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12 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Análise Mensal do Mercado do Algodão – MAIS SOJA

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A safra brasileira 2024/25 de algodão atingiu recorde de exportações. De acordo com dados da Secex, de agosto/24 até julho/25, o Brasil embarcou 2,835 milhões de toneladas, volume 6% maior que o escoado em toda a temporada anterior (2,68 milhões de toneladas, até então o recorde da série da Secex).

Entre agosto/24 e julho/25, os principais destinos da pluma brasileira foram Vietnã (representando 19% do total), Paquistão (17%), China (16%), Bangladesh (15%), Turquia (12%), Indonésia (6%) e Índia (5%). Vale ressaltar que houve diversificação e distribuição dos principais demandantes internacionais.

Considerando-se o ano civil (de janeiro a julho de 2025), o País já exportou 1,62 milhão de toneladas, 3,91% acima do registrado no mesmo período de 2024.

MERCADO INTERNO – Os preços do algodão seguiram oscilando em julho uma faixa estreita no mercado brasileiro, sem conseguir superar os R$ 4,17/lp, mas acima de R$ 4,08/lp. Assim, as cotações variaram nesse intervalo de 2,2% desde a última dezena de junho. Apesar do avanço da colheita da nova safra, que deve ser recorde, agentes seguem com dificuldades para encontrar o produto com a qualidade desejada. Ao mesmo tempo, há uma “queda de braço” entre compradores e vendedores, o que também limita a liquidez.

Com o atraso na colheita e beneficiamento da temporada 2024/25, muitos players dão prioridade ao cumprimento de contratos a termo, especialmente porque boa parte deles foi realizada a preços mais atrativos que os praticados atualmente no spot nacional.

Nesse cenário, entre 30 de junho e 31 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu apenas 0,28%, fechando a R$ 4,1340/lp no dia 31. A média de julho do Indicador foi de R$ 4,1061/lp, 4,03% inferior à de junho/25 e 2% abaixo da de julho/24, em termos reais. A média mensal é a menor desde novembro/24 (R$ 3,9607/lp), nominalmente.

Em dólar, a média mensal do Indicador à vista foi de US$ 0,7423/lp, 11,8% acima do primeiro vencimento na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de US$ 0,6638/lp, mas 5,9% abaixo da do Índice Cotlook A, de US$ 0,7891/lp. Além disso, o Indicador está em média 8,4% acima da paridade de exportação.

MERCADO INTERNACIONAL – Cálculos do Cepea apontam que a paridade de exportação na condição FAS (Free Alongside Ship) registrou alta de 1,3% no acumulado de julho, passando para R$ 3,8038/lp (US$ 0,6791/lp) no porto de Santos (SP) e R$ 3,8144/lp (US$ 0,6810/lp) no de Paranaguá (PR) no dia 31. Isso porque o dólar se valorizou 3,15% frente ao Real no acumulado de julho, para R$ 5,601 no dia 31, enquanto o Índice Cotlook A (referente à pluma posta no Extremo Oriente) caiu 1,82%, para US$ 0,7820/lp.

Na Bolsa de Nova York, os primeiros contratos tiveram quedas em julho. De 30 de junho a 31 de julho, o vencimento Out/25 se desvalorizou 3,06%, a US$ 0,6561/lp, e o Dez/25 recuou 1,29%, a US$ 0,6725/lp. O vencimento Março/26 teve retração de 1,24%, para US$ 0,6860/lp, e o Maio/26, de 1,08% no mesmo período, a US$ 0,6974/lp no dia 31.

CAROÇO DE ALGODÃO – A expectativa de safra 2024/25 recorde e a entrada de novos lotes no spot, ainda que de maneira pontual, já pressionaram os valores do caroço de algodão em julho. Com isso, parte dos vendedores esteve mais flexível para novas negociações, enquanto outra parcela priorizou o cumprimento dos contratos a termo.

Em julho, levantamento do Cepea mostra que a média do caroço no mercado spot foi de R$ 1.148,93/tonelada em Primavera do Leste (MT), recuo de 31,9% em relação à do mês anterior, mas ainda 68,1% acima da de julho/24 (R$ 683,38/t), em termos reais – as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de junho/25.

