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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Município de MT exportou 519,6 milhões de dólares em commodities em 2025

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Grande produtor de commodities e destaque no agronegócio brasileiro, Campo Verde exportou nos primeiros 7 meses de 2025, o valor de 519,6 milhões dólares (FOB). Os embarques foram principalmente para a China, União Europeia, Estados Unidos, Turquia e Vietnã. O mês com maior valor exportado foi fevereiro, com 91,6 milhões de dólares. Julho fechou com 54,9 milhões de dólares.

De acordo com os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os principais produtos exportados por Campo Verde foram soja, milho e algodão, commodities que formam a base da economia do município.

A força do agronegócio em Campo Verde é visível e impressiona. As atividades ligadas ao campo, seja nas grandes propriedades ou na agricultura familiar, são responsáveis pela geração de milhares de empregos e renda, refletindo diretamente na qualidade de vida da população.

Recentemente, a Agenda Pública, uma organização social de interesse público, divulgou um estudo sobre como vivem os moradores dos 50 municípios com os maiores PIBs agropecuários do Brasil. Campo Verde ficou na sexta colocação geral e em segundo lugar no Mato Grosso. Entre as cidades com extrato populacional entre 30 mil e 50 mil moradores, Campo Verde é o segundo, tanto em Mato Grosso quanto no Brasil. O estudo avaliou 40 indicadores nos setores de saúde, educação, infraestrutura, proteção social, desenvolvimento rural e gestão de qualidade.

Para se ter uma ideia de como é o cenário agrícola em Campo Verde, na safra 2024/2025, foram cultivados no município 103,43 mil hectares de algodão, 127,67 mil hectares de milho e 244,95 mil hectares com a soja. Os números são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

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É importante destacar que a produção agrícola interfere positivamente em outros setores da economia local.

No caso do algodão, o grande volume de pluma produzido impulsiona outros setores, como o industrial. Mensalmente, são produzidas no município 2,5 mil toneladas de fios, o que faz de Campo Verde o maior polo têxtil do Centro-Oeste.

Investimentos que estão sendo feitos por empresas locais vão elevar essa quantidade para 3,5 mil toneladas mês.

Já a soja e o milho, pelo volume produzido, tornam a cidade atrativa para investimentos em segmentos como a fabricação de óleo, ração animal, biocombustível e outros derivados.

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Agro Mato Grosso

Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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