Sustentabilidade
Rede de ensaios cooperativos avaliou a associação de fungicidas químicos e biológicos no controle de doenças foliares em soja – MAIS SOJA

O uso de fungicidas no manejo de doenças é uma prática indispensável em culturas agrícolas como a soja, especialmente diante do potencial destrutivo que certos patógenos apresentam sobre o rendimento e a qualidade dos grãos. Visando aumentar a eficiência e sustentabilidade no controle de doenças em soja, bem como manejar a resistência de fungos a fungicidas, ferramentas de manejo vem sendo adotadas de forma associativa ao uso de fungicidas químicos.
Uma dessa ferramentas são os produtos biológicos. Contudo, mesmo com o avanço das formulações e aumento da adesão e aprimoramento no posicionamento de produtos biológicos no manejo de doenças, a eficiência dos bioprodutos no controle de doenças em soja pode variar de acordo com sua composição. Nesse sentido, conhecer a eficiência desses biofungicidas no manejo de doenças é determinante para o bom posicionamento deles no programa fitossanitário da cultura.
Dentre as opções biológicas disponíveis para o manejo de doenças em culturas agrícolas, destacam-se os produtos à base de bactérias do gênero Bacillus e metabólitos microbianos. Esses agentes atuam por múltiplos mecanismos, como a produção de compostos antimicrobianos, a competição por espaço e nutrientes, a indução de resistência sistêmica nas plantas e a formação de biofilmes que atuam como barreiras protetoras. A compatibilidade dessas soluções com fungicidas químicos permite sua integração em programas de manejo integrado de doenças, favorecendo a diversificação dos modos de ação e contribuindo para uma maior estabilidade e eficiência no controle fitossanitário (Meyer et al., 2025).
Com o intuito de avaliar a associação de fungicidas biológicos e químicos no controle de doenças foliares em soja, ensaios cooperativos em rede vêm sendo realizados desde a safra 2022/2023. De acordo com Meyer et al. (2025), na safra 2024/2025, esses ensaios foram realizados com dois protocolos de pulverizações, sendo um deles denominado PROGRAMA, combinando-se aplicações de fungicidas biológicos e químicos, isolados ou em mistura de tanque (Tabela 1) e outro protocolo, denominado SOLO, comparando-se aplicações sequenciais de fungicidas biológicos com programas de fungicidas sítio-específicos e de multissítios (tabela 2).
Tabela 1. Tratamentos do protocolo PROGRAMA, combinando fungicidas biológicos e químicos para controle de doenças foliares da soja. Safra 2024/2025.
No PROGRAMA, as aplicações de fungicidas biológicos iniciaram no estádio V4 da soja, em mistura com glifosato, com uma segunda aplicação aos 40 dias após a emergência (DAE). Dois programas com fungicidas químicos foram testados, ambos com quatro aplicações em intervalos de 14 dias, variando na inclusão de clorotalonil na segunda aplicação.
O Programa 1 de aplicações de fungicidas químicos foi composto por picoxistrobina (60 g/ha) & benzovindiflupir (30 g/ha) (Vessarya® 0,6 L p.c./ha) na segunda aplicação, azoxistrobina (94 g/ha) & tebuconazol (112 g/ha) & mancozebe (1194 g/ha) (Tridium® 2,0 kg p.c./ha) + adjuvante Strides® (0,25 % v/v) na terceira aplicação e metominostrobina (68,6 g/ha) & impirfluxan (34,2 g/ha) & clorotalonil (1142,8 g/ha) (Sugoy® 2,0 L p.c./ha) + adjuvante Iharol Gold (0,25% v/v) na quarta e quinta aplicações. O Programa 2 de aplicações de fungicidas foi empregado apenas no tratamento T4 e foi basicamente composto pelo Programa 1, com a adição de clorotalonil (1080 g/ha) (Previnil® 1,5 L p.c./ha) em mistura com Vessarya®, na segunda aplicação (Meyer et al., 2025).
Já o protocolo SOLO (tabela 2), foi composto pelas aplicações sequenciais dos fungicidas biológicos, comparados a dois programas de fungicidas químicos, sendo o Programa 1 composto por picoxistrobina (60 g/ha) & benzovindiflupir (30 g/ha) (Vessarya® 0,6 L p.c./ ha) na segunda aplicação, azoxistrobina (94 g/ha) & tebuconazol (112 g/ha) & mancozebe (1194 g/ ha) (Tridium® 2,0 kg p.c./ha) + adjuvante Strides® (0,25 % v/v) na terceira aplicação e metominostrobina (68,6 g/ha) & impirfluxan (34,2 g/ha) & clorotalonil (1142,8 g/ha) (Sugoy® 2,0 L p.c./ha) na quarta aplicação (sem aplicação em V4) e, o Programa 2, composto por uma aplicação de difenoconazol (75 g/ha – Score® 0,3 L p.c./ha) em V4 e somente fungicidas multissítios nas aplicações a partir de 40 DAE, com mancozebe (1125 g/ha) (Unizeb Gold 1,5 kg/ ha) + adjuvante Strides (0,25% v/v) na segunda e terceira aplicações e clorotalonil (1080 g/ha) (Previnil® 1,5 L p.c./ha) na quarta aplicação.
Tabela 2. Tratamentos do protocolo SOLO, comparando aplicações sequenciais de fungicidas biológicos e químicos para controle de doenças foliares da soja. Safra 2024/2025.

