Connect with us
11 de maio de 2026

Business

Tecnologia no agro impulsiona sustentabilidade e desenvolvimento urbano

Published

on


A conexão entre campo e cidade nunca foi tão visível como na era da agricultura digital. Em Mato Grosso, essa relação é impulsionada pela tecnologia que nasce muitas vezes nos centros urbanos e ganha forma nas lavouras. Os efeitos não ficam restritos às áreas rurais: são sentidos diretamente na mesa das famílias, na economia local e até nos indicadores de desenvolvimento humano.

Para o produtor Valdir Ciomar Martini, que cultiva soja e milho em uma área de 800 hectares em Guiratinga, a tecnologia transformou a produtividade no campo. “Não vou falar que diminuiu a área plantada, mas aumentou muito a produtividade por hectare. Graças a Deus que veio essa tecnologia, que por trás de uma mesa do escritório tem alguém trabalhando para nós do campo podermos produzir”, afirma.

Ele destaca ainda que esse avanço contribui para a sustentabilidade e reforça o papel do agro na segurança alimentar urbana: “Com essa tecnologia, isso veio fazer com que diminuísse muito o impacto ambiental. A gente coloca café da manhã, almoço e janta na mesa de quem mora na cidade”.

A ciência, muitas vezes distante do campo, tem papel fundamental nesse processo. Para o geofísico Sérgio Sacani, a inovação tecnológica no agro funciona de forma parecida com a exploração espacial.

Advertisement
Geofísico Sérgio Sacani durante o Circuito Aprosoja 2025 em Rondonópolis. Foto: Viviane Petroli/Canal Rural Mato Grosso

“Toda tecnologia que você desenvolve para uma coisa, você acaba usando para outra. Às vezes você desenvolve um sensor para medir algo da plantação, e um médico percebe que pode usar aquilo para detectar uma doença. Essa integração é grande”, disse o geofísico em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso durante passagem por Rondonópolis no Circuito Aprosoja 2025.

Sacani lembra ainda que regiões como o Cerrado, antes consideradas inférteis para a produção de soja e milho, hoje são produtivas graças à tecnologia aplicada. “Você olha o Cerrado e pensa que não pode nascer nada ali. E, graças à ciência, hoje se planta com sucesso”.

Tecnologia no agro, impacto na cidade

Em Rondonópolis, iniciativas como o Agro Club Tecnológico têm promovido essa ponte entre a cidade e o campo. Criado há pouco mais de dois anos, o projeto já reúne mais de 40 associados e atua como um facilitador para levar soluções tecnológicas ao produtor rural.

“No Agro Club, levamos para o produtor otimização do tempo, redução de custos e automatização de processos. Mas, para levar isso ao campo, você precisa do que está na cidade: desenvolvimento, pesquisa, universidades, alunos. Normalmente a startup é criada por um jovem que está na cidade e que está ouvindo a dor do produtor”, explica o CEO Durval Carneiro.

O Agro Club Tecnológico, em Rondonópolis, têm promovido uma ponte entre a cidade e o campo, atuando como um facilitador para levar soluções tecnológicas ao produtor rural. Foto: Divulgação/Agro Club Tecnológico
O Agro Club Tecnológico, em Rondonópolis, têm promovido uma ponte entre a cidade e o campo, atuando como um facilitador para levar soluções tecnológicas ao produtor rural. Foto: Divulgação/Agro Club Tecnológico

Essa interdependência entre campo e cidade também se traduz em desenvolvimento. Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, destaca os avanços da biotecnologia e da agricultura regenerativa.

“A biotecnologia reduziu o uso de defensivos e a entrada na lavoura. E a agricultura regenerativa, nos últimos anos, tem sido uma nova revolução. Sequestramos 1,6 toneladas de carbono no sistema soja-milho. Isso significa retirar carbono da atmosfera, aumentar a matéria orgânica, melhorar o solo e aumentar a produtividade”, detalha.

