massruhá, esse avanço demonstra que o crescimento da agricultura brasileira ocorreu principalmente pelo aumento da eficiência produtiva e pela adoção de tecnologias desenvolvidas pela pesquisa.
Outro destaque é a contribuição da Embrapa para políticas públicas, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), utilizado para orientar o crédito e o seguro rural.
Atualmente, o sistema gera recomendações para 44 culturas em cerca de 5 mil municípios brasileiros. O trabalho envolve mais de 200 pesquisadores distribuídos em 32 unidades da Embrapa, que revisam anualmente as informações para orientar as janelas de plantio com menor risco climático.
Inclusão digital é desafio
Apesar dos avanços tecnológicos, Silvia Massruhá alerta que a transformação digital ainda precisa chegar de forma mais ampla aos pequenos e médios produtores.
“Cada vez mais novas tecnologias estão introduzidas no setor da agricultura e precisamos trazer essas novas tecnologias para o pequeno e médio produtor”, destaca Massruhá.
Segundo ela, o maior poder de investimento dos grandes produtores facilita a adoção de novas tecnologias, enquanto propriedades menores enfrentam barreiras relacionadas ao acesso, à conectividade e à capacitação.
Conectividade ainda é limitada
A presidente da Embrapa destaca que apenas cerca de 25% da área rural brasileira possui cobertura de conectividade, um dos principais entraves para a digitalização do campo.
Nesse contexto, o projeto Semear Digital busca atuar em três frentes levantamento das necessidades dos produtores, capacitação e ampliação da conectividade.
A iniciativa reúne instituições públicas, universidades, startups, provedores de internet e cooperativas para desenvolver soluções adaptadas às demandas locais. O objetivo é criar, ao longo de cinco anos, um modelo economicamente sustentável que permita aos produtores manter o acesso às tecnologias digitais.
Novos desafios para a agricultura
Além da transformação digital, Silvia Massruhá destaca que o setor agropecuário enfrenta outros grandes desafios, como a transição climática, energética e nutricional.
Entre as prioridades estão o desenvolvimento de cultivares mais resistentes ao estresse hídrico, tecnologias para adaptação às mudanças climáticas, sistemas de rastreabilidade e certificação da produção e soluções que atendam à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais saudáveis e sustentáveis.
A presidente destaca que, atualmente, a Embrapa disponibiliza mais de 120 cursos gratuitos pela plataforma e-Campo, abordando desde tecnologias avançadas até práticas simples para produtores rurais.
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Mapa entrega máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, na quarta-feira (24), máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo. A solenidade foi realizada no Pavilhão de Carapina, em Serra (ES), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES). A ação faz parte do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq).
Ao todo, foram entregues 11 equipamentos: seis retroescavadeiras, duas pás carregadeiras, duas escavadeiras hidráulicas e uma motoniveladora. O investimento foi de aproximadamente R$ 4,35 milhões, com recursos viabilizados por emenda parlamentar.
Foram contemplados os municípios de Água Doce do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Ibiraçu, Itarana, Jaguaré, João Neiva, Mucurici, Rio Novo do Sul e Vargem Alta.
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Segundo o Mapa, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a infraestrutura rural e ampliar a capacidade de atendimento aos produtores locais. De acordo com o superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes, os equipamentos devem ser utilizados exclusivamente em ações voltadas ao atendimento dos produtores rurais.
Em declaração durante a cerimônia, Gomes afirmou que o Espírito Santo foi o primeiro estado do país a realizar a entrega direta de máquinas agrícolas aos municípios e que passou a ser referência nacional nessa iniciativa. Também destacou o avanço na destinação das máquinas tanto pelo Promaq quanto em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag).
A cerimônia reuniu prefeitos, secretários municipais de Agricultura e vereadores das cidades contempladas, além de parlamentares e servidores da SFA-ES.
A entrega integra o Promaq e direciona máquinas pesadas a municípios capixabas para reforçar a estrutura de atendimento ao setor rural.
