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Brigadistas passam por treinamento prático e teórico para agir contra fogo no Pantanal

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O Polo Socioambiental Sesc Pantanal, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), realizou o “Curso de Formação de Brigadas de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais”, no Parque Sesc Serra Azul, localizado em Rosário Oeste. A capacitação integra as ações do Manejo Integrado do Fogo, estratégia essencial para prevenir e combater incêndios florestais na região, especialmente durante o período de estiagem.

Ao longo de dois dias, 16 brigadistas participaram de atividades teóricas e práticas, abordando comportamento do fogo, fatores que influenciam sua propagação, ferramentas de prevenção, construção de aceiros e técnicas de combate direto e indireto.

O curso é realizado todos os anos, com carga horária de 40 horas, como uma das ações do Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, para capacitar novos brigadistas e atualizar profissionais já experientes. “A programação é completa, preparando para possíveis incêndios, mas, acima de tudo, para os processos de prevenção, que são o nosso foco”, diz Alexandre Enout, gestor da Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Sesc Pantanal.

Segundo Luiz Felipe Pimentel, instrutor de Brigadas do ICMBio, o curso proporciona conhecimentos essenciais para atuação no bioma. “Os brigadistas tiveram a oportunidade de aprender sobre como o fogo se forma, como se comporta no ambiente e quais fatores influenciam esse comportamento. Também realizamos práticas de construção de linhas de defesa e combate direto às chamas. É uma medida preparatória que reforça a prevenção e o combate, em casos de incêndios florestais na região”, explica.

Para além da estrutura, Marcelo Andrade, analista ambiental do ICMBio, reforça que o treinamento também atualiza as equipes sobre a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, aprovada em 2024. “O objetivo é atualizar os brigadistas do Sesc em relação à política nacional, que trouxe melhorias na organização do combate, como o uso do Sistema de Comando de Incidentes. Em grandes operações, isso garante uma resposta mais eficaz. Mesmo com a previsão de uma temporada mais amena, devido ao período nosso papel é estar sempre preparados.”

 

Infraestrutura para prevenção e combate

Para proteção das três áreas naturais do Sesc Pantanal – RPPN Sesc Pantanal, Parque Sesc Baía das Pedras, localizadas no Pantanal, e Parque Sesc Serra Azul, no Cerrado – que somam 117 mil hectares, bem como o apoio em regiões próximas, a instituição possui 45 brigadistas, caminhões pipas, pás carregadeiras, tratores, roçadeiras, carreta tanque de água, kit combat, bombas costais, sopradores, pinga-fogo, quadriciclo, caminhonetes, moto-bomba e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Para ampliar ainda mais a infraestrutura necessária, o Polo Socioambiental utiliza câmeras de monitoramento de longo alcance, com recursos de inteligência artificial, para detecção de focos de incêndio em tempo real. O Fire Information for Resource Management System (FIRMS), da Nasa, e o BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), disponibilizam dados sobre os focos de incêndios ativos com atualização média a cada três horas. Isso permite o monitoramento das condições climáticas e orienta o monitoramento aéreo, tanto preventivo, feito semanalmente, quanto para auxílio no combate aos incêndios. Do local, também pode ser acionado brigadistas e equipamentos para combates.

Além disso, o Sesc Pantanal integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, presidido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), há mais de seis anos, demonstrando seu compromisso com a proteção ambiental da região. Além disso, o Sesc Pantanal também faz parte da Sala de Situação Central (SSC), grupo técnico que busca soluções conjuntas para o controle de incêndios florestais, otimiza recursos e compartilha informações sobre as operações.

 

Período proibitivo do uso do fogo

Em Mato Grosso, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais no Cerrado e na Amazônia está proibido desde 1º de julho e segue até 30 de novembro. Já no Pantanal, o período iniciou em junho e segue até o dia 31 de dezembro. A medida busca prevenir incêndios florestais no período mais crítico do ano, quando a baixa umidade e as altas temperaturas aumentam o risco de propagação das chamas.

Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo

Criada pela Lei nº 14.944/2024, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF) é gerida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e busca estabelecer a coordenação entre Governo Federal, estados, municípios, setor privado e sociedade civil para fortalecer e ampliar medidas de prevenção, preparação e controle de incêndios. A PNMIF visa reduzir a incidência e os danos causados pelos incêndios florestais ao mesmo tempo em que reconhece o papel ecológico do fogo em determinados ecossistemas e valoriza os saberes tradicionais de manejo.

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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.

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De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Preços de soja

Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Soja em Chicago

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.

A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.

O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.

Câmbio

No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.

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Conheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo

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Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.

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De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca. 

A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.

O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.

“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.

Danos causados

O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.

A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.

Manejo exige antecipação

Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.

Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.

tamanduá-da-soja na fase larval
Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa

O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.

A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.

Papel no equilíbrio ambiental

Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.

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Colheita de soja no Brasil atinge 68,8%, aponta consultoria

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Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis. Foto: Amaggi

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 63,8% da área plantada até o dia 20 de março, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.

O avanço semanal foi significativo em relação ao índice de 55,4% registrado na semana anterior, indicando aceleração dos trabalhos no campo. Ainda assim, o ritmo da colheita segue abaixo do observado em igual período do ano passado, quando 76,6% da área já havia sido colhida.

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Na comparação com a média histórica para o período, de 71,3%, o atraso também fica evidente, reforçando um cenário de colheita mais lenta na atual temporada.

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