Beber ressalta ainda que o impacto vai além das lavouras. “Isso aumenta a oferta de alimentos, impacta na inflação, nas exportações, atrai capital de fora e movimenta a economia. Durante a pandemia, Mato Grosso foi o único estado em que a economia cresceu. O campo colhe mais e a cidade colhe mais desenvolvimento, mais oferta de serviços públicos”.

Advertisement

A tecnologia, afirmam especialistas e setor produtivo, é o elo entre inovação e sustentabilidade, entre a lavoura e a cidade. “O agro que preserva e produz também transforma o ambiente urbano, mostrando que desenvolvimento sustentável é uma via de mão dupla”, ressalta o presidente da Aprosoja Mato Grosso.


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.



Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Plano Safra e seguro rural pautam discussões com o Mapa no 4º Congresso Abramilho

Published

on


Foto: Assessoria Abramilho

O setor produtivo leva para dentro do 4º Congresso Abramilho, na próxima quarta-feira (13), a pressão por um Plano Safra que garanta fôlego financeiro aos produtores rurais. Com a participação confirmada do ministro André de Paula (Mapa), o evento em Brasília será o palco para cobrar medidas concretas contra o endividamento no campo e a precariedade do seguro rural. O debate ocorre em um momento crítico, onde o alto preço dos insumos ameaça a viabilidade da próxima temporada.

Além do representante do governo brasileiro, a cúpula do evento recebe o embaixador da China, Zhu Qingqiao. O foco das entidades é garantir que o governo federal apresente mecanismos eficientes de apoio à comercialização e investimentos em infraestrutura logística. A mesa de abertura conta com a mediação do jornalista Cassiano Ribeiro.

Nomes como João Martins da Silva Júnior (CNA) e Lucas Costa Beber (Aprosoja-MT) também participam da discussão, que busca traçar um diagnóstico sobre as dificuldades enfrentadas em Mato Grosso e nas demais regiões produtoras. O grupo defende que, sem um aporte robusto no crédito oficial, a competitividade do grão brasileiro pode ser comprometida pela falta de armazéns e logística deficitária.

Interlocução e crise de rentabilidade

Para o organizador do congresso e diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, o encontro serve como uma ponte direta para que as dores do produtor cheguem ao alto escalão da Esplanada. Ele destaca que o cenário de incerteza exige que o ministério exponha quais são os planos reais para mitigar os riscos da atividade.

Advertisement

“A gente vai discutir crise, política, Plano Safra. Com o ministro da Agricultura presente, o que se coloca na mesa é o que o governo está pensando diante das dificuldades que o setor está passando”, afirma Silveira.

A agenda do dia ainda contempla discussões técnicas sobre biotecnologia e a influência da geopolítica nas exportações. O objetivo final é consolidar uma pauta de propostas que será entregue às autoridades, reforçando a necessidade de segurança jurídica e financeira para o agronegócio nacional.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Plano Safra e seguro rural pautam discussões com o Mapa no 4º Congresso Abramilho apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading

Business

Rápida evolução dos bioinsumos pressiona governo por célere regulamentação, diz Abinbio

Published

on


Foto: Canal Rural

O avanço acelerado do mercado de bioinsumos no Brasil elevou a pressão sobre o governo federal para concluir a regulamentação do Novo Marco Regulatório do setor. A avaliação predominou entre lideranças da indústria e pesquisadores reunidos no BioSummit 2026, realizado em 6 e 7 de maio, em Campinas, São Paulo.

O consenso foi da necessidade de regulamentação célere da nova legislação como condição estratégica para garantir segurança jurídica, continuidade operacional e expansão dos investimentos em bioinsumos no país.

O debate ocorre em meio a um cenário de forte crescimento do segmento. Segundo levantamento da CropLife Brasil, o mercado brasileiro de bioinsumos atingiu R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior e o maior avanço desde o início da série histórica, em 2022.

