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22 de setembro de 2026

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Melancia e Coco verde lideram custo-benefício na venda por atacado, revela boletim do ProHort

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O ProHort é um programa gerenciado em Mato Grosso pela Seaf, em parceria com a Empaer e Prefeitura de Cuiabá

A melancia figura entre os produtos com melhor custo-benefício na Central Atacadista de Cuiabá nesta semana, segundo o boletim de preços do Programa de Modernização do Mercado Hortifrutigranjeiro (ProHort), divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) no site da instituição – confira aqui.  O preço mínimo praticado na Central de Abastecimento de Cuiabá (Ceasa-MT) foi de R$ 1,80 por quilo, com valor mais comum de R$ 2,40, e máximo de R$ 2,60. Na sequência, aparece a dúzia do coco verde, entre R$ 32 e R$ 48, e o saco com 18 unidades de laranja, com preços que variam de R$ 48 a R$ 55.

Em Mato Grosso, o levantamento é realizado pela Seaf, Prefeitura de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), e Associação dos Permissionários do Terminal Atacadista de Cuiabá (Apetac). O relatório de preços divulgado é utilizado pelos produtores para estipular o preço de venda em conformidade com o valor de mercado a fim de evitar prejuízos.

Além do acompanhamento semanal, o ProHort consolida relatórios mensais, semestrais e anuais, que consideram fatores como transporte, insumos e logística. “Esse levantamento é essencial para o planejamento da produção e da comercialização. Com os dados, o agricultor familiar evita prejuízos e o consumidor entende a variação dos preços”, destaca a secretária da Seaf, Andreia Fujioka.

Dados da última semana revelam que, entre os itens folhosos, o coentro, a salsa e a cebolinha mantiveram estabilidade: preço mínimo de R$ 8 a dúzia e o mais comum (máximo) de R$ 10. Segundo a economista da Seaf, servidora Bianca Georgia, esses produtos se destacam pela alta procura diária e fidelização dos consumidores.

Já produtos básicos como cebola, batata-doce e cenoura registraram pequenas oscilações, conforme a economista, com margens seguras para revenda e forte demanda no consumo doméstico. O preço do saco de 20 quilos da cebola nacional, por exemplo, variou entre R$ 35 e R$ 50 nos últimos sete dias, levando em conta o preço mínimo registrado, o valor mais comum cobrado pelos produtores, e o valor máximo registrado.

Entre as verduras, o destaque ficou para as de alto valor nutricional: agrião (R$ 20 a R$ 24 a dúzia), almeirão (R$ 18 a R$ 20) e couve (R$ 18 a R$ 24).

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O ProHort foi instituído em 2005 pelo Governo Federal, com adesão de Mato Grosso em 2016. Toda segunda-feira, a Seaf distribui pela manhã as informações de preços para garantir transparência para agricultores. A medida ajuda os produtores de pequena escala a não comercializar os produtos por preço inferior ao de mercado. Os dados também são considerados essenciais pelo agricultor familiar para avaliar a viabilidade econômica da produção, definir estratégias de comercialização, negociar melhores preços com compradores, atender às demandas do mercado e incorporar novas tecnologias e técnicas de produção.

Relatórios divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Ceasa) mostram que Mato Grosso destaca-se na divulgação dos preços de 68 produtos hortigranjeiros, com constância, periodicidade e precisão. “Em comparação com a tabela nacional, a de Mato Grosso oferece uma análise mais aprofundada dos setores agrícolas. É essencial para quem busca competitividade e assertividade na elaboração de propostas e orçamentos”, destaca o coordenador do ProHort na Seaf, Bosco Maiolino de Mendonça. O servidor executa um metódico e preciso trabalho de atualização e divulgação das tabelas de preços da secretaria.

Na ponta, o levantamento é feito pelo engenheiro agrônomo da prefeitura, Vanderlei Aparecido dos Santos. Ainda de madrugada, quando os caminhões descarregam os produtos no Terminal Atacadista, no Distrito Industrial, em Cuiabá, ele começa a percorrer os boxes instalados no espaço com aproximadamente 200 produtores comercializando frutas, legumes e verduras. “Durante a semana, coletamos os dados e, aos finais de semana, finalizamos o levantamento. No boletim, informamos o preço mais comum, além dos valores mínimo e máximo praticados no atacado”, explica Vanderlei.

