Sustentabilidade
Seminário debaterá mercado mundial de soja; inscreva-se!

A Embrapa Soja, em parceria com associações do setor, realiza nos dias 19 e 20 de agosto de 2025, em Londrina (PR), o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja. O evento será presencial e tem vagas limitadas, reunindo cerca de 180 participantes, entre pesquisadores, técnicos, agentes governamentais, especialistas e representantes de indústrias e produtores rurais. Faça parte.
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O seminário terá início nesta terça-feira (19), às 14h, com a conferência de abertura “Perfil e mapeamento da sojicultura no Brasil nos últimos 50 anos: evolução da produtividade, desafios vencidos e o que vem pela frente”, apresentada pelo chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.
Durante o primeiro dia também serão discutidos desafios e realidades regionais da sojicultura, com painéis sobre mapeamento da produtividade, cenários de produção e o papel das cooperativas na cadeia produtiva, com participação de Décio Gazzoni (Embrapa Soja), Fabrício Morais Rosa (Aprosoja Brasil) e Robson Mafioletti (Sistema Ocepar).
Dia 20
No dia 20 de agosto, quarta-feira, das 8h às 12h, os debates se voltam ao mercado chinês, abordando barreiras fitossanitárias, critérios de qualidade e aspectos legais da exportação de soja geneticamente modificada (OGM) à China. Participam especialistas como Edilene Cambraia Soares (DSV/SDA-Mapa), Hugo Caruso (DIPOV/SDA-Mapa), Eduardo Leão (CropLife) e Fátima Parizzi (Abiove).
Painel sobre a soja
O seminário também traz o painel sobre geopolítica da soja, discutindo estratégias globais, dependência e protagonismo do Brasil frente à China e à União Europeia. Entre os participantes estão Larissa Wachholz (Cebri/Vallya) e Marina Isadora Barbosa Souza (CNA).
Sobre o evento
O evento é promovido pela Embrapa Soja, em parceria com a Abiove, Acebra, Anec, Aprosoja MS, Aprosoja PR, Ascb, CNA, OCB e Sindirações.
Sustentabilidade
Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.
Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.
Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.
“Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.
Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos, 14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.
“O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.
Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.
Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.
Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.
Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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