No plano internacional, a consultoria DunhamTrimmer projeta crescimento global de 10% entre 2025 e 2030, levando o setor a US$ 25 bilhões até o fim da década. A América Latina deverá superar essa média, com expansão estimada em 14%, puxada principalmente pelo Brasil, hoje considerado líder mundial em adoção de insumos biológicos.

Advertisement

Foi nesse contexto que o assessor jurídico da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Rodrigo Souza, defendeu rapidez na consolidação das normas infralegais da nova Lei dos Bioinsumos, uma vez que o tempo de entusiasmo com a aprovação da matéria já passou.

Segundo ele, o próprio processo legislativo demonstrou maturidade institucional e alinhamento entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“É importante destacar que durante o processo legislativo existiu bastante consenso, mesmo com a participação dos diferentes setores envolvidos, o que demonstra o amadurecimento do debate e o entendimento de que neste momento a finalização do processo é a prioridade para todos, produtor rural, governo, pesquisa, investimento e indústria”, destacou.

Segurança jurídica

Souza ressalta que, entretanto, o cenário atual vai além de mera expectativa regulatória. “Mais do que ansiedade com a finalização da regulamentação, existe urgência real, especialmente por parte da indústria, que aguarda a finalização da regulamentação para ter segurança jurídica sobre uma área extremamente regulada”, declarou.

De acordo com ele, a ausência das regulamentações complementares já provoca impactos concretos sobre a operação das empresas. “Em muitos casos a falta de regulamentação impacta diretamente em processos de registro de produtos, fiscalizações e demais rotinas da cadeia de produção”, afirmou.

O assessor jurídico da Abinbio ressaltou ainda que diversos pontos previstos no novo marco continuam exigindo aprofundamento técnico e alinhamento institucional. Entre eles, citou a necessidade de definição sobre a atuação prévia do Ibama e da Anvisa nos processos de registro, além de temas considerados estratégicos para a competitividade do setor.

Advertisement

“Nesse contexto de urgência, é necessário destacar pontos importantes para a rotina da indústria, trazidos pela Lei dos Bioinsumos, que ainda necessitam de debate, especialmente atinentes à necessidade de atuação prévia do Ibama e Anvisa em processos de registro de produtos, proteção de dados regulatórios, proteção contra biopirataria, possibilidade de acreditação de laboratórios privados e ampliação do escopo da titularidade de registro de bioinsumos”, pontuou.

Outro aspecto levantado por Souza foi a coexistência temporária entre dispositivos antigos e as novas diretrizes legais, situação que, segundo ele, amplia a insegurança jurídica no setor. “Existem pontos de sombra entre a nova lei e o regramento anterior, que continuam impactando o dia a dia e inclusive gerando insegurança nas rotinas produtivas, em processos administrativos e fiscalizações”, explicou.

Ao encerrar sua participação, o representante da Abinbio reforçou que a consolidação do ambiente regulatório será determinante para o futuro da indústria brasileira de bioinsumos.

“A expectativa do setor é enorme, todavia a atividade da indústria não pode parar, pois existe toda a cadeia produtiva, de suprimentos e empregos envolvidos, pelo que a consolidação e aumento de investimentos e crescimento dependem de clareza e segurança jurídica no ambiente regulatório, o que somente ocorrerá com a finalização da regulamentação”, concluiu.

Advertisement

O post Rápida evolução dos bioinsumos pressiona governo por célere regulamentação, diz Abinbio apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Embrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados

Published

on


Estruvita

A Embrapa Agrobiologia (RJ) realizou uma pesquisa quanto ao uso da estruvita como fertlizante nas plantações de soja e trigo. Cientistas envolvidos no estudo apontam que o uso desse insumo, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma opção viável para reduzir a utilização e dependência fosfatados importados.

Experimentos realizados mostram que o produto teve capacidade de suprir até 50% da demanda por fósforo, mantendo a quantidade de produção equivalente a realizada com o fertilizante convencional.