Em Campo Novo do Parecis (MT), a média foi de R$ 1.184,84/t, recuo de 22,6% na comparação mensal, porém, praticamente o dobro do valor de julho/24, de R$ 591,22/t. Em Lucas do Rio Verde (MT), a retração foi de 40% frente à média de junho/25, mas houve avanço de 72,9% comparado há um ano, a R$ 920,72/t em julho/25. Em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.205,53/t, recuo de 21,4% na comparação mensal; no entanto, aumento de 39% na anual. Em São Paulo (SP), a desvalorização no mês foi de 15,9%, mas houve aumento de 26,5% no ano, com a média a R$ 1.511,13/t em julho/25.

A estimativa de julho/24 da Conab indica produção recorde de caroço de algodão na temporada 2024/25, podendo somar 5,545 milhões de toneladas. Além disso, segundo dados divulgados no dia 7 de julho pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), 56,4% do caroço da safra 2024/25 já foi comercializado em Mato Grosso, maior estado produtor, contra 48,09% no mesmo período do ano passado, mas abaixo da média dos últimos cinco anos, de 57,5%.

Quanto à comercialização antecipada envolvendo a safra 2024/25, dados coletados pelo Cepea apontam que, para as negociações com entregas entre julho e dezembro de 2025, o preço médio de contratos a termo em Lucas do Rio Verde (MT) está em R$ 820,79/tonelada, significativa alta de 79,2% frente à da temporada anterior (com embarques programados no segundo semestre de 2024). Em Campo Novo do Parecis (MT), o preço médio dos contratos a termo teve elevação de 61,5% no mesmo período, para R$ 831,08/t. Em Primavera do Leste (MT), o aumento foi de 63,3% (R$ 927,46/t). Em Barreiras (BA), o valor médio está em R$ 905,56/t para entrega no segundo semestre deste ano, avanço de 19,4% frente ao mesmo período de 2024.

Confira o Agromensal do Algodão de Julho/2025 completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS JULHO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Doenças Foliares no Milho: Impacto na Produtividade

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Embora o manejo fitossanitário do milho não seja tradicionalmente tão direcionado ao controle de doenças foliares quanto em culturas mais sensíveis, como a soja, pesquisas têm demonstrado que o manejo eficiente dessas doenças é indispensável para a obtenção de altas produtividades. Essa necessidade se torna ainda mais evidente em híbridos modernos, que apresentam elevado potencial produtivo, porém menor rusticidade.

Conforme destacado por Ribeiro (2020), a produtividade do milho está diretamente relacionada ao índice de área foliar (IAF). Entretanto, a cultura apresenta grande variabilidade desse índice ao longo do período vegetativo, em função dos diferentes fatores que influenciam o desenvolvimento das plantas. Estima-se que, para a obtenção de altas produtividades, sejam necessários valores de IAF próximos de 6,1.

Além de manter um IAF adequado, é fundamental preservar a sanidade das folhas, garantindo elevada capacidade fotossintética e, consequentemente, maior produção e translocação de fotoassimilados para os grãos. Nesse contexto, doenças como ferrugem-polisora (Puccinia polysora), helmintosporiose ou mancha-foliar (Exserohilum turcicum), mancha-de-phaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis) e cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) destacam-se entre as principais doenças foliares do milho, podendo causar perdas expressivas de produtividade quando não controladas adequadamente.

Godoy et al. (2001) observaram que doenças como a mancha-de-phaeosphaeria apresentam elevada capacidade de reduzir tanto a área foliar quanto a eficiência fotossintética do milho. Segundo os autores, independentemente do híbrido avaliado, a redução na taxa fotossintética foi proporcionalmente maior que a redução da área foliar causada pelas lesões (Figura 1). Em níveis de severidade entre 10 e 20%, a redução da taxa fotossintética líquida aproximou-se de 40%, evidenciando o impacto fisiológico dessas doenças sobre o potencial produtivo da cultura.

