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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Congresso Brasileiro do Arroz apresenta tecnologias e inovações com personalidades do cenário nacional e internacional – MAIS SOJA

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Nesta terça-feira, 12 de agosto, inicia o 13º Congresso Brasileiro do Arroz Irrigado, realizado nas dependências do Sesi e Clube Brilhante, em Pelotas. Após 10 anos, a edição volta ao município gaúcho, contando com uma programação dinâmica e técnica, centrada em temas atualizados sobre mercado, genética, clima e insumos, os quais possuem conhecimentos disponíveis através de conhecimento, tecnologia e inovação. O evento é promovido pela Sociedade Sul-Brasileira do Arroz Irrigado (Sosbai) e pela Embrapa, contando com a participação da EPAGRI, IRGA e algumas principais Universidades do Estado como a UFPel, UFRGS e UFSM. O evento pretende reunir cerca de 700 participantes durante os quatro dias de programação, que se encerra dia 15.

O Congresso vai contar com uma programação ampla, tendo em seus painéis técnicos o foco da realização do evento: contar com a presença de personalidades consideradas referência nos temas para apresentar visões e possibilidades de uso e aplicação de conhecimento e tecnologias disponíveis na cultura do arroz. Entre estes convidados, destaca-se a participação da pesquisadora da Embrapa Soja (Londrina,PR), Mariangela Hungria.

Pesquisadora Nobel da Agricultura

A pesquisadora Mariangela Hungria premiada neste ano pelo World Food Prize, conhecido como Nobel da Agricultura estará em Pelotas para apresentar seu trabalho com a Produção de Insumos Biológicos no Brasil, já que trabalha há décadas com Biotecnologia do Solo, com ênfase em processos microbianos de fixação biológica do nitrogênio e outros mecanismos de promoção de crescimento de plantas, microbiologia aplicada à agricultura, básica e aplicada. Mariangela já recebeu mais de 30 premiações nacionais e internacionais e possui mais de 500 publicações técnico-científicas. Ela vai compor as personalidades do Painel 4, do dia 14 de agosto, das 13h30 às 15h30 sobre Desafios e Oportunidades para o Uso de Bioinsumos em Arroz Irrigado.

Painéis do Congresso

O Congresso vai contar com quatro painéis. Os dois primeiros ocorrem dia 13 de agosto que vão tratar sobre Mercado de Arroz, das 8h às 10h, ao falar sobre como é o mercado na Europa e no Brasil, além de ser conhecida a Campanha Nacional: Arroz para todos os dias. Na sequência do dia, das 13h30 às 15h30, ocorre o segundo painel que irá tratar dos Avanços no Melhoramento Genético do Arroz, sendo possível conhecer os desafios e oportunidades do melhoramento de plantas para a produção sustentável de arroz, assim como, para resistência a doenças e pragas.

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No dia 14 de agosto, acontecem os dois últimos painéis. O terceiro, das 8h às 10h,  vai falar sobre Impactos e Desafios do Arroz Irrigado face às Mudanças Climáticas, onde a discussão vai levar para a situação no Mundo e no Brasil, e ainda, indicar estratégias possíveis para mitigação e adaptação do arroz irrigado diante desta realidade. Por fim, ocorre o quarto e último painel do evento que vai abordar Desafios e Oportunidades para Uso de Bioinsumos em Arroz Irrigado, das 13h30 às 15h30, onde serão mostrados o que há de pesquisa e de produção desses insumos no Brasil, tornando-o um País mais independente de insumos agrícolas importados e utilizando produtos sustentáveis e disponíveis no território brasileiro. Todos os palestrantes podem ser conhecidos através da programação, onde constam seus minicurrículos.

Conferência Magna 

No dia 12, das 19h30 às 20h30, após a realização ao longo do dia dos seis minicursos simultâneos a cada turno, será oferecido aos participantes a Conferência Magna Semeando Conhecimento, alimentado o Brasil, proferida pelo engenheiro agrícola Paulo Hermann, da Fiergs/RS. Logo após a sessão solene de abertura do Congresso. Todas as atividades no auditório do parque do Sesi Pelotas.

O palestrante Paulo Hermann é Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2021, neste mesmo ano, foi considerado umas das 500 autoridades mais influentes da América Latina, pela publicação Boomberg Línea. Em maio de 2022, foi condecorado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul com a Medalha do Mérito Farroupilha, pela dedicação no agronegócio.

O 13º Congresso Brasileiro do Arroz Irrigado é voltado à participação de pesquisadores, professores, técnicos, profissionais ligados ao agronegócio, estudantes e produtores para a apresentação e discussão de inovações científicas e resultados de pesquisas direcionadas ao setor orizícola.

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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