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6 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Área de lavouras com seguro pode cair ao menor nível em sete anos

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O ano de 2025 pode ser o pior da história para o mercado de seguro rural no Brasil. O congelamento de R$ 445 milhões do orçamento do programa de subvenção federal, cerca de 42% da verba total de R$ 1,06 bilhão, vai reduzir a área segurada para menos de 5 milhões de hectares — algo inédito em sete anos — e deixar milhares de produtores sem acesso a apólices, principalmente para a cobertura da safra de soja, que pode enfrentar o fenômeno La Niña em fevereiro de 2026, na época da colheita.

Sem a garantia de recursos para a subvenção, a comercialização de apólices para a safra de verão está quase paralisada. O cenário de juros altos e margens espremidas no campo também afeta a venda de seguros, cuja contratação fica inviável para muitos produtores.

Seguradoras já estimam perdas de receita de 30% a 40% do previsto para 2025 com a arrecadação de prêmios com seguro rural. Para piorar o cenário, o governo ainda não pagou R$ 129 milhões relativos a apólices do ano passado, o que atrapalha o fluxo de caixa das companhias em um momento em que já precisam desembolsar sinistros de geadas na safra de inverno.

Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), diz que o setor se programou para cobrir até 20 milhões de hectares em 2025, com aporte de capital de risco das resseguradoras, mas os planos foram frustrados. A área segurada deve ficar entre 4 milhões e 5 milhões de hectares, desempenho semelhante ao de 2018 (4,6 milhões de hectares).

“Se não tiver o descontingenciamento, com certeza esse será o pior ano para o mercado de seguro rural depois que as coisas começaram a se encaixar”, afirma. Em 2021, a área segurada chegou a 13,6 milhões de hectares. Nos últimos anos, porém, ficou em torno de 7 milhões.

 

O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2025 era de R$ 1,06 bilhão. Desses, R$ 67 milhões foram usados para pagar apólices contratadas em 2024. Dos R$ 992 milhões restantes, houve congelamento de R$ 445 milhões em junho, diante da necessidade do governo de controlar gastos.

O Ministério da Agricultura ainda não sabe se o recurso do seguro será liberada após melhora nas contas do governo. “As informações sobre o desbloqueio deverão ser divulgadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após o dia 30 de julho”, disse, em nota.

A verba disponível para aplicação até agosto é de R$ 547,7 milhões, sem previsão de recursos para os grãos de verão, como a soja, principal produto atendido pelo programa. Em 2024, dos 7,1 milhões de hectares segurados, 4,7 milhões foram da oleaginosa.

Tarifaço dos EUA, custos de produção em alta, margens apertadas e juros nas alturas foram a “espiral negativa” para o mercado segurador, nas palavras de Toyama. “O custo do seguro é a última linha do produtor. Se tiver que abrir mão de algo e tomar risco, ele não compra o seguro”, diz.

Baixa aderência

Na avaliação do vice-presidente da Newe Seguros, Rodrigo Motroni, as seguradoras vão sentir um “baque” neste ano. “A contratação de seguro para a safra de verão está pífia. Todo mundo está muito assustado com a baixa aderência”, diz. Segundo ele, o mercado já considera como definitivo o corte na subvenção.

Os R$ 445 milhões congelados no orçamento poderiam alcançar até R$ 37 bilhões em importância segurada se fossem destinados apenas para seguro de soja no segundo semestre, cuja taxa de prêmio é de 6%, calcula Motroni.

Para ele, o corte na subvenção vai limitar a receita das seguradoras a 60% ou 70% do projetado no início do ano. De janeiro a maio, a arrecadação de prêmios de seguro agrícola e pecuária já caiu quase 18%, para R$ 1,6 bilhão, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

Empecilhos

Outro problema é a dívida de R$ 129 milhões que o governo tem com apólices contratadas em 2024 com subvenção. “Nunca vimos um prazo tão dilatado de pendência de pagamentos. Isso afeta e desestimula toda a cadeia”, diz Toyama. A subvenção de R$ 179 milhões para apólices contratadas para a safra de inverno também não foi paga até agora.

Também há preocupação com a janela de contratação do seguro. Para o verão, as vendas começam em maio e vão até meados de setembro. “Há um atraso na comercialização. Deveria estar no auge e está só no começo, justamente pela falta de subvenção, que afeta a decisão do produtor”, diz Leonardo Paixão, CEO da Sombrero Seguros. A empresa esperava alcançar até 400 mil hectares por ano. “Esse patamar vai diminuir. A competição está mais acirrada. Todo mundo vai perder um pouco”. A subvenção federal banca entre 20% e 40% do valor do prêmio.