De acordo com os resultados obtidos na safra 2024/2025, todos os tratamentos compostos por fungicidas químicos ou por associação de fungicidas biológicos e químicos apresentaram controle de doenças foliares em relação à testemunha sem aplicação (T1), mas não diferiram entre si, apresentando níveis de controle variando de 53,2 % a 60,8 % para DFC e de 33,9 % a 43,8 % para mancha-alvo (Tabela 3). Já com relação a produtividade, no protocolo PROGRAMA, foi observada uma redução média de 12,6 % no tratamento T1 (testemunha sem aplicação), como consequência das doenças incidentes. Todos os tratamentos resultaram em aumento na produtividade em relação ao tratamento T1, entretanto, não houve diferença entre os tratamentos fungicidas avaliados (Meyer et al., 2025).
Tabela 3. Estimativa metanalítica da média de severidade de doenças de final de ciclo (DFC), mancha-alvo (M. Alvo) e respectivos percentuais de controle em relação ao tratamento T1 (C), produtividade (Prod.) e percentual de redução de produtividade (RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, do protocolo PROGRAMA. Médias de 13 locais para severidade de DFC e produtividade, e de nove locais para mancha-alvo. Safra 2024/2025.

Para o protocolo SOLO, todos os tratamentos compostos por fungicidas químicos apresentaram controle das doenças foliares em relação à testemunha sem aplicação (T1), formando um grupo estatístico com maior eficiência de controle das doenças, variando de 48,5 % a 54,1 % para DFC e de 32,9 % a 39,1 % para mancha-alvo. Todos os tratamentos compostos por fungicidas biológicos apresentaram controle de DFC variando de 23,2 % a 28,2 %, e não diferiram entre si. Para mancha-alvo, apenas o tratamento T9 (B. subtilis) não diferiu de T1 (testemunha sem aplicação), com os demais tratamentos apresentando níveis de controle variando entre 18,4 % e 23,8 %. Todos os fungicidas químicos apresentaram produtividade superior a testemunha e aos tratamentos compostos por produtos biológicos (Meyer et al., 2025).
Tabela 4. Estimativa metanalítica da média de severidade de doenças de final de ciclo (DFC), mancha-alvo (M. Alvo) e respectivos percentuais de controle em relação ao tratamento T1 (C), produtividade (Prod.) e percentual de redução de produtividade (RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, do protocolo SOLO. Médias de 13 locais para severidade de DFC e produtividade, e de nove locais para mancha-alvo. Safra 2024/2025.

Os resultados observador por Meyer et al. (2025), indicam que, para a safra 2024/2025, não foi possível observar resultados significativos de incremento no controle de doenças foliares em função da associação de fungicidas biológicos ao programa de controle químicos. Além disso, os autores destacam que, para as condições do presente estudo, o controle químico se sobressaiu no controle de doenças em relação ao controle biológico, não havendo melhora em eficiência com o acréscimo do controle químico em V4 ou com os produtos biológicos.
Confira a Circular Técnica completa com os resultados sumarizados da rede de experimentos cooperativos da safra 2024/2025 clicando aqui!

Referências:
MEYER, M. C. et al. AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE FUNGICIDAS QUÍMICOS E BIOLÓGICOS NO CONTROLE DE DOENÇAS FOLIARES DA SOJA, SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DA REDE DE EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 217, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177012/1/Circ-Tec-217.pdf >, acesso em: 28/07/2025.
Foto de capa: Maurício Stefanelo – Ceres Consultoria

Sustentabilidade
Trigo/RS: Colheita no Estado está em finalização, restando apenas 1% por colher – MAIS SOJA

A colheita do trigo no Estado está em finalização, restando apenas 1% por colher nas áreas localizadas em altitudes elevadas do Planalto e dos Campos de Cima da Serra, onde o ciclo se alongou, em razão do maior período vegetativo.
A produtividade média final, estimada pela Emater/RS-Ascar, é de 3.012 kg/ha, valor semelhante à projeção inicial, realizada no período de semeadura (2.997 kg/ha)*, e inferior à estimativa intermediária de outubro (3.261 kg/ha)*, quando as lavouras apresentavam melhor potencial produtivo. A redução final se deve principalmente às chuvas ocorridas na transição de outubro para novembro, as quais coincidiram com o avanço da colheita em parte do Estado e provocaram perdas de massa e de qualidade dos grãos. Além disso, os efeitos da maior incidência de doenças fúngicas, especialmente giberela, que atingiu parte das espigas, e reduziu o volume efetivamente colhido.
No Estado, houve diferenças significativas nas produtividades em decorrência das condições climáticas e dos níveis de investimento tecnológico, resultando em faixas distintas de rendimento. As zonas de maior rendimento, situadas acima de 3.500 kg/ha, abrangem as regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Passo Fundo e Erechim, onde as características ambientais locais e o manejo com maior uso de insumos permitiram preservar o potencial produtivo. Na faixa intermediária, entre 2.700 kg/ha e 3.300 kg/ha, estão as de Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, que registraram produtividade satisfatória, mas maior variabilidade em função da interferência moderada das chuvas e do manejo fitossanitário. Já a faixa de menor produtividade, abaixo de 2.500 kg/ha, incluí as regiões de Bagé e Porto Alegre, sendo a primeira mais afetada pela instabilidade climática, especialmente na Fronteira Oeste e na Região Metropolitana, tradicionalmente por menores investimentos em insumos.
Em termos qualitativos, os grãos apresentam adequada classificação industrial, sobretudo em áreas conduzidas com maior nível tecnológico, em que o peso hectolitro (PH) ficou frequentemente acima de 78 kg/hl e, em diversos casos, superaram 80 kg/hl. Entretanto, nas áreas de menor investimento tecnológico, registrou-se qualidade satisfatória: grande parte da produção apresentou PH 78, e alguns casos próximos a 76. A área cultivada de trigo no Estado está estimada em 1.154.284 hectares. A produção deve alcançar 3.437.785 toneladas.
*Disponíveis em https://www.emater.tche.br/site/info-agro/acompanhamento_safra.php.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, a colheita está tecnicamente encerrada; restam pequenas áreas em Alegrete e Hulha Negra. As lavouras implantadas mais tardiamente e com maior nível tecnológico obtiveram leve incremento na produtividade e na qualidade dos grãos, favorecidas por chuvas moderadas entre setembro e novembro. A produtividade obtida está próxima de 2.300 kg/ha.
Na de Caxias do Sul, a colheita avançou rapidamente em decorrência do período de aproximadamente 20 dias sem precipitações, e atinge 80% da área cultivada. A produtividade média regional está elevada, próxima a 3.800 kg/ha, com PH geralmente acima de 80 kg/hl. As melhores lavouras alcançaram 6.000 kg/ha.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 0,24% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 54,55 para R$ 54,42.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1897 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1897
Site: Emater RS
Sustentabilidade
Soja/RS: Semeadura foi dificultada devido restrição hídrica no solo, área plantada totaliza 76% da projetada – MAIS SOJA

