Connect with us
12 de agosto de 2026

Business

Fartura sem estrutura: Diamantino expõe crise de armazenagem no agro

Published

on


O ano de 2025 foi um ano diferenciado para a produção agrícola mato-grossense. Apesar do atraso das chuvas na soja, o clima trouxe surpresas no milho. “Choveu muito bem, até além do que esperávamos”, pontuam produtores na região de Diamantino. 

Tal fato contribui para a perspectiva de uma produtividade média na casa das 120 sacas por hectare no município, auxiliando a impulsionar o estado para mais um recorde de produção. 

Mas, a fatura vista nos campos de Mato Grosso escancara mais uma vez um problema crônico: a falta de armazenagem.

O presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling, conta ao Patrulheiro Agro desta semana que esta safra possui a melhor média histórica do município. 

“A gente teve uma surpresa com a produtividade razoavelmente boa. Eu acredito que Diamantino vai fechar numa média acima de 120 sacas, acredito que seja a melhor média da história de Diamantino”, destaca. 

De acordo com o Sindicato Rural, aproximadamente, 95% dos 260 mil hectares cultivados com milho nesta safra já foram colhidos.

“Esse ano tem soja no fundo do armazém. Então quando fica soja não tem como pôr milho, é um ano de uma safra muito boa… Então a gente esbarra nesse problema todo ano que é a armazenagem. O que vem aumentando são unidades dentro das fazendas mesmo que o produtor esteja viabilizando, mas de grandes empresas não têm vindo esses armazéns novos que a gente tanto necessitava”, pontua Kroling.

O produtor na região, Gilson Antunes já encerrou toda a colheita dos 4,2 mil hectares de milho cultivados este ano em Diamantino. 

De acordo com o agricultor, a escassez de espaço tem levado muitos produtores a recorrerem a alternativas improvisadas, como silo bolsa, que estão sujeitos a danos causados por animais e chuvas. 

“Tem milho fora do armazém, muita gente depositou e recebeu chuva, então só vai perdendo receita o produtor que fica com esse milho mal armazenado”, relata.

Para ele, o governo deveria ser o principal financiador de estruturas de armazenagem, oferecendo linhas de crédito com juros mais baixos para incentivar a construção de armazéns nas propriedades. 

“Isso garantiria segurança alimentar, reduziria o desperdício, desafogaria as estradas e ainda poderia melhorar os preços tanto para o produtor quanto para o consumidor final”, defende Gilson. 

Para conseguir armazenar parte dos 1,3 mil hectares de milho cultivados na propriedade, a família Kroling investiu na aquisição de cerca de 50 silos bolsa, com capacidade total para abrigar entre 120 mil e 150 mil sacas do cereal. “O que nos salva todo ano e esse ano não foi diferente foram os silos bolsa”. 

O uso de silos bolsa espalhados pelas propriedades pode até ser uma alternativa temporária, mas para muitos agricultores, essa solução improvisada escancara um problema estrutural mais profundo: a falta de capacidade de armazenagem dentro das fazendas e nos municípios produtores. 

“É uma medida eficaz, sim, mas mostra o grande déficit que temos de armazenamento no nosso município e no nosso estado. Nos Estados Unidos, por exemplo, 60% da capacidade estática está dentro das fazendas. Aqui, precisamos urgentemente discutir a infraestrutura de armazenagem e os modais logísticos no Brasil”, afirma Flávio Kroling. 

O produtor também alerta para a importância de olhar além da produtividade. 

Mato Grosso deve colher quase 105 milhões de toneladas de soja e milho nesta safra, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Mas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a capacidade de armazenagem é de 52,3 milhões de toneladas, o que representa apenas 49,87% da produção. O déficit chega a 52,6 milhões. 

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, volta a cobrar ações concretas para enfrentar o déficit de armazenagem no Brasil, especialmente em Mato Grosso, maior estado produtor do país. Segundo ele, apenas 15% da capacidade de estocagem está nas mãos dos produtores, o que reduz o poder de barganha e aumenta as perdas na comercialização.

“É uma questão de segurança alimentar. O mercado internacional sabe que o produtor brasileiro precisa vender rápido e paga menos por isso”, alertou. 

Beber defende que o Plano Safra amplie recursos com juros subsidiados e que o governo trate a armazenagem como uma questão estratégica, incluindo até isenção fiscal para componentes de construção. “O gargalo é reconhecido, mas faltam atitudes eficazes para resolvê-lo”.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.



Continue Reading

Business

Déficit de armazenagem e gargalos em irrigação ameaçam expansão da agricultura brasileira

Published

on


O Brasil enfrenta gargalos estruturais que colocam em risco a competitividade do agronegócio e a capacidade do país de acompanhar a crescente demanda global por alimentos. A urgência de solucionar problemas históricos na armazenagem, infraestrutura logística e irrigação deu o tom dos debates no Fórum Mais Milho: Os Pilares da Produção, realizado nesta quarta-feira (12), em Brasília (DF).

Atualmente, o déficit nacional de armazenagem supera 130 milhões de toneladas de grãos. A situação é ainda mais crítica no estado de Mato Grosso, líder na produção de soja e milho, onde a defasagem atinge quase 50 milhões de toneladas. Além disso, apenas cerca de 15% da capacidade de estocagem de grãos no país está localizada dentro das propriedades rurais.

Para suprir as projeções globais, a demanda por investimentos em produtividade torna-se inevitável. Estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que a população mundial alcançará 9,6 bilhões de pessoas até 2050, com concentração do crescimento demográfico na Ásia e na África. Esse cenário exigirá uma elevação de 60% na oferta de alimentos, 50% em energia e 40% em água, com expectativa de que o Brasil responda por 40% dessa nova oferta de comida.

De acordo com dados apresentados por Eduardo Marcusso, coordenador-geral de Avaliação de Políticas Agropecuárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a cultura do milho no país deve continuar crescendo em área, produtividade e relevância econômica nos próximos dez anos, impulsionada por setores como o etanol e o DDG. A projeção do Ministério é que essa expansão ocorra sem a necessidade de abertura de novas áreas, priorizando a recuperação de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas por meio do programa Brasil Verde.

No entanto, os entraves no campo e fora dele permanecem como o grande desafio para sustentar esse avanço. A questão climática e o acesso à água surgem como gargalos centrais na produção agrícola. “Irrigação é alimento. Hoje talvez o mundo não precise de alimentos, mas no futuro precisará devido às mudanças climáticas”, alertou o pesquisador da Embrapa Cerrados, Lineu Rodrigues, durante o Fórum Mais Milho, realizado pelo projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso em parceria com a Abramilho e Aprosoja Mato Grosso.

Gargalos históricos travam avanço da irrigação no país

O coordenador-geral de Irrigação e Conservação do Solo e Água do Mapa, Gustavo dos Santos Goretti, observou que o setor enfrenta há cerca de 20 anos os mesmos gargalos. Entre as principais barreiras apontadas estão o licenciamento ambiental, as outorgas de água, a infraestrutura para armazenamento hídrico diante dos eventos climáticos e a disponibilidade de energia elétrica.

Embora o Brasil conte com cerca de 10 milhões de hectares irrigáveis, o professor da Esalq/USP, Durval Dourado Neto, defende a necessidade de ampliar essa área para 15 milhões de hectares no médio prazo para garantir a segurança alimentar, podendo alcançar 50 milhões de hectares no longo prazo. Ele destacou que o Plano Nacional de Irrigação pode viabilizar a interferência do Estado para dobrar a área irrigável com sustentabilidade, preservando recursos hídricos e florestas para garantir alimento a até 30% da população mundial em 30 anos.

O impacto das adversidades climáticas na saúde financeira do produtor também foi analisado pelo pesquisador da Esalq/USP, Ronaldo Torres. Ele ressaltou que o estresse hídrico, intensificado por fenômenos como El Niño e La Niña, é a principal causa do endividamento e da alta sinistralidade nos principais programas agrícolas, apontando a expansão da irrigação como uma solução atenuante.

Para avançar com segurança no setor, Lineu Rodrigues elencou quatro pilares fundamentais: investir e acreditar na ciência, reforçar o monitoramento com dados confiáveis, planejar a expansão da irrigação e revisar legislações defasadas. “Se você tem água e energia, você consegue desenvolver uma região”, reforçou o pesquisador da Embrapa Cerrados.

fórum mais milho1

Defasagem de armazéns ameaça cadeia produtiva de grãos

O presidente da Abramilho e líder da Câmara de Armazenagem da Abimaq, Paulo Bertolini, enfatizou que a falta de armazéns afeta toda a produção de grãos, atingindo especialmente o milho e o sorgo por possuírem menor valor agregado. Segundo Bertolini, enquanto a produção brasileira cresceu cerca de 17 milhões de toneladas por ano na última década, a capacidade de armazenagem avançou apenas entre 5 milhões e 6 milhões de toneladas ao ano, desenhando um cenário de gargalo iminente.

“O Brasil tem parque industrial para construir armazéns, exporta as estruturas, tem tecnologia, mas a grande pergunta é: por que isso está acontecendo?”, questionou o dirigente.

O presidente da Abramilho pontuou ainda que o país sofre com um descompasso estrutural. À medida que o Brasil industrializa mais grãos internamente — processando atualmente 70% do milho e exportando 30%, ao passo que a soja faz o caminho inverso —, a necessidade de armazenamento contínuo torna-se indispensável para abastecer as indústrias durante os 365 dias do ano.

A logística de transporte também foi apontada como gargalo crítico pelo presidente da Câmara Setorial de Soja do Mapa, André Dobashi. “A gente está sempre tentando tapar o sol com a peneira e resolver o problema do buraco na estrada para resolver o problema rodoviário do modal logístico, sendo que na verdade deveria resolver o transporte como um todo, rodovia, ferrovia, hidrovia”, avaliou o líder setorial.

Dobashi criticou ainda a estrutura financeira do país, ressaltando que o sistema de crédito costuma esquecer que a armazenagem de grãos deve ser tratada como uma atividade empresarial estratégica.

Crédito caro e logística integrada desafiam produtores

A dificuldade de acesso ao financiamento no tempo hábil e com condições compatíveis com a realidade do campo foi detalhada pelo diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa. Ele comparou a realidade brasileira com o cenário internacional, lembrando que a taxa de juros histórica para armazenagem nos Estados Unidos e Europa não passa de 5% ao ano.

No Brasil, a disparidade das taxas de juros compromete a capacidade de investimento dos produtores rurais. “Historicamente para armazenagem eles não pagam mais do que 5% e no Brasil o produtor fica ‘feliz’ se pagar 8%, porque, na verdade, é 10%, 12%”, pontuou Fabrício Rosa.

O diretor-executivo da Aprosoja Brasil ressaltou que a armazenagem atua como um elemento atenuante para amenizar os custos logísticos e os problemas de classificação de grãos. No entanto, a burocracia e as elevadas taxas de juros continuam sendo os principais entraves para a expansão dessa infraestrutura.

Diante desse quadro, lideranças do setor cobram a estruturação de um programa de governo com linhas de crédito adequadas e desburocratização dos processos. Para assegurar o avanço dos investimentos privados no campo, o setor produtivo reforça a necessidade urgente de melhoria nos parâmetros macroeconômicos do país.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Déficit de armazenagem e gargalos em irrigação ameaçam expansão da agricultura brasileira apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

AGCO e Senai abrem centro para capacitar profissionais de máquinas agrícolas

Published

on


Foto: Divulgação

Proprietária das marcas Fendt, Massey Ferguson, PTx e Valtra, a AGCO inaugura em 19 de agosto o novo Centro de Referência Agroindustrial, em Nova Mutum, Mato Grosso. O projeto, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do estado (Senai MT) vem sendo desenhado há cerca de três anos.

O objetivo do espaço com 1000 metros quadrados de área construída é o de impulsionar a qualificação tecnológica no coração de um dos maiores polos agrícolas do país.

A unidade deve atender não apenas as concessionárias das marcas AGCO, mas também profissionais e empresas de todo o estado. A ideia é oferecer capacitações que vão desde a formação básica de técnicos em máquinas pesadas até treinamentos em manutenção, agricultura de precisão e tecnologias digitais.

Com estrutura dividida em salas de aula, laboratório de elétrica e hidráulica, laboratório de agricultura digital e uma oficina dedicada às tecnologias, o Centro também oferecerá consultorias voltadas ao desenvolvimento de equipes.

De acordo com a AGCO, os alunos terão contato prático com máquinas agrícolas de última geração, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores. A formação será conduzida por corpo docente do Senai, composto por engenheiros mecânicos, agrícolas, eletricistas e de automação.

O gerente de treinamento técnico da AGCO, Vitor Kaminski, destaca que a chegada de máquinas inteligentes em Mato Grosso exige profissionais preparados para extrair o máximo dessas soluções. “Nossa parceria com o Senai amplia as oportunidades de formação de novos técnicos no estado e aproxima a tecnologia do campo da comunidade local.”

Já de acordo com a diretora regional do Senai Mato Grosso, Fernanda Campos, o estado vive um processo acelerado de crescimento e, somente entre 2026 e 2027, precisará de mais de 210 mil trabalhadores com formação industrial. “A parceria com a AGCO nos permite preparar novos profissionais e atualizar quem já atua no mercado para que, de fato, estejam preparados contribuir com o desenvolvimento do estado”, reforça.

Inscrições e vagas

O Centro de Referência Agroindustrial atenderá pessoas interessadas em ingressar na área de manutenção de máquinas agrícolas, técnicos das redes de concessionárias da AGCO e profissionais que atuam na manutenção de equipamentos nas propriedades rurais.

As inscrições poderão ser realizadas diretamente pelos canais de atendimento do Senai Mato Grosso ou por meio das concessionárias parceiras da AGCO na região.

O post AGCO e Senai abrem centro para capacitar profissionais de máquinas agrícolas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Aprosoja Brasil defende fundo garantidor amplo para operações de crédito rural

Published

on


Colheita de soja. Foto: Agência Marca Studio Criativo

A atual crise que atinge o crédito rural não é apenas de disponibilidade de recursos, mas efeito das exigências feitas por instituições financeiras. Essa é a avaliação do presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber. “Nós sabemos que a exigência de garantia muitas vezes é muito maior do que o valor financiado”, afirma.

Diante disso, a entidade defende que o fundo garantidor autorizado pela Medida Provisória nº 1.376/2026, publicada em julho, seja mais amplo. O texto foca na renegociação de dívidas de produtores rurais que tiveram prejuízos causados por problemas climáticos ou queda de preços.

Para a Aprosoja, porém, o mecanismo poderia ir além da renegociação e ajudar a reduzir o risco das operações para os bancos, facilitando a comprovação de garantias por parte dos produtores. Com isso, o fundo também poderia ampliar o acesso aos recursos do Plano Safra.

“Outros países já têm fundos garantidores como esse, e nós temos que considerar que, no Brasil, parte dessa crise vem de sucessivas perdas”, explica Beber.

Esse cenário, segundo ele, é agravado pela falta de uma política de seguro rural consistente no país.

“De R$ 1 bilhão anunciados para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), nós tivemos um contingenciamento de mais de R$ 400 milhões por falta de orçamento do governo”, diz. Como exemplo, o presidente da Aprosoja cita os Estados Unidos, que contam com 90% da área das principais culturas coberta pelo seguro rural. No Brasil, menos de 4% das áreas de soja são asseguradas.

Neste contexto, Beber também cita a importância do planejamento a longo prazo. “Traz previsibilidade tanto para o produtor quanto para as seguradoras, além de tornar o seguro rural mais atrativo e competitivo”, resume.

Entidade quer Plano Safra menos ‘politizado’

A Aprosoja Brasil também chama a atenção para a forma como o Plano Safra vem sendo conduzido pelo poder público. No final de junho, foram anunciados R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial para a temporada 2026/27, um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo passado.

“Houve um aumento para investimentos, mas em parte também de recursos livres. E, nessa crise, para o produtor, o necessário era justamente o recurso para custeio e comercialização”, afirma Beber.

A avaliação da entidade é que o aumento nominal dos recursos não representa, necessariamente, mais crédito disponível ao produtor. Segundo Beber, quando considerados a inflação e a correção monetária, o volume do Plano Safra deste ano acabou diminuindo.

O presidente da Aprosoja destaca ainda a redução dos recursos destinados a custeio e comercialização. O montante caiu de R$ 414 bilhões para R$ 384 bilhões, enquanto houve aumento nas linhas de investimento, parte delas com recursos livres.

“Desde o anúncio do novo Plano Safra, houve uma redução no acesso em relação ao ano passado de aproximadamente 50% aos recursos e, se considerar os de investimento, 80%”, afirma.

Para Beber, o cenário é ainda mais preocupante diante da proximidade do plantio da nova safra. Em Mato Grosso, segundo ele, cerca de 30% dos fertilizantes fosfatados ainda não foram comprados, em um movimento influenciado tanto pela dificuldade de acesso ao crédito quanto pela elevação dos custos.

“Por isso que é mais um motivo de se pensar no Plano Safra a longo prazo, ter recursos mais antecipados”, afirma.

Outro ponto de preocupação é o custo do dinheiro. Com a Selic em patamar elevado e o crédito prefixado praticamente inviável para o produtor, Beber afirma que a maior parte dos recursos acessados atualmente vem do mercado livre, o que encarece o financiamento e pressiona ainda mais a situação financeira das propriedades.

Cautela deve marcar próxima safra

Diante desse cenário, a orientação da Aprosoja Brasil para o produtor é de cautela. Para Beber, a prioridade neste momento deve ser preservar a sustentabilidade econômica da atividade.

“Cautela e fazer bem da porteira para dentro. Acho que agora a maior preocupação não é com produtividade, mas sim com sustentabilidade econômica”, afirma.

De acordo com ele, as entidades do setor seguem trabalhando para buscar alternativas diante de um cenário internacional desfavorável. Entre as possibilidades está o aumento da demanda por produtos agrícolas, tanto no mercado interno quanto no externo.

Beber cita como exemplo o mercado de biocombustíveis. Enquanto o Brasil discute a elevação da mistura de biodiesel para B16 e B17, a Indonésia, principal concorrente brasileiro no mercado de oleaginosas, já aprovou o uso do B50, com óleo de palma.

“Além de gerar maior demanda e industrialização, também traria maior segurança energética, já que nós também dependemos da importação de combustíveis fósseis”, afirma.

O post Aprosoja Brasil defende fundo garantidor amplo para operações de crédito rural apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT