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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Segundo festival é suspenso em MT após usina hidrelétrica reduzir nível de reservatório por alerta de segurança

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O festival “Viva Floresta“, que seria realizado nos dias 20 e 21 de setembro, em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, foi temporariamente suspenso devido ao rebaixamento do nível do reservatório da Usina Hidrelétrica Colíder, conforme informou a prefeitura do município nessa terça-feira (19).

Este é o segundo evento cancelado em razão da medida adotada pela usina. O primeiro foi o Fest Praia 2025, que ocorreria nos dias 29, 30 e 31 de agosto, em Paranaíta.

Em nota, a administração municipal disse ter tomado conhecimento da situação técnica enfrentada pela Eletrobras, responsável pela usina, e, após consulta formal à empresa e à Marinha do Brasil, decidiu suspender a primeira edição do evento.

Ainda de acordo com a prefeitura, a decisão foi baseada em critérios técnicos e nas informações repassadas pelos órgãos competentes, priorizando a segurança da população local e dos visitantes.

O município informou que seguirá acompanhando de perto a situação e mantendo diálogo com os órgãos responsáveis.

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De acordo com a Eletrobras, o procedimento para redução da água no reservatório começou na quinta-feira (14), após a elevação da classificação de segurança da usina de “atenção” para “alerta”. A medida foi tomada depois que cinco dos 70 drenos que compõem o sistema da usina apresentarem danos. Os drenos são as estruturas responsáveis por controlar a pressão da água dentro do sistema da barragem.

A empresa explicou que o rompimento de um desses drenos motivou a realização de inspeções detalhadas e a recomendação, por parte de um painel de especialistas externos, para reduzir o nível do reservatório como forma de garantir a segurança da estrutura e permitir uma avaliação mais precisa da situação.

Peixes mortos e barcos encalhados

rio seca após usina hidrelétrica reduzir nível de reservatório

Rio seca após usina hidrelétrica reduzir nível de reservatório

Moradores de Itaúba, a 599 km de Cuiabá, relataram a morte de peixes e dificuldades na navegação pelo Rio Teles Pires após o procedimento de segurança da Eletrobras. A ação provocou reflexos no volume de água que segue em direção ao município vizinho.

Um vídeo gravado por um pescador da região mostra embarcações encalhadas em um trecho do rio (assista acima). Segundo ele, há um forte odor de peixes mortos, supostamente, em razão da baixa repentina no nível da água.

Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) informou que cinco equipes foram mobilizadas pela empresa para resgatar os peixes da área afetada.

Região da barragem — Foto: Reprodução google maps

Região da barragem — Foto: Reprodução google maps

Impacto no turismo

Juliana Marques, que é proprietária de um restaurante na marina e moradora da cidade há 29 anos, contou que a redução de água já afeta os negócios de empreendedores que trabalham com turismo de pesca, modalidade muito forte na região.

“Por conta do acontecido com o Rio nosso movimento caiu bastante, estamos muito tristes em ver o nosso famoso rio Teles pires nessa situação, esperamos que em breve tudo se normalize para nossos turistas voltarem a fazer o que gostam”, pontuou.

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Valtra; Além do etanol, a Valtra aposta nos motores biometano no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Milho; A força de uma cultura que move Lucas do Rio Verde MT

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Da lavoura à mesa, a Festa do Milho traduz a potência econômica, social e cultural de um dos principais pilares do desenvolvimento regional, com protagonismo da Fundação Rio Verde

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MT bate recorde histórico e se consolida como o maior produtor de biocombustíveis do Brasil

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Estado já responde por 26% do biodiesel brasileiro e produziu mais de 5,5 bilhões de litros de etanol de milho na última safra.

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