Sustentabilidade
Congresso Brasileiro do Arroz apresenta tecnologias e inovações com personalidades do cenário nacional e internacional – MAIS SOJA

Nesta terça-feira, 12 de agosto, inicia o 13º Congresso Brasileiro do Arroz Irrigado, realizado nas dependências do Sesi e Clube Brilhante, em Pelotas. Após 10 anos, a edição volta ao município gaúcho, contando com uma programação dinâmica e técnica, centrada em temas atualizados sobre mercado, genética, clima e insumos, os quais possuem conhecimentos disponíveis através de conhecimento, tecnologia e inovação. O evento é promovido pela Sociedade Sul-Brasileira do Arroz Irrigado (Sosbai) e pela Embrapa, contando com a participação da EPAGRI, IRGA e algumas principais Universidades do Estado como a UFPel, UFRGS e UFSM. O evento pretende reunir cerca de 700 participantes durante os quatro dias de programação, que se encerra dia 15.
O Congresso vai contar com uma programação ampla, tendo em seus painéis técnicos o foco da realização do evento: contar com a presença de personalidades consideradas referência nos temas para apresentar visões e possibilidades de uso e aplicação de conhecimento e tecnologias disponíveis na cultura do arroz. Entre estes convidados, destaca-se a participação da pesquisadora da Embrapa Soja (Londrina,PR), Mariangela Hungria.
Pesquisadora Nobel da Agricultura
A pesquisadora Mariangela Hungria premiada neste ano pelo World Food Prize, conhecido como Nobel da Agricultura estará em Pelotas para apresentar seu trabalho com a Produção de Insumos Biológicos no Brasil, já que trabalha há décadas com Biotecnologia do Solo, com ênfase em processos microbianos de fixação biológica do nitrogênio e outros mecanismos de promoção de crescimento de plantas, microbiologia aplicada à agricultura, básica e aplicada. Mariangela já recebeu mais de 30 premiações nacionais e internacionais e possui mais de 500 publicações técnico-científicas. Ela vai compor as personalidades do Painel 4, do dia 14 de agosto, das 13h30 às 15h30 sobre Desafios e Oportunidades para o Uso de Bioinsumos em Arroz Irrigado.
Painéis do Congresso
O Congresso vai contar com quatro painéis. Os dois primeiros ocorrem dia 13 de agosto que vão tratar sobre Mercado de Arroz, das 8h às 10h, ao falar sobre como é o mercado na Europa e no Brasil, além de ser conhecida a Campanha Nacional: Arroz para todos os dias. Na sequência do dia, das 13h30 às 15h30, ocorre o segundo painel que irá tratar dos Avanços no Melhoramento Genético do Arroz, sendo possível conhecer os desafios e oportunidades do melhoramento de plantas para a produção sustentável de arroz, assim como, para resistência a doenças e pragas.
No dia 14 de agosto, acontecem os dois últimos painéis. O terceiro, das 8h às 10h, vai falar sobre Impactos e Desafios do Arroz Irrigado face às Mudanças Climáticas, onde a discussão vai levar para a situação no Mundo e no Brasil, e ainda, indicar estratégias possíveis para mitigação e adaptação do arroz irrigado diante desta realidade. Por fim, ocorre o quarto e último painel do evento que vai abordar Desafios e Oportunidades para Uso de Bioinsumos em Arroz Irrigado, das 13h30 às 15h30, onde serão mostrados o que há de pesquisa e de produção desses insumos no Brasil, tornando-o um País mais independente de insumos agrícolas importados e utilizando produtos sustentáveis e disponíveis no território brasileiro. Todos os palestrantes podem ser conhecidos através da programação, onde constam seus minicurrículos.
Conferência Magna
No dia 12, das 19h30 às 20h30, após a realização ao longo do dia dos seis minicursos simultâneos a cada turno, será oferecido aos participantes a Conferência Magna Semeando Conhecimento, alimentado o Brasil, proferida pelo engenheiro agrícola Paulo Hermann, da Fiergs/RS. Logo após a sessão solene de abertura do Congresso. Todas as atividades no auditório do parque do Sesi Pelotas.
O palestrante Paulo Hermann é Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) em 2021, neste mesmo ano, foi considerado umas das 500 autoridades mais influentes da América Latina, pela publicação Boomberg Línea. Em maio de 2022, foi condecorado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul com a Medalha do Mérito Farroupilha, pela dedicação no agronegócio.
O 13º Congresso Brasileiro do Arroz Irrigado é voltado à participação de pesquisadores, professores, técnicos, profissionais ligados ao agronegócio, estudantes e produtores para a apresentação e discussão de inovações científicas e resultados de pesquisas direcionadas ao setor orizícola.
Sustentabilidade
Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.
O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.
A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.
“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.
O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.
Mercado físico da soja
- Passo Fundo (RS): R$ 128
- Santa Rosa (RS): R$ 129
- Cascavel (PR): R$ 124
- Rondonópolis (MT): R$ 114
- Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
- Rio Verde (GO): R$ 117
- Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
- Porto de Rio Grande (RS): R$ 135
Mercado atacadista
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.
O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.
O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.
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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.
Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.
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Sustentabilidade
Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.
Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.
Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).
Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.
Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.
Referências:
FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.
REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.
Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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