Figura 1. Efeito de diferentes severidades de mancha-de-phaeosphaeria na taxa fotossintética líquida relativa (Px /Po) de folhas de milho, na linhagem ESALQ PB2 (a) e nos híbridos XL 215 (b), FT 5130 (c) e FT 5150 (d). Fonte: Godoy et al. (2001).

Dependendo da suscetibilidade do híbrido às doenças, das condições ambientais e das práticas de manejo adotadas, as perdas de produtividade podem ser ainda mais expressivas. Conforme relatado por  Casela; Ferreira; Pinto (2006), em situações de alta severidade e ausência de manejo adequado, as perdas no milho podem ultrapassar 80% da produtividade potencial.

Além do elevado potencial de dano, algumas doenças apresentam grande capacidade de formação de lesões no limbo foliar (Figura 2), associada a características como rápida evolução e eficiente dispersão. Em muitos casos, os patógenos também conseguem sobreviver em restos culturais, dificultando o manejo e favorecendo novas infecções nas safras subsequentes.

Diante desse cenário, o uso de fungicidas no milho torna-se uma ferramenta indispensável para a manutenção da sanidade foliar e para a preservação do potencial produtivo da cultura, especialmente em sistemas de produção intensivos e com híbridos de alto desempenho.

Figura 2. Escala diagramática para avaliação de severidade de helmintosporiose comum em milho (Zea mays) causada por Exserohilum turcicum. Valores em percentual de área foliar com sintomas. Fonte: Lazaroto et al. (2012).

Ao avaliarem a eficiência de fungicidas na cultura do milho, Custódio et al. (2020)  verificaram que, dependendo do híbrido utilizado, do ambiente de cultivo e da severidade das doenças, fungicidas podem proporcionar incrementos de produtividade variando de 5% a 32%. Esses resultados evidenciam a relevância do manejo químico na preservação do potencial produtivo da cultura, minimizando as perdas em função das doenças foliares.

Corroborando esses resultados, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que o uso de fungicidas contribui significativamente para o aumento da produtividade e da sanidade do milho. Os autores destacam que, além do correto posicionamento em relação à época de aplicação, o número de aplicações também exerce influência direta sobre a eficiência do manejo fitossanitário.

Em uma abordagem complementar, Silva (2015) observou que a probabilidade de resposta positiva do milho ao uso de fungicidas é superior a 80%. Em termos práticos, isso demonstra que há elevada chance de obtenção de ganhos de produtividade quando fungicidas são utilizados de forma adequada no manejo da cultura.

Sobretudo, o correto posicionamento dos fungicidas exerce papel fundamental no manejo fitossanitário do milho, sendo decisivo para a obtenção de resultados consistentes em produtividade e sanidade da lavoura. Além de definir as aplicações de acordo com a necessidade da cultura e os diferentes estádios de desenvolvimento das plantas, é indispensável selecionar fungicidas de elevada performance e amplo espectro de controle.

Nesse contexto, a IHARA conta com o FUSÃO EC, um fungicida composto por dois mecanismos de ação pertencentes a diferentes grupos químicos, que alia alta performance e eficiência no controle das principais doenças foliares do milho. O fungicida apresenta ação sistêmica, sendo rapidamente absorvido e translocado pelas plantas, promovendo maior proteção da cultura (IHARA, s.d.).

Além disso, a associação de diferentes grupos químicos em sua composição torna o FUSÃO EC uma importante ferramenta no manejo da resistência de patógenos aos fungicidas. Seu posicionamento estratégico em períodos críticos do desenvolvimento do milho contribui para a manutenção da sanidade foliar, preservação da capacidade fotossintética das plantas e mitigação das perdas causadas pelas doenças, favorecendo a obtenção de maiores produtividades.

Referências:

CASELA, C. R.; FERREIRA, A. S.; PINTO, N. F. J. A. DOENÇAS NA CULTURA DO MILHO. Embrapa, Circular Técnica, n. 83, 2006. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/490415/1/Circ83.pdf >, acesso em: 20/05/2026.

CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DA MANCHA BRANCA DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. IDR-PARANÁ, Boletim Técnico n. 96. 2020. Disponível em: < http://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt96_-_idr-parana_-_29-01-2021.pdf >, acesso em: 20/05/2026.

FARIA, J. E.; PEREIRA, J. L. A. R.; FERRAZ, M. A. J. AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO EM FUNÇÃO DAS ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS. Josif, 2022. Disponível em: < https://www.google.com/search?q=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&rlz=1C1JZAP_pt-BRBR1091BR1091&oq=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg80gEHMjMxajBqN6gCCLACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8 >, acesso em: 20/05/2026.

GODOY, C. V. et al. ALTERAÇÕES NA FOTOSINTESE E NA TRANSPIRAÇÃO DE FOLHAS DE M ILHO INFECTADAS POR Phaeosphaeria maydis. Fitopatologia brasileira 26 (2), 2001. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/fb/a/QS37wLdvDNHhDyPrB78wTnM/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 20/05/2026.

IHARA. FUSÃO EC MILHO. IHARA: Agricultura é a nossa vida, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/fusao-ec-milho/ >, acesso em: 20/05/2026.

LAZAROTO, A. ESCALA DIAGRAMÁTICA PARA AVALIAÇÃO DE SEVERIDADE DA HELMINTOSPORIOSE COMUM EM MILHO. Ciência Rural, v. 42, p. 2131-2137. Santa Maria – RS, 2012. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/5cDvMyVXYXMVLpKnDGnNM7h/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 20/05/2026.

RIBEIRO, B. S. M. R. et al. ECOFISIOLOGIA DO MILHO VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2020.

SILVA, A. L. METANÁLISE DO GANHO EM PRODUTIVIDADE COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS FOLIARES EM MILHO NO BRASIL. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Londrina, 2015. Disponível em: < https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/92e465c5-de56-48ca-bfe1-f4ad35b02ace/content >, acesso em: 20/05/2026.

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Sustentabilidade

Soja sul-mato-grossense ganha espaço no Oriente Médio – MAIS SOJA

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A soja de Mato Grosso do Sul começa a desenhar um mapa mais diversificado no comércio internacional. Embora a China continue sendo o principal destino da produção sul-mato-grossense, países como Paquistão, Irã e Bangladesh vêm ganhando espaço nas exportações.

De acordo com o boletim produzido pela equipe econômica da Aprosoja/MS, em julho, Mato Grosso do Sul exportou 933,2 mil toneladas de soja, volume 11,6% superior ao registrado no ano anterior. Em valor, os embarques alcançaram US$ 410,3 milhões, aumento de 21,3%. A China respondeu por 63,9% das compras, seguida por Paquistão, com 14,5%, Bangladesh, com 7,5%, e Irã, com 7,4%.

“A China continua sendo um mercado estratégico para a soja brasileira e sul-mato-grossense, mas a diversificação dos destinos é positiva porque reduz a concentração das vendas e aumenta as alternativas de comercialização”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

A China é o maior importador global do grão e o Brasil se consolidou como seu principal fornecedor. No primeiro semestre de 2026, os chineses responderam por 81,6%  das exportações brasileiras de soja.  “A China é fundamental, mas como importador dominante, a diversificação dos compradores também se torna uma ferramenta estratégica”.

O boletim da Aprosoja/MS aponta que há espaço para novos importadores do Oriente Médio, em um momento de demanda aquecida e de melhores condições logísticas para esses mercados.

O Brasil já possui presença relevante no abastecimento de países da região, e dados nacionais mostram a participação de destinos como Irã e Turquia nas cadeias de produtos agrícolas brasileiros.

A novidade está menos no fato de esses países comprarem produtos brasileiros e mais na importância que a diversificação passa a ter em um mundo no qual comércio e geopolítica estão cada vez mais conectados.

Para o produtor, diversificar significa ampliar opções, já que quanto maior o número de compradores capazes de absorver a produção, maior tende a ser a capacidade de negociação.

Todavia, a aproximação comercial com o Oriente Médio ocorre justamente em um período de instabilidade geopolítica. Os conflitos de 2026 já provocaram preocupações com rotas marítimas, custos de frete e de combustíveis.

“O Oriente Médio representa uma oportunidade de diversificação para a soja, mas também exige atenção à logística e aos riscos geopolíticos. Não se trata apenas de encontrar novos compradores, mas de acompanhar a transformação das rotas pelas quais os alimentos circulam no mundo”, finaliza Linneu.

