Sustentabilidade
Sumitomo Chemical lança programa que transforma a forma de se relacionar com parceiros – MAIS SOJA

Com 50 anos de atuação no Brasil, a Sumitomo Chemical lança seu programa de incentivo chamado de Yen, para todo mercado nacional, estabelecendo relações e negócios ainda mais consolidados com os distribuidores parceiros de todo o país. A iniciativa é apresentada oficialmente no Congresso Andav 2025, principal evento da distribuição de insumos agropecuários, que acontece entre os dias 5 e 7 de agosto, em São Paulo (SP).
O Programa Yen é reflexo do compromisso da companhia com o sucesso dos nossos parceiros. Acreditamos na força da união, e esse programa reconhece, valoriza e impulsiona quem constrói esse setor conosco todos os dias, afirma Everson Zin, gerente sênior de Estratégia de Acesso ao Mercado da Sumitomo Chemical.
O Programa Yen nasce como parte de uma nova proposta de valor para os parceiros comerciais da Sumitomo Chemical, reforçando o compromisso da companhia com o desenvolvimento conjunto, a sustentabilidade da agropecuária brasileira e o fortalecimento das relações comerciais.
Com o objetivo de lançar 20 novas soluções até 2028, a empresa segue fortalecendo sua atuação e presença nas principais culturas do país, sempre com foco em rentabilidade, sustentabilidade e inovação. Entre os pilares estratégicos de sua oferta, além de portfolio, se destacam também a logística eficiente e o compromisso com boas práticas ambientais. E, no campo do marketing, a Sumitomo Chemical anunciou seu novo posicionamento de marca Agricultura Nos Une e Pastagem nos Une, presentes pela primeira vez na Andav.
Programa Yen
Inspirado no conceito de prosperidade coletiva, fortemente presente na cultura oriental, o Programa Yen oferece aos distribuidores oportunidades de crescimento e acesso à ferramentas exclusivas para expansão comercial conjunta. Através dele a empresa reafirma sua confiança em cada parceiro, com uma comunicação que inspira e promove o desenvolvimento mútuo.
Agricultura nos Une e Pastagem nos Une
Esse ano de 2025 é um ano muito especial para a Sumitomo Chemical: completamos 50 anos de atuação no Brasil e 5 anos no varejo de insumos agropecuários. E para celebrar essas duas importantes datas, lançamos o posicionamento da marca Agricultura nos Une e Pastagem nos Une, com o objetivo de expressar e estabelecer a relação cada vez mais próxima que temos com nossos clientes, parceiros e influenciadores da cadeia agropecuária de forma coerente, contínua e consistente para entender e atender às suas necessidades.
Soluções Sustentáveis para parceiros
Agricultura de Baixo Carbono – Medição da pegada de carbono da propriedade e comercialização de crédito ESG.
Parceria de sustentabilidade com Distribuidor e Cliente – Software de gerenciamento de emissões de GEE para controle de inventário de carbono.
MIP Experience – Certificação que atesta a aplicação de boas práticas no manejo correto de HF, produzindo um HF para o mercado premium.
Pastagem Certificação Regenerativa – Certificação da propriedade em pastagem regenerativa para acesso ao mercado premium .
Recuperação de Pastagem Degradada – Suporte em boas práticas no controle de ervas daninhas no pasto e manejo adequado dos animais, resultando em aumento de @/ha e menos tempo para abate.
Pastagem Geração de Crédito de Carbono Implementação de recuperação de pastagem degradada e boas práticas de manejo de pastagem, cálculo de crédito de carbono e comercialização do crédito.
Soja e Milho com Certificação RTRS – Certificação em boas práticas e rastreabilidade de soja e milho para acesso a um mercado premium.
Algodão com Certificação Regenerativa – Certificação de algodão como agricultura regenerativa para acesso a um mercado premium.
Referência em Logística: eficiência e inovação
Em nossa busca constante em oferecer conveniência e eficiência, em parceria com a Bravo, lançamos uma novidade que transforma a experiência de retirada de produtos: os Lockers (Armários Inteligentes). Com capacidade para armazenar volumes de até 360 litros, esses armários permitem que clientes e parceiros retirem seus pedidos 24 horas por dia, 7 dias por semana, de forma prática e segura. Essa experiência vocês podem verificar na prática no stand.
A operação logística da Sumitomo Chemical é reconhecida como referência no mercado, com uma estrutura robusta formada por 13 Centros de Distribuição em 12 estados do Brasil. Esses CDs estão estrategicamente localizados nas principais fronteiras agrícolas, garantindo uma experiência superior aos nossos clientes por meio de agilidade e excelência nas entregas.