Outro problema para este ano é a “anti-seleção” que a escassez de recursos para a subvenção causa, afirma Toyama. A percepção de agentes financeiros é que produtores menos tecnificados e com menor nota de crédito precisam da proteção. O cenário aumenta o risco das seguradoras. Ao mesmo tempo, agricultores do Centro-Sul “machucados” com as perdas das últimas safras tentarão garantir suas apólices, com produtos mais baratos e menos cobertura.

O Ministério da Agricultura disse que “as contratações continuam, pois há expectativa de desbloqueio do orçamento” até o fim do ano. A Pasta prevê quitar os pagamentos pendentes de 2024 até agosto. Sobre os R$ 179 milhões de subvenção de apólices da safra de inverno, não há previsão de desembolso para as seguradoras.

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Agro Mato Grosso

MT se prepara para bater recorde de produtividade no algodão

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Mesmo com área 11% menor, Mato Grosso deve atingir produtividade recorde de 315 arrobas/ha de algodão na safra 2025/2026.

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Agro Mato Grosso

Sicredi lidera operações do MT Garante e avança para a linha de crédito aos associados

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Intercâmbio institucional realizado entre colaboradores do Sicredi, Desenvolve MT e da Sedec proporcionou realinhamento de processos para ampliar acesso à linha de crédito com fundo de aval do governo de Mato Grosso

O apoio aos pequenos e médios negócios faz parte da atuação do Sicredi. Por meio da oferta de crédito para diferentes finalidades, a instituição financeira cooperativa contribui para que empreendedores e produtores rurais possam iniciar projetos, manter suas atividades e planejar novos investimentos. Para quem empreende em Mato Grosso, contar com crédito no momento certo pode ser o ponto de partida para começar um negócio ou o impulsar o crescimento.
É esse recurso que permite montar a estrutura do empreendimento, adquirir máquinas e insumos, formar estoque, contratar pessoas, ampliar a produção e atender novos clientes. Uma das alternativas disponíveis aos empreendedores, produtores e associados do Sicredi são as linhas de crédito do MT Garante, um fundo de aval do Governo de Mato Grosso que garante até 80% do valor da operação de crédito em caso de inadimplência.
Entre as instituições financeiras credenciadas para operar os recursos, o Sicredi lidera, com 73% de todo o volume concedido. Desde 2022 foram liberados mais de R$ 366 milhões pelas cooperativas do Sicredi, em 4.216 operações realizadas em 116 municípios de Mato Grosso.
As operações alcançaram diferentes segmentos da economia mato-grossense. O comércio e os serviços concentram a maior participação, seguidos pela produção rural, indústria, transporte, alimentação e construção. Entre os municípios com os maiores volumes estão Cuiabá, Sorriso, Sinop, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Campo Verde, Paranaíta, Alta Floresta, Marcelândia e Jaciara. Juntas, essas 10 cidades concentram R$ 207 milhões em crédito, distribuídos em 2.262 operações.
Samir Reis, gerente de Risco de Crédito do Sicredi, afirma que o alcance registrado é possível porque a garantia oferecida pelo fundo amplia as condições para a concessão dos recursos e porque o Sicredi está presente em 130 cidades, onde atua como um agente de fomento para o desenvolvimento local. “O objetivo do MT Garante, do qual somos parceiros do governo do Estado, é ampliar o acesso ao crédito para MEIs, micro e pequenas empresas, agricultores familiares e produtores rurais. O fundo garante 80% da operação em caso de inadimplência, dando mais segurança aos parceiros para conceder o crédito. Isso permite que os recursos cheguem a associados que não têm garantias sólidas”.
Criado pelo Governo de Mato Grosso em 2021 e em funcionamento desde 2022, o MT Garante complementa a garantia necessária para a contratação do financiamento. Assim, o empreendedor ou produtor rural pode utilizar o fundo como parte da garantia da operação, após passar pela análise de crédito. A cobertura pode chegar a 80% do valor contratado.
Os recursos podem ser destinados à compra de máquinas, equipamentos e outros investimentos, ao capital de giro ou às despesas da produção rural. Podem utilizar o MT Garante microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, agricultores familiares e pequenos e médios produtores rurais.
Próximos passos da parceria
Os resultados alcançados desde que o Sicredi iniciou as operações com o MT Garante, em 2022, serviram de base para discutir os próximos passos da parceria. Na última sexta-feira (31), profissionais da instituição, da Desenvolve MT e da Sedec se reuniram na sede da Central Sicredi Centro Norte, em Cuiabá, para aproximar as equipes, alinhar procedimentos e avaliar melhorias que possam dar mais agilidade às operações e ampliar o acesso ao crédito no estado.
Segundo a secretária-adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec-MT, Linacis Roberta Pinho, o cooperativismo é fundamental para ampliar o alcance do MT Garante. Segundo ela, cerca de 90% das operações realizadas com o aval do programa passaram pelas cooperativas de crédito, e o Sicredi se destacou com a maior participação entre as instituições credenciadas. “O cooperativismo foi muito importante para o desenvolvimento do MT Garante. As cooperativas conseguiram interiorizar a linha de crédito e ampliar a adesão nos municípios. De forma particular, o Sicredi alcançou a maior participação nas operações, com cerca de 70%, e é um grande parceiro do Governo do Estado na democratização do crédito em Mato Grosso”, afirmou.
Para Cândido Rosa Junior, da área de Relações Institucionais do Sicredi, o encontro fortaleceu a parceria entre Sicredi e Sedec e abriu espaço para melhorias na concessão de crédito pelo MT Garante. “Agradecemos à Desenvolve MT e à Sedec pela abertura ao diálogo e pela construção conjunta. Manter esse contato próximo com os parceiros é fundamental para alinhar os procedimentos, tornar mais ágil a liberação dos recursos e ampliar o acesso ao crédito para os associados, empreendedores e produtores rurais do Estado”, afirmou.
Como contratar e limites 
Os associados do Sicredi interessados podem solicitar o crédito com a garantia do MT Garante diretamente nas agências. Em Mato Grosso, a instituição possui mais de 190 pontos físicos de atendimento. O recurso disponível varia conforme o porte do negócio. Para microempreendedores individuais (MEIs), o limite é de até R$ 70 mil; para microempresas, de até R$ 200 mil; e para empresas de pequeno porte, de até R$ 300 mil. Pequenos produtores rurais podem contratar até R$ 250 mil, enquanto médios produtores têm limite de até R$ 430 mil. Para a instalação de aviários, o valor pode chegar, excepcionalmente, a R$ 2 milhões.
Para contratar crédito com o Fundo de Aval é preciso estar enquadrado em um dos portes empresariais, passar pela análise de risco da instituição e pagar a Comissão de Concessão de Aval (CCA). Esta comissão é destinada à manutenção do próprio fundo e tem o objetivo de contribuir para o aumento de recursos e beneficiar o maior número de negócios ao longo do tempo.
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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT prorroga inscrições do Prêmio de Jornalismo 2026 até 21 de agosto