O boletim completo pode ser acessado, clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Plano Nacional de Logística prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos – MAIS SOJA

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O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entra em vigor nesta quarta-feira (12), tendo, como objetivo, orientar o planejamento da infraestrutura de transportes no país até 2050. O documento servirá de referência para investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.Elaborado no âmbito do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o PNL foi estruturado a partir da identificação dos principais gargalos da logística nacional. Ele prevê investimentos de R$ 1,225 trilhão em infraestrutura logística até 2050, dos quais R$ 734,4 bilhões deverão vir da iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões do setor público.

Os recursos deverão ser direcionados à manutenção de corredores estratégicos, à ampliação da capacidade de estruturas existentes e à implantação de novos empreendimentos.

O documento definiu 112 objetivos prioritários voltados à solução de gargalos atuais, ao atendimento de demandas futuras e ao desenvolvimento regional. Para isso, estabeleceu 31 eixos prioritários de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais.

Entre as ações previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária.

Mudanças

Durante a cerimônia de lançamento do PNL em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que o plano vai organizar “projetos, sonhos, vidas e iniciativas” que ajudarão a estruturar o futuro do Brasil e da América Latina.

“Por muito tempo, o Brasil escolheu obras e, depois, procurou uma estratégia para justificá-las. No PNL 2050, fizemos o contrário. Primeiro definimos que Brasil queremos construir. Depois, quais problemas precisamos resolver. Só então passamos a discutir quais investimentos fazem sentido”, discursou o ministro.

Segundo ele, esta não é uma mudança simples de se fazer porque, na verdade, é uma mudança de cultura. “E cultura é um processo que não será transformado por um único plano. O que esperamos é construir essa mudança ao longo do tempo e consolidar esse novo processo de planejamento”, complementou.

Cabotagem

Entre as novidades apresentadas nesta edição do PNL, o ministro destacou a inclusão da cabotagem (navegação entre portos de um mesmo país). “O Brasil precisa voltar a olhar a cabotagem com seriedade. Esta foi uma evolução muito grande”, disse.

“Ainda não colocamos a questão do transporte aéreo de cargas. Temos de evoluir nisso”, complementou.

Também presente na cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que o Brasil tem avançado em sua capacidade de infraestrutura, após grande ciclo de investimentos públicos e, sobretudo, privados.

“A parceria com o setor privado trouxe resultados positivos, tanto no sentido da capacidade que foi instalada no país quanto, especialmente, no sentido da eficiência que alcançamos, elevando os patamares de desempenho, sobretudo nos setores de portos e aeroportos”, disse.

Modais

Segundo ele, o grande desafio que o PNL traz como resposta é o de integrar os modais de transporte. “Os modais não são isolados. Precisam dialogar entre si. O porto é o nó desses caminhos. Mas ele não vive sem acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários”.

“Entendo que a rodovia não é o melhor caminho para a expansão que precisamos. Portanto, precisamos avançar nas políticas de escoamento por meio do transporte ferroviário”, acrescentou.

“E não dá para começar uma ferrovia sem ser pelo porto”, complementou o ministro George Santoro.

Para o presidente da Infra (empresa pública federal criada para planejar, estruturar projetos e desenvolver engenharia e inovação no setor de transportes do país), Jorge Bastos, o PNL precisa, acima de tudo, “ter credibilidade, de forma a perpassar governos. Foi com essa perspectiva que ele foi elaborado”, disse.

Desafios

Entre os desafios apontados no PNL 2050 estão a forte dependência das rodovias, que respondem por 54% da movimentação de cargas, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção, problemas de abastecimento em regiões mais isoladas e barreiras à integração entre os modais.

Para enfrentar esses problemas, o PNL prioriza a ampliação da intermodalidade, com maior conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

A expectativa é reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações, melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.

O documento lançado nesta quarta-feira dá destaque também à redução das desigualdades regionais, com prioridade para projetos no Norte e Nordeste, e incorpora critérios de sustentabilidade, como adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade.

Fonte: Agência Brasil


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