Sustentabilidade
Mato Grosso do Sul sedia a Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2025/2026 – MAIS SOJA

Mato Grosso do Sul sedia a Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2025/2026. O evento será realizado na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), no dia 3 de outubro, às 9h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo Canal Rural.
O encontro realizado pela Aprosoja Brasil, Aprosoja/MS e Canal Rural reunirá autoridades, produtores e especialistas para debater os principais desafios e oportunidades do mercado, clima para a safra e geopolítica
As inscrições para participar presencialmente do evento já estão abertas e podem ser feitas gratuitamente clicando aqui.
“Este evento é uma oportunidade única de nos reunirmos, trocar experiências, ampliar conhecimento técnico e fortalecer o nosso setor agrícola. Contamos com a presença de todos os produtores, envolvidos do meio rural. Venham fazer parte dessa celebração do nosso potencial agrícola e juntos vamos cultivar um futuro de prosperidade”, reforça o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc.
Em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário começou no dia15 de junho e vai até 15 de setembro, e a semeadura da soja estará permitida entre 16 de setembro e 31 de dezembro de 2025.
Dados da safra de soja 2024/2025
De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, a área de soja na safra 2024/2025 em Mato Grosso do Sul atingiu 4,524 milhões de hectares, com uma produtividade média ponderada de 51,78 sacas sacas por hectare, e produção de 14,060 milhões de toneladas.
As médias ponderadas de produtividade por região foram as seguintes: 72,01 sc/ha na região norte, que representa aproximadamente 15,8% da área monitorada pelo Projeto; 52,63 sc/ha na região central, que corresponde a cerca de 22,6% da área acompanhada; e 46,29 sc/ha na região sul, que abrange aproximadamente 61,6% da área de cultivo monitorada pelo projeto.
“A análise da produtividade da soja na safra 2024/2025 revela importantes insights sobre o desempenho agrícola dos municípios de Mato Grosso do Sul. A produtividade média estadual foi de 51,79 sacas por hectare (sc/ha), resultado de uma média ponderada que considera tanto a produtividade individual quanto a área plantada de cada município. Alguns municípios se destacaram com produtividades significativamente acima da média, contribuindo de forma expressiva para o desempenho global”, aponta o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.
Entre esses municípios que se destacaram estão: Costa Rica (78,36 sc/ha em 89.584 ha); Chapadão do Sul (77,03 sc/ha em 131.336 ha); São Gabriel do Oeste (74,78 sc/ha em 129.606 ha); Maracaju (72,06 sc/ha em 353.130 ha), e Paraíso das Águas (70,72 sc/ha em 100.003 ha).
“Esses municípios, localizados majoritariamente nas regiões norte e nordeste do estado, aliam alta produtividade a grandes áreas cultivadas, exercendo forte influência positiva sobre a média estadual. Por outro lado, municípios com grandes áreas plantadas, mas produtividade inferior à média, impactam negativamente o resultado estadual”.
Os seguintes municípios apresentaram produtividade abaixo da média estadual: Dourados (39,9 sc/ha em 249.420 ha); Sidrolândia (49,1 sc/ha em 276.829 ha); Ponta Porã (49,7 sc/ha em 348.125 ha) e Rio Brilhante (50,9 sc/ha em 171.269 ha).
Esses municípios apresentam produtividades aquém do esperado, o que reduz a média ponderada estadual. De acordo com dados do Projeto SIGA-MS, o avanço da irrigação tem sido um diferencial importante. Municípios como Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Selvíria, Água Clara e Paranaíba, onde a maior parte da soja é cultivada sob irrigação, apresentam produtividades elevadas, evidenciando o potencial dessa tecnologia para elevar os índices produtivos.
Esse cenário evidencia a importância de implementar ações técnicas e políticas públicas específicas voltadas à elevação da produtividade nos principais polos agrícolas que operam abaixo do seu potencial. Nesse contexto, a identificação dos 30 municípios com produtividade acima da média e dos 48 que ficaram abaixo dela torna-se essencial para orientar o planejamento estratégico do setor.
“O mapeamento compilado pela Aprosoja/MS permite direcionar com maior precisão os investimentos, as políticas públicas e as intervenções técnicas, promovendo tanto o fortalecimento das regiões mais eficientes quanto a recuperação daquelas com desempenho aquém do esperado”.
Fonte: Crislaine Oliveira/Aprosoja MS, com informações do Canal Rural
Autor:Crislaine Oliveira/Aprosoja MS, com informações do Canal Rural
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 3,379 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,379 milhões de toneladas de soja em grão para dezembro, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 1,472 milhão de toneladas segundo a estimativa.
Em novembro, foram embarcadas 4,234 milhões de toneladas.
De janeiro a dezembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 109,246 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a dezembro de 2024 foram embarcadas 98,812 milhões de toneladas.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Sustentabilidade
CNA apresenta potencial do agro para energias renováveis – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (09), do evento “Diplomatas da Agricultura no Brasil (DAB)”, realizado na Embaixada da Colômbia, em Brasília. O encontro reuniu adidos agrícolas e autoridades para debater o tema “Agro e novas indústrias energéticas no Brasil”, com foco em biogás e biometano.
Durante o painel, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro na transição energética. Em sua apresentação, ela reforçou que o país possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e grande capacidade de expandir soluções limpas, sustentáveis e competitivas.
Eduarda também ressaltou que o agro é parte essencial desse processo, ao integrar produção de alimentos, energia e sustentabilidade, além de enfatizar o potencial dos biocombustíveis, que estão plenamente integrados à produção agropecuária.
Segundo ela, essas fontes permitem transformar resíduos agrícolas e pecuários em energia, substituir o uso de diesel no campo e reduzir emissões de carbono e de outros gases de efeito estufa.
“A diversidade de matérias-primas disponíveis no país, especialmente do setor sucroenergético, da pecuária, da suinocultura e das agroindústrias, coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar a produção de energia renovável, com impactos positivos sobre a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o desenvolvimento regional”, disse.
Para ela, “esses biocombustíveis permitem uma economia circular efetiva, gerando energia firme, biofertilizantes e redução de custos no ciclo produtivo”.
No debate, a CNA reforçou que a expansão das cadeias de biogás e biometano depende de previsibilidade e segurança regulatória, além de infraestrutura adequada e instrumentos de incentivo capazes de atrair investimentos.
Políticas públicas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Paten foram citadas como exemplos de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento do setor.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
Reta final do ano: soja’perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.
Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.
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Relatório do USDA
O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.
Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.
Mercado brasileiro
No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.
Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.
Clima e demanda no centro das atenções
Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.
Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.
Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.
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