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13 de setembro de 2026

Business

Geadas podem comprometer mais de 400 mil sacas de café em MG, diz Expocacer

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A Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado Ltda. (Expocacer) divulgou nesta quarta-feira (20), em nota, levantamento preliminar sobre os efeitos das geadas registradas nos dias 10 e 11 de agosto nas lavouras de café no Cerrado Mineiro.

Segundo a cooperativa, há impacto direto em 1.173 hectares — o equivalente a 9,13% de um total de 12.850 hectares avaliados —, com perdas que podem chegar a pelo menos 412 mil sacas na safra 2025/26.

O relatório parcial aponta que 67 produtores cooperados foram atingidos. A massa de ar polar provocou temperaturas negativas, chegando a -2ºC em alguns pontos, com danos que variam de redução parcial de produtividade a perdas severas em determinadas áreas.

A Expocacer ressaltou no comunicado que o levantamento segue em andamento, com equipes técnicas em campo para avaliar também áreas sem geada visível, mas expostas ao frio intenso.

“Além dos danos aparentes, precisamos entender os impactos indiretos, como o estresse fisiológico das plantas e perdas no pegamento da florada”, afirmou na nota a gerente técnica de sustentabilidade da Expocacer, Farlla Gomes.

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A entidade informou que seguirá atualizando os dados até a conclusão das análises e reforçou que prestará suporte técnico e estratégico aos produtores afetados.

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Com compras da China e alta do petróleo, soja alcança maior patamar em três anos em Chicago

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Soja na lavoura

A semana foi marcada pela forte valorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O movimento no mercado externo também fortaleceu os preços da oleaginosa no Brasil, embora a comercialização tenha seguido em ritmo moderado.

Na quinta-feira (10), os contratos futuros da soja fecharam nos melhores níveis em três anos. A demanda chinesa pelo produto norte-americano e a disparada do petróleo deram sustentação às cotações.

A China comprou cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana, ampliando as aquisições antes da visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o fim deste mês.

Com as novas compras, o volume de soja norte-americana adquirida pela China se aproxima da metade das 25 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que Pequim havia se comprometido a comprar anualmente até 2028.

No Brasil, o mercado físico apresentou ofertas firmes, acompanhando as altas em Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que as cotações ficaram bastante aquecidas nos portos, com negócios reportados em Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR).

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A pouca oferta disponível mantém os produtores retraídos e sustenta a estrutura de preços diante das necessidades dos compradores. “Em regiões do Centro, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, resta muito pouco volume de soja”, destaca Silveira. No MAPITO, praticamente não há mercado disponível, com a movimentação concentrada nas ofertas da safra nova.

Segundo o analista, o basis local permanece extremamente forte. Em Mato Grosso, por exemplo, há ofertas muito acima da paridade, embora para poucos volumes. O spread entre compradores e vendedores também segue elevado.

A movimentação ficou mais concentrada nos portos, enquanto a originação no mercado interno permaneceu reduzida. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 153,50 para R$ 155,00. Em Cascavel (PR), as cotações subiram de R$ 150,00 para R$ 151,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços passaram de R$ 144,00 para R$ 147,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 161,00 para R$ 162,50. Em Rio Grande (RS), as referências subiram de R$ 161,50 para R$ 163,00.

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‘O agro, de tão grande, se torna invisível’, diz presidente da ABMRA

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Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro, durante o Radar Rural

O agronegócio brasileiro passou as últimas décadas investindo em tecnologia, ciência, produtividade e sustentabilidade. Mas, na avaliação de Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), deixou de lado uma frente que hoje se tornou estratégica: a comunicação.

“O agro nunca se comunicou, ele nunca construiu um projeto de comunicação”, afirmou durante o novo episódio do Radar Rural, videocast do Canal Rural. O programa foi ao ar na última sexta-feira (11), primeiro no Youtube. Assista:

Para o especialista, isso criou uma situação curiosa. O setor fala bastante, mas, em grande parte, conversa com ele mesmo. “O agro se comunica muito bem, mas para ele mesmo”, resumiu.

A consequência é uma distância entre o que acontece no campo e o que chega à população urbana. E, nesse espaço, segundo Nicodemos, surgem mitos, estereótipos e informações distorcidas.

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O problema de viver em uma bolha

Nicodemos avalia que parte do setor ainda enxerga sua relação com a sociedade a partir de uma lógica de confronto. Quando surge uma crítica, uma informação considerada falsa ou uma declaração contra o agro, a reação costuma aparecer em forma de resposta ou carta de repúdio.

O problema, segundo ele, é que reputação não se constrói apenas quando existe uma crise.

“O agro tem que sair da posição reativa para efetivamente uma comunicação efetiva”, disse.

