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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise Mensal do Mercado do Trigo – MAIS SOJA

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Os preços do trigo recuaram em julho pelo terceiro mês consecutivo, influenciados sobretudo pelas desvalorizações externa e do dólar, contexto que favoreceu a importação do cereal. A liquidez no mercado interno de trigo esteve enfraquecida em julho, especialmente nas últimas semanas do mês. Agentes de moinhos consultados pelo Cepea deram preferência ao produto importado, enquanto vendedores estavam focados na finalização do cultivo da nova temporada e no desenvolvimento das lavouras.

Em julho/25, a média mensal do trigo negociado no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.317,83/t, quedas de 2,5% sobre a de junho/25 e de 12,8% em relação a julho/24, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.476,95/t, baixas de 2,2% no comparativo mensal e de 7,2% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de respectivos 2% e 8,9%, a R$ 1.499,43/t em julho/25. Em Santa Catarina, a média, de R$ 1.441,48/t, caiu 1,9% e 7,4%, na mesma ordem. Em julho, o dólar teve média de R$ 5,528, com desvalorização de 0,3% frente à de junho.

No campo, segundo a Conab, até o dia 2 de agosto, 99,6% do trigo brasileiro da safra de 2025 havia sido semeado, faltando apenas Santa Catarina para finalizar o trabalho – neste estado, 92% da área estimada foi concluída. Quanto à colheita, avança em Goiás, Minas Gerais e foi iniciada em Mato Grosso do Sul.

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SAFRA BRASILEIRA – De acordo com a Conab, em relatório divulgado no dia 10 de julho, a produção nacional é prevista em 7,81 milhões de toneladas, 4,6% menor que a estimativa de junho, passando a representar queda de 0,9% em relação à safra passada (7,89 milhões de toneladas). Isso é o resultado da expressiva diminuição de 16,5% na área destinada à cultura, que passou para 2,55 milhões de hectares – a retração foi verificada sobretudo no Paraná, de 27,3%. Por outro lado, a menor área pode ser compensada pelo forte crescimento de 18,7% na produtividade em relação à temporada passada, para 3,06 t/ha. No entanto, para que esse rendimento se concretize, certamente será preciso a continuidade de boas condições climáticas no período de desenvolvimento das lavouras.

A Conab elevou para 6,2 milhões de toneladas as estimativas de importações entre agosto/25 e julho/26, contra 5,8 milhões de toneladas apontadas no relatório de junho e 6,5 milhões estimadas para o período entre agosto/24 e julho/25. O consumo interno está previsto em 11,82 milhões de toneladas e as exportações, em 2,1 milhões de toneladas.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – Dados do USDA apontam certa estabilidade na previsão de produção mundial, comparativamente aos números de junho, em 808,55 milhões de toneladas, mas ainda um recorde. Já o consumo mundial foi reajustado positivamente em 0,1%, indo para 810,62 milhões de toneladas. Com isso, os estoques de passagem seriam reduzidos para 261,52 milhões de toneladas, equivalentes a 32,4% do consumo mundial, sendo a menor relação desde a temporada 2014/15. As transações mundiais foram reduzidas entre os relatórios de junho e julho, mas seguem elevadas, estimadas em 213,87 milhões de toneladas, abaixo apenas das transações das safras 2022/23 e 2023/24.

DERIVADOS DE TRIGO – As quedas nos preços da matéria-prima refletiram em baixa nos valores dos derivados em julho. Considerando-se as regiões acompanhadas pelo Cepea, e comparando-se a média da última semana cheia de julho/25 (de 28 de julho a 1º de agosto) com a última semana de junho/25 (de 23 a 27 de junho), o farelo de trigo a granel cedeu 1,82%, enquanto o ensacado, 0,35%. Para as farinhas, no mesmo comparativo, as desvalorizações foram de 3,11% para massas frescas; de 1,04% para massas em geral; de 0,79% para prémistura; de 0,06% para bolacha salgada; de 0,96% para bolacha doce; de 0,58% a integral e de 2,68% para panificação.

BALANÇA COMERCIAL – De acordo com dados da Secex, 616,91 mil toneladas de trigo foram importadas em julho/25, com 84% do volume total vindo da Argentina; 12,9%, dos Estados Unidos; e 3,1%, do Paraguai. O preço médio foi de US$ 236,79/t, que, em Reais, seria de R$ 1.308,99/t. Até julho/25, as importações acumularam 4,19 milhões de toneladas, 4,6% acima do verificado no mesmo período de 2024 (4,01 milhões de toneladas).

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MERCADO EXTERNO – O avanço da colheita nos Estados Unidos, a maior oferta da União Europeia e a intensificação da semeadura na Argentina e as boas condições das lavouras deste país pressionaram os valores externos do trigo em julho. Em julho, o primeiro vencimento do Soft Red Winter negociado na Bolsa de Chicago teve média de US$ 5,3990/bushel (US$ 198,38/t), pequena queda de 0,19% frente à de junho/25 e baixa de 0,7% em relação à de julho/24. Na Bolsa de Kansas, o primeiro vencimento do trigo Hard Winter teve média de US$ 5,1892/bushel (US$ 190,67/t) em julho, recuos de 3,3% no comparativo mensal e de 9,1% no anual.

Quanto à safra nos Estados Unidos, segundo dados do USDA, até o dia 4 de agosto, a colheita de trigo de inverno avançou 7 pontos percentuais, atingindo 86% do total – em linha com igual período de 2024 e com a média dos últimos cinco anos. Para a safra de primavera, ainda de acordo com o USDA, a colheita começou e corresponde por 5% das lavouras; 48% das lavouras estavam entre condições boas/excelentes; 35%, em razoáveis; e 17% em situação ruim ou muito ruim.

Na Argentina, a média dos preços FOB do Ministério da Agroindústria de julho/25 ficou em US$ 231,82/t, 0,75% abaixo da de junho/25 e 15% menor que em julho/24. De acordo com dados divulgados dia 31 de julho pela Bolsa de Cereales, a semeadura de trigo da safra 2025/26 na Argentina alcançou 98,3% da área total prevista, de 6,7 milhões de hectares. Quanto às condições de cultivo, 61% das lavouras estão entre boas/excelentes; 36%, normais e 3%, em razoável/ruim. Já quanto às condições hídricas, 79% estão em ótimas/adequadas; 12%, em excesso e 9%, em regular/seca.

Confira o Agromensal do Trigo de Julho/2025 completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:AGROMENSAIS JULHO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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