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20 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Herbicidas e estresse inicial na soja: mitos e verdades sobre fitotoxicidade – MAIS SOJA

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Embora os herbicidas sejam ferramentas indispensáveis no manejo de plantas daninhas na cultura da soja, o posicionamento inadequado dos produtos, aliado a condições ambientais desfavoráveis ao funcionamento de determinadas moléculas, pode desencadear estresses fisiológicos nas plantas. Esses estresses se manifestam por meio de sintomas de fitotoxicidade, má formação de estruturas vegetativas e, em casos mais severos, redução do potencial produtivo.

Tanto os herbicidas aplicados em pré-emergência quanto aqueles utilizados em pós-emergência podem gerar efeitos negativos no crescimento e desenvolvimento da soja, especialmente quando não são observadas as recomendações técnicas quanto à seletividade, estádio de aplicação e condições do ambiente. No entanto, é importante destacar que nem todo sintoma de fitotoxicidade se traduz necessariamente em perda de rendimento. A soja possui, em muitos casos, capacidade de recuperação, desde que os danos sejam leves e ocorra retomada do crescimento em condições favoráveis (sem estresses).

Devido à diversidade de mecanismos de ação dos herbicidas, os sintomas de fitotoxicidade variam amplamente, podendo incluir desde necroses em plântulas até deformações foliares ou redução do crescimento. Esses efeitos são mais críticos nas fases iniciais do ciclo, quando a cultura é naturalmente mais sensível a interferências químicas. Assim, a compreensão dos riscos e a adoção de práticas de manejo adequadas são fundamentais para garantir seletividade e minimizar impactos negativos sobre a produtividade.

Figura 1. Sintomas típicos da fitotoxicidade ocasionada por alguns herbicidas em soja.
Foto: André Consonni
Mito: qualquer sintoma de fitotoxicidade compromete o rendimento da soja

Nem todo efeito fitotóxico resulta diretamente em perdas de produtividade da soja. O dano da fitotoxicidade em soja pode estar relacionado a tolerância genética da planta ao herbicida, modo de ação do herbicida, condições climáticas e ambientais, bem como estádio do desenvolvimento da soja em que os danos são observados.

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No geral a soja apresenta maior capacidade de se recuperar de injurias durante o período vegetativo do seu desenvolvimento. Com isso em vista, danos ocasionados por herbicidas de contato e/ou herbicidas cuja biotecnologia presente na cultivar contemple a tolerância ao herbicida, geralmente não comprometem a produtividade da cultura. Conforme observado por Marchi et al. (2013) e corroborado por Tadesco et al. (2025), a associação entre glifosato e distintos herbicidas pós-emergentes registrados para o controle de plantas daninhas na cultura da soja, não resulta em perdas significativas de produtividade, mesmo ocasionado efeitos fitotóxicos à cultura.

Marchi et al. (2013) avaliaram a associação entre glifosato e cloransulam, clorimuron, imazetapir e lactofen, enquanto Tadesco et al. (2025) analisaram os efeitos do saflufenacil de modo isolado ou associado com o glifosato sobre a cultura da soja. Vale destacar que o efeito fitotóxico decorrente da aplicação de herbicidas em especial na pós-emergência da soja, pode ser mitigado na maioria dos casos com o adequado posicionamento de substancias bioestimulantes que contribuem para reduzir os efeitos dos estresses nas plantas.

Tabela 1. Evolução da fitotoxicidade, produtividade e peso médio de 1000 grãos observados nas associações entre glifosato e diferentes herbicidas aplicados na pós-emergência da soja RR. Sinop, MT. 2010.
Fonte: Marchi et al. (2013)
Verdade: a fito por alguns herbicidas pode comprometer a produtividade da soja

Os maiores danos decorrentes da fitotoxicidade são observados em cultivares suscetíveis aos herbicidas aplicados. No caso dos herbicidas pré-emergentes, o risco de prejuízos aumenta quando são utilizadas doses elevadas, associadas a condições inadequadas de aplicação, como o intervalo prolongado entre a semeadura e a aplicação (plante-aplique), ou à ocorrência de chuvas intensas que favoreçam o deslocamento do produto no perfil do solo. Nessas situações, pode haver comprometimento da emergência das plântulas, resultando em estandes desuniformes e perda de potencial produtivo.

Em relação aos herbicidas pós-emergentes, os danos mais severos ocorrem quando são aplicados em cultivares geneticamente sensíveis, como na aplicação de glifosato em soja convencional (não-RR), de glufosinato de amônio em cultivares sem a tecnologia Liberty Link, de 2,4-D em soja que não possua a tecnologia Enlist, ou de dicamba em cultivares que não apresentam a tecnologia Intacta Xtend.

Nessas condições, tanto a aplicação direta quanto à deriva desses herbicidas sobre áreas sensíveis pode provocar níveis elevados de fitotoxicidade, ocasionando desde reduções significativas na produtividade até a inviabilização da lavoura, em casos de morte generalizada das plantas.



Figura 2. Efeito de fitotoxicidade de Dicamba em soja não tolerante.
Fonte: Universidade de Nebraska-Lincoln (2019).

Avaliando  os sintomas de injúrias de soja não tolerante ao dicamba e a produtividade da cultura após a aplicação de subdoses do herbicida em V3 e R1, Alves et al. (2021) observaram que uma deriva de dicamba de 1%, em condições tropicais, resulta em uma redução de até 12% na produtividade da soja.

Figura 3. Curvas taxa-resposta da estimativa de injúria visível 14 dias após aplicação do herbicida (A) e produtividade (B) obtida para a cultivar de soja Nidera 6906 RR2 IPRO (Glycine max) em função da aplicação de doses de dicamba (ácido equivalente) em dois estádios fenológicos da cultura. V3, estádio vegetativo; e R1, estágio reprodutivo.
Fonte: Alves et al. (2021).

Vieira (2018), também observou resultados similares, demonstrando que herbicidas auxínicos apresentam elevada capacidade em reduzir a produtividade em soja não tolerante, mesmo que pelo efeito da deriva. Ao avaliar os efeitos da aplicação do herbicida dicamba na cultura da soja, o autor observou que a severidade das injúrias, as alterações no teor de clorofila e os impactos sobre a produtividade variaram conforme o estádio fenológico da planta no momento da exposição e a dose do herbicida utilizada. Esses resultados indicam que tanto o desenvolvimento da cultura quanto a quantidade do produto são fatores determinantes na manifestação dos sintomas de fitotoxicidade e em seus reflexos agronômicos.

Mito: toda fitotoxicidade é causada por erro na aplicação

Embora os efeitos da fitotoxicidade sejam frequentemente atribuídos a falhas na pulverização, é importante destacar que diversos fatores, atuando de forma isolada ou em conjunto, podem induzir ou intensificar a fitotoxicidade de herbicidas na cultura da soja. Entre os principais fatores envolvidos, destacam-se o mau posicionamento dos herbicidas em relação à dose e ao momento da aplicação, as condições climáticas e ambientais (especialmente temperatura, umidade relativa do ar e umidade do solo), além de aspectos relacionados à tecnologia de aplicação, com ênfase na ocorrência de deriva, e na qualidade do preparo da pulverização, principalmente se tratando da limpeza de resíduos de herbicidas no tanque do pulverizador.

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A interação entre esses fatores pode potencializar os efeitos fitotóxicos, mesmo quando a aplicação segue as recomendações técnicas. Assim, nem toda manifestação de fitotoxicidade pode ser atribuída exclusivamente a erros operacionais, sendo necessário considerar o contexto ambiental e fisiológico da cultura no momento da exposição ao herbicida.

 Verdade: é possível reduzir o risco de fitotoxicidade com boas práticas

A adoção de algumas estratégias de manejo contribuem para reduzir os riscos de ocorrência de fitotoxicidade em soja. Dentre as principais ações, destacam-se:

  • O posicionamento adequado de herbicidas, considerando o espectro de ação, seletividade, sensibilidade da cultura, dose e momento de aplicação;
  • Ajuste de dose de acordo com características ambientais, tais como tipo de solo e suas características (textura, teor de matéria orgânica e pH);
  • Respeitar o intervalo recomendado entre a pulverização dos herbicidas e a semeadura no caso da modalidade plante-aplique de herbicidas pré-emergentes;
  • Evitar aplicações em períodos de estresse hídrico ou temperaturas extremas;
  • Atentar para a biotecnologia presente na cultivar no que diz respeito a tolerância aos herbicidas;
  • Adotar cuidados relacionados a tecnologia de aplicação e limpeza dos pulverizadores

Vale destacar que independentemente do herbicida utilizado, para evitar afeitos indesejados de fitotoxicidade na cultura, é essencial seguir as orientações presentes na bula, utilizando óleos e adjuvantes recomendados pelo fabricante, além de seguir criteriosamente as recomendações de dose, número e período de aplicações fornecidas na bula. Consulte um(a) engenheiro(a) agrônomo(a).

Referências:

ALVES, G. S. et al. PHYTOTOXICITY IN SOYBEAN CROP CAUSED BY SIMULATED DICAMBA DRIFT. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 56, 2021. Disponível em: < https://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/download/26912/14872 >, acesso em: 25/07/2025.

MARCHI, S. R. et al. ASSOCIAÇÕES ENTRE GLIFOSATO E HERBICIDAS PÓS-EMERGENTES PARA O CONTROLE DE TRAPOERABA EM SOJA RR. Revista Brasileira de Herbicidas, 2013. Disponível em: https://www.rbherbicidas.com.br/index.php/rbh/article/download/173/pdf >, acesso em: 25/07/2025.

TADESCO, L. et al. FITOTOXICIDADE À SOJA PELA SIMULAÇÃO DE DOSES DE SAFLUFENACIL APLICADO EM ISOLADO OU ASSOCIADO AO GLYPHOSATE. 2° ENFIT-SUL, 2025. Disponível em: < https://revistas.uceff.edu.br/enfitsul/article/view/1023?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 25/07/2025.

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VIEIRA, G. S. FITOTOXIDADE CAUSADA POR DERIVA SIMULADA DO HERBICIDA DICAMBA NA CULTURA DA SOJA. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal de Uberlândia, 2018. Disponível em: < https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/23787/2/FitotoxidadeCausadaDeriva.pdf >, acesso em: 25/07/2025.



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Aprosoja-GO e Faeg possibilitam antecipação do plantio de soja em Goiás

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Foto: Pedro Silvestre

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) conseguiram a antecipação do calendário de semeadura da soja em Goiás para a safra 2026/2027. O pedido foi encaminhado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que autorizou, em caráter excepcional, o início da presença de plântulas de soja no campo a partir de 20 de setembro.

A autorização foi oficializada nesta quarta-feira (16), com a publicação da Instrução Normativa nº 5/2026, da Agrodefesa. Até então, o calendário estabelecia 25 de setembro como data inicial para a semeadura. A data limite permanece em 2 de janeiro de 2027.

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Segundo a Faeg, a solicitação levou em consideração avaliações técnicas e as condições climáticas previstas para o período. A análise identificou a possibilidade de ocorrência de janelas pontuais de umidade do solo em diferentes regiões produtoras do Estado.

“Na prática, uma janela de umidade é um período curto em que o solo apresenta condições adequadas de umidade, geralmente após chuvas, que podem favorecer o início da semeadura. Essas condições não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo em todo o Estado e podem durar poucos dias. Por isso, a antecipação permite que o produtor aproveite uma oportunidade de plantio quando houver chuva e umidade suficientes em sua região, sem precisar esperar até 25 de setembro”, explica Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos da Faeg.

Outro aspecto considerado pelas entidades foi a diferença entre os calendários de Goiás e de estados vizinhos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o período de vazio sanitário da soja termina antes. A antecipação pode aproximar os períodos de plantio entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste.

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A medida é excepcional e temporária e vale para a safra 2026/2027. Isso significa que não altera de forma permanente o calendário estabelecido pela Instrução Normativa Agrodefesa nº 6/2024.

Os produtores que realizarem a semeadura entre 20 e 24 de setembro deverão cumprir as obrigações fitossanitárias já estabelecidas, como o registro e a comunicação das áreas cultivadas e o monitoramento das lavouras.

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Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

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O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.

Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.

Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Fonte: França-Neto et al. (2016).

Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.

A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.

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Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.

Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.
Fonte: Balbinot Junior et al. (2020)

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação  (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).

Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).

Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).


Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas


Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.

FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).

As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.

Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.

O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.

Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.

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Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.

Fonte: Emater/RS



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