A estratégia deveria ser permanente: mostrar o que o setor faz, como produz, quais tecnologias utiliza e também quais são as histórias de quem está no campo.

“Quando eu crio essa conexão, quando eu tenho a opinião pública ao meu lado, fica muito mais difícil de um mito, de uma informação irreal pegar”, afirmou.

Para ele, a lógica é simples: quanto mais a sociedade conhecer o setor, menor será o espaço para que outras pessoas contem essa história por ele.

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O agro pode ser invisível justamente por estar em todo lugar

Um dos principais insights apresentados no programa foi justamente o paradoxo da presença do agro no cotidiano.

“O agro, de tão grande, ele se torna invisível”, afirmou Nicodemos.

O setor está presente na alimentação, na economia, na cultura e em diferentes hábitos da população, mas essa relação nem sempre é percebida. O especialista citou, por exemplo, a força da música sertaneja no país como uma manifestação cultural ligada às origens do campo que hoje faz parte da vida urbana.

O mesmo ocorre com os alimentos. Durante a pesquisa sobre a percepção do agro, entrevistados foram questionados sobre produtos consumidos diariamente e sobre a forma como são produzidos. Segundo Nicodemos, houve casos de pessoas que não sabiam sequer como o tomate é cultivado.

Para ele, esse desconhecimento é um problema de comunicação.

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“Se você não conta, não mostra para o brasileiro, alguém vai contar da forma que ele acha mais conveniente.”

As histórias do campo ainda são pouco contadas

Outro ponto destacado no Radar Rural foi a dificuldade do próprio produtor em falar sobre suas conquistas.

Nicodemos considera que o agro acumulou histórias de superação nas últimas décadas, mas muitas delas permanecem restritas ao ambiente rural. O setor avançou em produtividade e tecnologia, mas não transformou esses resultados em histórias capazes de aproximar quem está fora da porteira.

“Nos últimos 50 anos, o agro coleciona diariamente histórias de superação, de conquistas”, afirmou.

Ele lembrou que o Brasil passou de um país que precisava importar alimentos para uma das principais potências agropecuárias do mundo. Essa transformação, porém, não é necessariamente conhecida pela população.

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O desafio, portanto, não seria criar uma narrativa artificial para defender o setor, mas mostrar a realidade de quem produz.

“Eu não posso me comunicar só quando alguém faz algum tipo de declaração irreal, cria-se mitos e outras coisas mais.”

Do Jeca Tatu ao produtor conectado

A imagem do produtor rural também foi discutida no programa. Para Nicodemos, personagens históricos ajudaram a consolidar uma representação do homem do campo associada ao atraso e à falta de conhecimento.

Esse estereótipo, segundo ele, ainda aparece em situações cotidianas e não corresponde ao perfil do produtor atual.

O campo exige cada vez mais conhecimento, gestão, tecnologia e capacidade de tomar decisões diante de riscos climáticos e de mercado. Ainda assim, essa realidade nem sempre chega à população urbana.

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Na visão do especialista, mudar essa percepção depende de uma comunicação que mostre o produtor como ele realmente é, e não apenas como uma figura associada às dificuldades do campo.

“O produtor é um herói”, afirmou.

Jovens são o principal desafio

Se o agro precisa construir uma relação mais próxima com a sociedade, a atenção aos jovens é estratégica. Nicodemos destacou que parte do público mais resistente ao setor está concentrada nessa faixa etária e que esse grupo tem forte presença nas redes sociais.

Isso cria um desafio adicional: opiniões e informações podem ganhar escala rapidamente no ambiente digital.

Para o especialista, o caminho não é tentar impedir a circulação de críticas, mas construir uma relação suficientemente forte com a sociedade para que informações falsas ou distorcidas tenham menos espaço.

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Nesse processo, ele defende que o setor não abandone os meios tradicionais em favor exclusivamente das redes sociais.

O papel da mídia especializada

Nicodemos também destacou a importância de combinar diferentes canais de comunicação. Segundo ele, veículos especializados continuam tendo papel relevante na construção de marcas e, principalmente, na tarefa de mostrar para o público como funciona a produção rural.

A comunicação, na avaliação dele, precisa reunir televisão, rádio, revistas, mídia especializada e plataformas digitais.

“O digital, na verdade, é terra de ninguém. Você posta o que você quiser, dá a opinião que você quiser, fala o que você acha que é e não o que é de verdade”, afirmou.

Para o especialista, os veículos tradicionais ajudam a dar contexto e credibilidade às histórias que precisam chegar à população.

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Mais do que responder às críticas, portanto, a tarefa do agro seria ocupar o espaço da comunicação antes que ele seja preenchido por outros.

“Precisamos trabalhar em conjunto”, disse Nicodemos. “Se nós unirmos todos esses tijolinhos, conseguiremos construir uma grande ponte” entre o campo e a cidade.

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Agro Mato Grosso

Pesquisa da UFMT transforma descarte da mandioca em ração para o gado em época de seca

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O que antes era descartado nas lavouras de mandioca pode se tornar uma alternativa para alimentar rebanhos durante a seca em Mato Grosso. Em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desenvolvem um estudo que utiliza a parte aérea da mandioca — o terço superior da planta geralmente descartado — como suplemento nutritivo, sustentável e de baixo custo para a alimentação dos animais, especialmente durante o período de estiagem no estado.

🔍 O calor intenso em Mato Grosso ocorre principalmente por causa do período de estiagem. Nesta época, a quantidade de chuva diminui, o ar fica mais seco e há menos nuvens para bloquear a radiação solar. Com isso, o solo e o ambiente aquecem mais durante o dia, elevando as temperaturas e mantendo o tempo quente por vários dias.

O estudo é desenvolvido pelo Grupo de Estudos e Extensão em Forragicultura e Conservação de Forragens (GEFOR), vinculado à Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT, sob orientação do professor Dr. Joadil Gonçalves de Abreu. Segundo ele, a proposta é oferecer uma alternativa nutritiva e de baixo custo para reduzir os impactos da escassez de pasto durante a seca, um dos principais desafios enfrentados pelos pecuaristas da região.

Empaer desenvolve pesquisas com mandioca desde 2012, buscando identificar cultivares mais adaptadas às diferentes regiões de Mato Grosso e aumentar a produtividade. Além da pesquisa, a instituição trabalha para levar os resultados aos agricultores por meio de galhos do topo da mandioca, dias de campo, reuniões técnicas e orientações aos produtores.

Na UFMTa pesquisa ainda está em fase inicial. Até o momento, foram analisadas algumas variedades de mandioca destinadas à indústria. Ainda falta avaliar as variedades de mandioca de mesa. Após a conclusão das análises, os resultados poderão ser publicados e apresentados aos produtores, inclusive durante os dias de campo promovidos pela universidade.

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  • Mandioca de mesa é aquela produzida principalmente para o consumo humano, como a mandioca cozida ou usada em receitas.
  • Mandioca industrial é cultivada principalmente para a produção de farinha, fécula, amido e outros derivados.
Variedades de mesa — Foto: Empaer

Variedades de mesa — Foto: Empaer

O poder nutritivo oculto na mandioca

Tradicionalmente, a mandioca é cultivada visando a comercialização de suas raízes e o aproveitamento do caule grosso para novos plantios. As folhas e ramos do topo, no entanto, costumam ser deixados no campo. A pesquisa do GEFOR, realizada em parceria com a Empaer — através da pesquisadora e engenheira agrônoma Dra. Dolorice Moreti —, identificou que esse material descartado é um verdadeiro “superalimento” para o gado.

Em pleno período de estiagem, as pastagens convencionais sofrem uma queda drástica de qualidade, registrando cerca de 5% a 6% de proteína bruta. Para não perder peso, um boi precisa de, no mínimo, 7%.

“A parte aérea da mandioca, em nossos dados, superou os 15% de proteína bruta, chegando a mais de 20% em algumas cultivares específicas, é um alimento que, além de manter o animal, garante ganho de peso em plena seca” destacou o professor Joadil.

Além da alta qualidade, a produtividade impressiona. Em testes de campo, a cultura atingiu a marca de 28 toneladas de massa verde por hectare. Para efeito de comparação, híbridos de milho utilizados para silagem produzem cerca de 35 toneladas. A proximidade dos números surpreende os pesquisadores, visto que a mandioca sequer é uma cultura melhorada geneticamente para a produção de folhas, e sim de raízes.

“Quando comparamos a produção de massa verde, percebemos que a mandioca se aproxima da produtividade do milho para silagem, mas com uma grande vantagem: ela suporta muito melhor os períodos de estiagem”, destaca Joadil.

Validação genética em campo

O trabalho na Empaer consiste em validar o comportamento desses materiais genéticos (provenientes da Embrapa, IAC e outros órgãos) nas diferentes regiões do estado. No Campo Experimental de Tangará da Serra, a instituição mantém hoje um banco vivo impressionante:

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  • 70 materiais genéticos de mandioca de mesa (de polpa branca, amarela e rosada);
  • 25 materiais genéticos de mandioca voltados para a indústria.

Além do desenvolvimento de cultivares mais produtivas, as pesquisas também acompanham a evolução das tecnologias adotadas pelos agricultores. Segundo a pesquisadora, nos últimos anos os produtores passaram a investir cada vez mais em análise de solo, correção da fertilidade, adubação e irrigação, práticas que potencializam o desempenho das variedades melhoradas.

“Não avaliamos apenas produtividade. Observamos resistência a doenças, qualidade culinária, teor de amido, arquitetura da planta e adaptação às diferentes regiões do estado. O objetivo é recomendar ao produtor materiais que realmente tragam retorno econômico”, afirmou Dolorice.

Antes de ser oferecida aos animais, a parte da mandioca que fica acima do solo precisa passar por um período de secagem. Segundo o professor Joadil, esse processo reduz a presença de uma substância natural da planta que pode liberar compostos tóxicos e causar problemas de saúde nos animais quando o material ainda está úmido.

“O único cuidado que a gente sempre ressalta é fazer a secagem. O produtor não pode picar e fornecer o material úmido para o animal, porque existe o risco de morte por asfixia devido à presença do ácido cianídrico. Depois que o material seca, esse composto volatiliza e o alimento pode ser utilizado com segurança”, explica o professor.

 

A solução encontrada pelo grupo é simples, barata e eficiente: a produção de feno.

  1. Picagem: O material é triturado em pedaços de aproximadamente 2 centímetros.
  2. Secagem: O conteúdo é estendido sobre lonas plásticas ao sol e revirado a cada hora. Como o ácido cianídrico é volátil, ele evapora completamente durante o processo.
  3. Teste do Sal: Para saber se está no ponto, os estudantes misturam o material com sal de cozinha; se o sal não grudar na planta, o feno está pronto e totalmente seguro para o consumo.

A proporção média é de que uma tonelada de massa verde resulte em 200 a 300 kg de feno. Essa quantidade é suficiente para alimentar até 25 animais adultos por um dia, considerando o consumo médio de 10 kg diários por cabeça.

Além de servir para consumo próprio, o feno ensacado surge como uma nova fonte de renda para agricultores que não possuem rebanho, permitindo a comercialização do subproduto para criadores de bovinos, caprinos e ovinos da região.

Etapa de secagem da mandioca antes do uso na alimentação animal. — Foto: Giovanna Baiocco/ g1 MT

Etapa de secagem da mandioca antes do uso na alimentação animal. — Foto: Giovanna Baiocco/ g1 MT

Formação de novos profissionais

Para além dos laboratórios, o projeto cumpre um papel social e pedagógico fundamental. Os estudantes e bolsistas de iniciação tecnológica (PIBITI), João Henrique (7º período de Agronomia) e Camila Neves (9º período de Zootecnia), enfrentam a rotina pesada do campo na fazenda experimental da UFMT para fazer a pesquisa acontecer.

“Na seca é muito complicado. Teve momentos em que precisamos ir no final de semana para conseguir irrigar o campo experimental por conta da rotina cheia de aulas” […] “Muitos produtores jogam isso fora por falta de informação. Passar esse conhecimento e ver que a prática resolve gargalos que a teoria sozinha não mostra é gratificante,” relata João Henrique.

 

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Camila reforçou também o impacto econômico da alternativa sustentável.

“Muitos querem usar apenas o milho, que é caro. A mandioca é rústica, barata e exige pouca adubação. Essa vivência abre nossa cabeça para ajudar o pequeno produtor a crescer,” acrescenta Camila.

 

Pesquisa segue em expansão

Mesmo com os resultados promissores, Dolorice disse que o trabalho está apenas começando e que a pesquisa precisa ser permanente para acompanhar as demandas do setor.

“A pesquisa precisa ser contínua e dinâmica, porque sempre surgem novos problemas e novas tecnologias que precisam ser avaliadas. Hoje em Tangará, temos cerca de 70 materiais genéticos de mandioca de mesa e outros 25 destinados à indústria. Muitos já foram avaliados e outros ainda estão em fase de multiplicação. Precisamos garantir condições para continuar esse trabalho”, ressaltou.

 

Da mandioca descartada, uma nova alternativa para o gado. 🌱🐂 — Foto: g1 MT

Da mandioca descartada, uma nova alternativa para o gado. 🌱🐂 — Foto: g1 MT

Próximos passos

A parceria entre UFMT e Empaer planeja realizar, no início do próximo ano agrícola, um Dia de Campo voltado aos produtores rurais de Santo Antônio de Leverger e região. Durante o evento, os alunos envolvidos na pesquisa, juntamente com o professor Joadil, irão apresentar as técnicas de aproveitamento da parte aérea da mandioca, a produção do feno e as novas cultivares avaliadas. A atividade também irá apresentar formas de utilização da planta e os resultados obtidos no estudo.

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