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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Divulgada eficácia de fungicidas contra ferrugem-asiática em soja

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Ensaios cooperativos na safra 2024/2025 foram apresentados durante o Congresso Brasileiro da Soja

Os resultados de eficácia de fungicidas contra ferrugem-asiática referentes à última safra foram divulgados durante o Congresso Brasileiro de Soja. Os estudos são realizados por uma rede de 23 instituições de pesquisa, em vários estados brasileiros.

A doença, causada por Phakopsora pachyrhizi, comprometeu até 63% da área foliar nas áreas não tratadas.

Cláudia Godoy

Cláudia Godoy

O melhor resultado foi de pesticida com 75% de redução na severidade e produtividade de 4.028 kg/ha. O resultado refere-se à média dos números encontrados em 11 estados.

Severidade da ferrugem-asiática (SEV), porcentagem de controle (C) em relação à testemunha sem fungicida, fitotoxicidade média das plantas causada pelas aplicações dos fungicidas (FITO), produtividade (PROD) e porcentagem de redução de produtividade (RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo com fungicidas registrados. Média de 15 experimentos para severidade, 11 para produtividade e 10 para fitotoxicidade, safra 2024/25 - Circular Técnica 219

Severidade da ferrugem-asiática (SEV), porcentagem de controle (C) em relação à testemunha sem fungicida, fitotoxicidade média das plantas causada pelas aplicações dos fungicidas (FITO), produtividade (PROD) e porcentagem de redução de produtividade (RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo com fungicidas registrados. Média de 15 experimentos para severidade, 11 para produtividade e 10 para fitotoxicidade, safra 2024/25 – Circular Técnica 219

A mutação V130A, associada à redução da eficácia de protioconazol e tebuconazol, foi detectada em várias regiões. Apesar disso, os fungicidas com esses ingredientes ainda apresentaram desempenho satisfatório quando usados em misturas com multissítios. A adição desses produtos, como mancozebe ou clorotalonil, mostrou aumento expressivo na eficiência e redução de danos às plantas.

A maior produtividade observada nos tratamentos superou em até 25% as lavouras sem controle químico. O uso isolado de princípios ativos, por outro lado, apresentou menor eficiência. Ciproconazol, por exemplo, teve apenas 18% de controle.

O estudo reforça a importância da rotação de ingredientes ativos e do uso de misturas com fungicidas multissítios para preservar a eficácia dos produtos e retardar a resistência do patógeno. Aplicações sequenciais e o uso repetido de moléculas semelhantes não são recomendados.

O trabalho utilizou protocolo padronizado, com quatro aplicações iniciadas cerca de 46 dias após a emergência das plantas. As avaliações ocorreram entre os estádios R5 e R6 da cultura, fase crítica para a definição da produtividade.

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Os resultados foram publicados na Circular Técnica 219, da Embrapa.

Alternativas de controle

A presença tardia da doença em várias regiões, favorecida pelo vazio sanitário e semeaduras antecipadas, evidenciou a eficácia das estratégias de manejo integrado.

Durante a apresentação dos números, a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, disse que há uma brincadeira sobre a melhor estratégia contra a ferrugem-asiática ser o “escape”.

“‘Escape’ é uma mistura tripla de três ativos: vazio sanitário, cultivar precoce e semeada cedo. Isso é uma recomendação antiga. Mas com maior uso por causa do crescimento do milho-safrinha. A grande maioria das áreas está tendo ‘escape’ da ferrugem, o melhor controle que se tem”, explicou Cláudia.

Instituições participantes das pesquisas, locais e datas de semeadura da soja

Instituições participantes das pesquisas, locais e datas de semeadura da soja

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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