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Preços do milho no curto prazo serão determinados por 4 fatores

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O contrato de dezembro do milho em Chicago encerrou a semana passada com queda de 0,94%. No Brasil, o vencimento de novembro da B3 seguiu em direção oposta, fechando a R$ 76,29 por saca, com leve alta de 0,16%.

A plataforma de Inteligência de Mercado da Grão Direto, a Grainsights, aponta os fatores que podem influenciar nos preços do cereal no curto prazo. Acompanhe:

  • Colheita nos EUA: o ritmo acelerado da colheita continua pressionando o mercado no curto prazo. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), um volume cada vez maior de grãos começa a chegar aos armazéns e ao mercado. “Esse aumento da oferta aumenta a disponibilidade física e reduz o poder de barganha dos produtores nas regiões onde a colheita está mais avançada. Com mais milho disponível, os prêmios locais tendem a recuar e os preços dos contratos de curto prazo ficam mais pressionados”, destaca a plataforma. A atenção agora se volta para o avanço da colheita nas próximas semanas, já que um ritmo forte pode aumentar ainda mais a oferta e limitar as chances de recuperação das cotações.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Clima na América do Sul: com a colheita no Hemisfério Norte avançando, o mercado deve voltar a atenção para o clima no Brasil e na Argentina. De acordo com a Grainsights, o comportamento das chuvas durante o plantio da soja será importante para definir o calendário da próxima safrinha de milho. Atrasos no plantio ou problemas no desenvolvimento das lavouras podem reduzir a janela ideal para o cereal e aumentar as preocupações com a produtividade da safra de 2027.
  • Etanol e exportações: o mercado vai acompanhar de perto o consumo de milho pelas usinas de etanol nos Estados Unidos. A manutenção de uma demanda próxima de 5,6 bilhões de bushels (142,25 milhões de toneladas) será importante para dar suporte aos preços. Se os juros altos do Fed reduzirem o crescimento da economia e o consumo de combustíveis, as usinas podem diminuir a moagem, aumentando a pressão sobre o milho. “Ao mesmo tempo, os EUA precisarão manter a competitividade nas exportações para cumprir a projeção de 3,275 bilhões de bushels do USDA. Com o Brasil exportando a safrinha em ritmo forte e a Argentina com estoques elevados, a disputa por compradores, principalmente na Ásia, deve ser bastante acirrada”, destaca.
  • Tensões geopolíticas persistentes: o mercado continuará atento às instabilidades na Ucrânia e no Oriente Médio. Conflitos e ataques no Mar Negro podem afetar o fluxo de grãos e aumentar a preocupação com a oferta global. “Ao mesmo tempo, um petróleo mais caro, com o Brent próximo de US$ 105, eleva os custos de transporte e frete marítimo. Esse cenário pode aumentar a volatilidade dos preços agrícolas e trazer suporte às cotações, caso os riscos sobre a oferta e os custos de logística se intensifiquem”, ressalta a Grainsights.

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Negócios com a soja? Saiba se preços subiram ou caíram no mercado em dia de poucas negociações

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve poucas mudanças nesta terça-feira (22), com cotações praticamente estáveis e baixo ritmo de negócios. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, muitas das ofertas observadas ao longo do dia foram apenas nominais.

No mercado disponível, o cenário permaneceu travado e com poucas ofertas, diante do volume já negociado. “Não houve grande ímpeto de negócios ao longo do dia”, observa Silveira.

Para a safra nova, também não houve reporte de negócios firmes. Os prêmios tiveram poucas alterações, assim como o dólar e a Bolsa de Chicago, mantendo as cotações praticamente estabilizadas.

No mercado físico, as principais praças brasileiras apresentaram poucas mudanças nesta terça-feira.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 156,00
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 163,00 para R$ 162,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira (22). Após operar em alta no meio do pregão, o mercado reverteu o movimento, em meio à cautela antes da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, prevista para quinta-feira (24), na Casa Branca.

