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11 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reúne suas comissões técnicas e reforça escuta ativa aos produtores rurais

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Nesta terça-feira (05.08), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou mais uma rodada de reuniões das suas comissões técnicas. Com intensa participação de produtores rurais de diversas regiões do estado, os encontros tiveram como foco a troca de experiências e o debate de pautas estratégicas para o desenvolvimento do setor produtivo.

As atividades começaram pela manhã com as comissões de Defesa Agrícola e Logística. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola, Gilson Antunes de Melo, destacou a importância da participação do produtor rural nesse momento de planejamento para a nova safra. “É muito importante, principalmente, agora que estamos à beira de começar um novo plantio, uma nova safra, a presença do produtor rural, porque quando ele está aqui, ele passa para a entidade as demandas, a necessidade que ele tem lá no campo, trazendo com muita clareza e com muita identidade tudo o que ele tem sofrido no seu dia a dia”, salienta.

Durante a reunião da Comissão de Defesa Agrícola, foram apresentados os resultados e demandas dos programas Classificador Legal, Fertilizante Certo, Semente Forte, além da Rodada Técnica e demais assuntos que interferem na produtividade das lavouras, como a perda de resistência do milho às lagartas e pautas legislativas. Em seguida, na Comissão de Logística os produtores discutiram os principais gargalos estruturais que impactam o escoamento da produção e receberam atualizações sobre as rodovias federais e estaduais, e balanças rodoviárias.

Para o delegado do núcleo de Gaúcha do Norte, Rafael Frost, a reunião foi importante para debater assuntos referentes à manutenção das estradas da região, como a BR-242. “Recentemente foi federalizado o trajeto antigo, isso já é um grande passo para a manutenção da estrada, dando trafegabilidade. Na última safra a chuva castigou muito, destruiu muitas estradas. Então, com essa obra do DNIT e da Sinfra, vai melhorar bastante o tráfego, possibilitando o escoamento da safra”, aponta.

No período da tarde, a Comissão de Sustentabilidade tratou sobre o andamento dos projetos da entidade, especialmente o Soja Legal, além de atualizações sobre a situação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da comissão, Luiz Pedro Bier, o diálogo contínuo com os produtores é de grande relevância para fortalecer a classe produtiva. “É um momento muito importante para a associação, pois é aqui que a gente define os rumos que cada comissão vai tomar, onde os produtores expressam os seus problemas, os seus anseios e o que a entidade pode fazer por cada um deles”, enfatiza.

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O encontro foi finalizado com a Comissão de Política Agrícola, momento em que abordaram sobre a alteração da Lei do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), a Reforma Tributária, as mudanças nas demarcações de terras indígenas e o projeto de ratificação de registro de imóveis em faixa de fronteira, todos com impacto direto na segurança jurídica dos produtores rurais. O delegado do núcleo de Sapezal, Fernando Scherer, participa pela primeira vez das reuniões de comissões como delegado e ressalta a importância da troca de informações e do fortalecimento institucional. “Gostei muito, eu acredito que a gente deve trazer mais volume de delegados junto às comissões para que a gente possa se atualizar das informações e daquilo que está acontecendo, desde o Classificador Legal, as coletas de fertilizantes e sementes, e os bioinsumos. Eu acredito que a gente fortalece a entidade, fortalece o produtor, para a gente poder também receber produtos de qualidade e com isso, no final, gerar maior produtividade no campo”, relata.

Com a participação ativa dos associados e a escuta constante às suas demandas, a Aprosoja MT reforça seu compromisso com o fortalecimento do agronegócio, atuando em defesa do setor através da articulação de políticas, projetos e melhorias.

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Agro Mato Grosso

Valtra; Além do etanol, a Valtra aposta nos motores biometano no agro

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Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

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Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

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Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

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Agro Mato Grosso

Milho; A força de uma cultura que move Lucas do Rio Verde MT

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Da lavoura à mesa, a Festa do Milho traduz a potência econômica, social e cultural de um dos principais pilares do desenvolvimento regional, com protagonismo da Fundação Rio Verde

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Agro Mato Grosso

MT bate recorde histórico e se consolida como o maior produtor de biocombustíveis do Brasil

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Estado já responde por 26% do biodiesel brasileiro e produziu mais de 5,5 bilhões de litros de etanol de milho na última safra.

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