Fonte: gov.br
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Pará segue como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino

A Nota Técnica “O Contexto Econômico e Ambiental da Pimenta-do-reino 2026” é mais um estudo publicado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), que permite avaliar a trajetória estrutural da pipericultura no Brasil e, em especial, no Pará, considerando a evolução da produção, da participação nacional, da produtividade física e do valor da produção em termos reais.
Matéria prima com alcance global, a pimenta-do-reino é considerada uma commodity agrícola de peso, com cotação internacional e grande escala de exportação.
No Brasil, que é um dos maiores produtores e exportadores do mundo, a evolução da produção brasileira de pimenta-do-reino passou de 59,4 mil toneladas e alcançou 124,9 mil toneladas, entre os anos de 1988 e 2024, com crescimento de 110,3%.
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Os dados oficiais apontam que o estado do Pará permanece como segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino, totalizando 41,6 mil toneladas e 33,3% de participação na produção nacional, sendo o único entre os cinco principais estados a apresentar crescimento no período com variação positiva de 9,1%, entre 2023 e 2024.
O estado fica atrás apenas do estado do Espírito Santo que detém 58,8% da produção no Brasil. Quanto à concentração territorial da atividade no estado, três municípios paraenses estão entre os dez principais municípios brasileiros produtores de pimenta-do-reino, que respondem por mais de 50% da produção nacional, em 2024.
São eles: Tomé-Açu com 4,7% da produção ocupando a 4ª posição, Baião com 3,1% na 9ª posição e Igarapé-Açu com 3,0%, ocupando a 10ª posição da lista de municípios brasileiros produtores. Destaque para a cidade de Baião que apresentou o maior crescimento percentual entre 2023 e 2024, com expansão de 61% na produção da commodity agrícola.
Em 2024, o Pará registrou Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 1.248,4 milhões, sendo que 27 municípios apresentaram valores acima da média estadual de R$ 8,7 milhões. Destaque para Tomé-Açu, com R$ 172,3 milhões e 13,8% de participação no total estadual, seguido por Igarapé-Açu (R$ 116,2 milhões; 9,3%) e Baião (R$ 103,4 milhões; 8,3%).
Valor da produção e valorização econômica
Entre 1994 e 2024, o valor da produção de pimenta-do-reino no Brasil apresentou trajetória de crescimento no longo prazo. Em 1994, o valor gerado pela atividade foi de R$ 403,7 milhões, já em 2024, atingiu aproximadamente R$ 3,6 bilhões. O que representou crescimento de 810,2% no período, com taxa média anual de expansão de 11,8%.
Ainda no último ano da série, o valor da produção cresceu 107,4% em relação ao ano anterior, alcançando o maior nível de toda a série histórica. Esse salto está associado principalmente: à elevação dos preços da pimenta-do-reino no mercado; fatores climáticos que afetaram a produção recente, e a demanda pelo produto permaneceu elevada, o que contribuiu para impulsionar o valor monetário da atividade.
Nos anos de 2023 e 2024, a distribuição do valor da produção entre os estados, também, apresentou elevada concentração regional, uma vez que cinco estados responderam por mais de 99% do valor total produzido no país.
Nesse contexto, o Pará ocupou a segunda posição nacional em 2024, contribuindo com 34% de participação do valor da produção, enquanto o Espírito Santo manteve a liderança.
Comercialização externa
Quanto ao Preço de exportação US$/kg da pimenta-do-reino o pico histórico ocorreu 2011 – 2016 quando alcançou o valor de US$ 9,0/kg. Em 2025, o valor da exportação esteve em US$ 6,7/kg no Pará, e US$ 6,1/kg no restante do Brasil, tendo como principais destinos no ano de 2025, a Alemanha com 3.734,0 toneladas exportadas, totalizando 23,5%, o Vietnã com 3.226,1 toneladas e 20,3% e os Países Baixos com 1.751,0 toneladas, que representou 11,0% das exportações.
Como principais destinos por continente em 2025, a Europa foi o principal destino exportando 7.676,7 toneladas, representando 40,6% das exportações e alta de +3,8% no período. A Europa ganha peso e o destaque para o continente africano que surge como oportunidade, a África exportou 1.068,1 toneladas, totalizando 5,7% das exportações e alta expressiva +37,8%.
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