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Concurso nacional recebe trabalhos até 21 de agosto e mantém premiação em seis categorias, além do Prêmio Master com viagem aos Estados Unidos

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) prorrogou até o dia 21 de agosto o prazo de inscrições para a 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026. A ampliação do período busca oferecer mais tempo para que jornalistas e estudantes de Jornalismo de todo o país possam inscrever seus trabalhos e participar da premiação.

Neste ano, o concurso ganhou abrangência nacional e passou a receber inscrições de profissionais de todas as regiões do Brasil, fortalecendo o propósito de ampliar o debate sobre o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, valorizando produções jornalísticas que evidenciem a conexão entre o campo e os centros urbanos, a sustentabilidade e a importância econômica da cadeia produtiva da soja e do milho.

As inscrições são gratuitas e contemplam seis categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses, esta última exclusiva para profissionais que atuam em Mato Grosso. Podem ser inscritos trabalhos publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026, conforme o novo cronograma do concurso.

A edição de 2026 distribuirá premiações de até R$ 20 mil nas categorias profissionais. Na categoria Jornalismo Universitário, os prêmios são de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para os três primeiros colocados. Já os vencedores da categoria Destaques Mato-grossenses receberão R$ 7 mil em cada uma das cinco regiões do estado.

Além da premiação em dinheiro, o concurso conta com o Prêmio Master, que levará um dos finalistas habilitados para participar da Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com todas as despesas custeadas pela entidade. Concorrem ao sorteio os finalistas das categorias nacionais e da categoria Destaques Mato-grossenses que atenderem aos requisitos previstos no regulamento.

O Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo tem como objetivo reconhecer e valorizar a produção jornalística de qualidade sobre o agronegócio brasileiro, incentivando reportagens que contribuam para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a produção sustentável, a inovação no campo e seus impactos para a economia e para a vida nas cidades.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do prêmio.

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