A semeadura da soja foi dificultada até 07/12 em função da acentuada restrição hídrica no solo. O predomínio de temperaturas elevadas, a baixa umidade e a irregularidade das precipitações abreviaram os trabalhos de campo e prejudicaram o estabelecimento das áreas implantadas mais tardiamente, especialmente aquelas conduzidas em condições de solo seco. A semeadura avançou somente em áreas beneficiadas por precipitações esparsas de 30/11, e onde parte dos produtores realizaram a operação em condições de solo seco, antecipando as projeções de chuvas para 08 e 09/12. A área plantada totaliza 76% da projetada.
As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. Nas áreas semeadas até 15/11, o estande está satisfatório, assim como o desenvolvimento, que ainda não expressam estresse hídrico severo devido ao baixo índice foliar, típico da fase inicial. Entretanto, nas lavouras implantadas posteriormente, a emergência está desuniforme, com sementes em diferentes estágios fisiológicos no mesmo talhão, situação que tende a aumentar a variabilidade intralavoura.
No período, os produtores que dispõem de irrigação suplementar acionaram os sistemas, reduzindo riscos de perdas iniciais.
Não há, até o momento, registros de pragas ou doenças em níveis que demandem intervenção, embora a presença de esporos de ferrugem-asiática já tenha sido detectada em pontos no Noroeste do Estado, exigindo manutenção do monitoramento. Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura avançou de forma muito limitada devido à baixa umidade do solo em praticamente todos os municípios. Em Manoel Viana, cerca de 45.000 hectares já estão implantados, mas parte das lavouras demonstra queda de vigor inicial, sobretudo em áreas arenosas com pouca cobertura vegetal, onde a temperatura do solo atinge níveis elevados. Restam aproximadamente 13.000 hectares prontos com dessecação concluída para a semeadura, a ser realizada após a ocorrência de chuvas. Na Campanha, alguns produtores optaram por semear no seco, mas o desenvolvimento está lento e desuniforme. Registra-se também baixa eficiência de herbicidas pré-emergentes em Hulha Negra devido à ausência de chuva no período posterior à aplicação.
Na de Caxias do Sul, a ausência de precipitações por aproximadamente 20 dias deixou o solo com umidade insuficiente para a adequada operação das semeadoras, levando muitos produtores a adiar o início dos trabalhos até a recomposição hídrica. Ainda assim, a semeadura avançou minimamente e alcançou cerca de 80% da área prevista.
Na de Frederico Westphalen, a área semeada continuou em 90% por falta de umidade. Há talhões com falhas de estande em função do déficit hídrico, mas, de modo geral, as áreas estabelecidas apresentam população adequada de plantas.
Na de Ijuí, o índice de semeadura está em 83%, pois os trabalhos ficaram suspensos. Há grande variação de estande. As lavouras implantadas mais precocemente apresentam densidade satisfatória, sem mortalidade de plantas, mas manifestando estresse térmico nos horários de maior insolação. Nas áreas semeadas após 15/11, as quais representam cerca de um terço da superfície já implantada, observa-se emergência marcadamente desuniforme, com sementes distribuídas em distintos estágios fisiológicos (embebição, germinação, emergência e ainda intactas), evidenciando elevada variabilidade no estabelecimento inicial.
Na de Passo Fundo, a área implantada permanece em 80%, e as lavouras estão nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo inicial. Nas áreas já implantadas, as condições térmicas e de radiação foram favoráveis, e não se observaram anomalias relevantes no estabelecimento inicial.
Na de Pelotas, a semeadura está praticamente paralisada (72% implantados). As chuvas registradas em poucos pontos foram de baixa magnitude e insuficientes para retomar o plantio. As lavouras apresentaram desenvolvimento limitado e murchamento pontual nos momentos de forte radiação. Porém, há boa capacidade de recuperação após a ocorrência de chuvas.
Na de Santa Maria, a semeadura continuou interrompida pela sequência de dias secos. As lavouras mais recentes mostram sensibilidade à falta de água. O progresso do plantio está inferior ao padrão histórico da região, que normalmente atingiria cerca de 85% nesta mesma época.
Na de Santa Rosa, 73% da área está semeada. Os plantios precoces próximos ao Rio Uruguai iniciaram o florescimento, mas representam menos de 1% da área. Após as chuvas de 30/11, em Cerro Largo e municípios próximos, parte dos produtores retomou temporariamente a semeadura. Contudo, a progressiva perda de umidade do solo interrompeu novamente as operações em ampla área, a partir de 04/12. As lavouras apresentam bom estande, embora se observe preocupação com as altas temperaturas e o risco de distúrbios metabólicos em plantas jovens. Nas áreas semeadas sob solo seco, há desuniformidade visível nos sulcos.
Na de Soledade, a área semeada continua em 88%. Há atrasos no Baixo Vale do Rio Pardo. Pequena parcela de produtores do município decidiu avançar mesmo com solo seco; os demais aguardam a ocorrência de chuvas. As lavouras implantadas exibem germinação, emergência e estande adequados, e o quadro geral é de normalidade no desenvolvimento vegetativo inicial, sem sinais de estresse hídrico relevante. O período recomendado pelo ZARC para semeadura na região se estende até o final de janeiro.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,24%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 126,82 para R$ 126,52.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1897 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1897
Site: Emater RS
Sustentabilidade
Milho/RS: Semeadura permanece em 89% em razão da escassez de chuvas – MAIS SOJA

A área semeada permanece em 89% em razão da persistente escassez de chuvas, por três semanas, até 07/12. A onda de calor intensificou a evapotranspiração e reduziu a umidade disponível no perfil do solo.
O estresse hídrico atingiu lavouras em todas as fases, com efeito mais marcante nas áreas em estádio reprodutivo (60%), período considerado crítico para a definição de produtividade. Nessas áreas, há perdas no potencial produtivo e na qualidade. Porém, a magnitude desses danos varia conforme a região, as condições de solo e o material genético utilizado.
Nas lavouras irrigadas, o desenvolvimento da cultura está excelente, favorecido pelas temperaturas noturnas, indicando potencial produtivo acima da média. Em áreas de sequeiro, observa-se porte irregular das plantas, associado à competição com azevém e às oscilações climáticas recentes. As lavouras de ciclo hiperprecoce, implantadas antecipadamente, iniciam a fase de maturação fisiológica.
As condições fitossanitárias continuam adequadas, mas a baixa umidade do solo dificultou a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura. Adicionalmente, a falta de umidade limitou a realização do controle químico de plantas daninhas, cuja incidência é significativa em algumas regiões. Registra-se ocorrência pontual de lagartas e cigarrinha-do-milho, ainda em níveis baixos e sem impacto relevante sobre a cultura.
Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, nota-se diferença nos efeitos do estresse hídrico conforme a cultivar utilizada: alguns materiais ainda estão verdes até a base, e outros com clorose nas folhas inferiores. Também se destacam as lavouras com mais cobertura de palha, com maiores níveis de matéria orgânica e sem camada compactada, fatores que aumentam a capacidade da cultura de resistir a períodos sem chuva. Em São Borja, as primeiras lavouras de híbridos com ciclo mais curto atingem a fase de maturação (cerca de 15%) e apresentam potencial produtivo satisfatório, sendo pouco impactadas pela falta de chuvas. Nos demais cultivos do município, onde não há irrigação, já se estimam perdas devido à falta de chuvas. Na região da Campanha, como a maior parte das áreas está em fase de crescimento vegetativo, os efeitos da estiagem foram minimizados.
Na de Frederico Westphalen, 20% estão em desenvolvimento vegetativo; 26% em floração; 51% em enchimento; e 4% em maturação. O estresse hídrico pode ter causado perda de produtividade na região, ainda sujeita à confirmação.
Na de Ijuí, 9% estão em desenvolvimento vegetativo, 42% em estágio de florescimento, 46% em emissão do pendão, e 3% em maturação. A falta de umidade por um período prolongado prejudicou a polinização da cultura, e se observam espigas em desenvolvimento com parte dos óvulos sem fecundação no ápice da espiga. Nas lavouras em fase de enchimento de grão, ocorreu redução do acúmulo de reservas nos grãos, os quais apresentam tamanho reduzido e crescimento interrompido.
Na de Passo Fundo, 10% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo e 90% em floração. A restrição hídrica pode afetar o potencial produtivo.
Na de Pelotas, o plantio alcança 52% do planejado. Estão 78% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 20% em florescimento e 2% em enchimento de grãos.
Na de Santa Maria, a semeadura está paralisada. Até o momento, pouco mais de 60% da área foi plantada; o restante será implantado após a colheita do tabaco. A falta de umidade ocasionou estresse hídrico em áreas em fase de pendoamento. Estão 39% dos cultivos em germinação e crescimento vegetativo; 33% em floração; 26% em enchimento de grãos; e 2% em maturação.
Na de Santa Rosa, a semeadura do cedo está finalizada, e chega a 90% da área prevista para semeadura de milho. Estão 5% das lavouras em estado vegetativo; 13% em floração; 73% em enchimento de grãos; e 9% em maturação. A predominância da fase reprodutiva intensificou a sensibilidade do milho ao déficit hídrico. Contudo, os níveis de danos variam conforme o manejo de conservação do solo. Mesmo na mesma localidade e regime de chuvas, as áreas subsoladas, com melhor estrutura física, maior teor de matéria orgânica, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura, apresentam maior capacidade de mitigação do estresse, devido à melhor infiltração e retenção de água no perfil. Já as plantas em solos compactados, com menor matéria orgânica e ausência de cobertura vegetal, exibem maior estresse, aceleração da senescência foliar e perdas produtivas mais expressivas.

Na de Soledade, estão 28% dos cultivos em fase vegetativa, 31% em florescimento, 39% em enchimento dos grãos, e 2% já em maturação. As três semanas seguidas sem chuvas e as temperaturas elevadas ocasionaram estresse hídrico, de intensidade variável conforme o manejo efetuado.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,81%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 62,68 para R$ 62,17.
Confira o Informativo Conjuntural n° 1897 completo, clicando aqui!
Fonte: Emater RS

Autor:Informativo Conjuntural 1897
Site: Emater RS
Sustentabilidade18 horas agoConab projeta safra de grãos no Brasil em 2025/26 de 354,392 milhões de toneladas – MAIS SOJA
Sustentabilidade16 horas agoMapa lança painel interativo que reúne todas as aberturas de mercados do agro brasileiro – MAIS SOJA
Sustentabilidade8 horas agoTrigo/RS: Colheita no Estado está em finalização, restando apenas 1% por colher – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso14 horas agoPRO Carbono lidera soluções de agricultura regenerativa na América Latina e acelera a descarbonização do campo à indústria
- Business8 horas ago
Fim da jornada 6×1 compromete produção de alimentos no Brasil, afirma Sistema Faep
Business9 horas agoEm dia de levantamento da Conab, confira as cotações da soja no Brasil e em Chicago
Sustentabilidade13 horas agoPrognóstico climático para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro no Brasil – MAIS SOJA
Sustentabilidade15 horas agoMercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de poucas movimentações – MAIS SOJA
