Pesquisador da Embrapa, Caio de Teves Inácio, ressalta que a idéia não é apenas substituir fertilizantes. “Estamos criando uma nova rota tecnológica para o campo brasileiro, alinhada à sustentabilidade, à autonomia e à inovação”, afirma o coordenador do estudo.

A estruvita, material usado no novo tipo de fertilização, tem formação feita por cristais de fosfato de magnésio e amônio, além de ser produzido a partir da precipitação química de nutrientes de resíduos da suínocultura. Caio intera que o produto representa o conceito de economia circular na agropecuaria, “Transformamos um passivo ambiental, que são os efluentes animais, em um insumo agrícola de alto valor agregado”, explica.

Advertisement

Outro fator fundamental para ser considerado um sucesso o estudo, são resultados que mostram a eficiência desse tipo de fertilizante, se mostrando superior em termos de recuperação do fósforo aplicado no solo.

O solo brasileiro tropical, desgastados pelo clima, costuma fixar o fósforo de forma rápida, o que limita a eficácia do fertilizante convencional. Visto que a liberação do novo tipo de fertlização é feita de forma lenta e gradual, seu aproveitamento é maior.

A recomendação preliminar indica que a estruvita pode ser aplicada sozinha ou em combinação com outros fertilizantes solúveis. As doses podem variar de 50% a 100%, a depender da cultura e do solo.

Através disso, pesquisadores desenvolveram um tipo de fertilização organomineral, combinando nutrientes minerais com matéria orgânica. Em testes, a formulação combinada obteve resultados 50% maiores nos primeiros 28 dias, comparadas com a estruvita pura.

Além dos pontos positivos relacionados a agronomia, outros fatores econômicos e ambientais reforçam o beneficio desse fertilizante.

Advertisement

“Estamos falando de uma tecnologia nacional, que reduz a dependência de insumos importados, reaproveita os nutrientes de resíduos agropecuários e melhora a eficiência do uso do fósforo, um recurso natural não renovável”, comenta Caio.

O uso da estruvita soluciona um problema de reposição inadequada de dejetos animais. Locais com produção suína intensiva, como no Sul e no Centro-Oeste, a precipitação da estruvita da permissão de retirar o excesso de nutrientes antes de aplicar no solo, o que reduz o risco de contaminação de águas subterrâneas. A característica ainda colabora com a ampliação da produção de granjas, limitada pela quantidade de nutrientes (fósforo e nitrogênio) que podem ser despejados no solo.

Outro ponto positivo, é o lado econômico em relação aos produtores, que a partir dos resíduos, passariam a gerar um insumo comercializável dos resíduos. Projeções da Embrapa indicam que o uso dessa tecnologia em propriedades com mais de 5 mil suínos pode gerar cerca de 340 mil toneladas de estruvita por ano no país.

Cenário da estruvita no Brasil ainda é pouco conhecido

A produção de estruvita vinda através da recuperação de nutrientes efluentes é vista como uma tecnologia sustentável na economia circular. A abordagem não só evita a poluição por excesso de nutrientes em cursos d’água, como também gera o fertilizante.

Falando do cenário global, o interesse pela estruvita cresceu exponencialmente na última década. Mais de 80 instalações desse tipo de produção operavam em 2019, principalmente em países mais desenvolvidos que enfrentam excedentes de fósforo oriundos da pecuária intensiva ou da alta densidade populacional. A liderança de países em relação a esse tipo de pesquisa fica entre China, EUA e Alemanha, que são referencia nesse campo.

Caio ainda ressaltou como o produto ainda é desconhecido no Brasil, “É um paradoxo: temos um recurso promissor, mas pouco se sabe sobre seu comportamento nas nossas condições de solo, que são predominantemente ácidas e com alta capacidade de adsorção de fósforo”, completou o pesquisador.

Advertisement

*Com informações da Embrapa Agrobiologia

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Embrapa desenvolve insumo à base de resíduos suínos para substituir fertilizantes fosfatados apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT