Connect with us
27 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reúne suas comissões técnicas e reforça escuta ativa aos produtores rurais

Published

on

Nesta terça-feira (05.08), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou mais uma rodada de reuniões das suas comissões técnicas. Com intensa participação de produtores rurais de diversas regiões do estado, os encontros tiveram como foco a troca de experiências e o debate de pautas estratégicas para o desenvolvimento do setor produtivo.

As atividades começaram pela manhã com as comissões de Defesa Agrícola e Logística. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola, Gilson Antunes de Melo, destacou a importância da participação do produtor rural nesse momento de planejamento para a nova safra. “É muito importante, principalmente, agora que estamos à beira de começar um novo plantio, uma nova safra, a presença do produtor rural, porque quando ele está aqui, ele passa para a entidade as demandas, a necessidade que ele tem lá no campo, trazendo com muita clareza e com muita identidade tudo o que ele tem sofrido no seu dia a dia”, salienta.

Durante a reunião da Comissão de Defesa Agrícola, foram apresentados os resultados e demandas dos programas Classificador Legal, Fertilizante Certo, Semente Forte, além da Rodada Técnica e demais assuntos que interferem na produtividade das lavouras, como a perda de resistência do milho às lagartas e pautas legislativas. Em seguida, na Comissão de Logística os produtores discutiram os principais gargalos estruturais que impactam o escoamento da produção e receberam atualizações sobre as rodovias federais e estaduais, e balanças rodoviárias.

Para o delegado do núcleo de Gaúcha do Norte, Rafael Frost, a reunião foi importante para debater assuntos referentes à manutenção das estradas da região, como a BR-242. “Recentemente foi federalizado o trajeto antigo, isso já é um grande passo para a manutenção da estrada, dando trafegabilidade. Na última safra a chuva castigou muito, destruiu muitas estradas. Então, com essa obra do DNIT e da Sinfra, vai melhorar bastante o tráfego, possibilitando o escoamento da safra”, aponta.

No período da tarde, a Comissão de Sustentabilidade tratou sobre o andamento dos projetos da entidade, especialmente o Soja Legal, além de atualizações sobre a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da comissão, Luiz Pedro Bier, o diálogo contínuo com os produtores é de grande relevância para fortalecer a classe produtiva. “É um momento muito importante para a associação, pois é aqui que a gente define os rumos que cada comissão vai tomar, onde os produtores expressam os seus problemas, os seus anseios e o que a entidade pode fazer por cada um deles”, enfatiza.

O encontro foi finalizado com a Comissão de Política Agrícola, momento em que abordaram sobre a alteração da Lei do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), a Reforma Tributária, as mudanças nas demarcações de terras indígenas e o projeto de ratificação de registro de imóveis em faixa de fronteira, todos com impacto direto na segurança jurídica dos produtores rurais. O delegado do núcleo de Sapezal, Fernando Scherer, participa pela primeira vez das reuniões de comissões como delegado e ressalta a importância da troca de informações e do fortalecimento institucional. “Gostei muito, eu acredito que a gente deve trazer mais volume de delegados junto às comissões para que a gente possa se atualizar das informações e daquilo que está acontecendo, desde o Classificador Legal, as coletas de fertilizantes e sementes, e os bioinsumos. Eu acredito que a gente fortalece a entidade, fortalece o produtor, para a gente poder também receber produtos de qualidade e com isso, no final, gerar maior produtividade no campo”, relata.

Com a participação ativa dos associados e a escuta constante às suas demandas, a Aprosoja MT reforça seu compromisso com o fortalecimento do agronegócio, atuando em defesa do setor através da articulação de políticas, projetos e melhorias.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Urochloa melhora microbiota fúngica em solo degradado

Published

on

Estudo em feijão comum mostra efeito residual da cobertura sobre fungos da rizosfera e indicadores de qualidade do solo

A inclusão de Urochloa brizantha no período de pousio alterou a comunidade fúngica da rizosfera do feijão comum e favoreceu indicadores ligados à recuperação biológica do solo. O efeito ocorreu em área degradada por mais de cinco décadas de uso agrícola intensivo, com histórico de tabaco, monocultivo de feijão, preparo convencional e longos períodos de solo descoberto (DOI: 10.3390/jof12070456).

Estudo avaliou os efeitos residuais de Urochloa brizantha como planta de cobertura sobre fungos associados às raízes do feijão comum. Os pesquisadores também mediram atributos físicos, químicos e biológicos do solo. O trabalho ocorreu na Estação Experimental Agropecuária Salta, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, em Cerrillos, Salta, Argentina.

Cinco situações

O experimento comparou cinco situações. A primeira manteve pousio com solo descoberto seguido de feijão comum. A segunda recebeu um ciclo de Urochloa brizantha antes do feijão. A terceira recebeu dois ciclos consecutivos da gramínea antes do feijão. A quarta manteve uma pastagem perene de Urochloa brizantha. A quinta usou solo preservado como referência externa.

A análise por sequenciamento de alta escala mostrou mudança significativa na composição da comunidade fúngica entre os manejos. A diversidade alfa não apresentou diferença estatística. Isso indica manutenção da riqueza e da uniformidade dos fungos. Porém, a composição mudou. O manejo com Urochloa brizantha promoveu substituição de grupos fúngicos dentro da rizosfera.

Solo descoberto

No pousio com solo descoberto, o gênero Fusarium apresentou maior abundância relativa. Esse tratamento também teve maior presença de Fusicolla e Bipolaris. Esses gêneros incluem espécies associadas a doenças de plantas. Segundo os pesquisadores, o resultado sugere acúmulo de fungos com potencial patogênico em sistemas simplificados e com monocultivo contínuo.

Nos tratamentos com Urochloa brizantha, a comunidade caminhou para outro perfil. Houve maior participação de fungos saprófitos e grupos associados à decomposição de resíduos e à ciclagem de nutrientes. Entre os gêneros citados aparecem Mortierella, Penicillium, Coprinellus, Immersiella, Torula, Lectera, Coprinopsis e Psathyrella.

A pastagem perene de Urochloa brizantha apresentou enriquecimento de Gamsia, Chaetomium e Pyrenochaeta. O solo preservado teve maior associação com Penicillium, Mycoleptodiscus, Purpureocillium e Knufia. Para os cientistas, esses marcadores indicam uma transição da comunidade fúngica para estruturas mais ligadas à decomposição da matéria orgânica, à estabilidade do solo e à atividade biológica.

Análise funcional

A análise funcional reforçou essa tendência. O pousio descoberto teve maior abundância relativa de fungos classificados como patógenos de plantas. O tratamento com um ciclo de Urochloa brizantha reduziu a representação desse grupo e manteve atividade saprofítica. O tratamento com dois ciclos apresentou comportamento intermediário. A pastagem perene e o solo preservado mostraram perfis mais equilibrados, com menor participação de patógenos vegetais e maior contribuição de guildas saprofíticas e simbióticas.

Os atributos do solo também responderam ao manejo. O carbono orgânico do solo teve menores valores no monocultivo de feijão com solo descoberto. Os tratamentos com Urochloa brizantha elevaram esse indicador, sobretudo no tratamento com dois ciclos e na pastagem perene. A estabilidade de agregados também aumentou com a gramínea e alcançou valores próximos ao solo de referência.

A densidade do solo apresentou o padrão oposto. O pousio descoberto teve os maiores valores. Os tratamentos com Urochloa brizantha reduziram a densidade. O resultado indica melhoria estrutural associada ao sistema radicular da gramínea e à presença de cobertura vegetal.

Indicadores microbiológicos

Os indicadores microbiológicos acompanharam a mudança. A respiração microbiana aumentou nos tratamentos com Urochloa brizantha. A biomassa microbiana de carbono e nitrogênio também apresentou menores valores no pousio descoberto. A proteína do solo relacionada à glomalina cresceu na pastagem perene e teve valor intermediário após dois ciclos da gramínea.

A atividade enzimática mostrou diferenças entre manejos. A hidrólise de diacetato de fluoresceína atingiu maior valor na pastagem perene. A fosfatase ácida teve maiores atividades na pastagem perene e no tratamento com um ciclo de Urochloa brizantha. O pousio descoberto apresentou menor atividade dessa enzima.

Análise multivariada

A análise multivariada indicou associação entre a estrutura da comunidade fúngica e variáveis do solo. A proteína relacionada à glomalina, a respiração microbiana, a biomassa microbiana, o magnésio, a capacidade de retenção de água, a fosfatase ácida e a relação carbono:nitrogênio ajudaram a explicar a composição dos fungos. As variáveis biológicas explicaram fração maior da variação da comunidade do que as propriedades físico-químicas.

Os pesquisadores concluem que Urochloa brizantha gerou efeitos residuais mensuráveis sobre a rizosfera do feijão comum. O manejo deslocou a comunidade fúngica de um perfil enriquecido em potenciais patógenos para uma estrutura com maior presença de fungos associados à decomposição, à ciclagem de nutrientes e à recuperação biológica do solo. Mesmo um ciclo da gramínea iniciou mudanças detectáveis em solo degradado.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

Published

on

Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.

Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.

Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.

A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.

Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.

Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Disputa pelo Senado

Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.

O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.

Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.

Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.

Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.
Continue Reading

Agro Mato Grosso

TCE veda propaganda eleitoral nas dependências do órgão durante período eleitoral em MT

Published

on

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) passa a vedar, a partir desta sexta-feira (26), a veiculação de propaganda política em suas dependências durante o período eleitoral. Editada pela Corregedoria-Geral, a Orientação Normativa nº 01/2026 proíbe o ingresso e a permanência, nos estacionamentos e demais áreas internas, de veículos que ostentem qualquer forma de propaganda eleitoral.

A vedação alcança não apenas adesivos com número ou fotografia de candidato, mas também aqueles que contenham apenas o nome do candidato ou qualquer outro elemento capaz de caracterizar propaganda eleitoral, ainda que de forma indireta.

A orientação tem como fundamento a preservação da neutralidade institucional, da impessoalidade administrativa e da adequada utilização dos bens públicos. As dependências do Tribunal, incluindo seus estacionamentos, constituem bens públicos e, por essa razão, não podem ser utilizadas como espaço para divulgação de candidaturas.

O objetivo, segundo a Corregedoria-Geral, não é restringir a manifestação política do servidor, mas assegurar a igualdade entre os candidatos, a credibilidade das instituições públicas e a confiança da sociedade na atuação do Poder Público.

O que diz a legislação

A medida tem amparo no artigo 37 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), que veda a veiculação de propaganda eleitoral em bens públicos ou de uso comum. A Resolução TSE nº 23.610/2019, por sua vez, define como propaganda eleitoral qualquer divulgação que leve ao conhecimento geral uma candidatura, partido, federação ou coligação, ainda que de forma indireta ou dissimulada.

Por essa interpretação, a simples exposição do nome de um candidato, mesmo sem número, partido, cargo pretendido ou pedido explícito de voto, pode caracterizar propaganda eleitoral, conforme entendimento consolidado da Justiça Eleitoral.

A orientação também se apoia no Código de Ética dos Servidores do TCE-MT (Resolução Normativa nº 04/2022), que impõe aos agentes públicos uma atuação pautada pela legalidade, impessoalidade, moralidade, integridade e preservação da imagem institucional.

O que fica vedado

A Orientação Normativa nº 01/2026 proíbe o ingresso e a permanência, nas dependências do Tribunal, de veículos contendo:

•    Nome de candidato;
•    Número de candidato;
•    Fotografia, imagem ou símbolo de candidato;
•    Slogan, frase ou expressão vinculada à campanha eleitoral;
•    Identificação visual relacionada a partido político, federação ou coligação;
•    Qualquer outra forma de propaganda eleitoral, ainda que indireta.

A vedação aplica-se independentemente de o material conter apenas o nome do candidato ou de não apresentar pedido explícito de voto.

Restrição limitada às dependências do Tribunal

A Corregedoria-Geral reforça que a restrição se limita ao interior da instituição. Fora das dependências do TCE-MT, o servidor continua exercendo normalmente seus direitos políticos, observadas as regras da legislação eleitoral. A orientação refere-se exclusivamente ao uso de um bem público, que deve permanecer livre de qualquer manifestação de caráter eleitoral.

 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT