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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Herbicidas e estresse inicial na soja: mitos e verdades sobre fitotoxicidade – MAIS SOJA

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Embora os herbicidas sejam ferramentas indispensáveis no manejo de plantas daninhas na cultura da soja, o posicionamento inadequado dos produtos, aliado a condições ambientais desfavoráveis ao funcionamento de determinadas moléculas, pode desencadear estresses fisiológicos nas plantas. Esses estresses se manifestam por meio de sintomas de fitotoxicidade, má formação de estruturas vegetativas e, em casos mais severos, redução do potencial produtivo.

Tanto os herbicidas aplicados em pré-emergência quanto aqueles utilizados em pós-emergência podem gerar efeitos negativos no crescimento e desenvolvimento da soja, especialmente quando não são observadas as recomendações técnicas quanto à seletividade, estádio de aplicação e condições do ambiente. No entanto, é importante destacar que nem todo sintoma de fitotoxicidade se traduz necessariamente em perda de rendimento. A soja possui, em muitos casos, capacidade de recuperação, desde que os danos sejam leves e ocorra retomada do crescimento em condições favoráveis (sem estresses).

Devido à diversidade de mecanismos de ação dos herbicidas, os sintomas de fitotoxicidade variam amplamente, podendo incluir desde necroses em plântulas até deformações foliares ou redução do crescimento. Esses efeitos são mais críticos nas fases iniciais do ciclo, quando a cultura é naturalmente mais sensível a interferências químicas. Assim, a compreensão dos riscos e a adoção de práticas de manejo adequadas são fundamentais para garantir seletividade e minimizar impactos negativos sobre a produtividade.

Figura 1. Sintomas típicos da fitotoxicidade ocasionada por alguns herbicidas em soja.
Foto: André Consonni
Mito: qualquer sintoma de fitotoxicidade compromete o rendimento da soja

Nem todo efeito fitotóxico resulta diretamente em perdas de produtividade da soja. O dano da fitotoxicidade em soja pode estar relacionado a tolerância genética da planta ao herbicida, modo de ação do herbicida, condições climáticas e ambientais, bem como estádio do desenvolvimento da soja em que os danos são observados.

No geral a soja apresenta maior capacidade de se recuperar de injurias durante o período vegetativo do seu desenvolvimento. Com isso em vista, danos ocasionados por herbicidas de contato e/ou herbicidas cuja biotecnologia presente na cultivar contemple a tolerância ao herbicida, geralmente não comprometem a produtividade da cultura. Conforme observado por Marchi et al. (2013) e corroborado por Tadesco et al. (2025), a associação entre glifosato e distintos herbicidas pós-emergentes registrados para o controle de plantas daninhas na cultura da soja, não resulta em perdas significativas de produtividade, mesmo ocasionado efeitos fitotóxicos à cultura.

Marchi et al. (2013) avaliaram a associação entre glifosato e cloransulam, clorimuron, imazetapir e lactofen, enquanto Tadesco et al. (2025) analisaram os efeitos do saflufenacil de modo isolado ou associado com o glifosato sobre a cultura da soja. Vale destacar que o efeito fitotóxico decorrente da aplicação de herbicidas em especial na pós-emergência da soja, pode ser mitigado na maioria dos casos com o adequado posicionamento de substancias bioestimulantes que contribuem para reduzir os efeitos dos estresses nas plantas.

Tabela 1. Evolução da fitotoxicidade, produtividade e peso médio de 1000 grãos observados nas associações entre glifosato e diferentes herbicidas aplicados na pós-emergência da soja RR. Sinop, MT. 2010.
Fonte: Marchi et al. (2013)
Verdade: a fito por alguns herbicidas pode comprometer a produtividade da soja

Os maiores danos decorrentes da fitotoxicidade são observados em cultivares suscetíveis aos herbicidas aplicados. No caso dos herbicidas pré-emergentes, o risco de prejuízos aumenta quando são utilizadas doses elevadas, associadas a condições inadequadas de aplicação, como o intervalo prolongado entre a semeadura e a aplicação (plante-aplique), ou à ocorrência de chuvas intensas que favoreçam o deslocamento do produto no perfil do solo. Nessas situações, pode haver comprometimento da emergência das plântulas, resultando em estandes desuniformes e perda de potencial produtivo.

Em relação aos herbicidas pós-emergentes, os danos mais severos ocorrem quando são aplicados em cultivares geneticamente sensíveis, como na aplicação de glifosato em soja convencional (não-RR), de glufosinato de amônio em cultivares sem a tecnologia Liberty Link, de 2,4-D em soja que não possua a tecnologia Enlist, ou de dicamba em cultivares que não apresentam a tecnologia Intacta Xtend.

Nessas condições, tanto a aplicação direta quanto à deriva desses herbicidas sobre áreas sensíveis pode provocar níveis elevados de fitotoxicidade, ocasionando desde reduções significativas na produtividade até a inviabilização da lavoura, em casos de morte generalizada das plantas.



Figura 2. Efeito de fitotoxicidade de Dicamba em soja não tolerante.
Fonte: Universidade de Nebraska-Lincoln (2019).

Avaliando  os sintomas de injúrias de soja não tolerante ao dicamba e a produtividade da cultura após a aplicação de subdoses do herbicida em V3 e R1, Alves et al. (2021) observaram que uma deriva de dicamba de 1%, em condições tropicais, resulta em uma redução de até 12% na produtividade da soja.

Figura 3. Curvas taxa-resposta da estimativa de injúria visível 14 dias após aplicação do herbicida (A) e produtividade (B) obtida para a cultivar de soja Nidera 6906 RR2 IPRO (Glycine max) em função da aplicação de doses de dicamba (ácido equivalente) em dois estádios fenológicos da cultura. V3, estádio vegetativo; e R1, estágio reprodutivo.
Fonte: Alves et al. (2021).

Vieira (2018), também observou resultados similares, demonstrando que herbicidas auxínicos apresentam elevada capacidade em reduzir a produtividade em soja não tolerante, mesmo que pelo efeito da deriva. Ao avaliar os efeitos da aplicação do herbicida dicamba na cultura da soja, o autor observou que a severidade das injúrias, as alterações no teor de clorofila e os impactos sobre a produtividade variaram conforme o estádio fenológico da planta no momento da exposição e a dose do herbicida utilizada. Esses resultados indicam que tanto o desenvolvimento da cultura quanto a quantidade do produto são fatores determinantes na manifestação dos sintomas de fitotoxicidade e em seus reflexos agronômicos.

Mito: toda fitotoxicidade é causada por erro na aplicação

Embora os efeitos da fitotoxicidade sejam frequentemente atribuídos a falhas na pulverização, é importante destacar que diversos fatores, atuando de forma isolada ou em conjunto, podem induzir ou intensificar a fitotoxicidade de herbicidas na cultura da soja. Entre os principais fatores envolvidos, destacam-se o mau posicionamento dos herbicidas em relação à dose e ao momento da aplicação, as condições climáticas e ambientais (especialmente temperatura, umidade relativa do ar e umidade do solo), além de aspectos relacionados à tecnologia de aplicação, com ênfase na ocorrência de deriva, e na qualidade do preparo da pulverização, principalmente se tratando da limpeza de resíduos de herbicidas no tanque do pulverizador.

A interação entre esses fatores pode potencializar os efeitos fitotóxicos, mesmo quando a aplicação segue as recomendações técnicas. Assim, nem toda manifestação de fitotoxicidade pode ser atribuída exclusivamente a erros operacionais, sendo necessário considerar o contexto ambiental e fisiológico da cultura no momento da exposição ao herbicida.

 Verdade: é possível reduzir o risco de fitotoxicidade com boas práticas

A adoção de algumas estratégias de manejo contribuem para reduzir os riscos de ocorrência de fitotoxicidade em soja. Dentre as principais ações, destacam-se:

  • O posicionamento adequado de herbicidas, considerando o espectro de ação, seletividade, sensibilidade da cultura, dose e momento de aplicação;
  • Ajuste de dose de acordo com características ambientais, tais como tipo de solo e suas características (textura, teor de matéria orgânica e pH);
  • Respeitar o intervalo recomendado entre a pulverização dos herbicidas e a semeadura no caso da modalidade plante-aplique de herbicidas pré-emergentes;
  • Evitar aplicações em períodos de estresse hídrico ou temperaturas extremas;
  • Atentar para a biotecnologia presente na cultivar no que diz respeito a tolerância aos herbicidas;
  • Adotar cuidados relacionados a tecnologia de aplicação e limpeza dos pulverizadores

Vale destacar que independentemente do herbicida utilizado, para evitar afeitos indesejados de fitotoxicidade na cultura, é essencial seguir as orientações presentes na bula, utilizando óleos e adjuvantes recomendados pelo fabricante, além de seguir criteriosamente as recomendações de dose, número e período de aplicações fornecidas na bula. Consulte um(a) engenheiro(a) agrônomo(a).

Referências:

ALVES, G. S. et al. PHYTOTOXICITY IN SOYBEAN CROP CAUSED BY SIMULATED DICAMBA DRIFT. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 56, 2021. Disponível em: < https://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/download/26912/14872 >, acesso em: 25/07/2025.

MARCHI, S. R. et al. ASSOCIAÇÕES ENTRE GLIFOSATO E HERBICIDAS PÓS-EMERGENTES PARA O CONTROLE DE TRAPOERABA EM SOJA RR. Revista Brasileira de Herbicidas, 2013. Disponível em: https://www.rbherbicidas.com.br/index.php/rbh/article/download/173/pdf >, acesso em: 25/07/2025.

TADESCO, L. et al. FITOTOXICIDADE À SOJA PELA SIMULAÇÃO DE DOSES DE SAFLUFENACIL APLICADO EM ISOLADO OU ASSOCIADO AO GLYPHOSATE. 2° ENFIT-SUL, 2025. Disponível em: < https://revistas.uceff.edu.br/enfitsul/article/view/1023?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 25/07/2025.

VIEIRA, G. S. FITOTOXIDADE CAUSADA POR DERIVA SIMULADA DO HERBICIDA DICAMBA NA CULTURA DA SOJA. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal de Uberlândia, 2018. Disponível em: < https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/23787/2/FitotoxidadeCausadaDeriva.pdf >, acesso em: 25/07/2025.



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Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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