A Logística da Sumitomo atua nos quatro principais modais logísticos (Rodoviário, Aéreo, Marítimo e Ferroviário), assegurando flexibilidade e cobertura nacional. Além disso, contamos com diversas ferramentas e soluções inovadoras: BioVan; Caminhão blindado; Monitoramento em tempo real de todas as nossas operações logísticas; Entregas aéreas voltado a atender produtos e clientes estratégicos e o Logística em Campo – nossas equipes visitam clientes e parceiros para conhecer de perto suas necessidades e desenvolver soluções personalizadas.
Em nossa busca constante em oferecer conveniência e eficiência, em parceria com a Bravo, lançamos uma novidade que transforma a experiência de retirada de produtos: os Lockers (Armários Inteligentes). Com capacidade para armazenar volumes de até 360 litros, esses armários permitem que clientes e parceiros retirem seus pedidos 24 horas por dia, 7 dias por semana, de forma prática e segura. Essa experiência vocês podem verificar na prática no stand.
Tecnologias inovadoras
A companhia apresenta um completo portfólio para atender as necessidades dos agricultores e pecuaristas de qualquer região do país e nessa atual safra e para as próximas, o ritmo de lançamentos continuará acelerado, confira:
Segmento de manejo com soluções químicas:
Terceira geração da Flumioxazina Original Sumitomo Chemical, ZethaMaxx EVO®, herbicida pré-emergente para soja com formulação única em três modos de ação distintos: inibidor de enzima acetolactato sintase (ALS), protox e divisão celular. A solução tem efeito de controle residual ampliado, contribuindo para menor matocompetição durante o estabelecimento, além da soja, do algodão, feijão, milho e trigo em segunda safra.
Tempest® E é o herbicida seletivo de ação sistêmica, com amplo espectro de controle pós-emergente das plantas daninhas em pastagens. Sua formulação inovadora, com proporção estratégica de ingredientes ativos, proporcionam uma performance superior no controle de plantas daninhas de difícil e extremo controle, tanto na recuperação, quanto na manutenção das pastagens.
Referência nas últimas três safras, o fungicida Excalia Max® tem uma combinação única contendo indiflin, ingrediente ativo desenvolvido originalmente pela Sumitomo Chemical, associado ao tebuconazol. Essa formulação se destaca como a melhor escolha para o programa de manejo de doenças na soja como ferrugem asiática, mancha-alvo, podridão de vagens e grãos, quebramento das hastes e doenças de fim de ciclo (DFCs). Com isso, proporciona eficiente controle do complexo de doenças, manejo de resistência, seletividade e manutenção do potencial produtivo da soja. Já são mais de 5 milhões de hectares tratados desde o seu lançamento.
Segmento de manejo com BioRacionais:
Desenvolvido pela Sumitomo Chemical, o programa CANA+ une tecnologias de origem natural para saúde de solo e manejo hormonal, permitindo aos produtores explorarem o máximo potencial de seus canaviais. Composto por ácido giberélico (GA3) em alta concentração, sendo inclusive certificado pelo IBD para agricultura orgânica, o ProGibb® é uma das tecnologias que integram o CANA+, sendo um regulador de crescimento indispensável para a obtenção de canaviais de alto rendimento.
O produto age diretamente no crescimento celular e promove forte estímulo ao desenvolvimento de colmos e, consequentemente, maior produção de biomassa. Dados de áreas comerciais de usinas e agrícolas mostram que o incremento médio de produtividade agrícola com o uso de ProGibb® é de 7 toneladas por hectare. Pensando em retorno sobre o investimento, estimamos que, para cada R$ 1,00 investido no produto, é possível obter um retorno de produtividade equivalente a R$ 20.
O Aveo® EZ cria uma simbiose com as raízes, formando um biofilme que protege do ataque de nematoides (vermes que ficam no solo). A solução biológica produz substâncias que causam paralisia dos nematoides nos estágios juvenis, diminui a reprodução e, assim, reduz o ataque e a população das próximas safras.
Os Programas Inteligentes de Manejo Fisiológico Soja+ e Milho+ que contam com recomendações técnicas personalizadas para cada cultura no manejo de florada, maturação e colheita, com produtos sustentáveis para a arquitetura ideal de plantas e ganho expressivo de produtividade.
Com origem no Japão e presente no Brasil desde 1975, a Sumitomo Chemical soma cinco décadas de contribuição ao agronegócio brasileiro. Os últimos cinco anos foram marcados pela expansão no varejo de insumos agropecuários.
Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro
Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para a agropecuária no mundo. Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer propostas sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade. No Brasil, a Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.
Fonte: Assessoria de Imprensa Sumitomo Chemical
Sustentabilidade
Doenças Foliares no Milho: Impacto na Produtividade

Embora o manejo fitossanitário do milho não seja tradicionalmente tão direcionado ao controle de doenças foliares quanto em culturas mais sensíveis, como a soja, pesquisas têm demonstrado que o manejo eficiente dessas doenças é indispensável para a obtenção de altas produtividades. Essa necessidade se torna ainda mais evidente em híbridos modernos, que apresentam elevado potencial produtivo, porém menor rusticidade.
Conforme destacado por Ribeiro (2020), a produtividade do milho está diretamente relacionada ao índice de área foliar (IAF). Entretanto, a cultura apresenta grande variabilidade desse índice ao longo do período vegetativo, em função dos diferentes fatores que influenciam o desenvolvimento das plantas. Estima-se que, para a obtenção de altas produtividades, sejam necessários valores de IAF próximos de 6,1.
Além de manter um IAF adequado, é fundamental preservar a sanidade das folhas, garantindo elevada capacidade fotossintética e, consequentemente, maior produção e translocação de fotoassimilados para os grãos. Nesse contexto, doenças como ferrugem-polisora (Puccinia polysora), helmintosporiose ou mancha-foliar (Exserohilum turcicum), mancha-de-phaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis) e cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) destacam-se entre as principais doenças foliares do milho, podendo causar perdas expressivas de produtividade quando não controladas adequadamente.
Godoy et al. (2001) observaram que doenças como a mancha-de-phaeosphaeria apresentam elevada capacidade de reduzir tanto a área foliar quanto a eficiência fotossintética do milho. Segundo os autores, independentemente do híbrido avaliado, a redução na taxa fotossintética foi proporcionalmente maior que a redução da área foliar causada pelas lesões (Figura 1). Em níveis de severidade entre 10 e 20%, a redução da taxa fotossintética líquida aproximou-se de 40%, evidenciando o impacto fisiológico dessas doenças sobre o potencial produtivo da cultura.
Dependendo da suscetibilidade do híbrido às doenças, das condições ambientais e das práticas de manejo adotadas, as perdas de produtividade podem ser ainda mais expressivas. Conforme relatado por Casela; Ferreira; Pinto (2006), em situações de alta severidade e ausência de manejo adequado, as perdas no milho podem ultrapassar 80% da produtividade potencial.
Além do elevado potencial de dano, algumas doenças apresentam grande capacidade de formação de lesões no limbo foliar (Figura 2), associada a características como rápida evolução e eficiente dispersão. Em muitos casos, os patógenos também conseguem sobreviver em restos culturais, dificultando o manejo e favorecendo novas infecções nas safras subsequentes.
Diante desse cenário, o uso de fungicidas no milho torna-se uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade foliar e para a preservação do potencial produtivo da cultura, especialmente em sistemas de produção intensivos e com híbridos de alto desempenho.

Ao avaliarem a eficiência de fungicidas na cultura do milho, Custódio et al. (2020) verificaram que, dependendo do híbrido utilizado, do ambiente de cultivo e da severidade das doenças, fungicidas podem proporcionar incrementos de produtividade variando de 5% a 32%. Esses resultados evidenciam a relevância do manejo químico na preservação do potencial produtivo da cultura, minimizando as perdas em função das doenças foliares.
Corroborando esses resultados, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que o uso de fungicidas contribui significativamente para o aumento da produtividade e da sanidade do milho. Os autores destacam que, além do correto posicionamento em relação à época de aplicação, o número de aplicações também exerce influência direta sobre a eficiência do manejo fitossanitário.
Em uma abordagem complementar, Silva (2015) observou que a probabilidade de resposta positiva do milho ao uso de fungicidas é superior a 80%. Em termos práticos, isso demonstra que há elevada chance de obtenção de ganhos de produtividade quando fungicidas são utilizados de forma adequada no manejo da cultura.
Sobretudo, o correto posicionamento dos fungicidas exerce papel fundamental no manejo fitossanitário do milho, sendo decisivo para a obtenção de resultados consistentes em produtividade e sanidade da lavoura. Além de definir as aplicações de acordo com a necessidade da cultura e os diferentes estádios de desenvolvimento das plantas, é indispensável selecionar fungicidas de elevada performance e amplo espectro de controle.
Nesse contexto, a IHARA conta com o FUSÃO EC, um fungicida composto por dois mecanismos de ação pertencentes a diferentes grupos químicos, que alia alta performance e eficiência no controle das principais doenças foliares do milho. O fungicida apresenta ação sistêmica, sendo rapidamente absorvido e translocado pelas plantas, promovendo maior proteção da cultura (IHARA, s.d.).
Além disso, a associação de diferentes grupos químicos em sua composição torna o FUSÃO EC uma importante ferramenta no manejo da resistência de patógenos aos fungicidas. Seu posicionamento estratégico em períodos críticos do desenvolvimento do milho contribui para a manutenção da sanidade foliar, preservação da capacidade fotossintética das plantas e mitigação das perdas causadas pelas doenças, favorecendo a obtenção de maiores produtividades.

Referências:
CASELA, C. R.; FERREIRA, A. S.; PINTO, N. F. J. A. DOENÇAS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa, Circular Técnica, n. 83, 2006. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/490415/1/Circ83.pdf >, acesso em: 20/05/2026.
CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DA MANCHA BRANCA DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. IDR-PARANÁ, Boletim Técnico n. 96. 2020. Disponível em: < http://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt96_-_idr-parana_-_29-01-2021.pdf >, acesso em: 20/05/2026.
FARIA, J. E.; PEREIRA, J. L. A. R.; FERRAZ, M. A. J. AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO EM FUNÇÃO DAS ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS. Josif, 2022. Disponível em: < https://www.google.com/search?q=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&rlz=1C1JZAP_pt-BRBR1091BR1091&oq=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg80gEHMjMxajBqN6gCCLACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8 >, acesso em: 20/05/2026.
GODOY, C. V. et al. ALTERAÇÕES NA FOTOSINTESE E NA TRANSPIRAÇÃO DE FOLHAS DE M ILHO INFECTADAS POR Phaeosphaeria maydis. Fitopatologia brasileira 26 (2), 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/fb/a/QS37wLdvDNHhDyPrB78wTnM/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 20/05/2026.
IHARA. FUSÃO EC MILHO. IHARA: Agricultura é a nossa vida, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/fusao-ec-milho/ >, acesso em: 20/05/2026.
LAZAROTO, A. ESCALA DIAGRAMÁTICA PARA AVALIAÇÃO DE SEVERIDADE DA HELMINTOSPORIOSE COMUM EM MILHO. Ciência Rural, v. 42, p. 2131-2137. Santa Maria – RS, 2012. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/5cDvMyVXYXMVLpKnDGnNM7h/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 20/05/2026.
RIBEIRO, B. S. M. R. et al. ECOFISIOLOGIA DO MILHO VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2020.
SILVA, A. L. METANÁLISE DO GANHO EM PRODUTIVIDADE COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS FOLIARES EM MILHO NO BRASIL. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Londrina, 2015. Disponível em: < https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/92e465c5-de56-48ca-bfe1-f4ad35b02ace/content >, acesso em: 20/05/2026.

Sustentabilidade
Soja sul-mato-grossense ganha espaço no Oriente Médio – MAIS SOJA

A soja de Mato Grosso do Sul começa a desenhar um mapa mais diversificado no comércio internacional. Embora a China continue sendo o principal destino da produção sul-mato-grossense, países como Paquistão, Irã e Bangladesh vêm ganhando espaço nas exportações.
De acordo com o boletim produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, em julho, Mato Grosso do Sul exportou 933,2 mil toneladas de soja, volume 11,6% superior ao registrado no ano anterior. Em valor, os embarques alcançaram US$ 410,3 milhões, aumento de 21,3%. A China respondeu por 63,9% das compras, seguida por Paquistão, com 14,5%, Bangladesh, com 7,5%, e Irã, com 7,4%.
“A China continua sendo um mercado estratégico para a soja brasileira e sul-mato-grossense, mas a diversificação dos destinos é positiva porque reduz a concentração das vendas e aumenta as alternativas de comercialização”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
A China é o maior importador global do grão e o Brasil se consolidou como seu principal fornecedor. No primeiro semestre de 2026, os chineses responderam por 81,6% das exportações brasileiras de soja. “A China é fundamental, mas como importador dominante, a diversificação dos compradores também se torna uma ferramenta estratégica”.
O boletim da Aprosoja/MS aponta que há espaço para novos importadores do Oriente Médio, em um momento de demanda aquecida e de melhores condições logísticas para esses mercados.
O Brasil já possui presença relevante no abastecimento de países da região, e dados nacionais mostram a participação de destinos como Irã e Turquia nas cadeias de produtos agrícolas brasileiros.
A novidade está menos no fato de esses países comprarem produtos brasileiros e mais na importância que a diversificação passa a ter em um mundo no qual comércio e geopolítica estão cada vez mais conectados.
Para o produtor, diversificar significa ampliar opções, já que quanto maior o número de compradores capazes de absorver a produção, maior tende a ser a capacidade de negociação.
Todavia, a aproximação comercial com o Oriente Médio ocorre justamente em um período de instabilidade geopolítica. Os conflitos de 2026 já provocaram preocupações com rotas marítimas, custos de frete e de combustíveis.
“O Oriente Médio representa uma oportunidade de diversificação para a soja, mas também exige atenção à logística e aos riscos geopolíticos. Não se trata apenas de encontrar novos compradores, mas de acompanhar a transformação das rotas pelas quais os alimentos circulam no mundo”, finaliza Linneu.
O boletim completo pode ser acessado, clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Plano Nacional de Logística prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos – MAIS SOJA

O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entra em vigor nesta quarta-feira (12), tendo, como objetivo, orientar o planejamento da infraestrutura de transportes no país até 2050. O documento servirá de referência para investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
Elaborado no âmbito do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o PNL foi estruturado a partir da identificação dos principais gargalos da logística nacional. Ele prevê investimentos de R$ 1,225 trilhão em infraestrutura logística até 2050, dos quais R$ 734,4 bilhões deverão vir da iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões do setor público.
Os recursos deverão ser direcionados à manutenção de corredores estratégicos, à ampliação da capacidade de estruturas existentes e à implantação de novos empreendimentos.
O documento definiu 112 objetivos prioritários voltados à solução de gargalos atuais, ao atendimento de demandas futuras e ao desenvolvimento regional. Para isso, estabeleceu 31 eixos prioritários de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais.
Entre as ações previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária.
Mudanças
Durante a cerimônia de lançamento do PNL em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que o plano vai organizar “projetos, sonhos, vidas e iniciativas” que ajudarão a estruturar o futuro do Brasil e da América Latina.
“Por muito tempo, o Brasil escolheu obras e, depois, procurou uma estratégia para justificá-las. No PNL 2050, fizemos o contrário. Primeiro definimos que Brasil queremos construir. Depois, quais problemas precisamos resolver. Só então passamos a discutir quais investimentos fazem sentido”, discursou o ministro.
Segundo ele, esta não é uma mudança simples de se fazer porque, na verdade, é uma mudança de cultura. “E cultura é um processo que não será transformado por um único plano. O que esperamos é construir essa mudança ao longo do tempo e consolidar esse novo processo de planejamento”, complementou.
Cabotagem
Entre as novidades apresentadas nesta edição do PNL, o ministro destacou a inclusão da cabotagem (navegação entre portos de um mesmo país). “O Brasil precisa voltar a olhar a cabotagem com seriedade. Esta foi uma evolução muito grande”, disse.
“Ainda não colocamos a questão do transporte aéreo de cargas. Temos de evoluir nisso”, complementou.
Também presente na cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que o Brasil tem avançado em sua capacidade de infraestrutura, após grande ciclo de investimentos públicos e, sobretudo, privados.
“A parceria com o setor privado trouxe resultados positivos, tanto no sentido da capacidade que foi instalada no país quanto, especialmente, no sentido da eficiência que alcançamos, elevando os patamares de desempenho, sobretudo nos setores de portos e aeroportos”, disse.
Modais
Segundo ele, o grande desafio que o PNL traz como resposta é o de integrar os modais de transporte. “Os modais não são isolados. Precisam dialogar entre si. O porto é o nó desses caminhos. Mas ele não vive sem acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários”.
“Entendo que a rodovia não é o melhor caminho para a expansão que precisamos. Portanto, precisamos avançar nas políticas de escoamento por meio do transporte ferroviário”, acrescentou.
“E não dá para começar uma ferrovia sem ser pelo porto”, complementou o ministro George Santoro.
Para o presidente da Infra (empresa pública federal criada para planejar, estruturar projetos e desenvolver engenharia e inovação no setor de transportes do país), Jorge Bastos, o PNL precisa, acima de tudo, “ter credibilidade, de forma a perpassar governos. Foi com essa perspectiva que ele foi elaborado”, disse.
Desafios
Entre os desafios apontados no PNL 2050 estão a forte dependência das rodovias, que respondem por 54% da movimentação de cargas, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção, problemas de abastecimento em regiões mais isoladas e barreiras à integração entre os modais.
Para enfrentar esses problemas, o PNL prioriza a ampliação da intermodalidade, com maior conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
A expectativa é reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações, melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.
O documento lançado nesta quarta-feira dá destaque também à redução das desigualdades regionais, com prioridade para projetos no Norte e Nordeste, e incorpora critérios de sustentabilidade, como adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade.
Fonte: Agência Brasil

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