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Bombeiros aplicam R$ 25 milhões em multas e fazem 5 prisões por uso irregular do fogo

As penalidades são parte da política de Tolerância Zero contra crimes ambientais, implementada pelo Governo de MT
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) já aplicou, neste ano, cerca de R$ 25 milhões em multas ambientais por uso irregular do fogo e prendeu cinco pessoas em flagrante por atearem fogo em áreas urbanas ou rurais, prática considerada crime ambiental.
As prisões e apreensões são resultado das fiscalizações realizadas em operações integradas de segurança pública, como parte da política de Tolerância Zero aos crimes ambientais, implementada pelo Governo de Mato Grosso.
A ação mais recente ocorreu nesta quinta-feira (14.8), quando um homem foi detido, acusado de provocar um incêndio em uma área próxima ao Parque Estadual do Cristalino, no município de Novo Mundo (a 746 km de Cuiabá). Ele recebeu voz de prisão em flagrante por crime ambiental e foi conduzido pelos policiais à Delegacia de Guarantã do Norte.
Em entrevista ao Jornal da Nova, da Rádio Nova FM, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, explicou que as multas e prisões são resultados de um trabalho robusto e contínuo realizado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), que monitora remotamente os focos de calor, adota medidas preventivas e realiza fiscalizações rigorosas para coibir o uso irregular do fogo. As iniciativas contam ainda com o apoio de outras forças de segurança e secretarias de Estado.
Entre as principais frentes de atuação, destacam-se os trabalhos da Sala de Situação Central, em Cuiabá, e das oito salas descentralizadas distribuídas pelo Estado, além da Operação Infravermelho, conduzida pelo BEA, que cruza dados geoespaciais, imagens de satélite e informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para identificar focos de calor.
“Já é possível identificar, via satélite, os locais onde os focos de incêndio estão começando. Temos feito contato com os responsáveis e direcionado equipes para realizar a atuação imediata. Somente em 2025 já foram aplicados R$ 25 milhões em multas, além de realizadas cinco prisões em flagrante de pessoas que insistem em usar o fogo durante este período proibitivo”, afirmou o comandante.
Ainda segundo o coronel, o Estado tem investido fortemente em tecnologia, o que tem contribuído significativamente para a identificação de casos de uso irregular do fogo. Somente neste ano foram destinados cerca de R$ 125,2 milhões a iniciativas de preservação ambiental, com foco no combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais.
Desse montante, R$ 78 milhões são investidos diretamente nas ações realizadas pela corporação, que contemplam, além das medidas de prevenção e fiscalização, a contratação de brigadistas, ampliação da estrutura da corporação, uso de máquinas pesadas, formalização de parcerias, entre outras ações estratégicas.
Apesar dos avanços, o comandante-geral ressaltou que o apoio da população continua sendo fundamental, especialmente no cumprimento do decreto que estabelece o período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso. Em caso de flagrante ou suspeita de incêndio criminoso, os cidadãos devem acionar imediatamente o número de emergência 193, para que equipes possam agir com rapidez e eficiência.
“O Estado é muito extenso, o que representa um grande desafio. Somos o terceiro maior Estado do país. Quando os incêndios se iniciam e ganham grandes proporções, o controle se torna bastante difícil. Por isso, é fundamental evitar que o fogo comece. É importante conscientizar a população para que não utilize o fogo durante este período de estiagem”, reforçou o comandante-geral.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
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Exclusivo: “Reeleição de Lula pode trazer ainda mais insegurança para o agro”, avalia presidente da Aprosoja