Os operadores esperam que o encontro possa resultar em novas compras chinesas da oleaginosa norte-americana, mas mantêm uma postura cautelosa diante da possibilidade de poucos avanços concretos nas negociações comerciais. O mercado também espera possíveis mudanças nas tarifas de importação aplicadas pela China à soja dos Estados Unidos.

As expectativas foram reforçadas na segunda-feira (21), após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmar que teve conversas bem-sucedidas com autoridades chinesas durante o fim de semana.

Além disso, os agentes refletiram o discurso de Trump na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que os Estados Unidos poderão chegar a um acordo com o Irã após as eleições de meio de mandato, previstas para 3 de novembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar ou 0,18%, a US$ 13,25 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,41 1/4 por bushel, com retração de 2,75 centavos de dólar ou 0,20%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,62%, a US$ 370,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,92 centavos de dólar, com perda de 0,93 centavo ou 1,35%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,08%, negociado a R$ 5,1027 para venda e a R$ 5,1007 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0972 e a máxima de R$ 5,1357.

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Inmet: chuvas irregulares ameaçam plantio de soja no Brasil; saiba quais estados devem ser prejudicados

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Freepik

O início da safra 2026/27 de soja e milho exige atenção dos produtores de Goiás e Mato Grosso diante da previsão de chuvas irregulares e baixos volumes de precipitação nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições ainda não devem ser suficientes para recuperar de forma significativa a umidade do solo, que permanece reduzida em grande parte da região.

A previsão indica ocorrência de pancadas isoladas, que podem criar condições momentaneamente favoráveis para a semeadura em algumas áreas. No entanto, essas precipitações não garantem a manutenção da disponibilidade de água necessária para a germinação, emergência e estabelecimento inicial das plantas.

Para as lavouras de sequeiro, a distribuição e a continuidade das chuvas são fatores importantes neste momento. Caso a umidade do solo diminua rapidamente após a semeadura, podem ocorrer problemas como germinação desuniforme, falhas de estande e, em situações mais severas, necessidade de replantio.

O cenário também merece atenção devido à expansão da área cultivada com milho primeira safra e à continuidade do crescimento da soja no país. Conforme as perspectivas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o desempenho das culturas ao longo do ciclo dependerá, entre outros fatores, da evolução das condições climáticas.

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Com a previsão de volumes pouco expressivos ou ausência de chuva em parte dos estados, as condições para o avanço do plantio podem variar entre municípios e propriedades. A umidade já presente no solo e a ocorrência efetiva das precipitações serão determinantes para definir onde a semeadura poderá avançar com menor risco.

Além disso, eventuais atrasos prolongados no plantio da soja em Goiás e Mato Grosso podem reduzir a janela disponível para a implantação da segunda safra de milho em áreas de sucessão. Por isso, a decisão sobre o momento da semeadura deve considerar as condições locais de umidade, as atualizações da previsão meteorológica e as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Previsão do tempo para Goiás e Mato Grosso

Para os próximos sete dias, a previsão aponta baixos acumulados de chuva em grande parte de Goiás e Mato Grosso. Os volumes entre 10 e 30 milímetros devem ficar concentrados principalmente na porção sul dos estados.

Ao mesmo tempo, as temperaturas tendem a permanecer elevadas no norte e sudoeste de Mato Grosso e no oeste de Mato Grosso do Sul, com máximas acima de 30 °C.

O cenário mantém extremamente baixos os níveis de armazenamento de água no solo em grande parte da região. De acordo com o Inmet, a condição deve persistir nos próximos cinco dias, refletindo a continuidade do déficit hídrico.

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Embora o Centro-Oeste esteja entrando no período chuvoso, os volumes previstos ainda não devem promover uma recuperação significativa da umidade do solo em boa parte de Goiás e Mato Grosso. Com isso, o avanço do plantio continuará dependendo da regularização das precipitações.

Para a soja, a situação é especialmente importante porque a baixa disponibilidade de água pode comprometer a germinação e a emergência caso as primeiras chuvas sejam insuficientes ou mal distribuídas.

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