Em entrevista exclusiva ao O LIVRE, o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, comentou as expectativas do setor para 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais — um período considerado sensível para o agronegócio.
Segundo Beber, o cenário é desafiador para os produtores rurais, especialmente diante das incertezas econômicas e jurídicas que ainda persistem.
“Este é um ano desafiador. O maior problema continua sendo o preço das commodities. Além disso, temos outros assuntos que impactam diretamente o setor, como a ampliação das áreas indígenas. No fim do ano passado, após a COP, esse tema nos preocupou muito, pois trouxe insegurança jurídica.”
Oscilações devem marcar 2026
O presidente da Aprosoja destacou que períodos eleitorais costumam gerar instabilidade econômica, o que afeta diretamente o planejamento do produtor rural.
“As eleições são normais, mas é um ano com mais oscilações: câmbio, juros altos, entre outros fatores. Tudo isso acaba sendo impactado pelo processo eleitoral.”
Para Beber, o cenário de 2026 tende a ser ainda mais turbulento, independentemente do controle do setor produtivo.
“É claro que promete ser uma eleição muito turbulenta, com muita oscilação, mas isso é algo que foge do nosso controle.”
Insegurança jurídica preocupa o agro
Ele também alertou que o resultado das urnas pode trazer consequências diretas ao agronegócio.
“O produtor pode, sim, ser prejudicado, dependendo de quem for eleito ou reeleito para a Presidência.”
Ao comentar o atual governo, Beber foi direto ao avaliar os impactos para o setor.
“O atual governo (Lula) tem trazido bastante insegurança jurídica para o agronegócio.”
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Colheita de soja avança mais rápido que no ano passado, aponta Imea

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso avançou de forma expressiva e alcançou 6,69% da área cultivada, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados atualizados até esta quinta-feira (15).
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Na semana anterior, em 9 de janeiro, o índice de área colhida era de 1,98%, o que mostra clara aceleração dos trabalhos nas lavouras.
Já no mesmo período do ano passado, o percentual era ainda menor, de 1,41%.
O avanço mais rápido reflete condições climáticas favoráveis em grande parte do estado e o início mais antecipado das operações em regiões produtoras estratégicas.
Com informações da Safras & Mercado.
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Centro científico da Aprosoja mostra que sustentabilidade também dá lucro

A ciência aplicada ao campo deixou de ser discurso e virou número na lavoura de Mato Grosso. Com uma década de atuação, o Centro de Pesquisas Científicas (CTECNO) da Aprosoja, instalado em Campo Novo do Parecis, acumula resultados que comprovam o impacto direto da pesquisa na produtividade agrícola. Um dos exemplos mais expressivos é o salto médio da produção de soja, que com as pesquisas da Aprosoja pode produzir até 30 sacas a mais por hectar plantado, conforme os experimentos conduzidos ao longo dos anos.
O LiVRE acompanhou de perto o evento que marcou os 10 anos do CTECNO, reunindo produtores rurais, agrônomos, consultores e lideranças do setor em um dia de palestras técnicas, troca de experiências e apresentação dos principais avanços obtidos pelo centro.
Ciência no agro
Instalado em uma área de 86 hectares, o CTECNO Parecis funciona como uma estação experimental permanente, onde são realizados entre 35 e 40 experimentos por ano, muitos deles de longa duração. O foco está na avaliação de manejos de solo, rotação de culturas e sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem abrir mão da sustentabilidade.
O centro mantém dois pesquisadores em dedicação integral, responsáveis por planejar, executar e acompanhar todos os experimentos. Entre eles está a pesquisadora Danila Facco, especialista em solos, que destaca que os ganhos observados hoje são fruto de persistência e visão de longo prazo.
“Os resultados não aparecem de um ano para o outro. Muitas práticas precisam de tempo para mostrar efeito, principalmente quando falamos de solo. O produtor que entende isso colhe benefícios maiores lá na frente”, explica.
Diferentes solos, mesma solução: técnologia
As pesquisas desenvolvidas no CTECNO avaliam diferentes tipos de solo, incluindo áreas de textura média e arenosa, comuns em Mato Grosso. Os estudos mostram que, com correções químicas adequadas, uso de plantas de cobertura e sistemas de rotação bem ajustados, é possível reduzir perdas de nutrientes e melhorar o aproveitamento do ambiente produtivo.
Entre os sistemas que mais se destacaram ao longo da década está a rotação soja-braquiária, apontada como uma das mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. O modelo contribui para o aumento do carbono no solo, melhora a estrutura física da terra e ajuda no controle de pragas como nematoides.

O presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, reforçou que o papel dos centros de pesquisa é transformar ciência em ferramenta prática para o produtor. “Aqui não é pesquisa de laboratório isolado. Tudo o que é testado precisa fazer sentido dentro da porteira”, afirmou.
Ao completar 10 anos, o CTECNO se consolida como uma vitrine de soluções para o agronegócio mato-grossense, mostrando que investimento em ciência, mesmo com equipes reduzidas, pode gerar ganhos reais de produtividade, sustentabilidade e segurança para quem vive da terra.
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